Quinta, 01 de Março de 2012 - 09:08

Petroquímicos da greve de 1985 são anistiados

por Samuel Celestino

Petroquímicos da greve de 1985 são anistiados
Foto: Manu Dias/ Secom-BA
A Caravana da Comissão de Anistia do Ministério da Justiça colocou ponto final, após cerca de dez anos, em um processo que penalizava os petroquímicos baianos. Eles participaram de uma greve geral em 1985, no polo de Camaçari e, logo depois, foram vítimas de demissão em massa que alcançou cerca de 200 trabalhadores. Nesta quarta-feira (29), no teatro da Cidade do Saber, em Camaçari, a Caravana procedeu ao julgamento de 120 desses trabalhadores e anistiou 92 deles. Desde que demitidos, os petroquímicos foram relacionados em uma espécie de lista negra pelas empresas do pólo. A partir daí, nenhuma empresa química ou petroquímica de pólos brasileiros abriu espaço para empregar os grevistas de 1985. A espera foi grande, mas, afinal, os trabalhadores e suas famílias puderam, no início da madrugada desta quinta (1º), comemorar uma vitória da Justiça sobre a intolerância. Cada trabalhador receberá, em média, um retroativo de, aproximadamente, R$ 250 mil, pagos pela União, e passarão a ter direito, ainda, a prestações (pensão) permanentes de cerca R$ 1,5 mil por mês, como se fosse uma espécie de aposentadoria. A lentidão da Justiça e outros entraves impediam que os grevistas penalizados fossem ressarcidos e indenizados pela punição da demissão e a condenação ao desemprego estabelecido pelo patronato, de maneira que não fossem admitidos por qualquer empresa vinculada às áreas de química e petroquímica. Atuou em defesa dos petroquímicos o escritório Alino&Roberto e Advogados, representado pelo seu diretor-geral, o advogado baiano Mauro Menezes.

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