Desenvolvimento de vacina que combate vício em cocaína está parado por falta de verba
Foto Manu Dias / AGECOM

A finalização de uma vacina que combate o vício em cocaína e crack está prejudicada por conta de falta de verba. É o que os desenvolvedores, pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), afirmaram. De acordo com eles, são necessários R$ 300 mil para continuar com os estudos. Os cientistas conseguiram comprovar, em animais, a eficácia do produto. A substância produzida estimula a produção de anticorpos contra a droga e impede que ela produza o efeito de prazer no cérebro. "Estamos trabalhando na biossegurança, que é avaliar se a molécula não trará nenhum dano ao passar para seres humanos. Já entramos com pedido de patente e, neste exato momento, pleiteamos financiamento para a chamada fase um, com pacientes, mas infelizmente não há recursos", lamentou um dos responsáveis pela pesquisa, professor Frederico Garcia, que coordena o Centro Regional de Referência em Drogas da UFMG. De acordo com informações do jornal O Globo, a segurança do produto será testada na fase um com cerca de 60 pacientes em seis meses. Caso nenhum efeito colateral sério seja identificado, a segunda etapa incluirá mais 300 pessoas e durará um ano. O financiamento teria que ser conseguido até o primeiro trimestre de 2018. De acordo com um levantamento realizado pelo escritório de Drogas e Crimes da Organizações das Nações UNidas, o consumo de cocaína no Brasil é quatro vezes superior à média mundial.

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