Quinta, 21 de Fevereiro de 2019 - 11:10

Entre água e fogo, BaianaSystem celebra 10 anos e lança o álbum 'O Futuro Não Demora'

por Lara Teixeira

Entre água e fogo, BaianaSystem celebra 10 anos e lança o álbum 'O Futuro Não Demora'
Foto: Divulgação / Felipe Cartaxo

Não foi premeditado, mas aconteceu. A banda BaianaSystem celebra sua trajetória de 10 anos com o lançamento do seu terceiro disco, “O Futuro Não Demora”. Produzido por Daniel Ganjaman e dividido em "lado água" e "lado fogo", o novo trabalho do grupo reflete um ano de dedicação, pesquisa, parcerias musicais e a travessia Salvador - Ilha de Itaparica. 

 

“O disco foi construído mais com esse perfil. A gente começou a entender tudo mais com esse perfil de deixar a naturalidade das coisas, ao invés de montar um roteiro. O roteiro aconteceu muito pela história, a cronologia das idas para a Ilha, geralmente eram assuntos diferentes. Então a gente realmente começou a construir um processo para as músicas 'Água', 'Bola de Cristal', 'Salve', 'Sulamericano', 'Sonar' e 'Melô do Centro da Terra' para serem complementares, terem cronologia, justamente porque era a ida e volta da Ilha”, conta Russo Passapusso, integrante do grupo ao lado de Roberto Barreto e Seko Bass, ao Bahia Notícias. 

 

Diferente do último álbum, “Duas Cidades” (2016), Russo Passapusso destaca uma maior presença da Música Popular Brasileira no novo trabalho, com a participação de Antonio Carlos & Jocáfi, BNegão, Curumin, Edgar, Manu Chao, Mestre Lourimbau, Orquestra Afrosinfônica, o grupo feminino Samba de Lata de Tijuaçu, o rapper baiano Vandal e o maestro Ubiritan Marques.

 

“Foi um processo de convivência e pesquisa [...] Ali não são participações que a gente mandou um pedaço da letra e falou ‘cara, escreve aí nessa música e tal’, não é bem assim, são pessoas que são bem íntimas. [...] Foi algo mais como pessoas que estão ali contribuindo junto, criando juntos, do que como pessoas que a gente chamou para fazer uma participação, isso tem uma grande diferença. Nesse disco, tirando as participações que vieram de fora, foi construído mesmo através da convivência, porque foi um tempo grande de produção, então a gente tinha muito tempo para conviver para depois colocar esse material para fora”, declarou Russo.

 

O primeiro show do BaianaSystem em Salvador, após o lançamento do “O Futuro Não Demora” acontece neste sábado (23), no Baile Arapuca. Segundo Russo, algumas músicas novas já serão apresentadas no show que acontece na Área Verde do Othon, a partir das 19h. 


Vocês planejaram lançar “O Futuro Não Demora” como homenagem aos 10 anos da banda (celebrado no dia 2 e fevereiro) ou coincidiu de ficar pronto no mesmo mês da data? 
Coincidiu sim. Muita coincidência, aconteceu, mas eu acho que era o processo natural da forma que o disco foi feito, de quando a gente terminasse, teríamos várias conclusões, e foi o que acabou acontecendo. Foi coincidência mesmo, a gente não sabia, não tinhamos ligado os pontos ainda não. Eu acho que neste 2 de fevereiro foi onde muita coisa aconteceu, porque eram 14 anos do Ministério Público, 10 anos do Baiana, e a gente tocou naturalmente ali, no sound system, foi massa, estava todo mundo junto. Sempre que vem 2 de fevereiro, dia de Iemanjá, a gente entende que as coisas estão acontecendo em ciclos. 

 

Durante esses 10 anos de banda, existiu algum show ou algum momento que vocês consideram mais marcante? 
O show que a gente fez na Ilha de Itaparica agora,antes de fazer esse disco, a gente estava ali fazendo o show de “Duas Cidades”, na Ilha a gente teve um contato com Felipe Brito do grupo Maré de Março, no próprio show, quando eu estava falando sobre antropofagia, a gente mergulhou bastante, e ele falou ‘não, antropofagia nasceu aqui’, isso abriu uma lacuna, abriu uma janela na minha cabeça, e esse show para mim foi bem marcante. Agora assim, se eu perguntar para a banda, em conjunto, claro que a gente vai ter outros shows aí que foram f*****. O show do Rock in Rio, alguns momentos do Carnaval, o show que a gente fez em Xangai, lá atrás.

 

Falando mais sobre o novo disco, como funcionou essa imersão para a criação dele? Eu escutei você falando sobre a trindade Ilha, mar, Salvador, como aconteceu? 
Foi um ano de trabalho, foi um processo de entendimento mais a longo prazo, de mergulho para poder absorver as coisas antes de pensar propriamente dito na música. Tivemos que discutir, conviver, fazer parte desses lugares. Foi o entendimento desses 3 elementos, eles vinham forte, quando a gente começou a fazer a travessia, a ida e a volta já tem esse processo de transformação. E a Ilha, com todas as descobertas da Ilha de Itaparica, toda a magia, e essas descobertas e convivências lá, com algumas pessoas que são maravilhosas, dentre elas esse do 1º contato ai que eu te falei com o Brito do Maré de Março, com o bar do Mafado, o sound system que tem lá, do cravinho, o reggae que toca nas festas, é muita história, muito mergulho. A gente levou Mestre Lourimbau para lá, e passamos um ano fazendo isso, um ano produzindo isso. Então no meio desse processo que a gente começou a entender, como é que seria montado esse quebra cabeça, foi sem pretensão nenhuma, de entender que o disco ia se dividir em Água, Melô do Centro da Terra e Fogo.

 

Essa ideia de dividir o álbum em lado água e lado fogo, como surgiu?
Não escolhemos, foi intuitivo também, natural e intuitivo. As leituras, a gente vai visualizando agora, até junto com vocês, a música tem esse teor ainda mais quando ela funciona assim, ela vem ali pelos tempos e tudo mais, ela tem esse teor, às vezes até assim meio profética e tudo mais. É, foi intuitivo, a gente não preparou espaço nenhum, a gente deixou as lacunas abertas e quando a gente viu, o processo do disco estava esse. A água como movimento de Beto Barreto e a Orquestra Afrosinfônica, depois eu e Antonio Carlos & Jocáfi também compartilhando disso. Tudo veio com longo prazo, foi criando cada vez mais uma confiança nas pessoas, você sabe que quando você está pesquisando a muito tempo, as pessoas vão criando confiança de que você realmente está podendo se doar para aquele assunto. Então o disco foi construído mais com esse perfil, a gente começou a entender tudo mais com esse perfil de deixar a naturalidade das coisas, ao invés de montar um roteiro. O roteiro aconteceu muito pela história, a cronologia das idas para a Ilha, geralmente eram assuntos diferentes. Então a gente realmente começou a construir um processo para as músicas “Água”, “Bola de Cristal”,  “Salve”, “Sulamericano”, “Sonar” e  “Melô do Centro da terra” para serem complementares, terem cronologia, justamente porque era ida e volta da Ilha. Quando chegava lá, falava sobre Neandertal, mergulhava sobre essa coisa de cultura de exposição e tudo mais, voltava e “Bola de Cristal” estava se formando, voltava de novo e falava de territorialismo, de “Sulamericano”. Esse lado água foi muito construído com essas visões e com esse acompanhamento ambiental do espaço da Ilha.

 

 

 

Que comparação vocês fazem do disco “Duas Cidades” com o novo trabalho? Quais são os aspectos mais diferentes comparando os dois? 
Acho que a grande diferença é que esse disco ele tem mais representação, tem mais força e mais presença da música brasileira.

 

Esse disco ele tem um número de participações grande. Como foi reunir todos esses artista e qual é o papel essencial deles nesse novo trabalho? 
Foi um processo de convivência e pesquisa. Quando Daniel Ganjaman vai pra Ilha com a gente, quando a gente leva Mestre Lourimbau na Ilha, ele que sempre fez parte da convivência do Baiana, Vandal sempre fez parte da convivência do Baiana, Antonio Carlos & Jocáfi são meus amores pessoais, Curumim produziu meu disco “Paraíso da Miragem”, Edgar é a pessoa que sempre que tivermos por São Paulo a gente se encontra e fica ali junto, ele cantando ou não no show,  ele está sempre ali com a gente, a gente ama Edgar. Então tudo isso foi muito natural, as coisas que não foram naturais foram mais as coisas que a gente encontrou de fazer essa linguagem, essa correlação na música global, na coisa do Andrew, na coisa do Manu Chao, de pessoas que eram de fora mesmo. Mas o resto, é tudo convivência mesmo, ali não são participações que a gente mandou um pedaço da letra e falou “cara, escreve aí nessa música e tal”, não é bem assim, são pessoas que são bem íntimas. Sempre que Antônio Carlos vem aqui a gente vai pro estúdio, isso se for para um disco ou não, a gente vai, faz o samba ali, fica tocando, brincando, conversando sobre as histórias e tudo mais, para que essa música “Água” e a música “Salve” surgissem, com a participação deles tão interligada, tão forte.  Foi algo mais como pessoas que estão ali contribuindo junto, criando juntos, do que como pessoas que a gente chamou para fazer uma participação, isso tem uma grande diferença. Nesse disco, tirando as participações que vieram de fora, foi construído mesmo através da convivência, porque foi um tempo grande de produção, então a gente tinha muito tempo para conviver para depois colocar esse material para fora. 

 

Vocês não lançaram nenhum single antes de lançar o disco, isso faz parte da estratégia da história que o novo disco aborda ou foi por outra decisão? 
É, é a valorização do álbum. A gente tentou fazer um disco sem a pretensão de querer fazer uma obra de arte, sem essa pretensão, é fora dessa disso. Mas quando você fica muito mais tempo ali, valorizando as coisas, e tem tantos links, a gente não queria tirar uma faixa para descaracterizar esse disco, onde o próprio público tem que ter esse entendimento do que cada faixa representa. A gente não queria dar um spoiler para determinar qual a faixa que direciona o ouvinte no disco, não queríamos entrar nesse processo. A gente valoriza muito a ideia do álbum, o disco como álbum, então é basicamente esse processo, que eu acho rico. O disco para mim, ele tem a importância de ser algo que foi mergulhado, que foi vivido, dentro disso tudo. Então ainda tô decifrando esse disco também. É muito desses contatos de decifrar. E principalmente, ele é um disco do BaianaSystem, ele é um recorte mesmo que foi feito dentro dessa convivência, e isso se chama “O Futuro Não Demora”, e aí já tem essas pessoas que participam da mesma forma que elas fazem parte da nossa vida, sabe?!

 

Vocês continuam trazendo as discussões sociais em músicas como “Navio”, “Sulamericana”, “Bola de Cristal” e outras. Queria que você me falasse um pouco de como vocês veem a importância de abordar esses assuntos na música. 
A gente não tem separação disso. É muito natural que a gente, pelo fato da gente fazer, respirar e mergulhar nesse tipo de música, nessas músicas que vem da África, essas músicas que se renovam, ou pelo fato da gente ser filho da cultura do Samba-Reggae, amar o Samba-Reggae, se espelhar nisso tudo,  de gostar de estar presente com os mestres, e tudo mais, não tem outro caminho senão esse caminho de entender que tudo é política, naturalmente. Não fazer politica é politica também. A pessoa que acha que é ‘apolitizada’, não participa, ela também está ajudando o impulsionamento de alguma coisa, ou de algo que se aproveita da presença dela para isso, no mundo é assim. Então a gente não tem muita separação disso mas vemos a importância incrível na ideia da música “Sulamericana”, no entendimento de como a música participa desses processos, de como a Tropicália, o Mangue-Beat representa muito. O nosso principal ponto é contra esse atentado de destruição da cultura. Com a base na cultura  que a gente tenta proteger para poder educar e fazer um futuro. Então a gente sempre anda por esses meios, quando a gente vê que a coisa está sendo contra o processo cultural, a gente vê que isso é criado justamente para imbecilizar mesmo o ouvinte, o povo, dentro dessa estrutura. Tem que ser somativo, ainda mais nos momentos que a gente passa hoje. Então para mim, isso é coisa pessoal também, é a urgência, você ter que está somando ou desconstruindo ou procurando ter uma reflexão dentro das coisas que tão acontecendo, porque a arte tem seu papel dentro disso tudo, a arte faz o contraponto com todas essas estruturas de meios de comunicação, de publicidade, de tudo isso, e ela tem que ocupar esse espaço dentro disso.

 

 

 

Sobre os vídeos que vocês publicaram no Instagram, tem bastante conteúdo audiovisual das gravações. Vocês pretendem lançar um mini documentário?
Isso começou agora, a gente tem muito material, entende? O disco ele não caminha com aquele processo de tipo, você faz tudo, e depois mostra o disco. Não, a gente foi particionando as informações, e a gente está criando de forma muito natural também, as coisas que acontecem, não tem pacotes assim, para determinar as coisas que vão sair, mas como tem muito material sobre isso tudo, até esse material que você está falando que foi mostrado, quando eu cheguei a colocar um atrás do outro, já vi que já tinha algo, uma coisa bem documental ali né, já funciona, eles já se colam e já fica ali já, algo que poderia juntar e botar em um Youtube, ou completar...mas esse processo já ta sendo assim livre, já a algum tempo. Entenda que até o processo musical foi assim, ali dá pra entender o porquê que a gente fala em relação a uma obra musical, a gente dá graças, e agradece muito o fato de ter esse recorte de música ali, de conseguir mostrar, de valorizar essa atualização musical através desses mestres que estavam presentes. Então é mais um transmissor de energia positiva, e de entendimento de reflexão, e de esperança, de good vibes mesmo, tentando sempre entrar na situação da ferramenta da valorização cultural, vendo claramente, eu vejo isso, várias participações, um recorte de vários músicos da Bahia, e do Brasil, muita música brasileira envolvida, o violão fazendo parte do disco já, o Baiana que sempre foi dos beats eletrônicos tendo violão ali, ‘como é que isso funciona?’, as harmonias que foram colocadas, a Orquestra Afrosinfônica, ‘como isso ficou? Ficou natural? Como não ficou parecendo que é um disco de orquestra do Baiana, ou um disco de música brasileira do Baiana, não ficou parecendo que nada disso, porque?’ porque houve mesmo uma convivência, ficou natural.  Ficou natural a forma como Manu Chao participa de “Sulamericana”. Vai de Feira de Santana até o clandestino do senhor Matanza, é como se fizesse parte, a coisa já vem se complementando. 

 

Existe um grande apelo do público pela presença de vocês no Furdunço, mas sempre existe um questionamento sobre a participação do grupo e as informações ficam confusas. Por que você acha que isso acontece? 
Tudo isso porque o Carnaval é um reflexo do que está acontecendo. Carnaval é um ótimo laboratório para se entender tudo e para se observar e entender como todos os poderes se movimentam pela internet ou fora de lá. Para mim é sempre uma maquete do entendimento das coisas da sociedade, do povo, da galera, de como funciona. Para mim é sempre assim, todo ano são essas questões que vão fazer com que a gente entenda como vai ser ou não o Carnaval. Essa prévia aí você já vai começar a entender, as pessoas fazem esse Carnaval quando enchem as ruas, então é ali o grande momento da situação. Eu vejo com muita calma mesmo a situação do Carnaval. Tô muito feliz que a gente vai tocar no primeiro dia do Carnaval em si, no Furdunço, mas se você for parar pra pensar, os três shows que o baiana fez agora no início do ano foram muito astral. A gente fez Itaparica de graça, a UNE de graça e Ministério Público, no 2 de fevereiro de graça, eu acho que as pessoas não estão entendendo que a gente está nas ruas, que estamos ocupando. Eu acho que às vezes as pessoas acham que isso tudo é magia, e aí questiona sobre o Carnaval. Você entende que as ruas já estão acontecendo? Que tudo isso está acontecendo? Que o 2 de fevereiro sempre aconteceu, e a ilha foi maravilhoso, instigar as pessoas a atravessarem, a irem na Ilha, irem entender um pouco de tudo isso, tendo em vista que a gente vai lançar um disco que fala sobre isso, e que a gente já tocou musica nova lá, e no 2 de fevereiro também, e às vezes as pessoas me perguntam ‘quando que vocês vão tocar músicas novas?’, eu respondo ‘no 2 de fevereiro nós tocamos, é assim que acontece’, não tem a coisa da música nova, porque a construção é através do sound system, é de renovação, de ressignificação, a gente está fazendo versões, então a gente tem sempre que explicar novamente isso, todo ano falar sobre como é o método, de como é o processo, do que é o sound system. Depois de 10 anos de Baiana e de 14 de Ministério, a gente passa a entender o ciclo, que tudo pede mais calma, porque as pessoas vão perguntar de novo e a gente passa a entender. Mas com relação ao Carnaval, eu queria dizer que estou muito feliz e que todos os anos que vamos tocar, eu penso em fazer um manifesto no dias sobre a paz. Eu quero que a gente possa guiar um tema, um sentimento que vá de encontro a esse processo de entendimento de como é esse discurso da paz, esse protesto do sorriso, dessa forma de convivência, de colaboração de interação das pessoas, eu acho que o caminho vai ser muito para esse lado. O “Futuro Não Demora” vai muito para isso, para esse lado Ijexá, e “Alfazema” que a gente fez com Nação zumbi, “Capim Guiné”, essas músicas estavam sempre indicando para essa benção, que para mim é o mais importante. O poder falar sem destruir é a grande dádiva que temos. A gente se faz diferente porque a gente se comunica, é basicamente por isso que a gente é diferente, o resto é perna perna, barriga barriga, mas a comunicação vai exercitando todo um processo, então fico dentro dessas questões. 

 

É impressionante a quantidade de pessoas que acompanham o Navio Pirata (trio elétrico). Como vocês enxergam o movimento Carnaval e como funciona a troca com o público? 
Diálogo, tem sempre ali no Baiana naquele momento. A gente gosta da estética sonográfica e as pessoas também, música jamaicana e experimentalismo, a presença da música baiana cada vez mais forte, então tem uma mensagem clara. Eu acho que as pessoas que estão ali são para somar, para mostrar o que aprenderam e ensinar. O BaianaSystem tem uma participação muito forte do público justamente porque é um diálogo, existe isso, as músicas partem dessa ideia de pergunta e resposta. Nesses momentos, as pessoas falam com muita força e você tem entendimento de mensagem até sem ser pela voz e sim pelo olhar. Eu acho que essa interação é que fazem as pessoas perceberem, até aquelas pessoas que não sabem o que é o Navio Pirata e começam a andar e acompanhar, porque elas estão vendo que existe um diálogo ali, que tem perguntas ‘em que cidade você se encaixa?’, o samba reggae tem muito disso, as músicas das ruas tem isso, os tambores são muito fortes. 

 

Vai acontecer o Baile Arapuca neste sábado (23), vocês convidaram alguns artistas para participar. Como está a expectativa para o show?
Com certeza iremos apresentar músicas novas e vamos ter um grande encontro lá, são pessoas que já estão com a gente. Vandal, Larrisa Luz, B Negão e Ministério Público, isso é uma crew, é uma galera que já convive junto a muito tempo. Larissa é daqui, foi pro Rio, já voltou tocou com a gente em um dos primeiros trios que eu nem lembro. Vandal é um cara que está sempre com a gente, a galera acha que ele é do Baiana, ele não é do Baiana, ele é um rapper que representa a linguagem das ruas e o Baiana é um sistema, aonde como no sound system as pessoas chegam e se estiverem ali em confluência com os pensamentos ideais de todo uma história que acontece ali em torno do BaianaSystem, da nossa magia, elas começam a fazem simbiose, naquilo ali e cada vez mais as coisas são assim. 

 

SERVIÇO
O QUÊ:
 Baile Arapuca
QUANDO: Sábado, 23 de fevereiro, às 19h
ONDE: Área Verde do Othon – Ondina – Salvador (BA)
VALOR: Meia R$ 50 | Inteira R$ 100 

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