Segunda, 29 de Fevereiro de 2016 - 10:30

Secretário municipal contesta dados sobre investimento em saúde: ‘Tem sido crescente’

por Estela Marques

Secretário municipal contesta dados sobre investimento em saúde: ‘Tem sido crescente’
José Antônio Rodrigues Alves | Foto: Angeval Lopes / SCMBA
O investimento que a capital baiana faz em saúde é R$ 200 milhões a mais do que a gestão anterior destinava de seu orçamento municipal. O que quer dizer que a despesa de R$ 0,59 por pessoa levantados pelo Conselho Federal de Medicina (leia aqui) e publicada no Fantástico deste domingo (28) dizem respeito apenas aos recursos federais destinados ao município. Quem afirma é o secretário municipal de Saúde (SMS), José Antônio Rodrigues Alves. “A maior parte dos recursos federais de Salvador é destinada ao governo do estado, porque de 2006, que passou para gestão plena, em 2008 o município, por incapacidade de gestão, passou os recursos para o estado e em 2012 a gestão dos hospitais federais foi passada para o estado. Salvador ficou com per capita tímida, não por conta de falta de investimento do município, que tem sido crescente”, explicou o secretário, em entrevista ao Bahia Notícias na manhã desta segunda-feira (29). Rodrigues Alves destacou que o levantamento considerou apenas parte dos recursos, então a per capita foi jogada para baixo. “Se ela é compartilhada com outro ente, ela sequer passa pelo Fundo Municipal de Saúde. Essa situação se repete em todas as grandes cidades do estado”, acrescentou, para em seguida lembrar que 85% dos recursos da Rede Cegonha, para obstetrícia, está sob gestão estadual. Da mesma forma ocorre com 85% dos recursos da Rede de Urgência e Emergência. “Existe forte concentração [de recursos]. O nosso recurso federal é insuficiente e temos que complementar com recursos do município. É importante dizer que Salvador gasta 19% do seu orçamento na área de saúde, enquanto o governo do estado gasta apenas 12%.”, afirmou. Ainda em defesa da sua gestão e dos investimentos municipais na área, o secretário lembrou que a cobertura em atenção básica foi ampliada de 19% para 42% entre janeiro de 2013 e janeiro deste ano. 

Histórico de Conteúdo