Drunkorexia: Jovens trocam calorias de alimentos por bebidas alcoólicas

Jovens mulheres, principalmente de países ricos, têm apresentado sinais de um transtorno alimentar conhecido como "drunkorexia". As pessoas afetadas pulam refeições para reduzir a ingestão de calorias de alimentos, substituindo-as pelas calorias de bebidas alcoólicas. Para se ter uma ideia, um copo de 400 ml de cerveja tem, em média, 197 calorias, o equivalente a uma fatia de pizza. Apesar de não ser clinicamente reconhecido, o problema atinge quase 60% das estudantes de graduação de países ricos, de acordo com estudo realizado em 2016. "Eu costumava pular refeições na universidade para não ficar inchada à noite", afirmou uma mulher de 23 anos que preferiu não se identificar, em entrevista ao Independent. "Definitivamente é (uma prática) comum, muitos dos meus clientes me perguntam se deveriam perder o jantar para compensar o que planejam beber", acrescentou. De acordo com a nutricionista Rhiannon Lambert, o comportamento não afeta apenas jovens e está relacionado a uma dieta com "efeito sanfona", na qual o peso retorna logo após a perda. A especialista alertou que dietas de contagens de calorias podem ser uma das causas do problema. "Essas situações devem envolver o atendimento hospitalar e uma equipe de profissionais de saúde para apoio do doente paciente", recomendou.

Leia mais

Estudo revela que quase metade das alergias alimentares surge na vida adulta

Um estudo desenvolvido nos Estados Unidos mostrou que quase metade das alergias alimentares surgem na idade adulta. Em apresentação anual do Colégio Americano de Alergia, Asma e Imunologia, o coautor da pesquisa, Ruchi Gupta, disse estar surpreso com o resultado encontrado. "As alergias alimentaram são vistas como condições que surgem na infância, então a ideia de que 45% dos adultos com alergias alimentares as desenvolveram na idade adulta é surpreendente", explicou. "Nós também notamos que, assim como nas crianças, a incidência de alergias alimentares em adultos está aumentando em todos os grupos étnicos", acrescentou. Segundo o jornal O Globo, a alergia alimentar mais comum entre adultos é de mariscos, com incidência de 3,6% - o número aumentou 44% desde 2004. A alergia a nozes e castanhas também aumentou: 1,8% dos adultos norte-americanos são afetados. Algumas alergias alimentares afetam mais adultos negros, asiáticos e hispânicos, a exemplo de mariscos e amendoim. 

Leia mais

Workshop gratuito discute alimentação infantil saudável no Salvador Shopping

O Grupo Orgânico realiza, na próxima sexta-feira (27), um workshop gratuito com tema "Meu filho não come vegetais". Voltado para mães, pais e crianças, o evento acontece a partir das 17h, na loja Camicado do Salvador Shopping, sob comando da chef Mariana Andrade.  Os participantes receberão dicas sobre alimentação infantil saudável e poderão aprender uma receita, com direito a degustação no final. As inscrições podem ser realizadas por meio de formulário online (clique aqui). As vagas são limitadas.

Leia mais

Pesquisa aponta que apenas 40% dos brasileiros consomem frutas diariamente

Mesmo com o título de terceiro maior produtor de frutas do mundo, o Brasil não contabiliza um grande número de consumidores. De acordo com dados de pesquisa Datafolha, apenas 40% dos brasileiros comem frutas diariamente. Os maiores números estão concentrados na região Sudeste, entre pessoas com maior escolaridade e pertencentes às classes A e B. Encomendada pela Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas), a pesquisa faz parte da iniciativa Hortifruti Saber & Saúde, com o objetivo de divulgar informações sobre o valor de verduras, legumes e frutas na composição de uma dieta saudável. Segundo o Valor Econômico, os resultados mostraram que os números são maiores entre mulheres: 42%, contra 35% de consumidores homens. O mesmo acontece no caso de verduras e legumes. Também foram avaliados os fatores que influenciam no momento de compra. Em primeiro lugar, está a preferência pessoal (31%), seguida pela sazonalidade (17%). Em terceiro lugar, estão aparência e preço (14% cada). Entre os mais jovens, aparência e facilidade de consumo são determinantes. Foram entrevistadas 2.089 pessoas com 16 anos ou mais, em 148 municípios, em julho de 2017. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Leia mais

Brasil precisa investir em segurança alimentar, recomenda relatório da FAO

A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) recomendou em relatório apresentado nesta segunda-feira (16), quando é comemorado o Dia Mundial da Alimentação, que o Brasil incentive o cuidado com a alimentação e mantenha programas governamentais de acesso a alimentos para garantir a segurança alimentar dos brasileiros. O relatório da FAO Panorama da Segurança Alimentar e Nutricional na América Latina e no Caribe 2017 indica que o Brasil será capaz de acabar com a fome, que hoje atinge cerca de 3% da população, até 2030. No entanto, para garantir a segurança alimentar e nutricional, os brasileiros precisam consumir os nutrientes corretos e até mesmo praticar exercícios físicos. No Brasil, a alimentação é um direito garantido pela Constituição Federal e, mundialmente, o tema é um dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas, que tem como meta acabar com a fome no mundo até 2030. "O Brasil está muito bem em termos gerais. Em 2014 saiu do Mapa da Fome, com índice de insegurança alimentar abaixo de 5%. Isso revela uma situação que não é estrutural. São grupos, que precisam de políticas focais. O Brasil não tem mais o problema estrutural da fome como outros países da América Latina", disse o representante da FAO no Brasil, Alan Bojanic. Segundo a Agência Brasil, o relatório da FAO indica que o Brasil só vai alcançar o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável de número 2: Fome Zero até 2030, se houver continuidade nos investimentos em políticas públicas voltadas às populações mais vulneráveis. "É importante manter o nível de investimento social que se tinha. A crise, com certeza, é uma ameaça para esses programas. Não é fácil alocar recursos nesse momento, mas vamos torcer para que a economia consiga se recuperar e que haja recursos e investimento efetivo no desenvolvimento rural sustentável, que é a chave [para a segurança alimentar]", afirmou Bojanic. O Brasil é um país que lida com dois extremos, são 7,2 milhões de pessoas em situação de insegurança alimentar grave. Por outro lado, 60% dos brasileiros estão com sobrepeso e 20%, obesos. Além disso, um terço das crianças está acima do peso.

Leia mais

Quinta, 05 de Outubro de 2017 - 15:10

Menino de 11 anos fica cego devido a restrição alimentar

Menino de 11 anos fica cego devido a restrição alimentar

Um menino de 11 anos foi diagnosticado com cegueira devido a uma restrição alimentar. Ele sofria de eczema e múltiplas alergias, o que levou à dieta bastante restritiva. "Ele basicamente se alimentava de batata, porco, cordeiro, maçã, pepino e cereal matinal", afirmaram médicos em artigo publicado nesta semana. Segundo o site UOL, o adolescente sofreu durante oito meses com piora progressiva na visão, cegueira noturna, olho seco e sensibilidade à luz. Após ser levado no hospital, profissionais descobriram deficiência de vitamina A. Nenhum dos alimentos presentes na alimentação do menino era rico dessa substância, muito importante para a visão. Os médicos então administraram três superdoses de vitamina A e, após seis semanas, a visão do garoto melhorou um pouco e a secura desapareceu. No entanto, ele ainda é considerado cego e talvez nunca seja curado. "A perda da visão associada à deficiência de vitamina A pode ser reversível; entretanto, em casos com atrofia ocular, como aconteceu com esse paciente, o grau de cegueira costuma ser permanente", informaram os médicos.

Leia mais

Cientistas editam gene do glúten e produzem trigo menos nocivo para celíacos

Comumente associado a reações alérgicas, o glúten é o responsável pela doença celíaca, um transtorno autoimune do intestino. Pensando nessa parcela da população e nas restrições alimentares necessárias, cientistas do Instituto de Agricultura Sustentável de Córdoba, na Espanha, modificaram geneticamente variedades de trigo. O objetivo era remover quase que completamente a gliadina, proteína responsável pela doença celíaca. Segundo a revista Super Interessante, os pesquisadores utilizaram a técnica Repetições Palindrômicas Curtas Agrupadas e Regularmente Interespaçadas (CRISPR, na sigla em inglês) para inutilizar 35 dos 45 genes do trigo responsáveis pela produção de gliadina. O experimento resultou em um novo trigo que reduz em 85% as reações à substância, sem alterar a textura e sabor. 

Leia mais

Dois em cada três alimentos consumidos em cantinas escolares têm baixo valor nutricional

Dois de cada três alimentos consumidos por crianças e adolescentes nas cantinas de escolas privadas do país têm baixo valor nutricional. Essa é uma das conclusões da pesquisa Hábitos Alimentares de Crianças e Adolescentes em Cantinas de Escolas Privadas no Brasil em 2016, realizada pelo Center for Behavioral Research (CBR) da Escola Brasileira de Administração Pública e de Empresas da Fundação Getulio Vargas (FGV Ebape), em parceria com a empresa Nutrebem. A pesquisa foi divulgada nesta quarta-feira (30), no Rio de Janeiro. Foram analisadas mais de 1,2 milhão de compras feitas no ano passado por mais de 19 mil estudantes em cantinas de 97 escolas localizadas em 25 cidades de sete estados brasileiros (Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Pará, Santa Catarina e Bahia) e do Distrito Federal. "Ficou claro com esses dados que a maioria do que é consumido é de baixo valor nutricional, tanto para doces, como para salgados e bebidas", disse à Agência Brasil o professor da FGV Ebape e coordenador do CBR, Eduardo Andrade. De acordo com a pesquisa, nas escolas em que a oferta de itens saudáveis é maior, a compra desses produtos também aumenta.  "Há uma luz no fim do túnel. Nossas crianças e adolescentes não estão fadadas a comer mal", disse o coordenador do CBR. Ainda assim, na média, é observado um consumo elevado de produtos de baixo valor nutricional, há algumas escolas em que alimentos melhores estão disponíveis. "Existem poucas escolas em que é oferecido muito produto com médio e alto valor nutricional e também são consumidos muitos produtos saudáveis". Uma das razões para que a maior parte das escolas ofereça alimentos de baixo valor nutricional é de ordem econômica. Segundo a pesquisa, produtos industrializados de mais baixo valor nutritivo são mais convenientes e lucrativos para as cantinas.

Leia mais

Projeto que proíbe venda de refrigerante em escolas é aprovado pela CCJ

A Comissão de Constituição e de Justiça da Câmara (CCJ) aprovou nesta terça-feira (8) um projeto de lei que proíbe a venda de refrigerantes nas escolas do ensino fundamental, do 1° ao 9° ano. A proposta será votada no plenário da Câmara e, se aprovada, será encaminhada ao Senado para apreciação. De autoria do deputado Fábio Ramalho (PMDB-MG), que é primeiro vice-presidente da Casa, recebeu parecer favorável do relator, Luiz Couto (PT-BA), e foi aprovado pelos membros da CCJ. De acordo com o relator, a proposta vem em bom momento, "tendo em vista os riscos relacionados ao excesso de consumo de bebidas açucaradas e o aumento dos casos de sobrepeso e de obesidade". O relator afirmou, segundo a Agência Brasil, que a lei que trata da alimentação escolar estabelece que a merenda deve seguir princípios de alimentação saudável e adequada. Na justificativa do projeto, Fábio Ramalho afirma que obesidade infantil vem crescendo e, com ela, as preocupações dos pais em fazerem com que seus filhos percam peso e evitem danos à saúde. "Um dos grandes vilões da obesidade infantil é o consumo indiscriminado de alimentos de alto teor energético e pouco nutritivos. Estudos demonstram que uma das maiores fontes de gordura e açúcar na dieta infantil vem dos lanches escolares, que cada vez mais se reduzem a alimentos industrializados e pouco saudáveis, quando não nocivos à saúde", pontua. O texto ressalta que a obesidade já atinge cerca de 10% das crianças brasileiras.

Leia mais

Homens que consomem muito açúcar têm maior risco de depressão

O consumo de uma quantidade elevada de açúcar aumenta nos homens o risco de depressão. De acordo com estudo realizado no University College de Londres (UCL), a ingestão de mais de 67 gramas de açúcar por dia aumenta em 23% o risco de desenvolver o transtorno mental após cinco anos, em comparação àqueles que consomem menos de 39,5 gramas. Foram analisados dados de 5 mil homens e 2 mil mulheres recrutados para o estudo Whitehall II, na década de 1980. "As dietas com alto teor de açúcar têm uma série de influências sobre a nossa saúde, mas nosso estudo mostra que também pode haver uma ligação entre o açúcar e os distúrbios do humor, particularmente entre os homens. Existem inúmeros fatores que influenciam as chances de transtornos do humor, mas ter uma dieta rica em alimentos açucarados e bebidas pode ser a chave", afirmou a autora principal, Anika Knüppel, do Instituto de Epidemiologia e Saúde da UCL. O artigo não é o primeiro a sugerir a relação, segundo o jornal O Globo. Anika pontuou que três pesquisas anteriores apoiam suas descobertas. Ainda assim, não foi identificada relação entre o excesso de açúcar e o humor das mulheres. "O estudo não encontrou nenhuma ligação entre a ingestão de açúcar e transtornos de humor em mulheres, e não está claro o porquê. Mais pesquisas são necessárias para testar o efeito açúcar-depressão em grandes amostras populacionais", ressaltou.

Leia mais

Histórico de Conteúdo