Hospital coloca prótese infectada e paciente deixa de andar: ‘Meu filho corre risco de vida’
Foto: Reprodução / G1

O paciente Diogo Fernando de Oliveira, de 34 anos, contraiu uma infecção e deixou de andar após colocar uma prótese no Hospital Municipal Doutor Cármino Caricchio, conhecido como Hospital Tatuapé, em São Paulo. Segundo o G1, ele foi diagnosticado na adolescência com epifisiólise, uma doença que se caracteriza pelo “escorregamento” da cabeça do fêmur no encaixe com a bacia. Por isso, colocou pinos nas duas pernas para melhorar a fixação da articulação. Porém, na fase adulta teve que ser submetido a dois novos procedimentos cirúrgicos - um em cada perna, realizados em 2014. Porém, o segundo foi o responsável pela contaminação. "Ele ficou dois dias no hospital e o médico falou que podia ir para casa e andar. Ele recebeu alta sentido dor. A gente achava que era normal do pós-cirúrgico, só que ele fez todo o repouso direitinho e em vez de melhorar, começou a piorar. Teve secreção e tivemos de voltar ao hospital”, conta a mãe, que tem 67 anos. Diogo conta que passou, então, a tomar diversos antibióticos receitados pelo médico responsável pela cirurgia. Como as dores não cessavam e o quadro não melhorava, foi submetido a um exame de cintilografia óssea, que apontou uma infecção do material cirúrgico. “O laudo diz que a prótese estava infectada. Infecção não foi hospitalar nem nada. Foi a prótese”, constata. Sendo assim, teve que voltar várias vezes ao Hospital, que, segundo ele, cada retorno ocorre de três em três meses há dois anos e sem solução. “Dizem que não tem vaga para outra cirurgia, que tem que esperar. Na última vez, disseram que faltava a prótese, que é especial. Meu filho está correndo risco de vida e eles tratando o caso como brincadeira”. Ainda segundo a nota, Diogo, por estar imóvel, teve que deixar o emprego. “Não levanto para nada, nem para as necessidades. É terrível e não posso fazer nada. Não tenho condição de ir em um hospital particular e nenhum outro público quer pegar o meu caso. Falam para ir no Tatuapé, porque comecei lá”, lamenta. Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde afirmou que Diogo passou em consulta na especialidade ortopedia/quadril no último dia 28 de março e que ele "faltou em algumas consultas agendadas anteriormente, o que pode ter alterado a classificação – deixando assim de ser prioridade - para a realização da cirurgia".

Alemanha determina que pré-escolas informem sobre crianças sem vacina
Foto: Andre Borges / Agência Brasília

As unidades de pré-escola da Alemanha devem informar às autoridades sobre a situação de crianças que não estejam vacinadas ou que seus pais não consigam provar que a vacinação está dentro do padrão. Segundo o jornal O Globo, a medida tem o objetivo de melhorar as taxas de imunização no país. Nos últimos anos, uma queda nos índices tem colocado crianças e adultos sob o risco de doenças como o sarampo. A legislação alemã já possui uma multa de 2,5 mil euros (R$ 9,1 mil) para pais que se recusem frequentemente a levar seus filhos para vacinação. Ainda assim, não é possível identificar quais responsáveis não cumprem com a obrigação. Apenas neste ano, já foram registrados 410 casos de sarampo na Alemanha. O número é maior que a soma para 2016. Outros países europeus, como Itália e Portugal, têm apresentado o mesmo problema.

Derivado de maconha reduz convulsões de forma rara de epilepsia durante estudo
Foto: Divulgação

Convulsões epilépticas graves podem ter sua frequência reduzida em 39% com o uso do canabidiol, substância derivada da Cannabis sativa. Pesquisadores da Universidade de Nova York realizaram um teste em clínico em grande escala com pacientes jovens com síndrome de Dravet, uma forma rara de epilepsia. "O canabidiol não deve ser visto como uma panaceia para a epilepsia, mas para os pacientes com formas especialmente graves que não responderam a inúmeros medicamentos, estes resultados dão a esperança de que logo poderemos ter outra opção de tratamento", afirmou o principal autor do estudo, Orrin Devinsky, professor de Neurologia, Neurocirurgia e Psiquiatria no Langone Medical Center. "Ainda precisamos de mais pesquisas, mas este novo teste dá mais provas do que jamais tivemos da efetividade do canabidiol como medicamento para a epilepsia resistente ao tratamento", completou. Segundo o site G1, foi utilizada uma forma líquida experimental do CBD, chamada Epidiolex, não aprovada pela Administração de Alimentos e Medicamentos (FDA) dos Estados Unidos. No grupo que utilizou a substância foi observada uma redução de 39%, de uma média de quase 12 convulsões por mês para aproximadamente seis.

Rastreamento do Câncer de Mama chega em Ponto Novo, Igaporã e Jacaraci
Foto: Divulgação

Os municípios de Jacaraci, Igaporã e Ponto Novo recebem, a partir da próxima segunda-feira (29), o programa itinerante Saúde sem Fronteiras Rastreamento do Câncer de Mama. O programa oferece mamografias gratuitas a mulheres com idade entre 50 e 69 anos. Em Jacaraci, o atendimento acontece até 6 de junho, na unidade móvel estacionada na Praça do Gonzagão. Em Igaporã, as mulheres podem ser atendidas até 3 de junho, no Ginásio de Esportes Igaporã. Já em Ponto Novo, a unidade móvel estará na Praça do Comércio, em frente à Igreja Católica, até 3 de junho. Para ser atendida, a mulher deve comparecer ao local, a partir das 7h, com documento de identidade, cartão do Sistema Único de Saúde (SUS) e comprovante de residência. Para pacientes com diagnóstico positivo, o tratamento cirúrgico, quimioterápico ou radioterápico será realizado em unidades de alta complexidade em oncologia na região de residência.

Ações para fornecimento de remédios que não fazem parte de lista do SUS são suspensas
Foto: Carlos Severo / Fotos Públicas

Todos os processos judiciais em tramitação para o fornecimento de remédios que não constam na lista oficial do Sistema Único de Saúde (SUS) devem ser suspensos, de acordo com determinação do Superior Tribunal de Justiça (STJ). No entanto, a decisão não impede a avaliação de demandas e concessão de liminares. Nesses casos, é necessário comprovar a urgência da demanda. Segundo a Folha de S. Paulo, o ministro Benedito Gonçalves, autor da decisão, pontuou que a ideia não é "trancar" o julgamento das ações, mas uniformizar a interpretação de temas controvertidos. A determinação é válida até o julgamento da questão.

Saúde confirma 246 casos de microcefalia e outras alterações ligadas ao Zika em 2017
Foto: Getty Images

O Brasil confirmou, do início de 2017 até 22 de abril, 246 casos de microcefalia ou outras alterações de crescimento e desenvolvimento possivelmente ligadas ao vírus Zika. De acordo com o último boletim epidemiológico divulgado pelo Ministério da Saúde, há ainda outros 936 casos notificados que permanecem em investigação. Houve 25 confirmações de mortes fetais e neonatais ligadas ao vírus e 33 confirmações de fetos com alterações no sistema nervoso central, abortos espontâneos e natimortos relacionados à infecção em 2017. Os dados do boletim incluem casos que ainda estavam em investigação na última semana de 2016 e podem ter sido confirmados no início de 2017. Até o dia 13 de maio, o Brasil registrou 9.351 casos de zika, 144.326 casos de dengue e 80.949 casos de chikungunya.

Ministério prorroga campanha nacional de vacinação contra gripe
Foto: Diogo Moreira / A2img

Programada para acabar nesta sexta-feira (26), a campanha de vacinação contra gripe foi prorrogada até 9 de junho. De acordo com o Ministério da Saúde, a meta é imunizar 90% das 54,2 milhões de pessoas que compõem o público-alvo. No entanto, até esta quinta-feira (25), apenas 63,6 receberam a dose da vacina. Dos grupos que podem tomar a vacina, os idosos têm a maior cobertura até o momento: 72,4% desse público já se vacinou. Entre as puérperas, o alcance foi de 71,2%, seguido dos indígenas, com 68,6%. Os grupos que menos se vacinaram foram as crianças, com 49,9% de cobertura, gestantes, com 53,4%, e trabalhadores de saúde, com 64,2%.

Elevador Lacerda é iluminado de verde para chamar a atenção sobre glaucoma
Foto: Jefferson Peixoto / Secom

O Elevador Lacerda será iluminado de verde na noite desta sexta-feira (26), Dia Nacional de Combate ao Glaucoma, para alertar a população brasileira sobre a doença. O glaucoma afeta mais de 2 milhões de pessoas no Brasil, sendo que a maioria não tem diagnóstico, e em torno de 60 milhões em todo o mundo. De acordo com o secretário-geral da Sociedade Brasileira de Glaucoma (SBG), Emílio Suzuki, a iluminação visa a tornar o glaucoma conhecido. "Porque nós dependemos muito do conhecimento cultural da população, para que ela vá ao oftalmologista. É a única ferramenta que consegue segurar essa doença", afirmou à Agência Brasil. Ele explicou que o nervo óptico sofre degeneração que, em geral, ocorre por aumento da pressão ocular, e a pessoa não tem sintomas. "É uma doença assintomática, não dói. Com o tempo, como esse nervo que leva as imagens ao cérebro, para a gente poder enxergar, vai sendo degenerado, a pessoa vai perdendo a visão aos pouquinhos e, geralmente, a perda não é aguda, não é de imediato. Nem é central também. É periférica e lenta. Por isso, é muito difícil ser percebida nos estágios iniciais", completou. Um dos fatores de risco para o glaucoma é a idade. Pessoas acima de 40 anos são mais suscetíveis à doença. "O olho foi feito para durar bem até os 40 anos. Depois dessa idade, já começa a dar alguns sinais de fraqueza, como a visão cansada para perto", disse. O glaucoma tem também uma característica genética e hereditária. Existe uma associação grande entre parentes, e a chance de desenvolver a doença é mais intensa entre irmãos. Segundo Emílio Suzuki, o fato de o pai ou a mãe ter glaucoma não condena o filho a ter glaucoma. Têm mais chance ainda de desenvolver a doença os hipertensos e diabéticos, que apresentam muitas vezes problemas de vascularização do nervo óptico, além dos afrodescendentes. Em relação a esses últimos, Suzuki disse que ocorre no mundo inteiro maior chance de os afrodescendentes terem glaucoma mais agressivo e avançado. No Brasil, a miscigenação da população aumenta a incidência da doença. 

Marcelo Zollinger ressalta necessidade de políticas públicas para redução da obesidade
Foto: Paulo Victor Nadal / Bahia Notícias

O Hospital da Bahia recebeu recentemente dupla certificação internacional como Centro de Excelência em Cirurgia Bariátrica e Metabólica e do médico Marcelo Zollinger como cirurgião com excelência em Cirurgia Bariátrica e Metabólica, ambas certificações conferidas pela SurgicalReview Corporation. "A cirurgia bariátrica é um procedimento de altíssima responsabilidade, de altíssima complexidade. Nós trabalhamos com pacientes muito graves, obesos mórbidos, com todas as consequências da obesidade mórbida: hipertensos, diabéticos, com artrose hepática, apneia do sono, pessoas excluídas da sociedade e problemas sérios de auto estima. Isso faz com que o tratamento do paciente não seja absolutamente inerente à cirurgia, mas de uma forma universal. Os hospitais precisam dispor de ambiente propício, de equipamentos pertinentes e de equipes treinadas para se tornar um centro de excelência em uma cirurgia tão específica e complexa", afirmou Zollinger em entrevista ao Bahia Notícias. Dados do IBGE apontam que cerca de 50% da população da região Nordeste está acima do peso, ou seja, na faixa de sobrepeso e obesidade. A Bahia segue a média regional, apresentando índices próximos aos 50% destacados pelo instituto. Para o médico, a obesidade está diretamente relacionada à ausência de políticas públicas que ensinem às crianças a importância da alimentação, incluindo cuidados com a merenda escolar. "Países que não fazem isso têm crianças gordas que serão adultos gordos. A França é um exemplo que tem uma das melhores culinárias do mundo, mas tem um dos menores índices de obesos do mundo. Há políticas escolares que ensinam a comer para viver, não viver para comer", exemplificou. Zollinger pontuou ainda a importância da continuidade do tratamento após a cirurgia bariátrica, que deve ser a última opção. "O paciente obeso é muito complexo, precisa ser visto de forma global, universal e precisa ser visto sempre. Caso contrário, ele volta a ser gordo e não há uma segunda alternativa cirúrgica", ressaltou.

Quinta, 25 de Maio de 2017 - 17:00

Gestor volta a negar venda de Hospital da Bahia: 'Não tem fundamento'

por Renata Farias

Gestor volta a negar venda de Hospital da Bahia: 'Não tem fundamento'
Foto: Divulgação

O superintendente-executivo do Hospital da Bahia, Marcelo Zollinger, negou mais uma vez a suposta negociação de venda da unidade de saúde para empresários chineses. "Isso não tem nenhum fundamento. Todo hospital, toda empresa que tem um resultado operacional - como têm alguns hospitais do Brasil - fazem com que investidores do mundo inteiro tenham interesse, queiram ver. Nós somos um hospital de grande visibilidade assistencial e operacional", pontuou nesta quinta-feira (25), em entrevista ao Bahia Notícias. De acordo com ele, investidores nacionais e internacionais têm feito visitas para conhecer a estrutura e sistema de operação do hospital, mas não há nenhum interesse em uma possível venda. "Entre visita e compra existe uma diferença imensa. Nós estamos sendo observados. É bom que a Bahia tenha hospitais a serem observados. A gente fica muito feliz e até vaidoso que o Hospital da Bahia esteja nessa posição", pontuou. Zollinger ressaltou ainda que a diretoria do Hospital da Bahia atualmente tem interesse em parceiros que possam ajudar a expandir a plataforma para outros hospitais e centros de saúde. "Sei que existe muita especulação, inclusive de outros hospitais de Salvador, e isso é uma prova de que o mercado anda bem", avaliou.

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