Quinta, 18 de Maio de 2017 - 10:56

Temer, Aécio e os dois irmãos

por Samuel Celestino

Temer, Aécio e os dois irmãos
Foto: Istoé Dinheiro

Quando se imaginava que, afinal, o país estava no caminho certo, a partir dos resultados da economia, de repente estamos novamente a descer a ladeira e voltamos a ser notícia internacional. O que irá ocorrer nos próximos dias será uma incógnita, dessas absolutamente imprevisíveis. A República passa a estar de ponta-cabeça; e à frente dela, o presidente Michel Temer, responsável pelos acontecimentos que inundaram o país no início da noite desta quarta-feira (17). Como admitir que, de repente, voltamos à estaca zero? Pensávamos que o Brasil afinal tinha achado o seu caminho e iríamos, já no segundo semestre, encontrar o que se perdeu a partir de 2014, talvez três meses antes. O que aconteceu na noite de ontem, em torno das 19 horas, foi um baque monumental para a República, jogando por terra tudo o que se tinha prometido para a recuperação da economia e, principalmente, para os trabalhadores de modo geral, carentes de emprego. Tramava-se no breu das tocas corrupções desenfreadas para massacrar a República, à frente da qual estava o presidente Michel Temer: Aécio Neves a pedir dinheiro – R$ 2 milhões de reais – ao dono da JBS, Joesley Batista, que denunciou não somente a ele, mas também a Temer e, por incrível que possa parecer, também a Eduardo Cunha, que recebeu dinheiro mesmo estando na prisão. E muita gente mais. Os dois irmãos, Joesley e Wesley, estão se preparando para pedir permanência nos Estados Unidos na condição de asilados políticos. Pelo que se acredita, estão preocupados. Foram eles que fizeram as delações e, certamente, têm medo de encontrarem dificuldades ao retornarem ao Brasil, além de problemas sérios, inclusive serem assassinados. Foram eles que entregaram o senador Aécio e, principalmente, Temer, que já não tem como permanecer no cargo que ocupa. Não tem mais crédito. A sua reforma da Previdência desandou. Se já era difícil, não há para onde ir. Enfim, Temer vivencia – é uma presunção – que já não tem mais onde ficar. Sua Presidência é incerta e se já era impopular, provavelmente terá que entregar o cargo. 

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