Terça, 31 de Maio de 2016 - 12:00

Um bode no quitinete - publicada no jornal 'A Tarde' de 12 de outubro de 1997

por Samuel Celestino

Um bode no quitinete - publicada no jornal 'A Tarde' de 12 de outubro de 1997
No rastro da aprovação supressiva de ACM, que determinou o fim das aposentadorias especiais para a magistratura, aprovou-se, também, a queda das regras especiais para a aposentadoria dos militares. Puxou-a o PMDB, mas precisamente o senador, Jáder Barbalho, como se fosse uma retaliação política do tipo: “acabando-se uma, acabama-se todas”.

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País de Pinochios - publicada no jornal 'A Tarde' de 16 de janeiro de 1980
Retorna-se ao estado democrático, mas os tempos do arbítrio deixaram profundas marcas neste país. A verdade já não se alinha entre as virtudes dos homens que preferem mascara-la com evasivas, distorções, até. Depois, lança-se a culpa sobre a imprensa como, há pouco, procedeu o ministro Delfim Netto, que contra ela investiu, acusando-a de estar “espalhando inverdades” em torno do seu relacionamento com o ministro da Fazenda.

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Guerrilha sucessória - publicado no jornal A Tarde de 16 de junho de 1981
É muito cedo, todos concordam, para deflagração do processo sucessório. Mas ele aí está, em marcha batida, antecipando-se no tempo, conseqüência de um estado de indocilidade geral que envolve a classe política, impelindo-a a falar. Nestes últimos dias, a sucessão baiana emergiu ao primeiro plano, com seguidas declarações de políticos com um bom cacife eleitoral.

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Um parto que ficou difícil - publicado no jornal A Tarde de 06 de abril de 1982

Se não foi uma atitude de lava-mãos, pelo menos este era o entendimento logo após a nota divulgada pelo grupo Tendência Popular, na qual o deputado Francisco Pinto renunciava à sua candidatura ao governo do estado. O documento, inesperado e repentino, criou um terrível mal-estar entre as correntes peemedebistas, frustrando as expectativas do grupo agresso do Partido Popular, liderado por Roberto Santos, e profundas interrogações na facção de Waldir Pires, que não entendia o significado da palavra “consenso”, grafado na nota.

A posição do grupo Francisco Pinto, porém, nada mais é do que uma atitude de salvaguarda com efeito futuro, isto é, para evitar possíveis críticas ou transferência de responsabilidades durante o desenrolar da campanha ao governo e, principalmente, quanto aos seus efeitos eleitorais.

O deputado feirense não abandonou mesa de negociações nem, muito menos, emitiu um toque de retirada, segundo confessou. Pinto não abdica do exercício da influência política que possa exercer, com o peso do grupo que lidera, na definição do candidato ao governo que, para ele, reuna condições de vitória.

A situação no PMBD é, no momento, bastante confusa mas tende a se tornar mais clara nas próximas 24 horas, decisivas para uma definição que já se arrasta há dez dias, sempre no mesmo tom renitente do “é hoje, é amanhã”.

Na noite de ontem, enquanto Waldir Pires e Roberto Santos se reuniam, certamente analisando os últimos acontecimentos gerados com a nota do grupo Tendência, o deputado Francisco Pinto permanecia em plantão na residência do deputado Adelmo Oliveira, aguardando ser convocado para uma reunião durante a madrugada. É possível que as negociações, com a presença dos três interessados, se intensifiquem na manhã de hoje para que, à noite, o nome seja divulgado evitando-se, assim, um desgaste do partido junto às suas bases, já em atitude de flagrante indocilidade com a indefinição.

Neste afunilamento da decisão peemedebista, os ânimos estão, flagrantemente, exaltados e será necessário um esforço conjunto para que, do episódio, não vinguem seqüelas ou litígios entre as correntes envolvidas.

Depois da incorporação do PP e sendo Roberto pretendente, assim como Waldir, o grupo do deputado Francisco Pinto passou a ser uma espécie de fiel da balança e, desta condição, o parlamentar parece não abrir mão. Argumenta que seu poder de influência será exercido, na plenitude, mas garante que o fará como mediador, de sorte e fortalecer a coesão partidária que, na noite de ontem, esboroava-e com acusações entre as partes envolvidas no processo.

Difícil será estabelecer um peso eleitoral para cada candidato. No momento, o Sr. Roberto Santos parece reunir melhores condições, alicerçado que está pelos números das últimas pesquisas de opinião pública. O grupo de apoio a Waldir Pires, porém, entende que esta candidatura, caso consagrada, tenderá a crescer durante a campanha, bastando, para isso, que a união se faça.

União que, pelo menos, será difícil de ser obtida pelo menos nos próximos 30 dias.

Qualquer que seja a escolha, deixará fatalmente, descontentes e viúvas.
 

* Coluna publicada originalmente na edição do jornal A Tarde, em 06 de abril de 1982

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Os fantasmas do Congresso - publicada no jornal A Tarde de 22 de janeiro de 1981
É certo que o debate sobre a reforma da legislação eleitoral está aberto, nas ruas, nos gabinetes, nas conversas dos políticos em recesso. Mas o Ministro da Justiça, Ibrahim Abi-Ackel, teima em dizer que, no momento, o governo e o PDS estão concentrados no processo de sucessão da Câmara, em especial na eleição do candidato oficial, Nelson Marchezan. A candidatura de Djalma Marinho, representando uma dissidência do PDS com apoio dos partidos de oposição, começa a ceder terreno, pelas informações coligidas. Há no momento, risco quem em off, os políticos pedessistas não escondem. E se, aberta a urna e contados os votos, ganhar Djalma Marinho? Não acontece absolutamente nada. Muitos presumem.

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A novela do Brasil - publicada no jornal A Tarde de 22 de maio de 1992
Uma briga com conotações familiares instalada no poder, ou perto dele, é melhor do que novela das oito. Para o grande público, acostumado com as tramas, safadagens, mau-caratismo, e bom-mocismo da criação global, nada como um escândalo quase ao vivo, com todos os ingredientes. Só faltou trilha sonora, para a comercialização em som livre. Não é difícil compor, porque a temática é rica.

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De cartas marcadas - publicado no jornal A Tarde de 25 de junho de 1981
Com palavras, diz-se o que quer. Verdades e mentiras. E há mais mentiras do que verdades no esforço de alguns para explicar como “democráticas” medidas que, de fato, não as são. Pior. Vestem-se as palavras com fantasias cínicas, sem qualquer desfaçatez. Na economia, até aqui o ministro Delfin Neto está a sair-se mal. Na política, nem é bom falar, mas ele fala e embola. Para enganar a quem, ninguém sabe. Acaba de dizer que “não existe qualquer relação entre inflação e eleição, pois em outros países há uma convivência pacífica entre altas taxas inflacionárias e pleitos livres”. Em países desenvolvidos há esta convivência pacífica, é certo, mas o governo paga o preço da inflação e cai, derrotado, pelo voto livre de cidadãos livre.

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Quinta, 10 de Dezembro de 2015 - 18:00

Melhora o Nível Parlamentar - publicado no jornal A Tarde de 03 de dezembro de 1982

por Samuel Celestino

Melhora o Nível Parlamentar - publicado no jornal A Tarde de 03 de dezembro de 1982
Há mais de duas décadas que a Bahia não conseguia eleger boas representações legislativas. As tradições de cultura do Estado no setor político, ao contrário, estavam a minguar e, durante este período, bem poucos baianos se destacavam no plano nacional. Os bons quadros, anteriores a 1960, por um ou outro motivo, abandonaram a vida pública. O regime fechado, de arbítrio retirou do parlamento o fascínio; a arte de fazer política foi posta ao lado, e poucas vocações foram despertadas.

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Um parto difícil - publicada no jornal A Tarde de 29 de julho de 1980
O problema do grupo trabalhista baiano não é, agora, tão só de tomada de decisão. A alternativa é a que estava claramente posta desde o inicio das negociações, o PMDB, partido que tem a simpatia de Waldir Pires, Marcelo cordeiro, Filemom Matos, Jorge Viana, Hildérico Oliveira, entre outros, embora não a tenha de Josaphat Marinho e Archimedes Pedreira (este um prolongamento daquele), que permanecem enrodilhados na indecisão. O problema é como fazer para manter o pacto de cavalheiros entre eles estabelecido, de sorte a que o grupo permaneça coeso e unânime.

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Sexta, 16 de Outubro de 2015 - 16:00

A Bahia no ministério - publicada no jornal A Tarde em 05 de março de 1985

por Samuel Celestino

A Bahia no ministério - publicada no jornal A Tarde em 05 de março de 1985
Depois de longos anos de participação discreta nos governos revolucionários, a Bahia retoma o seu prestígio político no cenário nacional se efetivamente for confirmada a destinação de três ministérios para políticos baianos, como tudo parece indicar. Há, ainda, algumas dúvidas sobre a formação do primeiro escalão do futuro governo e, dentre elas, informava-se ontem que não estava tão certa a presença de Fernando Lyra no gabinete da Casa Civil e que Waldir Pires permanecia entre a Previdência Social e o Ministério da Justiça.

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