Terça, 30 de Maio de 2017 - 12:02

Para Temer, é 'plano B' ou nenhum

por Samuel Celestino

Para Temer, é 'plano B' ou nenhum
Foto: Lula Marques/ Agência PT

Com o PSDB fechado em São Paulo para favorecer Michel Temer e o PMDB também o acompanhado, com exceção de Renan Calheiros que anda as turras com o presidente, é possível que as dificuldades que o empurram para a sarjeta estariam no momento  em visível processo de melhora. Seja como for, isso não significa, porém, que Temer esteja a salvo. Ainda está longe desta possibilidade. Terá que esperar o que virá pela frente no dia 6 de junho, quando Dilma Rousseff e o presidente estarão no aguardo do que acontecerá em relação a ambos. Diante da crise política que o País atravessa e as reformas que, por ora, foram deixadas de lado, ameaçadas que são pelo Congresso. Na reunião de ontem com empresários em SP, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, deu um sinal para Temer, ao discursar, e afirmou que retomará a análise das reformas, principalmente a da Previdência. É sem dúvida nenhuma uma luz para o presidente. Maia está à frente com o principal nome que o sustenta e, ao lado dele está o presidente do Senado, Eunício Oliveira. Como há diversos processos de impeachment que atordoam Temer, dentre os quais o principal deles foi encaminhado pela OAB. Assim, o que virá acontecer passa a ser uma incógnita. Ademais, há muitas manifestações populares nas ruas do País, inclusive aqui em Salvador, além de em diversos estados federativos, o que demonstra a imagem impopular do presidente.  Volto a usar a palavra incógnita. O que poderá vir pela frente é inimaginável, embora Temer tenha dito em São Paulo que o Brasil não tem  “plano b”. Assim sendo, é “plano b” ou nenhum.

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