Entrevistas

‘É preciso acelerar’, diz pesquisadora sobre políticas de saúde para população negra

Uma das doenças mais comuns entre a população negra é a Doença Falciforme (DF), ou anemia falciforme, uma enfermidade genética que impede o sangue de circular de forma adequada. No Brasil, Salvador é a cidade com maior incidência deste tipo de anemia. Na capital baiana, um em cada 17 bebês soteropolitanos vêm ao mundo com traço falciforme. O controle da DF, entre outras questões, é uma das metas da Política Nacional de Saúde Integral da População Negra, instituída em 2009. Em entrevista ao Bahia Notícias, a professora de Saúde Pública do Instituto de Saúde Coletiva (ISC) da Ufba, Clarice Santos Mota, considera que a evolução dessas políticas ainda é “lenta” na Bahia. Segundo Clarice, um dos saltos da gestão da Sáude em Salvador foi a criação dos Multicentros, que dispõem de um hematologista para o diagnóstico da DF. Na conversa com o BN, a pesquisadora detalhou ainda as representações do racismo institucional em hospitais e clínicas e disse que a qualidade da saúde da população está associada à qualidade social. “Nos últimos dez anos houve uma melhora nos indicadores sociais, mas isso precisa se acelerar, isso precisa continuar. Porque você não corrige os problemas de saúde sem corrigir os problemas sociais”, avaliou.

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Segunda, 26 de Agosto de 2013 - 08:10

Posto de Saúde do Pau Miúdo sofre com sobrecarga de pacientes

O 16° Centro de Saúde, no bairro do Pau Miúdo, em Salvador, tem sofrido com a sobrecarga de pacientes nos últimos dias devido às obras de requalificação do Hospital Ernesto Simões, no mesmo bairro. Os trabalhos de construção tiveram início na última quinta-feira (22) e desde então, o Ernesto Simões tem funcionado em contêineres provisórios. Matéria do Correio diz que no posto, a espera para atendimento dura em média três horas, com o maior problema para pessoas com sintomas de tuberculose, que devem ficar isolados de três a quatro dias, o que vai de encontro a estrutura do posto. “O 16º é unidade de emergência, e as pessoas só devem ficar 24 horas. Quando não encontramos vagas, temos que manter o paciente”, afirmou a diretora de Assistência da Secretaria Municipal de Saúde, Luciana Peixoto, que informou que antes de começar a reforma se reuniu com o diretor do Hospital Ernesto Simões Filho e com o secretário estadual de Saúde, Jorge Solla. Segundo ela, foi informada que durante as obras do Ernesto Simões, uma enfermeira, três técnicos de enfermagem e um médico seriam disponibilizados para atender a nova demanda do 16º Centro, mas os profissionais não começaram a trabalhar.

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