Segunda, 29 de Fevereiro de 2016 - 12:10

Governo Federal deixa de repassar R$ 80 mi anuais para a saúde de Salvador, diz Neto

por Luana Ribeiro / Estela Marques

Governo Federal deixa de repassar R$ 80 mi anuais para a saúde de Salvador, diz Neto
Foto: Luana Ribeiro / Bahia Notícias
O prefeito ACM Neto (DEM) não mediu palavras para explicar o caos na saúde soteropolitana, conforme levantamento feito pelo Conselho Federal de Medicina (entenda o caso) e reportagem veiculada no Fantástico deste domingo (28). Durante coletiva de imprensa para apresentar a Operação Chuva 2016 e o funcionamento da nova Defesa Civil, na manhã desta segunda-feira (29), o democrata afirmou que o governo federal deixou de repassar R$ 80 milhões anuais ao município para que sejam realizados investimentos na saúde. “É o valor a menos, principalmente para o teto de média e alta complexidade, onde está o gargalo maior. Há subfinanciamento da média e alta complexidade. E tem um detalhe: o governo do estado não consegue executar o teto do que recebe todo ano para a média e alta complexidade. Sobra dinheiro com governo do estado e falta dinheiro com a prefeitura”, concluiu Neto, antes de enumerar o que poderia ser feito com o montante não repassado. “Poderíamos ampliar o credenciamento de hospitais para fazer o serviço de atendimento à oncologia, que é reivindicação do Aristides Maltez [hospital especializado no tratamento do câncer] e necessidade da cidade, assim como também todos os procedimentos de média e alta complexidade, as cirurgias eletivas”, acrescentou. O prefeito disse ainda que já recorreu ao Ministério da Saúde, ao Ministério da Fazenda e à vice-presidência da República para reaver o repasse, mas até então não houve “decisão política”. “Acho que tem politica no meio dessa história”, especulou. Segundo Neto, ano passado o município ficou três meses sem receber recursos federais, o que levou ao uso do dinheiro da cidade para pagar funcionários, fornecedores e 13º. “Assim tem sido desde que nós assumimos. É importante fazer comparativo do passado com presente, em termos absolutos e proporcionais, ver o que era investido e o que está sendo investido agora pelo município, e comparar com o que era e está sendo investido pelo governo do estado e pelo governo federal. Quem fizer esse estudo vai chegar à conclusão de qual é o problema da assistência à saúde em Salvador”, sugeriu. Assim como já havia sido falado pelo secretário Municipal de Saúde, José Antônio Rodrigues Alves (leia aqui), Neto reforçou que 19% do orçamento da prefeitura foi dedicado à saúde.

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