Sábado, 27 de Abril de 2019 - 08:30

Utopia Pop: Taylor Swift abraça a sua individualidade em ‘Me!’

por Deivide Souza

Utopia Pop: Taylor Swift abraça a sua individualidade em ‘Me!’
Foto: Reprodução / YouTube

Diferente do que muitos esperavam que Taylor Swift acendesse de volta as suas raízes country pop, ou que rasgasse um pop country psicodélico e social como o bem sucedido “Golden Hour” de Kacey Musgraves, seu novo single carro-chefe do seu esperado 7° álbum de estúdio ainda sem nome, “Me!”, trás toda a magia e vibração dos musicais açucarados da Broadway e se inspira na aclamada trilha musical de The Greatest Showman, o álbum mais vendido do Reino Unido em 2018 e que passou 11 semanas consecutivas em 1° da UK Album Chart.


 
A canção foi lançada simultaneamente a um videoclipe que remonta a cobra da sua era anterior, “reputation”, que aparece cheia de cores e vida (provavelmente refletindo o novo estado de espirito de Swift), e que logo sofre uma mutação e se transforma em borboletas. Liricamente, a música que conta com parceria do vocalista do Panic! At The Disco, Brendon Urie, que, aliás, deu “toque de Midas” ao single, se inicia com Taylor fazendo uma promessa: “Eu prometo que você nunca encontrará outra como eu” (dessa vez sem shades, já que a artista está “muito bem, obrigada”, com o seu namorado Joe Alwyn). Em entrevista a emissora ABC, Taylor afirmou que a música reflete sua autoaceitação e é uma celebração a nossa individualidade: “Eu acho que, com a música pop, nós temos a habilidade de criarmos melodias que grudam na cabeça das pessoas e eu só quero que essa faça com que elas se sentirem melhores sobre si mesmas”.

 

 

Musicalmente a canção é muito fresca, é envolta de muita euforia, batidas marcantes em forma de marca passo que acompanham todo o seu enredo, além da corneta e o melódico piano que ecoam durante todo o refrão de maneira brilhante. Apesar de ter uma leve referencia a “Black Space”, do álbum “1989, “Me!”chega de maneira despretensiosa na coleção de hits de Swift, abrindo prisma para sua carreira e eliminando o “darkness” deixado na sua última era”. É sem dúvida nenhuma, e de longe, seu melhor single desde “Look What You Made Me Do”. Mas, como em todo primeiro carro-chefe de Taylor, dificilmente este deve refletir a realidade do conjunto da obra. É, teremos que esperar para ver. Mas por enquanto, dançaremos todos ao som de “Me”!

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