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Quarta, 24 de Novembro de 2021 - 17:10

Mudar a realidade do Vitória exige ética, transparência e qualificação técnica

por Ricky Owubokiri

Mudar a realidade do Vitória exige ética, transparência e qualificação técnica
Foto: Rute Cruz/ Bahia Notícias

O Leão está na berlinda. É triste, mas está! No entanto, mesmo com 91% de risco de rebaixamento, não podemos jogar a toalha e abandonar o nosso time do coração.

 

Seria fácil, agora, apontar os responsáveis pela crise do rubro-negro, criticar a gestão equivocada e ineficiente que o Esporte Clube Vitória teve nos últimos anos, etc.. Nada disso vai adiantar porque, na realidade, o clube precisa mesmo é vencer. Mas, precisamos entender o que faz um clube vitorioso, além da bola no gol.

 

Um clube de sucesso é composto por alguns fatores importantes, dentre eles o capital humano, elenco, patrimônio, torcedores e sócios-torcedores, dentro de 3 pilares administrativos essenciais: ética, transparência e qualificação técnica!

 

Futebol se joga dentro e fora de campo. No campo, têm jogadores e torcida conduzindo o espetáculo… sim, torcida é jogador, não se discute mais isso! Fora de campo, dirigentes, equipe técnica e apoio se esforçam, em conjunto, para garantir que a gestão seja eficaz, honesta, voltada para resultados e com espírito de coletividade. O clube é coletivo, não pertence a ninguém!

 

Quando falamos de ética, transparência e qualificação técnica, citamos uma tríplice aliança que precisa e deve caminhar juntas para que o clube tenha a credibilidade necessária para buscar investidores, recursos e jogadores de qualidade que defendam sua camisa.

 

É disso que o Vitória precisa: de quem o defenda das velhas práticas que só levam o time para a rebarba dos campeonatos, que só dão desgosto para essa torcida apaixonada, gerando uma evasão de sócios e déficit de caixa. Esse é o momento de resgatar o orgulho de ser Vitória. Trazer o torcedor e, principalmente, o sócio, para junto do time, fortalecendo a parceria e o apoio para o engrandecimento do clube. Essa credibilidade, hoje, o Vitória não tem! Mas, pode ter. Para isso, precisamos confiar na gestão!

 

E quando o assunto é “GESTÃO de um clube” e essa temática envolve o Vitória, desfruto de credibilidade para falar sobre o time. Afinal, são anos de vivência como jogador (1984 cheguei ao Esporte Clube Vitória), num período de intensa crise no clube, estreando e marcando gol logo no clássico BAVI.

 

Quando vim da Nigéria para o Brasil e me apresentei ao clube, não sabia que naquele momento, meu coração nigeriano se tornaria, de fato, um coração que grita Neeeegooooo… minha relação com o Vitória vai além de ex-atleta. Tenho orgulho das contribuições que dei ao clube, de ter sido um aporte financeiro para a construção do Barradão, quando fui vendido ao futebol francês.

 

Após vasta experiência em alguns times e como agente FIFA, busquei por especializações e conquistei diversos certificados nacionais e internacionais, em cursos de Gestão Esportiva, como o conferido pela Universidade do Futebol em Gestão e Marketing no Futebol.

 

Estudei, tenho uma vida empresarial e financeira estável, me especializei, construí boas relações internacionais com grandes empresários e investidores em vários continentes e ampliei essas relações me tornando Embaixador da Paz Mundial pela Unesco, título do qual tenho muito orgulho.

 

A expectativa para as eleições do clube, a partir da abertura de edital prevista para os primeiros meses de 2022, fez eu me cercar de uma equipe técnica e qualificada para discutirmos os rumos que o Esporte Clube Vitória pode tomar. Sou capaz de oferecer ainda mais do meu sangue ao Vitória. Não poderia ser diferente!

 

Eu sigo acreditando ser possível. Torço pelo melhor, mas seja como for, vamos mudar a realidade do Vitória. Para isso, é preciso empurrar nosso time para cima, motivar e ver nossos jogadores com vontade de vencer! Torcida, não desista. O Vitória tem jeito. Vamos juntos, Autênticos!

 

*Ricky Owubokiri é embaixador da Paz e sócio torcedor do Vitória

 

*Os artigos reproduzidos neste espaço não representam, necessariamente, a opinião do Bahia Notícias

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