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Segunda, 25 de Julho de 2022 - 13:50

É preciso estar atento e forte

por Lucas Figueredo

É preciso estar atento e forte
Foto: Acervo pessoal

Com um cenário polarizado e muito definido em todas as pesquisas realizadas até aqui, a eleição de outubro caminha para ser "a eleição de um turno só". Explico o porquê. Todas as pesquisas divulgadas apontam para uma consolidação entre Lula (PT) e Bolsonaro (PL) com uma ampla vantagem para o petista, o que leva a crer que é inviável uma candidatura da autoproclamada terceira via. Isso porque nenhum dos nomes postos conseguiu mostrar força suficiente para enfrentar - e derrotar - nem o atual, nem o ex-presidente. Ou seja, o país está dividido entre Lula e Bolsonaro.

 

Pela primeira vez na história do Brasil temos um presidente no exercício da função e um ex-presidente na disputa. Seria muito interessante de se acompanhar não fosse um problema: Bolsonaro, o bolsonarismo e todo o retrocesso político, social, econômico e democrático que ele representa.

 

Em 2022 os brasileiros terão de escolher se querem voltar a ter um país democrático, que respeita seu povo, suas instituições e a constituição ou se preferem continuar flertando com o fascismo, com a ditadura, com a inflação, com a recessão econômica e social.

 

Bolsonaro e seus aliados já entenderam que o caminho até aqui traçado leva para uma fragorosa derrota e mostraram que não irão aceitar tão facilmente a destituição do poder.

 

Eleito por mais de 20 anos pela urna eletrônica, o presidente adotou a estratégia de atacar o sistema eleitoral brasileiro, um dos mais modernos e seguros do mundo e usa a estratégia que melhor sabe: espalhar fake news.

 

Se em 2018, o presidente foi eleito usando desse expediente e surfando na onda do antipetismo, em 2022 ele vai apostar ainda mais nas informações falsas, só que desta vez lançando mão de atacar o sistema eleitoral. O mesmo, diga-se, que o mantém, e também a toda a família Bolsonaro, na política há mais de duas décadas. Eis o ensaio para o golpe, que não está tão distante, tampouco é improvável de acontecer.

 

Bolsonaro, os aliados e as Forças Armadas já têm o plano traçado: tumultuar o processo eleitoral, questionar o resultado das urnas, impedir a posse de qualquer candidato que não o próprio presidente e dar o golpe para manter o poder.

 

É preciso estar atento e forte e não se deixar levar pelo conto do falso messias. Enquanto Bolsonaro desenha um golpe aliado aos militares, setores importantes para a manutenção da democracia se calam.

 

A imprensa silencia o golpe e insiste em acreditar que Bolsonaro segue sendo um deputado do baixo clero com pouca relevância e que nessa eleição os brasileiros terão que fazer uma escolha difícil. O TSE se cala diante dos ataques. O STF e os "defensores da constituição" se calam e não dão ao menos uma declaração de que farão valer o resultado das urnas ainda que não seja o que mais desejam. Vão vendo onde isso vai parar.

 

*Lucas Figueredo é jornalista e autor do livro reportagem Só por Hoje – A luta dos Dependentes Químicos em Reabilitação

 

*Os artigos reproduzidos neste espaço não representam, necessariamente, a opinião do Bahia Notícias

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