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Quarta, 23 de Junho de 2021 - 11:30

O Brasil morre de Bolsonaro

por Lucas Figueredo

O Brasil morre de Bolsonaro
Foto: Divulgação

O Brasil sempre foi sinônimo de alegria, de afeto, de acolhimento. Deixou de ser desde 2018. A ascensão do capitão reformado do Exército à presidência da república fez o país sucumbir. O país do futuro virou o país do retrocesso. Retrocesso social, cultural, moral, político, educacional, econômico. O toma lá, dá cá, tão criticado pelo capitão, tornou-se regra. A regra que o sustenta no cargo mesmo tendo um desempenho pífio. Desempenho, aliás, que não é surpresa. O mundo avisou ao Brasil do risco, mas ainda assim, uma parcela da população brasileira resolveu apostar que um presidente ultradireitista, misógino e nostálgico da ditadura seria a salvação. A conta veio e é muito alta.



Em pouco mais de dois anos de poder, Bolsonaro conseguiu tirar o país do ranking das 10 maiores economias do mundo; relaxou as regras restritivas e desmontou o controle da fiscalização ambiental; desmantelou a produção cultural; patrocinou a propagação do coronavírus sendo o principal responsável pela política homicida que tirou a vida de mais de meio milhão de brasileiros.



O Brasil morre de Bolsonaro e Bolsonaro segue vivo, atroz, lastreado em cidadãos de bem, em empresários cobiçosos, em políticos macróbios, carunchentos, carunchosos. Enquanto o Brasil morre de Bolsonaro, o “mito” tem a proeza de seguir negando a gravidade da pandemia; de realizar aglomerações, de promover "motociatas"; de desautorizar seu Ministro da Saúde; de criticar o uso de máscara; de atacar a China, principal fornecedor de insumos para a produção da vacina no Brasil; de exercer ilegalmente a medicina ao prescrever cloroquina e ivermectina, medicamentos que a ciência já comprovou serem ineficazes no tratamento da covid-19 e de recusar, mais de uma dezena de vezes, milhões de doses da vacina, dentre elas 70 milhões de doses do imunizante da Pfizer. A vacina, o mundo sabe, é a única forma de controlar doenças provocadas por vírus, mas o capitão prefere seguir assinando os atestados de óbito e devastando famílias.



A CPI da covid no Senado tem esfregado na cara da sociedade e dos carunchentos politicos toda a culpabilidade do presidente da república na desastrosa gestão da pandemia e a esperança do Brasil que resiste e sobrevive a Bolsonaro é que ela não acabe em pizza e o genocida de Brasília seja responsabilizado pelas mais de 500 mil mortes e por todas as outras que ainda irão acontecer. Se em 2020 já era difícil ver os números de mortes por covid crescerem dia após dia, em 2021 causa revolta ver pessoas morrerem de uma doença contra a qual já tem vacina.

 


Bolsonaro disse outro dia que “já está chato esse negócio de máscara”. O que está chato mesmo, Bolsonaro, é ver o seu descaso e o seu negacionismo, enquanto famílias são dilaceradas. É ver que para os brasileiros o poço não tem fundo enquanto você ocupar o Palácio do Planalto e a sua “caneta Bic” tiver tinta. É ver o Brasil morrer de Bolsonaro, enquanto Bolsonaro segue livre, sorrindo e debochado.

 

*Lucas Figueredo é jornalista e autor do livro reportagem Só por Hoje – A Luta dos Dependentes Químicos em Reabilitação

 

*Os artigos reproduzidos neste espaço não representam, necessariamente, a opinião do Bahia Notícias

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