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Fábio Mota prevê reconstrução de obra incendiada de Mário Cravo Jr. até o fim do ano
Foto: Divulgação

Após um imbróglio de mais de um ano e meio, a reconstrução do “Monumento à Cidade de Salvador”, de autoria do artista plástico baiano Mário Cravo Júnior, pode desenrolar em breve. Anunciada pelo prefeito Bruno Reis para acontecer em meados de abril (clique aqui), a licitação está em processo, à cargo da Superintendência de Obras Públicas do Salvador (Sucop). 

 

“Nesse momento a Sucop deve estar licitando. Acho que ainda nesse segundo semestre se concluirá a licitação da empresa que vai fazer a estrutura. Aí, construída a estrutura, a Desal [Companhia de Desenvolvimento Urbano de Salvador], empresa pública do Município, entra e faz o monumento”, explica o secretário municipal de Cultura e Turismo, Fábio Mota. “Então acho que até o fim do ano conclui tudo”, prevê o gestor.


INCÊNDIO E IMPASSE FAMILIAR

Localizada no bairro do Comércio, próximo ao Elevador Lacerda, a obra “Monumento à Cidade de Salvador”, também conhecida como “Monumento Fonte da Rampa do Mercado”, foi destruída por um incêndio em dezembro de 2019 (relembre). 

 

Um dos mais emblemáticos cartões postais da capital baiana, a obra foi pivô de um imbróglio que envolve a prefeitura municipal e a família do artista, por conta de direitos autorais (saiba mais aqui e aqui).

 

O impasse se deu por causa de divergências de um dos herdeiros do artista plástico baiano, que pede o pagamento de direitos autorais para a liberação da obra, enquanto os demais familiares abriram mão do pagamento. 

 

Em 2020, ao confirmar a reconstrução da escultura, a Diretora de Patrimônio e Humanidades da Fundação Gregório de Mattos FGM, Milena Tavares, afirmou que a prefeitura de Salvador tem amparo legal para dar andamento às obras. “Sobre a questão com a família, estamos nos amparando no parecer enviado pela Procuradoria [Geral do Município]”, declarou.

 

O documento em questão foi elaborado a pedido do presidente da FGM, Fernando Guerreiro, e da própria Milena, no âmbito do processo administrativo de número 405/2020, que visa consultar a procedência ou não da cobrança dos direitos autorais.

 

Ainda em setembro de 2020, em um gesto otimista, Guerreiro chegou a dar por solucionado o impasse entre a gestão municipal e a família de Mário Cravo Jr. (relembre), mas a advogada de Ivan Cravo -  filho de Mário que pleiteia o pagamento dos direitos - negou que seu cliente tivesse fechado um acordo com a prefeitura de Salvador (saiba mais).

 

Em janeiro deste ano, já com o parecer da PGM, o presidente da Fundação Gregório de Mattos destacou que o processo burocrático de responsabilidade da instituição estava adiantado. Ele também estimou que a obra seria reinaugurada no segundo semestre de 2021, já com material anti-chamas (clique aqui).  


 
“Todo o termo de referência está pronto e agora já estamos partindo para a licitação. Então, uma vez licitada e a empresa ganhando essa licitação, a gente começa a execução da obra. Eu acho que em setembro ou outubro a gente está com isso aí para inaugurar”, disse Guerreiro, à época.

Segunda, 26 de Julho de 2021 - 21:48

Empresário e joalheiro Carlos Rodeiro morre em Salvador

Empresário e joalheiro Carlos Rodeiro morre em Salvador
Foto: Divulgação

O empresário e joalheiro Carlos Rodeiro morreu nesta segunda-feira (26), vítima de um tumor no cérebro. Ele estava na Clínica Florence, em Salvador, especializada em cuidados paliativos.

 

O tumor foi diagnosticado em abril, durante exames no Hospital da Bahia. Após isto, ele foi transferido para o Albert Einstein, em São Paulo, para a realização de uma cirurgia. 

 

A família decidiu não divulgar o local e o horário da despedida para evitar aglomerações. A família agradeceu o carinho recebido. Após o anúncio do seu falecimento, o empresário recebeu homenagens de diversos fãs e amigos, como o ex-secretário de Turismo Fausto Franco, o cantor Léo Santana, a cantora Daniela Mercury e a esposa Malu Verçosa, e do dançarino Diogo Pretto.

 

À frente da marca CR Joias, em 1987 Rodeiro teve sua primeira loja instalada no Shopping Barra, na capital baiana.

 

James Bond volta à ação em novo teaser de '007 – Sem Tempo Para Morrer'
Foto: Reprodução / YouTube

O filme “007 – Sem Tempo Para Morrer”  ganha um novo teaser nesta segunda-feira (26), repleto de cenas de ação, e o retorno de Daniel Craig ao papel de James Bond.

 

O elenco conta com Ralph Fiennes, Billy Magnussen, Jeffrey Wright, Christoph Waltz e outros. A direção é de Cary Joji Fukunaga, que divide os créditos do roteiro com Phoebe Waller-Bridge, Robert Wade e Neal Purvis.

 

Segundo o Papel Pop, o longa deve chegar aos cinemas em outubro deste ano.

 

 

Segunda, 26 de Julho de 2021 - 19:00

Giro: Congresso de Medicina atrai profissionais de dois continentes

por Adriana Barreto e Cris Montenegro

Giro: Congresso de Medicina atrai profissionais de dois continentes
Dr. Raymundo Paraná | Foto: Divulgação

Profissionais brasileiros e de outros nove países da América e Europa estarão reunidos na 24ª edição do evento on-line, “Hepatologia do Milênio 2021 – Programa Fronteiras da Hepatologia”, o maior do gênero na América Latina. O congresso, uma realização da Associação Baiana para Estudo do Fígado, acontece nos dias 29 a 31 de julho para tratar de temas da hepatologia e enfermidades relacionadas. Os convidados são tanto de países vizinhos como Argentina e Chile, quanto de locais como Estados Unidos, França e Alemanha.

 “Teremos um elenco de palestrantes que trarão aporte científico sólido e, paralelamente, faremos discussões de casos clínicos abrindo para participação ativa da plateia", explica Raymundo Paraná, hepatologista, coordenador geral do congresso e diretor do Hospital Aliança. No rol de temas que serão discutidos, casos como hemorragia varicosa, cirrose, hepatites crônicas e transplante de fígado, entre tantos outros. Uma mesa específica vai tratar de covid-19, incluindo uma discussão sobre o estado atual da vacinação. Mais informações e inscrição no site hepatologiadomilenio.com.br.

 
 
 
Websérie com Tinganá Santana coloca em pauta filosofia e modos de estar no mundo
Foto: José de Holanda

Estreia nesta terça-feira (27), às 20h, no canal do Sesc no YouTube, a websérie “Os Sons do Pensamento”, do cantor e compositor Tiganá Santana, colocando em pauta assuntos como sonoridades, filosofias e modos de estar no mundo.

 

O projeto contará com quatro episódios, que trazem como referências o Maçalê, primeiro álbum na história fonográfica do Brasil; a sonoridade do violão-tambor, o álbum Tempo & Magma e a conexão estético-musical com países da África Ocidental; e os álbuns "Vida-Código" e "Milagres". Os episódios serão lançados no período de 27 de julho a 17 de agosto, sempre às terças-feiras, a partir das 20h.

 

 

 

SERVIÇO
O QUÊ: Websérie “Os Sons do Pensamento”
QUANDO: de 27 de julho a 17 de agosto, sempre às terças-feiras, 20h.
ONDE: Canal do YouTube do Sesc
VALOR: Gratuito

Segunda, 26 de Julho de 2021 - 17:50

'La Casa de Papel' ganha teaser e data do próximo trailer

'La Casa de Papel' ganha teaser e data do próximo trailer
Foto: Reprodução

A Netflix divulgou nesta segunda-feira (26), através no Twitter, uma prévia com uma chamada para o trailer oficial da série, que sai dia 2 de agosto. A quinta e última temporada de “La Casa de Papel“, será dividida em duas partes, a primeira chega no dia 3 de setembro, e a segunda e última parte em 3 de dezembro de 2021.

 

Segundo o Papel pop, em nota, Alex Pina, criador da série, falou um pouco sobre o encerramento: “Quando começamos a escrever a Parte 5, no meio da pandemia, sentimos que precisávamos mudar o formato tradicional de uma temporada com dez episódios. Por isso, usamos todas as ferramentas que tínhamos à nossa disposição para criar a sensação de um final de temporada logo no volume 1. Optamos por trabalhar um gênero muito mais agressivo, colocando La Banda em situações extremas. Já no volume 2, tentamos focar no estado emocional dos personagens. É uma viagem através dos sentimentos deles, o que nos conecta com a despedida”

 

 

Filme nacional com Rodrigo Santoro e Christian Malheiros, será exibido no Festival de Veneza
Foto: Divulgação

Nesta segunda-feira (26), através do Twitter, a Netflix anunciou que o filme nacional “7 Prisioneiros” fará parte da programação do 78º Festival de Veneza, concorrendo ao prêmio Orizzonti Extra, de júri popular. O Festival acontece entre 1º e 11 de setembro.

 

Segundo o Papel pop, o longa é estrelado por Rodrigo Santoro e Christian Malheiros, produção de Ramin Bahrani e Fernando Meirelles, e direção de Alexandre Moratto. Na trama, depois de Mateus, de 18 anos, aceitar um emprego em um ferro-velho em São Paulo, ele e um grupo de meninos ficam presos em um mundo perigoso do tráfico de pessoas.

 

Ainda não há data oficial para a estreia no streaming, mas o lançamento acontece ainda em 2021.

 

 

 

Livro conecta mulheres por meio de contos para curar as dores das violências de gênero
Fotos: Danielle Andrade / Divulgação

O livro “Inventa?rio Vermelho - Histo?rias de Mulheres e Contos de Tradic?a?o oral” será lançado nesta terça-feira (27), às 20h, em uma live no YouTube, com leituras de trechos e conversas sobre o processo de criação com as autoras. A obra já está disponível para venda no site por R$ 50.

 

No livro Aline Fátima, Cecília Carvalho, Danielle Andrade, Jamira Muniz, Larissa Leão e Xan Marçall,  seis autoras cis e trans da Bahia, escrevem para 21 pesquisadoras e contadoras de contos de tradição oral de diversas regiões do país. Em cada carta, as escritoras remetentes narram com afeto e empatia as histórias reais de mulheres que sofreram violências física, psicológica, sexual, política, abusos e abandonos.


 
“Em 2020, entre tantas trage?dias noticiadas e o aumento de mais de 50% dos casos de violência contra mulheres e crianças, uma história me machucou mais: a morte do menino Miguel, após cair de um prédio de luxo no Recife. Para ale?m da indignac?a?o, essa morte me trouxe algumas perguntas: que histórias podemos contar a estas mulheres vítimas de tanta barbárie e violência, especialmente nestes tempos em que estamos vivendo? Que histo?rias podemos contar para a mãe de  Miguel? Que histo?rias diminuiriam ou ajudariam a ressignificar a dor desta ma?e? Os contos do passado, podem curar as histórias de agora?”, questiona a idealizadora do projeto, a contadora de histórias Danielle Andrade.

 

Segunda, 26 de Julho de 2021 - 15:00

GastrôBahia: Tempero Bahia confirma data e retorna para aquecer o turismo de Salvador

por Cris Montenegro

Considerada um dos cinco motivos que despertam e atraem turistas à capital baiana, de acordo com estudos feitos pela Secretaria Municipal de Cultura e Turismo (Secult), a gastronomia vai ser motivo de celebração através da 4ª edição do Festival Tempero Bahia.  A Etapa Salvador do Projeto Tempero no Forte confirmou a data de realização deste ano e vai temperar a capital baiana de 26 de agosto a 5 de setembro de 2021. O Festival retorna com o objetivo de movimentar a economia criativa dos setores mais afetados pela pandemia. De Stella Maris ao Centro Histórico de Salvador, turistas e visitantes já podem pensar no roteiro turístico agregado à rota dos restaurantes participantes do evento. 

O evento gastronômico e cultural – que tem como tema ‘O Sertão e o Mar’ - aspira fortalecer o turismo com uma proposta multicultural e gourmet, atraindo visitantes de diversas partes do Brasil e seguindo todos os protocolos necessários impostos pela Organização Mundial da Saúde (OMS), garantindo conforto e segurança para o público. Dessa forma, a gastronomia, o turismo e a cultura caminharão de mãos dadas, a fim de aquecer o segmento local, proporcionando um aumento de movimento dos mais de vinte e cinco restaurantes de Salvador.

 

Projeto Ecowomen 2021 tem inscrições abertas para jovens embaixadoras até 30 de julho
Foto: Divulgação

O segundo processo seletivo para a escolha de 17 novas Jovens Embaixadoras Ecowomens 2021 tem inscrições abertas até 30 de julho, para preenchimento de vagas remanescentes. Os projetos propostos pelas jovens devem estar alinhados com os 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas.

 

O projeto, que é realizado pela organização PEACE (Paz, Educação Ambiental e Consciência Ecológica), em parceria com o Movimento Universidade Arte Transformática (MudArt), selecionará mulheres com idade de 18 a 25 anos que estejam matriculadas em instituições de nível superior (públicas e privadas) e tenham cursado o ensino médio na rede pública. 

 

As jovens selecionadas participarão de oficinas e orientações voltadas para a estruturação de projetos sociais em suas comunidades, que, ao final das atividades, estarão prontos para submissão em editais nacionais e internacionais de apoio.

 

As interessadas devem se inscrever gratuitamente preenchendo formulário de cadastro disponível online (clique aqui). Para participar é preciso enviar também documentos previstos no edital, link de apresentação da candidata e do respectivo projeto, além de uma prova de redação sobre o projeto proposto. Em uma segunda etapa, serão realizados encontros, e na terceira haverá uma entrevista virtual.

Segunda, 26 de Julho de 2021 - 14:00

Giro: Inauguração em Itapoan

por Adriana Barreto e Cris Montenegro

Giro: Inauguração em Itapoan
Foto: Divulgação

Liderada pelo empresário Fábio Barros, a rede de lojas Srº Banana Açaí, inaugura no próximo dia 29 de agosto, às 17h, no bairro de Itapuã, a sua 13º unidade. Com esta loja, que terá capacidade para até 60 pessoas, o grupo chega a marca de 10 franquias no Estado em quatro anos desde a sua fundação. Mas as novidades não param por aí. O grupo deve anunciar, em breve, inauguração nos EUA.

Fundado na cidade de Camaçari no mês junho de 2017, a rede cresceu exponencialmente nestes quatro anos e conta com 13 unidades, sendo 10 franquias espalhadas por Camaçari – Centro, 46 e Inocoop - Salvador - Barra, Rio Vermelho, Itapuã, Cajazeiras, Pau da Lima, Cidade Baixa, Paripe, Periperi e - Simões Filho e Lauro de Freitas - Vilas do Atlântico.

Pioneiros no esquema de atendimento "self service", no Srº Banana Açaí os clientes não precisam esperar para ter seu produto. Ao chegarem em qualquer unidade podem montar ao seu modo tendo à disposição uma variedade de frutas e cereais, dentre outros acompanhamentos. @srbananaacai

Livro revela que Fidel Castro ajudou Lula a superar depressão e não desistir da política
Foto: Ricardo Stuckert

De autoria de Fernando Morais, o primeiro volume da biografia do ex-presidente Lula será lançado em outubro deste ano. 

 

De acordo com informações publicadas na coluna de Lauro Jardim, no jornal O Globo, a primeira parte da obra narra a vida do petista até 1982, com foco no período que vai de sua prisão, em 1980, até a derrota nas eleições ao governo de São Paulo, em 1982.

 

Segundo a coluna, na biografia, o autor conta que Lula entrou em depressão depois de perder sua primeira eleição, tendo ficado em quarto lugar, com 10% dos votos. De tão abalado, o ex-presidente pensou em deixar a política, mas foi persuadido pelo cubano Fidel Castro, que o incentivou a seguir, após uma conversa.

Turma da Mônica homenageia Tereza de Benguela no 'Donas da Rua da História'
Fotos: Divulgação

Com o objetivo de marcar o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra, celebrado neste domingo (25), a Mauricio de Sousa Produções homenageia a mulher que dá nome à data, através de uma arte da Turma da Mônica.

 

A líder quilombola Tereza de Benguela acaba de entrar para o hall das “Donas da Rua da História”, parte do projeto “Donas da Rua”, que tem como proposta resgatar a trajetória de mulheres que marcaram a humanidade com suas ações.

 

Tereza de Benguela, ou Rainha Tereza, como ficou conhecida em seu tempo, viveu no século 18, no Vale do Guaporé, no Estado do Mato Grosso. Seus feitos fazem parte da história pouco contada do Brasil e que vem sendo resgatada pelo movimento negro.

 

Na época, a repressão ao movimento era brutal e tinha como objetivo intimidar aqueles que lutavam. Depois de seu marido, José Piolho, ser morto por soldados, ela foi responsável pela liderança do Quilombo do Piolho (também conhecido como Quilombo do Quariterê), o maior do Mato Grosso. Segundo informações de documentos da época, esse refúgio abrigava mais de 100 pessoas, entre negros e indígenas e resistiu da década de 1730 ao final do século 18, depois de ter sido atacado pelo exército.

Segunda, 26 de Julho de 2021 - 11:50

Dirigido por baiana, 'Um Dia com Jerusa' tem sabor de conquista histórica ao streaming

por Lúcia Monteiro | Folhapress

Dirigido por baiana, 'Um Dia com Jerusa' tem sabor de conquista histórica ao streaming
Foto: Divulgação

Até onde se sabe, o primeiro longa-metragem de ficção realizado por uma cineasta negra no Brasil é "Amor Maldito", de 1984, dirigido por Adélia Sampaio. Só três décadas mais tarde outros filmes de ficção assinados por mulheres negras ganharam distribuição comercial no país.
 

É o caso de "Café com Canela", de 2017, que Glenda Nicácio dirigiu lado de Ary Rosa. E agora de "Um Dia com Jerusa", da cineasta baiana Viviane Ferreira, que estreia nesta segunda no catálogo da Netflix.
 

É uma conquista histórica. Não por acaso, a história está no centro do filme, realizado inicialmente como curta ("O Dia de Jerusa", 2014, exibido no Festival de Cannes) e refilmado em versão ampliada graças a um edital federal de 2016, que apoiou três longas de baixo orçamento de diretores negros --Ferreira foi a única mulher contemplada.
 

O roteiro se concentra no dia do aniversário de 77 anos da personagem-título, brilhantemente interpretada por Léa Garcia. Moradora do bairro paulistano do Bexiga, ela aguarda os familiares para um bolo quando recebe a visita inesperada de Sílvia, de Débora Marçal, que faz pesquisas de mercado.
 

O questionário dá ensejo a um mergulho no emaranhado de histórias coletivas ligadas ao percurso de Jerusa e seus antepassados e despontam lembranças da escravidão, das origens do Bexiga, de carnavais passados...
 

Jerusa conta que herdou o nome da avó, negra ladina que mantinha no braço a marca do brasão do antigo dono. Ao chegar à cidade vinda de um cafezal, a avó de Jerusa trabalhou como lavadeira às margens do Saracura, córrego atualmente canalizado.
 

Através de relatos e imagens do passado, bem como de fragmentos do presente das protagonistas em seus trajetos pela região central de São Paulo, a narrativa evoca situações de preconceito, violência policial, luto. Nem por isso amargor e melancolia dão o tom do filme.
 

O que sobressai é a elegância de Jerusa/Léa Garcia a enfeitar seu bolo de aniversário, o cuidado para abrir forminhas de brigadeiro, os gestos precisos com que arruma a mesa para as visitas. Com alegria, a personagem transmite as memórias de uma família que existiu e existe --algo nada óbvio num contexto em que predominam notícias de lares negros desfeitos, violência, injustiça, precariedade.
 

As fotografias guardadas no sobrado de Jerusa têm papel fundamental na narrativa. O talento com as lentes, passado de geração a geração, não só contribuiu para provar a existência dessa família negra de classe média mas para afirmar sua vocação artística. Como diz a professora do cursinho de Sílvia logo no início do filme, "ser mulher negra disposta a sonhar é o que há de mais subversivo neste país".
 

"Um Dia com Jerusa" é de fato o produto do encontro entre mulheres negras sonhadoras, maioria no elenco e na equipe técnica. Nascida em Salvador em 1985, Viviane Ferreira mudou-se para São Paulo aos 19 anos e estudou cinema e direito. Desde março, dirige a Spcine, empresa municipal de fomento ao desenvolvimento do audiovisual na capital paulista.
 

A carioca Léa Garcia integrou o Teatro Experimental do Negro, grupo idealizado por Abdias do Nascimento, e atuou em filmes emblemáticos, como "Orfeu Negro", de 1959, do francês Marcel Camus, e "Ganga Zumba", de 1963, de Cacá Diegues, em que sua personagem Cipriana é uma espécie de porta-voz da liberdade.
 

"Um Dia com Jerusa" pode ser visto como um grito de liberdade contra prisões estéticas, como a associação de personagens negros a trajetórias de tristeza e violência.
 

Quando Jerusa penteia o cabelo crespo de Sílvia, uma herança não consanguínea e imaterial está sendo transmitida. Esse legado envolve a grande família formada pela diretora e seu elenco, mas também por teóricos e poetas negros que povoam sutilmente o longa, como Luiz Gama, Lélia Gonzalez e Adélia Sampaio.

Em documento oficial, ditadura militar 'casou' Nara Leão com o próprio sogro 
Foto: Divulgação

Descoberto pelo neto de Nara Leão, José Pedro, um documento oficial do período da ditadura militar do Brasil traz informações curiosas de uma apuração do regime a respeito da família da artista. 

 

Segundo a coluna de Ancelmo Gois, no O Globo, no documento datado de maio de 1975, o Estado Maior das Forças Armadas traz a ficha do sociólogo Manuel Diegues Junior (1912-1991), à época diretor do Departamento de Assuntos Culturais (DAC) do Ministério da Educação e Cultura (MEC).

 


Clique na imagem para ampliar

 

De acordo com o relatório dos militares, Manuel era “comunista” e casado com Nara Leão. A informação, no entanto, é incorreta, pois, na realidade, ele era sogro da cantora, já que seu filho, o cineasta Cacá Diegues, foi casado com a artista. 

 

O documento foi encontrado por José Pedro durante pesquisas para ajudar na produção de um documentário sobre Nara.

'Mandinga na Beira do Rio': Websérie baiana narra história da capoeira em Juazeiro
Foto: Divulgação

A websérie baiana “Mandinga na Beira do Rio”, que narra a história da capoeira no município de Juazeiro, situado no Sertão do São Francisco, lançou, neste domingo (25), seu episódio de estreia. O material está disponível YouTube (clique aqui) e no Instagram do Projeto Malê (@projetomale), coletivo de educação artística nascido nas cidades ribeirinhas de Juazeiro e Petrolina (PE).

 

“Nesse primeiro episódio, intitulado ‘Nascido na beira do rio’, trazemos a história de Mestre Butica, que dedicou parte de sua vida à capoeiragem. Ele conta sobre o início da sua trajetória na capoeira, por volta dos anos 60, como também da experiência em ter sido o primeiro mestre em Juazeiro”, conta Mayane Santos, jornalista juazeirense que assina a direção e o roteiro da série.

 

O segundo episódio, “No passo da avenida”, vai ao ar no dia 27 de julho, e traz Mestre Marreta falando a respeito da participação dos capoeiras no carnaval juazeirense e nos desfiles das escolas de samba, e sobre o preconceito; o terceiro, “A ‘evolução’ da capoeira”, com Mestre Deca, será lançado no dia 29 do mesmo mês; e o último, “A força dos antigos”,com exibição no dia 31, reúne os mestres em uma conversa sobre a atuação do poder público junto às culturas populares. Todos os vídeos vão ao ar sempre às 20h.

 

“Mandinga na beira do rio” nasceu em 2019, a partir de diálogos realizados juntos a mestres antigos do município. À época, o Projeto Malê produziu um episódio piloto sobre a história do Mestre Botica.

Segunda, 26 de Julho de 2021 - 09:00

Giro: Ser Pai!

por Adriana Barreto e Cris Montenegro

Giro: Ser Pai!
Guilherme e Arthur Gallas | Foto: Divulgação

Ser pai é ser mais! É dar e receber amor sem limitações. Com esta campanha, a multimarcas Bilbao aposta no que existe de melhor no coração para os pais oferecerem aos filhos. A campanha, repleta de dicas para presentear no Dia dos Pais, está direcionada para a Label da Bilbao, marca que reforça o nome das lojas no Salvador Shopping e na Rua Professor Sabino Silva, no Jardim Apipema. Assim como a Bilbao, o mix das marcas Replay, Calvin Klein, Pineapple, Ricardo Almeida, Osklen e Reserva, evidencia a monocromia dos tons, cores claras, que suaviza e dá boas-vindas ao preview de Verão.

Com produção geral de Ginno Larry e produção de moda de Cassia Soares, a campanha reúne vídeos e fotos de pais e filhos, entre eles, o empresário Cleber Fiori com Cauã e Camile, Arhur Galas com Guilherme e Paola e o advogado Marcus Rodrigues com Matheus. Total referência em moda masculina, a campanha da Bilbao mostra as infinitas possibilidades de criar looks com suas coleções.

No Preview de Verão 2022, a coleção que começa a chegar nas lojas mostra as preocupações das marcas na busca por materiais mais sustentáveis e duradouros. Dentro de um Verão, que ainda requer cuidados de combate ao Covid-19, a conexão com temporadas passadas traz um ar nostálgico nas estampas e cores alegres, iluminadas e com referências ao mar e toda a natureza. Mesmo nas peças mais sofisticadas, a Bilbao aposta na simplicidade, no bem-estar e na nova consciência do homem.

Segunda, 26 de Julho de 2021 - 08:50

Netflix anuncia data de estreia da temporada final da série 'Lucifer'

por Folhapress

Netflix anuncia data de estreia da temporada final da série 'Lucifer'
Foto: Divulgação

A Netflix anunciou no sábado (24) a data de estreia da sexta e última temporada da série "Lucifer". Durante a edição virtual da San Diego Comic Con, que contou com a participação do ator Tom Ellis e dos produtores executivos Joe Henderson e Ildy Modrovich, foi revelado que os episódios finais da produção ficarão disponíveis na plataforma de streaming no dia 10 de setembro.
 

"É isso, a temporada final de Lúcifer. De verdade dessa vez", diz comunicado da empresa, fazendo referência a quando a série foi cancelada pela Fox. "O próprio diabo se tornou Deus ... quase. Por que ele está hesitando? E, à medida que o mundo começa a se desfazer sem Deus, o que ele fará em resposta?"
 

"Junte-se a nós para dizer um adeus agridoce a Lúcifer, Chloe, Amenadiel, Maze, Linda, Ella e Dan", continua. "Traga lenços."
 

Em recente entrevista ao F5, Tom Ellis disse já estar se preparando para dar adeus ao personagem. "Fui tendo que me preparar ao longo dos anos", afirmou. "Passei muito tempo da temporada 5 achando que seria a última e trabalhando isso de forma discreta nesse processo de luto pelo personagem", conta. "Eu estava pronto para encerrar quando terminamos."
 

"Sempre quis olhar para esse personagem e para esse momento da minha vida como algo divertido", avalia. "Eu me preocupo que, quando fazemos algo por muito tempo no universo criativo, isso acaba te entediando. Eu ainda não cheguei a esse ponto, então estou muito feliz."

Manuscrito raro de Drummond vai a leilão nesta terça com lance inicial de R$ 5 mil
Foto: Reprodução

Um manuscrito raro dos últimos anos de vida de Carlos Drummond de Andrade irá a leilão nesta terça-feira (27). De acordo com informações da coluna de Lauro Jardim, no O Globo, o material datado de 24 de março de 1982 se trata do texto intitulado “Ausência”, que foi presenteado a um amigo, e só foi publicado em 1984, no livro “Corpo”.

 

"Por muito tempo achei que a ausência é falta/E lastimava, ignorante, a falta/Hoje não a lastimo/Não há falta na ausência/A ausência é um estar em mim/E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,/que rio e danço e invento exclamações alegres,/porque a ausência, essa ausência assimilada,/ninguém a rouba mais de mim”, diz o texto, que integra um dos lotes do leilão de colecionismo organizado por Alberto Youle, no Rio de Janeiro.

 

Ainda de acordo com a publicação, o lance inicial para arrematar o manuscrito raro de Drummond é de R$ 5 mil.

Cantor Xangai assume a secretaria de Cultura de Vitória da Conquista
Foto: Divulgação / Ana Rezende

O cantor e compositor Xangai, 73, assumiu a Secretaria de Cultura, Turismo, Esporte e Lazer de Vitória da Conquista, no Sudoeste.  A informação foi divulgada pelo bortal Blog do Anderson.

 

Por meio das redes sociais, o artista comentou a nomeação. “Uma missão, sempre é uma missão. Um desafio e o que eu posso lhe dizer é que estou à disposição e com disposição de apaziguar a cultura geral daqui, daqui de Conquista, do município, e buscar forças e se deve ter sabedoria, desvendar esses mistérios, conseguir a quem de direito a quem possa nos auxiliares para dar conta dessa missão, desse recado. Como não sou covarde eu enfrento com coragem e com harmonia. Buscar isso, harmonia, saber o que precisa fazer. Conto com todo mundo, com apoio de todos, espero ter esse apoio”, afirmou.

 

“Acho que Conquista merece uma levantada nessa área, Conquista é uma referência, Conquista e a região toda, uma referência na cultura, na tradição popular da Bahia, do Brasil e do Mundo. Daqui já é sabido que muita coisa bonita e bela, a estética da beleza, da poesia, da música, do cinema, da arte em geral e a gente pode somar todas as forças para que isso se expanda e que valorize todos os arteiros. Os arteiros eu digo que nem os artesãos que eu sou. Eu não sou artista, eu sou um artesão e dentro desse artesanato eu procurarei dar conta desse recado e cumprir com dignada de, novamente eu digo, harmonia essa tarefa. Um abraço, fica com Deus”, declarou via Aplicativo de Mensagem. Um dos grandes apoiadores de Xangai é o vereador Luís Carlos Batista de Oliveira, o Dudé, do Movimento Democrático Brasileiro, que certamente vai colaborar para alavancar a pasta que será reestruturada. O destino do secretário Adriano Gama Borges e demais seguidores ainda não foi definido”, acrescentou.

Domingo, 25 de Julho de 2021 - 12:20

J-Lo e Ben Affleck assumem namoro nas redes sociais

J-Lo e Ben Affleck assumem namoro nas redes sociais
Foto: Divulgação

A cantora e atriz Jennifer Lopez e o ator Ben Affleck assumiram o namoro neste sábado (24). A data foi marcada pelo aniversário de 52 anos da cantora. Ela publicou uma foto beijando o ator de 48 anos. O casal comemorou a data em um passeio de barco na França. J-Lo também mostrou a boa forma que mantém ao longo dos anos. 

 

Os dois já se envolveram no passado e chegaram a ficar noivos de 2002 a 2004. O casal foi visto juntos em Los Angeles e em uma viagem de férias em Montana. Antes, J-Lo estava noiva do ex-atleta Alex Rodriguez e Affleck namorava a atriz Ana de Armas. "Ben se aproximou de Jennifer como um amigo. Ele estava basicamente checando ela, ele estava solteiro e achava que ela também poderia estar", disse uma fonte da revista People. "Jennifer está ótima, ela parece muito feliz e animada com seu futuro", acrescentou a fonte à publicação. Na última semana, o casal foi flagrado visitando uma mansão em Los Angeles avaliada em R$ 65 milhões.

'Baile de Favela': Funk brasileiro é trilha de ginasta nas Olimpíadas de Tóquio
Foto: Divulgação

Teve Baile de Favela como trilha sonora nas Olimpíadas de Tóquio. Um dos funks mais conhecidos do Brasil foi a trilha escolhida pela ginasta Rebeca Andrade na apresentação da Ginástica Artística em sua performance no solo. Além do solo e do geral, Rebeca ainda se classificou para a final do salto.

 

A apresentação no Solo de Rebeca misturou música clássica e funk, com o instrumental da música de MC João, grande sucesso de 2015, e colocou a brasileira na quarta colocação do aparelho.

 

Rebeca Andrade se classificou em segundo lugar, atrás apenas da estadunidense Simone Biles, considerada a melhor ginasta da atualidade. A diferença entre as duas, inclusive, não foi grande: apenas 0,332. Com essa classificação, Rebeca fica mais próxima de se tornar a primeira medalhista brasileira no geral da ginástica artística feminina.

Duda Beat e Majur Coutinho são atrações confirmadas no Prêmio Multishow
Fotos: Divulgação

As cantoras Duda Beat e Majur foram anunciadas na noite na última sexta-feira (24) como as primeiras atrações musicais do Prêmio Multishow, troféu que reconhece os maiores talentos da música popular brasileira há 28 anos.

 

A premiação será realizada no dia 8 de dezembro, no Rio de Janeiro, e traz mais uma vez a dupla Iza e Tatá Werneck como apresentadoras.Xuxa e Juliette devem entregar prêmios em diferentes categorias, além de prepararem surpresas.

 

Duda Beat e Majur lançaram álbuns neste ano de 2021. A cantora pernambucana buscou refletir o amor com mais maturidade em “Te Amo Lá Fora”, disco que traz entre outros sucessos o pagodão baiano “Nem Um Pouquinho”, parceria com o rapper Trevo. Majur, por sua vez, canta sobre vivências e a própria fé em “Ojunifé”, disco com veia conceitual e que tem recebido importante destaque no streaming.

Musical em homenagem ao sambista baiano Batatinha realiza últimas apresentações virtuais
Foto: Reprodução / Welton Cirineu

O espetáculo 'Sua Excelência Oscar da Penha, o Batatinha', em homenagem ao sambista baiano que dá nome ao circuito do Carnaval no Pelourinho, fará suas últimas apresentações no formato virtual do Teatro Vila Velha nos dias 25 de julho e 1º de agosto.

 

O projeto, que ganhou voz por Diogo Lopes Filho, é um tributo a arte do sambista, que em suas canções tinha como temas recorrentes como melancolia, sofrimento e Carnaval.

 

"A ideia surgiu depois de um convite para interpretar um cantor, pianista e compositor cubano, Bola de Nieve. Eu gostei da ideia mas pensei que se fosse para fazer um artista negro, eu queria fazer Batatinha, porque eu me identifico muito poética e melodicamente com ele. Acho lindo o trabalho dele", conta Diogo.

 

Acompanhado por Vanessa Melo, Duarte Velloso e Arthur Oliveira, o artista faz uma viagem pelo vasto repertório do músico em um espetáculo com direção geral de Marcio Meirelles, texto de Fábio Espírito Santo e direção musical de Jarbas Bittencourt.

 

Os ingressos para assistir ao espetáculo, apoiado pela  Estado da Bahia através da Secretaria de Cultura e da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Programa Aldir Blanc Bahia), custam R$ 10, R$ 20 e R$ 30 e estão à venda no site Sympla. 


SERVIÇO
O QUÊ: Sua Excelência Oscar da Penha, o Batatinha
QUANDO: 25 de julho e 1 de agosto
ONDE: YouTube, no Novo Vila Virtual
VALOR: R$ 10, R$ 20 e R$ 30 comprados pelo Sympla

Sábado, 24 de Julho de 2021 - 14:20

Mario Frias diz que Museu da Língua Portuguesa vandaliza cultura ao usar 'todes'

por Folhapress

Mario Frias diz que Museu da Língua Portuguesa vandaliza cultura ao usar 'todes'
Foto: Reprodução / Marcelo Casal Jr / Agência Brasil

O secretário especial da Cultura, Mario Frias, condenou o uso do pronome neutro "todes" pela redes sociais oficiais do Museu de Língua Portuguesa.
 

"O Governo Federal investiu R$ 56 milhões nas obras do Museu da Língua Portuguesa, para preservarmos o nosso patrimônio cultural, que depende da preservação da nossa língua. Não aceitarei que esse investimento sirva para que agentes públicos brinquem de revolução", postou Frias no Twitter. "Tomarei medidas para impedir que usem o dinheiro público federal para suas piruetas ideológicas. Se o governo paulista se comporta como militante, vandalizando nossa cultura, não o fará com verba federal."

 

 

 

 

O Museu da Língua Portuguesa causou polêmica ao adotar a escrita de pronome neutro (sem gênero) em seus perfis nas redes sociais. Em 12 de julho, a instituição fez um post em que aparece escrito o termo "todes", apesar de ele ser inexistente nas normas oficiais do idioma.
 

"Nesta nova fase do MLP, a vírgula --uma pausa ligeira, respiro-- representa o recomeço de um espaço aberto à reflexão, inclusão e um chamamento para todas, todos e todes os falantes, ou não, do nosso idioma: venham, voltamos", diz a publicação.
 

Sempre que há polêmicas envolvendo gênero, sexualidade e pautas mais ligadas à esquerda, Mario Frias costuma fazer barulho nas redes sociais.
 

Recentemente, um festival de jazz na Bahia recebeu sinal vermelho para captar recursos via Lei Rouanet, num documento carregado de referências religiosas. Além disso, o festival barrado da Rouanet havia se posicionado como "antifascista e pela democracia" nas redes sociais --e isso foi apontado pelo parecer como um ponto decisivo para a negativa. "Enquanto eu for Secretário Especial da Cultura ela será resgatada desse sequestro político/ideológico!", afirmou Mario Frias nas redes sociais.
 

A gestão do ex-"Malhação" ainda foi responsável recentemente por um expurgo de livros entendidos pelo governo como problemáticos da Fundação Cultural Palmares --parte do material foi dividido em grupos como "iconografia delinquencial", "sexualização de crianças" e "livros de e sobre Karl Marx".
 

Frias e seu secretário de Fomento, André Porciuncula, participaram de lives direcionadas a artistas cristãos, dando dicas sobre Lei Rouanet. Tanto o mecanismo de fomento quanto a Agência Nacional do Cinema têm andado em marcha lenta nos últimos tempos, o que é atribuído pelo governo a prestações de contas atrasadas.
 

Quando uma live de temática LGBT foi cancelada na véspera pela prefeitura de Itajaí, em Santa Catarina, Frias comemorou.
 

O uso do pronome neutro gerou críticas e elogios ao Museu da Língua Portuguesa, que, em nota, afirmou se propor "a ser um espaço para a discussão do idioma, suas variações e mudanças incorporadas ao longo do tempo".
 

"Estamos sempre na perspectiva de valorizar os falares do cotidiano e observar como eles se relacionam com aspectos socioculturais, sem a pretensão de atuar como instância normatizadora", diz a nota.
 

Galeria Veja fotos do Museu da Língua Portuguesa, que reabre depois de incêndio Após quase seis anos de reformas, instituição finalmente é reinaugurada https://fotografia.folha.uol.com.br/galerias/1705118005703516-veja-fotos-do-museu-da-lingua-portuguesa-que-reabre-depois-de-incendio *** "O museu está aberto a debater todas as questões relacionadas à língua portuguesa, incluindo a linguagem neutra, cuja discussão toca aspectos importantes sobre cidadania, inclusão e diversidade."
 

Patrimônio histórico da capital paulista, o complexo da estação da Luz --que engloba a estação homônima de transporte e o museu-- foi parcialmente consumido por um incêndio em 2015. Em 31 de julho, o museu reabrirá as portas.

Sean Penn exige vacinação contra a Covid-19 de toda equipe para voltar aos estúdios
Foto: Reprodução / ABC / YouTube

Para fazer o retorno aos estúdios de gravação, Sean Penn, de 60 anos, tem uma exigência a ser cumprida. O veterano pede para que toda equipe envolvida nas gravações da série Gaslit esteja vacinada contra a Covid-19.

 

Penn irá protagonizar o seriado que contará sobre o caso Watergate, escândalo político ocorrido em 1974, nos Estados Unidos, que fez com que o então presidente norte-americano, Richard Nixon, renunciasse.

 

De acordo com o The Hollywood Reporter, a medida foi tomada após o aumento de novos casos de coronavírus na Califórnia.  A publicação afirma que Penn se ofereceu a custear a vacinação completa dos envolvidos na produção, por meio de sua ONG, a Core.

 

Em abril deste ano, o astro hollywoodiano anunciou a doação de R$ 5 milhões para a prefeitura do Rio de Janeiro por meio de sua ONG, para o combate à pandemia.

Sábado, 24 de Julho de 2021 - 08:40

Briga entre KondZilla e Brasil Paralelo escancara a guerra cultural sob Jair Bolsonaro

por Felipe Maia | Folhapress

Briga entre KondZilla e Brasil Paralelo escancara a guerra cultural sob Jair Bolsonaro
Foto: Reprodução / Brasil Paralelo

Um contraponto musical pôs duas produtoras audiovisuais brasileiras em pé de guerra. De um lado está a KondZilla, poderosa agência de funk de São Paulo, e do outro está a Brasil Paralelo, empresa do Rio Grande do Sul que vem ganhando terreno com suas produções de cunho conservador. O mais recente desses trabalhos é um documentário sobre música.
 

Em "A Primeira Arte", imagens de MCs e funkeiros da produtora paulistana são exibidas sob trilha sonora tétrica e efeitos de câmera fantasmagóricos, enquanto cânones como Mozart e Monteverdi são celebrados na tela. Uma oposição que parece reeditar embates de fundo cultural no Brasil sob o governo Bolsonaro.
 

Ao verificar que trechos de seus clipes tinham sido usados no documentário, a KondZilla notificou a Brasil Paralelo exigindo a retirada de suas imagens do vídeo. Em debate estaria a legislação e direitos autorais.
 

A produtora gaúcha resolveu partir para o ataque e entrou com uma ação contra a KondZilla em maio. A Brasil Paralelo sustenta que a KondZilla a acusa indevidamente de violação de copyright.
 

O documentário, disponível no YouTube, está dividido em três partes. Em "Ressonância", se discutem aspectos gerais de som e música, como frequência e nota. A segunda parte, "Consonância", trata dos grandes nomes e formas musicais europeias. Em "Dissonância" -termo que pode ser traduzido como um som incômodo-, tem espaço a história da indústria da música pop anglo-saxônica dos últimos cem anos, além de breves passagens sobre o Brasil.
 

"A gente quis mostrar que a música é um fundamento da civilização", afirma Lucas Ferrugem, sócio da Brasil Paralelo e um dos roteiristas do documentário. "É uma retrospectiva histórica do desenvolvimento ocidental, então é impossível pular o pop, o funk, o hip-hop, o blues, o jazz."
 

As quase quatro horas de entrevistas e imagens replicadas de outros filmes e vídeos da internet constroem uma narrativa de antagonismos. Nela, há uma música que aspira ao belo, ao divino, ao apolíneo, e há outra que profana esses valores por razões que vão da industrialização à falta de conhecimento de quem a faz e escuta. É como se houvesse uma hierarquia, com prateleiras para o que seria "folclore", "arte", "expressão popular", "Música" com letra maiúscula.
 

"Para ser honesto, eu acho que, sim, existe baixa e alta cultura", afirma Ferrugem. "Mas acho que o documentário não reflete isso. Nosso papel é a função crítica, e não discutir o que é arte e o que não é. Quem seria arrogante para ter essa resposta?"
 

Tema de conversa de boteco e almoço no domingo, ideias sobre a natureza da cultura vem sendo amplamente discutidas nas ciências sociais e nas artes desde o início do século 20. Na música, o debate ganha forma primeiro em dois polos -nas expedições de etnomusicologia que, como subproduto da empresa neocolonial, se dedicam a pesquisar músicas não europeias a partir do século 19, e, anos depois, no desenvolvimento de teorias críticas por nomes como Walter Benjamin e Theodor Adorno -ferrenho crítico do jazz.
 

Nos anos 1970, pensadores como Stuart Hall e Pierre Bourdieu avançaram na questão ao estabelecer recortes e vínculos entre cultura, individualidade e classe. Seus estudos sobre identidade e capital cultural vão reverberar em dinâmicas atuais, como onivorismo cultural e cosmopolitismos. Termos que, numa era de música abundante, se refletem em marcadores sociais como o chavão "eu escuto de tudo".
 

Essa frase descolada não tem vez em "A Primeira Arte". Amarrado por falas de uma dezena de homens brancos -músicos e filósofos e um editor de site opinativo-, o projeto da Brasil Paralelo é de caráter subjetivo, metafórico e anedotário. Isso não seria problema, não fosse a aura universalista e maniqueísta que pretende ter a obra. Em vez de ser um filme sobre música, é um filme sobre ideias sobre música. E muitas dessas são ultrapassadas ou questionadas como lugares-comuns pela pesquisa ou por artistas.
 

Há, por um lado, o pressuposto da sofisticação. Segundo essa linha, a complexidade encontrada em grandes nomes como Bach é o devir da música. Suas fugas e contrapontos de enorme dificuldade seriam o apogeu da arte. "Tem uma virtuosidade técnica aí que não é alcançada por outros gêneros", diz Ferrugem. "Uma sinfonia com mil pessoas de Mahler é uma conquista da humanidade."
 

Há no documentário também um apreço pela ideia do autêntico, visto em menções à Bíblia e ao folclore, obra de um povo que guardaria tradições e formas anteriores a qualquer indústria. Surge na tela Ariano Suassuna, em trecho de uma palestra, disparando ataques jocosos à banda paraense Calypso. Escritor inconteste, Suassuna carrega controvérsias como homem político. Quando secretário da Cultura de Pernambuco, na década de 1990, era avesso ao movimento manguebeat.
 

Esses dois eixos delimitam todas as tentativas de análise do documentário da Brasil Paralelo. Mesmo quando ameaça escapar aos ditames da música de tradição europeia, "A Primeira Arte" fica preso às supostas sofisticação e autenticidade. A produção celebra a inventividade da música do século 20, mas apenas no caso do atonalismo de Claude Debussy. Quando se propõe a pincelar o hip-hop, questiona ao espectador por qual razão o rap teria perdido o "seu elemento de protesto".
 

O resultado é uma ode ao passado, um passado imaginado e seletivo. Talvez por isso, ou por um ímpeto megalomaníaco, há inclusive erros e omissões sensíveis na produção.
 

A afirmação de que o jazz era uma música que reunia famílias, por exemplo, não bate com o conflito racial americano que atravessa o gênero principalmente na primeira metade do século 20. Ao louvar Richard Wagner, o documentário não menciona que, embora tenha sido uma espécie de pop star em vida, sua obra não era unanimidade em seu tempo. A estreia do compositor em Paris, em 1861, foi incompreendida pelo público segundo relatos e escritos da época.
 

A realidade da produção musical e fonográfica brasileira não poderia estar mais distante daquilo que é bem quisto em "A Primeira Arte". Pouco se fala de grandes compositores do país, mesmo abordando música de câmara ou de formas nacionais como modinhas e lundus do século 19 e a queridinha bossa nova.
 

O ritmo, elemento de grande protagonismo em gêneros como o samba, também serve a antagonismos no filme. "O ritmo toca o corpo, a melodia e a harmonia tocam a alma", diz um dos entrevistados da Brasil Paralelo. Gráficos de projetos realizados por dois sites de análise de dados se sucedem à fala como forma de sustentar o argumento de que a música, hoje, se tornou um pastiche fundado no batuque e na batida.
 

Entram nesse balaio o sertanejo pop, o trap, a pisadinha, e o funk, ilustrado por clipes da KondZilla. As imagens são acompanhadas por um narrador que fala de sexualização, materialismo, infidelidade e violência.
 

"A nossa intenção foi falar da história da música, e não é uma questão de que uma parte a gente gosta, outra parte não gosta", diz Lucas Ferrugem, sócio da produtora. "O funk apareceu no Brasil como uma coisa muito divertida, bacana, folclórica e sempre foi legítima. O que não gosto é quando essa música tenta passar uma imagem de objetificação da mulher, de destruição da mulher."
 

Segundo Caio Mariano, advogado da KondZilla, a lei que teria permitido o uso dos clipes da produtora não deve ser vista como carta branca. "A Brasil Paralelo fez um documentário sobre música e, ao abordar o universo funk, utilizou materiais da KondZilla Filmes sem autorização e de uma forma distorcida com claro intuito preconceituoso sobre o gênero", diz.
 

Ambas as produtoras travaram um primeiro debate acerca da questão, mas não houve acordo. "Foi um contato diplomático", afirma Ana Flávia, advogada da Brasil Paralelo. "O documentário não faz nenhum tipo de discussão para analisar pessoas, mas, sim, analisar estilos. E há menção a todas as fontes, isso traz uma segurança jurídica para a gente."
 

A KondZilla tomou conhecimento do processo a partir do contato da reportagem. "Não atenderam a nosso pedido de retirar os trechos dos nossos clipes e agora ficamos sabendo dessa judicialização", diz Mariano, por telefone. "Não vamos nos manifestar previamente. Da forma como foi utilizado [o material da KondZilla], com o intuito de ser um preconceito, é óbvio que causa prejuízo."
 

A KondZilla é hoje uma superpotência do funk, uma holding com quatro empresas que vai além da produção de videoclipes. Sob o comando do fundador da companhia, Konrad Dantas, estão o gerenciamento de artistas populares do funk e do atual pop brasileiro -como Kevinho e Kekel-, parcerias publicitárias com marcas de peso e uma série da Netflix em vias de lançar a segunda temporada, neste semestre.
 

A caminhada para o sucesso da KondZilla não é tão diferente assim dos passos dados pela Brasil Paralelo. Ambas começaram de forma independente, apoiadas na distribuição online de seus vídeos, de maneira gratuita. As duas afirmam prescindir de dinheiro público. A Brasil Paralelo, aliás, relembra constantemente esse fato em suas redes sociais.
 

O projeto de ambas, contudo, pouco tem em comum. Embora tenha surgido às margens do que é legitimado como cultura brasileira, hoje a KondZilla é centro de um universo pujante. Ano após ano o funk vem se confirmando como um dos estilos mais ouvidos do país, segundo as plataformas de streaming. Ainda assim, o gênero tem em seus principais atores o alvo de discriminações. Em fevereiro deste ano, o MC Salvador da Rima foi preso sem justificativa pela polícia de São Paulo enquanto estava na casa de um amigo.
 

A julgar pelo documentário "A Primeira Arte", a Brasil Paralelo refuta não só produtos do pop atual, como também rechaça a estrutura da indústria com que lucram. A própria natureza da produtora parece conflitar com esses ideais. Na internet, ser pop é fundamental para conquistar altas cifras -sejam elas das plataformas como o YouTube ou de assinantes, caso da empresa gaúcha.
 

No Brasil, já data de décadas esse embate que opõe gêneros e formas musicais, que contesta estruturas e legitimações de lugar e classe.
 

Um dos maiores sambistas do país, o baiano Riachão escreveu sua primeira música ao ler numa capa de jornal que só no Rio de Janeiro é que se sabia compor sambas. Nos anos 1950, João Gilberto causou discórdia entre os ouvidos acostumados aos vozeirões da rádio e entre a nascente crítica musical brasileira -nos moldes da relação entre Adorno e o jazz, o pesquisador José Ramos Tinhorão critica a bossa nova de um ponto de vista marxista.
 

Conhecido nos anos 1980 por seu programa em que quebrava discos de artistas brasileiros -de Lobão a Caetano Veloso-, Flávio Cavalcanti não é tão diferente assim do histriônico Sikêra Jr. e seus ataques ao funk.
 

O que se vê hoje, contudo, é o limiar das orientações políticas e filosóficas tomando o palco. Se é incongruente ler a música fora desse campo -assim como não é factível apartar essa arte de recortes de gênero e raça-, no Brasil do governo Bolsonaro a música se torna o próprio campo de batalha. É, por exemplo, o caso recente do Festival de Jazz do Capão, na Bahia. Na ocasião, a Secretaria Especial da Cultura negou financiamento público ao evento em parecer que menciona Deus e alma como fins últimos da música.
 

Versão tão diversa quanto essa ou quanto ao imbróglio entre KondZilla e Brasil Paralelo é o que tem vivido Thiago Barbosa Alves de Souza. Além de ser pianista, ele faz seu doutorado na Universidade de São Paulo, onde pesquisa o trabalho de produtores de funk da cidade. No começo de julho, ele foi convidado pela Secretaria de Cultura a levar seu trabalho ao Theatro Municipal como parte dos preparativos para o centenário da Semana de 1922. Sobre o palco, sentado ao piano de cauda, o jovem tocou trechos de peças de compositores clássicos brasileiros, como Villa Lobos, e também de funkeiros, como DJ Ery.
 

Nenhum vídeo ou áudio da apresentação foi divulgado até o momento, mas uma série de fotos no Instagram em que o pianista fala da experiência foi suficiente para gerar polêmica. Comentários desfavoráveis à performance começaram a surgir em grupos e perfis online dedicados a canto lírico ou música de câmara. "As pessoas nem têm noção do que fomos fazer ali, mas só de ver a foto já teve gente que falou que a estávamos excluindo a ópera", diz o artista e pesquisador. "O preconceito é demais."
 

Barbosa tem formação de conservatório e resolveu pesquisar funk ao entrar no curso de música da Unesp. "Na graduação comecei a me descontentar com essa estrutura de ensino, comecei a ver que ali tinha moralismo, racismo, preconceito", diz ele.
 

Hoje, o perfil Canal do Thiagson no Instagram tem cerca de 8.500 seguidores que acompanham sua pesquisa, além de explicações bem-humoradas e detalhadas sobre funk.
 

Por causa do sucesso nas redes sociais, o jovem foi convidado por um coletivo de historiadores marxistas a analisar o documentário "A Primeira Arte" numa transmissão na plataforma Twitch. "Existe um moralismo, uma inadequação ao presente, e uma visão apocalíptica que funciona bem", diz ele. "Esse discurso do apocalipse funciona para documentários de esquerda ou de direita, porque dá uma visão de que o passado era melhor."
 

A apresentação de Barbosa no Municipal soa como uma síntese dessa díade que, no caso da KondZilla e da Brasil Paralelo, virou caso de Justiça.
 

"Se o funk está no Theatro Municipal, aquele espaço se torna mais familiar e mais pessoas podem frequentar", diz ele. "E também para que essa cultura erudita não morra de vez, porque é algo restrito, é importante esse diálogo com a sociedade."

Anunciada por Bruno, reforma do Memorial das Baianas só depende da União para sair do papel
Imagem da entrada do memorial em 2019 | Foto: Jamile Amine / Bahia Notícias

Na última quarta-feira (21), durante o lançamento dos projetos AfroBiz e AfroEstima, o prefeito Bruno Reis anunciou uma série de ações que têm sido implementadas pela prefeitura de Salvador com o objetivo de dinamizar o turismo na cidade, sobretudo o étnico (saiba mais). 

 

Dentre os projetos apontados pelo gestor municipal, estava a recuperação do Memorial das Baianas, situado na Praça da Sé, próximo ao monumento da Cruz Caída, de autoria de Mário Cravo Jr.. O espaço foi inaugurado em 2009, com o objetivo de preservar a tradição e a história das baianas do acarajé, ofício registrado em 2005 como patrimônio cultural brasileiro pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

 


Inaugurado em 2009, o Memorial tem como objetivo preservar a tradição e a história das baianas do acarajé | Foto: Jamile Amine / Bahia Notícias

 

Fechado desde março de 2020, por conta da pandemia, o equipamento cultural viu acelerar o processo de degradação que vinha ocorrendo ao longo dos anos, tendo passado por uma série de invasões e sofrido danos causados por agentes naturais. Há dois anos, por exemplo, Rita Santos, coordenadora da Associação das Baianas de Acarajé e de Mingau (Abam), entidade que gerencia o memorial, havia registrado cerca de 40 boletins de ocorrência para denunciar arrombamentos e roubos no local (relembre).  

 

“De lá pra cá piorou mais ainda, o cupim detonou tudo. Agora, então, está pior do que naquela época. Não há possibilidade de abrir para o público, as pessoas chegam lá, batem na porta e a gente fala que infelizmente não dá pra abrir porque não tem condição nenhuma mesmo”, conta Rita. “Não há possibilidade nenhuma de abrir, por conta da deterioração. Ficou fechado esse tempo todo, chuva molhando lá dentro, infelizmente é isso”, reforça.

 

Ao Bahia Notícias, a coordenadora da Abam revelou ainda que em 2020, mesmo durante a pandemia, o local teve mais dois arrombamentos. “Levaram muita coisa”, lembra a baiana, que aposta na reforma como forma de reverter a maioria dos problemas enfrentados no memorial. “A ideia dessa obra, justamente, vem reforçar essa questão de arrombamento. Porque temos locais que não têm telhado, é policarbonato, e é por lá que eles entram. E nessa reforma, tudo indica que vá ser colocada laje. Então, a gente acredita que vai ter um pouco mais de segurança”, prevê.

 


Hoje o local apresenta problemas estruturais e ainda mais infiltrações | Foto: Rita Santos

 

A esperança não é em vão, mas o anúncio feito por Bruno Reis não está tão próximo de ser concretizado como Rita e a própria gestão municipal gostariam. Em janeiro de 2019, o Ministério do Turismo liberou R$ 460.952,38 em recursos da União, por meio do Programa de Desenvolvimento e Promoção do Turismo (Prodetur), para a realização da requalificação do espaço. Em junho daquele ano, a prefeitura chegou a lançar uma licitação que contratou empresa especializada para a elaboração do projeto da reforma. As obras, no entanto, ainda não saíram do papel e dependem do governo federal para desenrolar.

 

“A prefeitura de Salvador recebeu, através de uma emenda parlamentar, o valor de R$ 384 mil para fazer a reforma e a revitalização do Memorial das Baianas (sabia mais). A gente já fez o processo licitatório, já contratou a empresa que vai fazer a obra [G3 Polari Serviços], já celebrou o contrato, porém, nós não podemos dar a ordem de serviço para começar a obra porque os recursos da emenda parlamentar ainda não entraram no cofre da prefeitura”, explica Fábio Mota, titular da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo (Secult). “A Caixa Econômica, que é por onde vem o convênio, só pode autorizar a gente a começar a obra quando receber do governo federal os R$ 384 mil de emenda parlamentar”, detalha o secretário, segundo o qual o número diferente dos R$ 460 mil liberados no convênio se dá porque o vencedor da licitação ganhou o contrato oferecendo o serviço por um valor inferior.

 

“A gente celebrou o convênio, fez esse ano o processo licitatório, homologou a licitação, tá tudo pronto, lindo, maravilhoso, porém, o recurso especificamente desse convênio não chegou na Caixa. Então, a gente está aguardando que o dinheiro desse convênio chegue na Caixa, pra que ela informe e a gente possa dar, assim, a ordem de serviço para começar a obra”, reforça Mota, que diz não ter como dar previsão de data para o início da requalificação. “Não sou dono no cofre do governo federal. A gente já mandou ofício para o Ministério do Turismo, já mandou ofício para o próprio parlamentar [deputado Márcio Marinho] que apresentou a emenda, pra tentar agilizar, mas a gente tem que esperar”, reafirmou. 

 


Em 2019, Rita Santos relatou uma série de problemas, desde infiltrações a roubos, no Memorial das Baianas | Foto: Jamile Amine / Bahia Notícias

 

Enquanto o imbróglio burocrático não é solucionado, o Memorial das Baianas segue fechado ao público e as infiltrações, mofo e vazamentos vão tomando conta do espaço, que há um ano e meio é mantido por meio de apoios pontuais. “Não temos mais nada, no período da pandemia não fizemos nenhuma atividade. Consegui, no ano passado, entrar no projeto da Lei Aldir Blanc do município, e com esse dinheiro paguei contador, água, luz, telefone… Pagamos as contas do ano passado, mas esse ano não teve nenhuma atividade, não pudemos fazer nada. Eu tive ajuda agora da Coca-Cola nacional, que me repassou um valor pra segurar as pontas para pagar as contas”, conta Rita Santos, que segue na espera por dias melhores. 

Museu da Língua Portuguesa usa 'todes' em post na internet e provoca polêmica
Foto: Cleo Velleda

O Museu da Língua Portuguesa causou polêmica ao adotar a escrita de pronome neutro (sem gênero) em seus perfis nas redes sociais. Em 12 de julho, a instituição fez um post em que aparece escrito o termo "todes", apesar de ele ser inexistente nas normas oficiais do idioma.
 

"Nesta nova fase do MLP, a vírgula --uma pausa ligeira, respiro-- representa o recomeço de um espaço aberto à reflexão, inclusão e um chamamento para todas, todos e todes os falantes, ou não, do nosso idioma: venham, voltamos", diz a publicação.
 

O uso do pronome neutro gerou críticas e elogios ao museu, que, em nota, afirmou se propor "a ser um espaço para a discussão do idioma, suas variações e mudanças incorporadas ao longo do tempo".
 

"Estamos sempre na perspectiva de valorizar os falares do cotidiano e observar como eles se relacionam com aspectos socioculturais, sem a pretensão de atuar como instância normatizadora. O museu está aberto a debater todas as questões relacionadas à língua portuguesa, incluindo a linguagem neutra, cuja discussão toca aspectos importantes sobre cidadania, inclusão e diversidade" diz a nota.

 

 

Festival reúne Martinho da Vila, D2 e Nando Reis para celebrar Dia dos Pais
Foto: Diego Padilha

O festival Cultura nas Estações realiza nos dias 7 e 8 de agosto, a edição de inverno em celebração ao Dia dos Pais. Entre os convidados estão Martinho da Vila, Marcelo D2 e Nandos Reis. O evento acontece em Niterói (RJ), e terá transmissão no YouTube e pelo MusicBox.

 

Segundo o Folha de São Paulo, assim como na primeira edição, os telespectadores poderão realizar doações por meio de um QR Code disponível na tela durante as lives. Os valores arrecadados serão revertidos na compra de cestas de alimentos orgânicos que serão entregues à Federação das Associações de Moradores de Niterói.

 

No evento realizado em maio, o projeto arrecadou mais de R$ 11 mil e o valor beneficiou 250 famílias com alimentos orgânicos. A iniciativa também terá uma programação de cursos e palestras para estimular o empreendedorismo como geração de renda, afirma a organização. As inscrições podem ser feitas pelo site oficial.

 

 

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