Com Samuel Celestino

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Curtas do Poder

Curtas do poder

Esses dias estava analisando o menino Silvio Pinheiro, da Sucom, e acabei lembrando do velho ACM. O cabra é retado, não come reggae e manda derrubar mesmo. Tal qual o falecido senador na época do bico de ferro, quando ele mesmo dirigia o trator durante as demolições. Para você ter uma ideia, o homem da Sucom já é chamado pelos colegas de Silvinho – O Terrível. Falando em terrível, tem políticos dando uma recauchutada no visual. O filho do ex-prefeito João Henrique poderia dar uma mexida no visual, mas não o fez. Continuou daquele jeito. Não deixe de ler as Curtas do poder!

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Pérola do dia

Geddel Vieira Lima

"Eu não tenho porta-voz, não estive com ninguém. Ninguém me ligou para saber a minha opinião. Eu fico pasmo de uma informação como essa sair em um jornal."

O candidato ao Senado pela Bahia, Geddel Vieira Lima (PMDB), ao comentar notícia veiculada pelo Estado de S. Paulo de que teria interesse em liderar um movimento de apoio a Marina Silva (PSB) caso Aécio Neves (PSDB) não consiga chegar ao segundo turno.

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Entrevistas

Lídice da Mata

Com a proposta de “educação em período integral” como a menina dos olhos de seu programa de governo, a candidata à vaga de governador da Bahia Lídice da Mata (PSB) acredita no seu plano como eixo estruturante de sua plataforma política, caso eleita. A ex-prefeita de Salvador, que soube “aprender a governar na adversidade”, como diz a própria, foi a terceira postulante ao cargo no Palácio de Ondina a ser entrevistada pelo Bahia Notícias. Lídice fala sobre as mudanças em sua campanha após o trágico acidente que matou o presidenciável de seu partido, Eduardo Campos, que levou à comoção da sigla regional. Também, explicou sobre o seu objetivo de reforçar o Pacto pela Vida, tomando como inspiração os moldes de gestão do próprio Campos, enquanto era governador de Pernambuco. “Não foi uma tarefa fácil, feita de um dia para noite. Como eu disse, foram necessários sete anos com determinação e perseverança para se fazer, a cada ano, uma conquista de mais uma meta, de mais um avanço da diminuição da mortalidade”, comentou a postulante. Ao pedir o voto aos frequentadores do BN, “leitores e eleitores bem informados, porque acessam o site de notícias”, Lídice aposta em seu pioneirismo como primeira mulher a ser prefeita da capital baiana e representar a Bahia no Senado para considerar sua candidatura como “não apenas a mudança dos paradigmas de um governo feito sob a ótica de uma mulher, mas voltado para fazer a revolução da educação”.

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Segunda, 01 de Setembro de 2014 - 10:23

Novo PMDB fica com Marina; Geddel na liderança

por Samuel Celestino

Novo PMDB fica com Marina; Geddel na liderança
O PMDB é um partido que se divide em duas alas. Uma delas, comandada pelo vice-presidente Michel Temer, onde atuam Sarney e Renan Calheiros (Fernando Collor não é do partido, mas liga-se ao grupo), está fechada com Dilma Rousseff. Agora, passa a estar na corda bamba diante do avanço estonteante de Marina Silva. A ala minoritária que, no momento, apóia Aécio Neves, com grande influência do candidato a senador pela Bahia Geddel Vieira Lima, somente aguarda o fechamento das urnas do primeiro turno para declarar apoio a Marina, arrebentando de vez a força pragmática do PMDB, que atua em torno das vantagens oferecidas pelo Palácio do Planalto. Provavelmente, o líder desta facção em caso de vitória de Marina Silva será Geddel, empurrando o outro grupo para a oposição, estabelecendo-se, assim, um nítido divisor de águas no partido. Este grupo hoje minoritário, pensa num novo PMDB e já se fala que ele poderá dar sustentação à Marina no Congresso Nacional, deixando o velho PMDB junto com o PT na oposição. O movimento está vivo, mas não se manifestará por ora. 

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Domingo, 31 de Agosto de 2014 - 09:00

Coluna A Tarde: O gatilho dos bacanas

por Samuel Celestino

Coluna A Tarde: O gatilho dos bacanas
Convém considerar que este país tropical é mesmo fantástico. Praticamente paralisado pela campanha eleitoral, o Supremo Tribunal Federal não poderia escolher melhor momento para anunciar um aumento em torno de 22% - para mais ou para menos como nas pesquisas do voto. A decisão, numa sessão sem a presença de TV, não gerou maiores repercussões, neste país onde os salários são baixos, principalmente para os trabalhadores que observam da planície, olhando com inveja para cima o que por lá acontece. Pior não é o aumento dos ministros, mas o que acarreta o percentual que incidirá sobre os seus vencimentos.

Eles puxam todo o judiciário brasileiro, que seguramente precisa ganhar melhor e, em gatilho ou cascata, cerca de duas ou três dezenas de categorias, incluindo os parlamentares do Congresso Nacional e das assembleias legislativas, advogados da união ou dos estados, procuradores, enfim, são categorias que automaticamente acompanham o percentual concedido ao STF, se o Congresso confirmar, o que certamente fará.

A outro fato a observar: uma crise se abate sobre a economia do País, que entrou oficialmente em recessão técnica, com o PIB desabando para 0,6%. Somente Dilma Rousseff nega e não vê. Ela e o seu desastrado ministro da Fazenda, Guido Mantega, que ninguém mais dá importância sobre o que fala. Cinicamente, eles negam. Entendem que a crise está nos países desenvolvidos e não nestes trópicos que apenas sofre as consequências. Esquecem-se de outros países  deste continente ao sul do equador que arrumaram as suas economias, exceção da decadente Argentina.

O sufoco da crise econômica brasileira atinge todos os setores. Se a inflação deu, nos últimos dois meses, uma espécie de refresco, não está vinculada a nenhuma medida tomada pelo governo da República, principalmente o aumento dos juros pelo Banco Central. Mas, sim, é consequência da economia que não dá sinais de crescimento, pelo contrário, desaba. O balanço de pagamentos está trôpego, com muita importação e pouca exportação (consequência dos preços); a indústria perdeu o ímpeto anterior; o PIB, como dito, está em recessão. A salvação está tão-somente no agronegócio, porque o Brasil é mais agrícola do que industrial.

Mesmo em situação como tal anuncia-se um aumento consistente nos salários dos ministros que estão no andar de cima, em detrimento da planície onde a única saída são as greves para forçar a recomposição de ganhos, a exemplo dos professores e médicos, para lembrar dois itens que estão na pauta de todos os candidatos desta campanha eleitoral - a educação e a saúde. Mas, como será possível cumprir promessas eleitorais se não se leva em conta, antes dos aumentos siderais, o que se passa na economia brasileira? O governo da República e os governos estaduais têm condições de bancar tais ganhos? Não seria melhor aumentar os recursos para o Judiciário, de sorte que transformem a justiça brasileira de empilhadora de processo em um poder eficiente na rapidez dos julgamentos dos feitos?

O percentual do aumento foi anunciado, mas ainda não decidido. Irá ao Congresso. Dilma nada disse sobre a questão porque se o fizesse haveria um grita que atingiria, mais do que os ventos da tragédia de Santos, a sua perspectiva de ter sucesso eleitoral. Sua candidatura iria definitivamente por água abaixo, ou o chamado beleleu. Ao mesmo tempo, este o governo anunciou o aumento do salário mínimo que passa a viger em janeiro.  Será um pouquinho maior do que 8%. A disparidade entre o aumento dos bacanas e do trabalhador é imensa, senão abissal.

Aí está, de forma claríssima, a desigualdade que existe neste País. Entre o salário do topo e o salário da base. Isso se não bastasse há milhões de brasileiros que vivem na pobreza absoluta, abaixo da linha da miséria, em muitos casos. Observe-se o semi-árido baiano onde estão 60% da nossa população, agora, segundo o IBGE, de 15 milhões de pessoas. Observem a penúria da população de Salvador, terceira cidade mais populosa do País. Assim é em todo o Nordeste.

Enfim, o que parece mesmo que há por estas bandas é uma equação que não combina. No planalto dos bacanas, o gatilho do aumento. Na planície dos necessitados, o inverso: o gatilho é o da violência que, de resto, é uma consequência da ausência de um sistema educacional de melhor qualidade, do desemprego e do alastramento da miséria.


*Coluna publicada originalmente na edição deste domingo (31) do jornal A Tarde


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Sábado, 30 de Agosto de 2014 - 10:35

E se Lula voltar ao palco?

por Samuel Celestino

E se Lula voltar ao palco?
Ilustração
Há três dias aqui do BN chamei atenção sobre a possibilidade do retorno da campanha  “volta Lula” para que o seu PT não venha  entrar em derrocada diante das dificuldades que Dilma Rousseff e do seu governo enfrentam,  agora com a economia em recesso técnico,  Guido Mantega à frente do ministério da Fazenda. Ainda está viva a idéia. Só que, agora, com a disparada de Marina Silva, se Lula tentar uma reviravolta terá que pensar dez vezes. Se Dilma perder a eleição  o teto cai sobre o PT, mas se acontecer com o líder e fundador do partido será muito diferente. Com ele comandando a campanha, o que já acontece na República e nos estados, e se vier a tomar o lugar que é ocupado por Dilma e não houver uma reviravolta e ele perder as eleições, o PT corre o risco de virar uma lembrança, porque jamais encontrará um líder com é Luiz Inácio. Nos altos escalões do PT o “volta Lula” é ainda uma realidade, que poderá desaparecer com a última pesquisa Datafolha em que há um empate cravado  no primeiro turno e uma sova no segundo turno, com Marina colocando 10% dos votos à frente de Dilma. Pode-se, no entanto, observar, aqui mesmo no BN, a declaração feita pelo governador Jaques Wagner ao jornal A Tarde, recomendando esperar mais cinco, seis dias. O que acontecerá até lá, a não ser a possibilidade de um retorno ao voto de Lula, cuja data mágica é o sete de setembro? Há sinais, sim. Mas é fato que a pesquisa Datafolha trouxe uma realidade que o PT não esperava. Aí surge o dilema: vale a pena Lula voltar – se for o caso - e apostar todo o seu prestígio de líder carismático?

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Sábado, 30 de Agosto de 2014 - 04:24

Um furacão chamado Marina

por Samuel Celestino

Um furacão chamado Marina
Charge : Jota
Era esperado, mas não uma mudança tão meteórica, como se fosse uma avalanche, para dar nova forma à estrutura da campanha presidencial brasileira. Marina Silva é agora, sem sombra de dúvidas, a franca favorita para se eleger no lugar que Dilma Rousseff imaginava ser dela. O Datafolha apresentou uma nova realidade, na mostra realizada para a Rede Globo e o jornal Folha de S.Paulo. A pesquisa empurra a sucessão para um processo inesperado, impelido pelo destino que tirou Eduardo Campos da vida, na tragédia do jatinho em São Paulo. Com um crescimento de 13% da semana passada para esta, coloca a sucessão em absoluto empate técnico já no primeiro turno, entre Marina e Rousseff. A candidata do PSB impressiona ao colocar 10 pontos percentuais à frente da presidente no segundo turno, além de achatar Aécio Neves, empurrando-o para 15%. Provavelmente, retira-o em definitivo da disputa. As intenções de voto caem no colo de Marina Silva, que passa a ser uma espécie de fenômeno eleitoral brasileiro ou, se não for assim, a coloca com comandante da mudança, ou da “nova política”.  Detona, ainda, um provável desastre no PT, que poderá perder não somente a Presidência mas, também, a sua presença na maioria dos estados brasileiros. O que se pode concluir é que os eleitores tinham preferência por Rousseff, ou pelo PT, por não ter digerido Aécio Neves. Não havia outra opção. Na medida em que de vice-candidata Marina passou para o primeiro plano, o céu desabou sobre a sucessão presidencial e, até aqui, mudou completamente o cenário, numa rapidez inesperada que tende a aumentar neste mês de setembro para anunciar nas eleições de 5 de outubro uma nova realidade no País. Para aumentar o desespero petista, nesta sexta-feira em que o Datafolha veio à Luz, o IBGE trouxe ao conhecimento da nação, uma derrocada da economia que entrou em recessão técnica, desestabilizando os diversos setores da produção, que eram tocados de forma trôpega. Nada é definitivo. Mas quando o vento sopra na direção de um lado com tamanho impulso e rapidez, demonstra que os eleitores não queriam nem Dilma nem Aécio e somente esperava pelo novo. 

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Sexta, 29 de Agosto de 2014 - 11:27

Um debate de competências

por Samuel Celestino

Um debate de competências
O debate que a TV Bandeirantes levou ontem ao ar e que só findou no início da madrugada de hoje, foi marcado por boa organização e pelo que, de resto, se imaginava: Paulo Souto procurava Rui Costa para acossá-lo, Costa usava o mesmo expediente em relação a Paulo Souto, e Lídice da Mata atacava os dois, usando maior eficiência nas alfinetadas no candidato governista. Marcos Mendes, do PSOL, não surpreendeu porque tem excelente formação e demonstrou conhecimentos sobre os problemas da Bahia. De outro modo, Da Luz também não surpreendeu porque é o que é: repete sempre as mesmas coisas. O que já não é surpresa transpareceu no debate como um fato curioso: o candidato Rui Costa parece ser candidato à reeleição, porque quando se refere ao governo Jaques Wagner, do qual participou, e foi pinçado pelo governador para ser o candidato do PT à sucessão, ele colocava sempre a expressão “nós fizemos” embora tendo ocupado secretarias meios, e não fins, como a de Articulação e a Casa Civil, que são mais políticas do que executivas. Souto tem a seu favor um amplo espectro de conhecimentos dos problemas baianos, por ter sido governador por duas vezes e detém conhecimentos da Bahia de antes e a de agora. Foi bem e de igual modo Rui e Lídice. Acentuou por mais de uma vez que a Bahia retrocedeu no cenário federativo, perdendo posições em relação aos demais estados. Lídice levou o debate também para o cenário nacional (o que Souto e Rui não fizeram) citando Marina Silva e, por duas ou três vezes, Eduardo Campos. O interessante é que Rui Costa, e isso é uma questão de marketing, passou a rir muito na campanha (com dentes perfeitos) e em algumas vezes que as câmeras da Band flagrou a sua imagem quando estava sério, demonstrava uma imagem sisuda, senão preocupada. Mas está preparado. Dispõe de conhecimentos sobre o Estado. Assim posto, na medida em que o BN realizou uma extraordinária cobertura do debate, de resto é elogiar a competência da Band Bahia. Valeu.  

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Sexta, 29 de Agosto de 2014 - 03:00

Ministro Humberto Martins encerra conferência de advogados

por Samuel Celestino

Ministro Humberto Martins encerra conferência de advogados
Foto: Ascom/ TCE-AM
O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Humberto Soares Martins, Corregedor Geral da Justiça Federal, encerrará, neste sábado (30) às 11h, no Centro de Convenções de Ilhéus, a Conferência Estadual dos Advogados com o tema “Missão da Corregedoria: o Advogado e o Juiz”. O ministro é professor da Universidade Federal de Alagoas e, à frente da Corregedoria Geral do Conselho da Justiça Federal, vem defendendo uma gestão pautada no diálogo dos juízes federais que atuam na primeira Instância com a população, a imprensa, associação de magistrados, universidades e a OAB. Em entrevista à Revista Justiça e Cidadania, de julho último, o ministro foi enfático: “A magistratura hoje é exigida e demandada pela sociedade, pelos órgãos de controle externo e pelo jurisdicionado, sem que as condições reais para o exercício da judicatura tenham sido melhoradas substancialmente”.

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Quinta, 28 de Agosto de 2014 - 09:57

O 'volta Lula' entra em ebulição

por Samuel Celestino

O 'volta Lula' entra em ebulição
Ilustração: Tactos Hilarius
Há ruídos intensos segundo os quais está de retorno o “volta Lula” em face da queda sucessiva de Dilma Rousseff, a partir da entrada no cenário de Marina Silva, que muito provavelmente caminha para tomar a liderança do processo sucessório presidencial. A presidente não consegue se comunicar de forma persuasiva com o eleitorado. O sentimento que perpassa no PT é o da perda do poder para a Terceira Via que Marina seria representante, com a sua “nova política”. Na verdade, Lula sempre foi visto como um regra três de luxo sentado no banco a espera de um declínio da presidente que ele plantou no Palácio do Planalto. Grande parte do partido estaria de acordo; outro agrupamento discorda e o próprio Lula  entende que não deve chegar à campanha quando ela entra no sua reta final. Poderá ser, segundo personalidades de relevo petista, a solução. Ou volta ou perde as eleições, o que iria explodir os projetos do Partido dos Trabalhadores. A grita estaria nos estados que sentem o impacto do fato novo, e parece ter-se acentuado depois do debate da Band onde Dilma parecia deslocada e repetia exatamente, ou literalmente, o que foi a ela dado para decorar no seu comitê eleitoral. Se houver efetivamente um “volta lula” terá que acontecer até o dia sete de setembro, uma data, por sinal, significativa, embora um partido político possa mudar seu candidato até o dia 15 do mês que chega. Mas há outro problema que não é descartado. Se Lula voltar e a população eleitoral brasileira estiver efetivamente desejosa da numa quebra de parâmetros, com o surgimento de um fato novo nesta república tropical, o PT poderá ficar pior: será enterrado com uma derrota do seu líder mítico. Esta é a questão. Ser ou não ser com Lula, com uma mudança radical no panorama político eleitoral se ele vier a aceitar a missão de salvamento do partido que fundou.

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Quinta, 28 de Agosto de 2014 - 09:31

Sucessão baiana em frasco de conserva

por Samuel Celestino

Sucessão baiana em frasco de conserva
Charge do Barega/Bahia Notícias
As pesquisas sobre a sucessão baiana que ontem vieram à luz, com destaque para a do Ibope, mais tradicional, apresenta novidades, mas nem tanto. A campanha eleitoral por estas bandas parece ter ancorado em percentuais conhecidos. De certo modo, o candidato Rui Costa, do PT, esta a comemorar uma ascensão para o patamar de 15% das intenções de voto, embora o candidato que lidera a corrida, Paulo Souto,esteja muito à frente, com 44%. Houve, de acordo com o instituto, uma queda em relação à candidata do PSB, Lídice da Mata, que ela não acredita. Pelas consultas internas que são feitas por seu partido, ainda de acordo com declarações feitas por ela, existe praticamente um empate entre ela e o petista pois ora Rui aparece na frente, ora quem está na frente é ela. O Ibope não aponta tal situação. De qualquer maneira, o comitê do candidato Paulo Souto está em situação de serenidade, tanto para ele como para o candidato ao Senado, Geddel Vieira Lima, que tem duas vezes a as intenções de voto em Otto Alencar. São 34% contra 17%. Até aqui, a sucessão aponta para uma vitória do candidato oposicionista em primeiro turno. Na Bahia, a entrada de Marina Silva na campanha presidencial com queda de Aécio Neves e Dilma Rousseff não atingiu o cenário local. Dilma praticamente continua com o percentual que apresentava antes da tragédia aérea que  matou Eduardo Campos, causando uma comoção nacional. Assim, pelo andar da carruagem, na Bahia as folhas movem, mas não sopradas por ventos fortes. Praticamente o cenário é o mesmo.
 
 

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Quinta, 28 de Agosto de 2014 - 09:00

Coluna A Tarde: Um bom debate

por Samuel Celestino

Coluna A Tarde: Um bom debate
Era de se esperar que o debate bem organizado pela Band que terminou nos primeiros minutos da madrugada de ontem se concentrasse nos três principais candidatos à Presidência, Dilma Rousseff, Aécio Neves e Marina Silva. Eles foram o centro das atenções. Dos candidatos de partidos pequenos, Luciana Genro e o pastor Everaldo saíram-se melhor do que Levy Fidelix e Eduardo Jorge. Os três primeiros, no entanto, centralizaram o debate, voltando-se para eles as perguntas e as respostas feitas pelo grupo de primeira linha e, também, pelos demais, jornalistas inclusive. É muito provável que Aécio Neves, seguro nas intervenções e nas respostas, tenha se saído melhor.

A carga pesada dos candidatos recaiu sobre Dilma, que, por não ser boa oradora, claudicou, embora demonstrasse que fora preparada pelo seu marketing. Sua gestão foi alvejada de todas as formas. Como saída para a defesa se viu obrigada a recuar 12 anos para encontrar o governo de Fernando Henrique Cardoso e fazer críticas ao passado. Esta fuga aconteceu constantemente, principalmente quando tinha pela frente os questionamentos de Aécio. Respondeu como já tem feito nas entrevistas e nas suas declarações quando se tratava da sua gerência na República, termo que foi repetido muitas vezes para diferenciá-la de uma presidente que tenha utilizado estratégias para imprimir ao País uma administração convincente.

Mesmo orientada, titubeou, ao tentar passar a  imagem de ter realizado um bom governo. Manteve-se, enfim, na retaguarda, embora vez por outra atacasse. Não aceitou o que está evidente, a crise econômica da sua gestão. Preferiu responsabilizar os países desenvolvidos pelo que se passa nestes trópicos. Negou a inflação, o PIB desconcertante, sustentou que gerou cinco milhões de empregos quando o tópico foi o desemprego. Recebeu contestações. Quando foi ao ataque, perdeu para Aécio e Marina.

A candidata do PSB permaneceu sempre serena e centrada no seu discurso sobre um novo Brasil com mudanças estruturais, principalmente em relação aos partidos políticos, à necessidade de reformas, políticas e tributárias; a diminuição de ministérios, o que chamou de “toma lá, dá cá”; prometeu  combate incessante à corrupção, sempre com referências ao governo Dilma.

Houve também confrontos entre Aécio e Marina Silva. Ambos demonstraram o que deste espaço já foi dito: não há mais vinculação entre um e outro para combater Dilma. Os três travam combates entre eles e é natural que assim seja, na medida em que se aproximam as eleições de 5 de outubro. Dilma ou reage ou sucumbe em relação ao segundo mandato, como está a demonstrar nas pesquisas em relação ao segundo turno. E Aécio porque tem que avançar para ser o segundo no primeiro turno, já que na última semana ficou, segundo o Ibope, separado de Marina com uma diferença de dez pontos (26 a 19), enquanto a nova candidata fica distanciada apenas cinco pontos de Dilma Rousseff.

Aécio está, assim, na obrigação de tentar reverter o quadro, ultrapassando Marina ou Dilma. Nos dois casos parece à primeira vista uma missão dificílima. A morte de Eduardo Campos o atingiu em cheio, beneficiou em muito Marina, e dificultou o segundo turno para Dilma Rousseff. Questão de destino, não de política. Aécio é um político de conteúdo, competência que demonstrou neste primeiro debate entre os candidatos, mas encontrou em Marina Silva uma postura de serenidade inarredável, além de preparo. E em Dilma resposta das lições aprendidas a partir do seu comitê eleitoral, enfim do seu marketing, evitando se enredar em perguntas complicadas sobre a sua gestão. Quando não conseguia, retrocedia em busca de FHC num passado que não foi vivenciado com maturidade pelos eleitores que têm, hoje, 30 anos de idade. No primeiro governo de Fernando Henrique, os eleitores que estão hoje com 30 anos eram adolescentes de 14 anos. Daí porque a comparação valeu apenas para contestar e servir de escapatória.

Aliás, Marina Silva, certamente para marcar uma posição de independência a partir da  terceira via que ela trilha, acentuou e elogiou os dois últimos presidentes antes de Dilma - Lula e FHC - ao repetir variadas vezes os nomes dos dois, colocando-os com estrategistas que conseguiram mudar os rumos do País. De resto, tanto a candidata como Aécio disseram o que se esperava: a crise em que a Petrobras está imersa, envolvida em corrupção, e a ausência das propostas prometidas por Dilma nas manifestações de junho do ano passado. Enfim, quem assistiu ao debate até o final ganhou. Valeu.


Publicada originalmente na edição desta quinta-feira (28) no jornal A Tarde


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Quarta, 27 de Agosto de 2014 - 00:00

São Paulo comemora saída de Mauro Ricardo da Fazenda municipal

por Samuel Celestino

São Paulo comemora saída de Mauro Ricardo da Fazenda municipal
Foto: Divulgação/Agecom
A Folha de S. Paulo, em matéria assinada pelo jornalista Artur Rodrigues, dá conta de que a quadrilha de fiscais que fraudou Prefeitura paulistana deu um rombo brutal no tesouro do município,  na medida em que, depois de investigada e posteriormente sanada a sangria corrupta,  o Imposto Sobre Serviço, ISS,  cresceu nada menos de 74%. A partir de janeiro a julho de 2012. Quando os  fiscais realizavam as tramoias, foram recolhidos meros R$ 36,1 milhões. Já no mesmo período do ano passado, a arrecadação deu um salto atingindo R$ 55,2 milhões, o que vale dizer, houve uma variação de 53%. Neste ano de 2014 a arrecadação cresceu para R$ 63 milhões, ou seja, 14,1%, a mais do que 2013, e 74% a mais em relação ao que se arrecadou em 2012. Um processo de aumento constante da arrecadação. O aumento se deu justo após a saída do secretário da época, Mauro Ricardo, que comandava a Secretaria de lá. O que não significa dizer que ele estivesse envolvido com a corrupção desenfreada, até porque as investigações não  encontraram o menor indício  que o envolvesse com a quadrilha. É uma questão, no entanto, de administração. Aqui em Salvador, para onde foi trazido, ele impôs um aumento do IPTU, que acabou  judicializado. Para não perder o bonde paulistano, ele contratou uma empresa de SP por R$ 10 milhões, ao que se sabe sem licitação, para a implantação de um sistema de arrecadação e nota fiscal eletrônica. O que aconteceu, então? Houve a paralisação da indústria da construção civil, o que causou danos ao setor empregatício de Salvador; proibiu os transcons;  passou a cobrar impostos sobre terreno foreiro, enfim, com tudo isso não se sabe o que aconteceu por estas bandas nem qual a arrecadação que a Secretaria Municipal da Fazenda conseguiu  no período do secretário Mauro Ricardo. Em outra forma de dizer, não vale arrochar os contribuintes que já pagam impostos que sideram, mas sim gerir, ou administrar com competência. Assim posto, seria bom que, com tantas mudanças para arrochar nos impostos, fosse  interessante que a prefeitura informasse quanto a sua Secretaria da Fazenda arrecadou no período em que o paulista a comanda.

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Terça, 26 de Agosto de 2014 - 11:21

Dilma perde liderança para Marina no Paraná

por Samuel Celestino

Dilma perde liderança para Marina no Paraná
Fotos: Max Haack/ Ag. Haack
Na divulgação da primeira pesquisa Ibope de hoje - a do Paraná - pela primeira vez Dilma Rousseff perde a liderança para Marina Silva, embora o cenário apareça complicado. Marina, do PSB, aparece com 29% dos votos contra 28% de Dilma, do PT, e 24% de Aécio Neves, do PSDB. Em duas situações Dilma fica afastada do segundo turno: entre o eleitorado jovem, que maciçamente está com Marina, e o eleitor de maior escolaridade, que fica com Aécio. Para o governo estadual o candidato do PSDB, Beto Richa, candidato à reeleição, lidera, seguido de Roberto Requião, do PMDB, e em terceiro, mas distanciada, surge a petista Gleisi Hoffmann, ex-ministra de Dilma e senadora da República. Dentre os estados com pesquisa Ibope não aparecerá o cenário baiano.

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Terça, 26 de Agosto de 2014 - 09:00

Coluna A Tarde: Terceira via avança

por Samuel Celestino

Coluna A Tarde: Terceira via avança
A candidata do PSB, Marina Silva, está tomando o caminho do afastamento político-eleitoral colocando como adversário também Aécio Neves, do PSDB, além da petista Dilma Rousseff. É natural. Há pesquisas internas, que sempre acompanham as campanhas para sinalizar o avanço ou queda dos candidatos, que conferem o isolamento. Segundo tais consultas a substituta de Eduardo Campos já estaria distanciada na segunda posição e seria a adversária de Dilma no segundo turno, onde as suas possibilidades de vitória, por ora são maiores do que as da presidente da República. Com percentuais à frente já demonstrados pela pesquisa Datafolha da semana passada.

Anuncia-se para esta terça-feira uma pesquisa do Ibope – que alcançaria, ainda, candidatos a governos estaduais, a Bahia de fora. Não houve ainda confirmação do instituto. As possibilidades são de que aconteça, porque há muito interesse em se saber como está o cenário das eleições nacionais, se Marina avança como supõem as consultas internas efetuadas pelos partidos dos candidatos presidenciais. Deve-se levar em consideração a situação de imprevisibilidade da campanha. Na última semana houve muitos ruídos em torno da campanha de Marina. Principalmente sobre o seu afastamento de apoios firmados por Eduardo Campos em diversos estados.

Há de se observar, ademais, que o clima de comoção nacional da tragédia com o jatinho em Santos pouco a pouco diminui, como, aliás, é de se esperar. Diferentemente de Eduardo Campos, que começou a campanha do PSB estabelecendo uma proximidade com Aécio Neves, ambos em posição antagônica a Dilma pela tentativa de levar o PT a se manter 16 anos no poder, fato que jamais aconteceu na República em época de normalidade democrática. Marina agora firma-se no distanciamento de Dilma e de Aécio. Antes da tragédia aérea já havia um notório processo de distância entre o PSB e o PSDB, de modo que a união entre as duas legendas só acontecesse no segundo turno, com apoio a um ou outro candidato se a adversária vier a ser Dilma. Esta posição perdura.

A união dos dois partidos no segundo turno ainda permanece. Deverá se firmar porque ambos centram fogo na candidatura petista, que oferece maiores possibilidades de crítica, por ainda estar no poder. Para atacar Aécio, Dilma terá que retroagir 12 anos, até alcançar Fernando Henrique Cardoso. E com o PSB não há como. O partido jamais foi poder na história de democracia brasileira. É um fato novo os socialistas se aproximarem do poder republicano. A não ser que Dilma parta para o confronto pessoal com Marina. Talvez a presidente, neste caso, tenha mais a perder porque haverá resposta. E, neste caso, o poder é fraco, tantos são os escândalos acontecidos.

Neste aspecto, segundo disse o economista Eduardo Giannetti - que apoia Marina Silva - por falta de quadros no PSB e, em razão de a candidata já ter decidido que, se eleita, ficará tão-somente quatro anos no poder, diminuirá o número de ministérios e se distanciará de nomes como os de Collor, Renan Calheiros e José Sarney (já fora da política), ela teria de recrutar quadros competentes extra partidos. Ele não exclui que Marina tenha que pinçar nomes competentes (não políticos) aliados ao PSDB e ao PT. É um fato novo. Isso em caso de sucesso eleitoral da candidata.

Giannetti é assessor econômico de Marina desde a eleição de 2010. Poderá vir a ser, em caso de sucesso eleitoral, ministro da Fazenda do possível governo PSB - Rede de Sustentabilidade. Ele é um dos que detém informação da ascensão da candidata a partir das pesquisas internas realizadas por instituições do mercado financeiro. Que, aliás, guarda ou guardava distanciamento dela em razão de posturas reservadas, inclusive no segmento do agronegócio, que parece, em parte, superado. Justo em razão do trabalho que o candidato a vice-presidente, Beto Albuquerque, realiza. Ele funciona com uma espécie de antena pára-raios para facilitar o avanço de Marina Silva.

Como não há pesquisas oficiais que confirmem o avanço, por ora há de se considerar o que se passa nos bastidores da campanha presidencial como e tão-só suposição. Por fim e fechando, aqui na Bahia dá-se conta de que o instituto que passou a se chamar DataNilo está em campo para averiguar o quadro da sucessão baiana, incluindo a corrida para o Senado.


* Coluna publicada originalmente na edição desta terça-feira (26) do jornal A Tarde


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Terça, 26 de Agosto de 2014 - 08:33

Ministério Público acelera Operação Lava a Jato

por Samuel Celestino

Ministério Público acelera Operação Lava a Jato
Fecha-se rapidamente o cerco do Ministério Público Federal para entender como os contratos da Petrobras eram superfaturados, e como os valores deles, em parte, retornavam, para os políticos em forma de grossa propina. A Folha de S. Paulo, edição de hoje, informa que a delação premiada foi admitida pelo ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, na última sexta feira, mas só terá significado, reduzindo-se a sua pena, se o ex-diretor da petroleira oferecer as informações básicas, sobretudo em relação à refinaria Abreu e Lima, que a Petrobras constrói a preço estratosférico em Pernambuco. A delação premiada é uma figura jurídica em que o preso informa ao Ministério Público Federal o que se deseja saber para dar sequência aprofundada às apurações do crime cometido. Os procuradores já preparam a interrogação admitida por Paulo Roberto depois que a sexta fase da Operação Lava a Jato chegou à sua família na semana passada, envolvendo suas duas filhas e genros. O acerto poderá levar, se for revelado o que se deseja pelo ex-diretor da petroleira, a conhecimentos profundos sobre a corrupção dentro da Petrobras, envolvendo contratos superfaturados e propinas a políticos de alçada. Isso poderá desencadear, ainda, forte tensão na campanha eleitoral gerando uma nova crise, além das muitas que acontecem na República. Será tudo ou nada. Ou o ex-diretor cumpre o acordo ou permanecerá preso e é possível que seja condenado a penas altíssimas, além do envolvimento dos seus familiares.

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Segunda, 25 de Agosto de 2014 - 12:11

Incompetência médica inaceitável

por Samuel Celestino

Incompetência médica inaceitável
Foto: Reprodução/ Plaka7
É um grave fato o que ocorreu no hospital Menandro Farias, em Lauro de Freitas, ao ser colocado vivo, por absoluta incompetência médica, um paciente dado como morto dentro de um saco, com pés amarrados e algodão no nariz e ouvido no necrotério do hospital. A incompetência é tamanha que depõe contra a diretoria do Menandro de Farias e coloca em xeque a Secretaria de Saúde do Estado. O hospital terá que apontar os médicos e profissionais de saúde responsáveis, assim como a Associação Baiana de Medicina adotar as providências cabíveis. Mancha a saúde pública do Estado e demonstra a falta de responsabilidade médica pelo absurdo registrado neste domingo. É esperar que o caso não seja lançado ao esquecimento e é da obrigação do governo estadual exigir providências prontas e imediatas, sem excluir demissões por incapacidade daqueles considerados responsáveis.

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Segunda, 25 de Agosto de 2014 - 10:54

Destino devolve Simon à política

por Samuel Celestino

Destino devolve Simon à política
Com 85 anos de idade, o senador gaúcho Pedro Simon havia desistido de realizar um novo mandato e já estava fora da corrida eleitoral no RGS. Como o destino resolveu mexer com a política brasileira a partir da morte em acidente aéreo do candidato do PSB, Eduardo Campos, o fato acabou devolvendo Simon à política, na noite deste domingo, por pressão dos seus conterrâneos e da aliança partidária comandada pelo PMDB. Levado às cordas diante da renúncia de Beto Albuquerque para ser vice de Marina Silva, Pedro Simon, embora resistindo, não conseguiu manter-se na posição que estava e assumiu a candidatura deixada por Albuquerque. Parlamentar correto, Simon que já foi governador gaúcho, irá novamente à prova das urnas. Mesmo com seu médico contra, foi impelido a aceitar. Será, se eleito for, o senador mais velho. Merece.

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Domingo, 24 de Agosto de 2014 - 09:00

Coluna A Tarde: Candidatos e promessas

por Samuel Celestino

Coluna A Tarde: Candidatos e promessas
Não convém esperar nada do horário político em rádio e tevê a não ser propagandas dos  candidatos. Aliás, o mais certo é considerar o horário, que acaba por cansar o telespectador ou o ouvinte, como propaganda eleitoral. Neste aspecto fica correto. Observam-se apenas promessas – mais comum em campanhas - e festa dos marqueteiros e agências de publicidade, mostrando cenários deslumbrantes de obras feitas, ou inconclusas, no caso dos candidatos à reeleição. A exposição de suas promessas é tanta que acaba por desaparecer, perdidas no imaginário ou na lembrança do eleitor. Isso acontece tanto no plano nacional, como nos estados, notadamente aqui na Bahia. O cansaço vem da repetição de tais peças e aumenta no hilariante espaço concedido aos candidatos ao Legislativo, assembleias ou Câmara Federal.
 
Tal horário é, no entanto, importante porque a população, leiam-se eleitores, passa a conhecer mais de perto os candidatos. Por simpatia, ou não, escolhem em quem vai votar. O melhor registra-se nos debates que as emissoras e entidades privadas realizam, especialmente no segundo turno. Isto quando há segundo turno. Parece certeza na eleição presidencial. Neste último caso, passa-se a conhecer a densidade do candidato, na medida em que o tempo é sempre igual, 15 minutos, para um e para outro.
 
Aliás, no plano nacional, Dilma Rousseff e Aécio Neves passaram a temer Marina Silva. As pesquisas internas das coligações anunciam que ela se isolou no segundo lugar e está a tirar votos de um e de outro. A nova candidata fortalece-se ainda com acenos à iniciativa privada, ao mercado, por ser a primeira a anunciar que tornará o Banco Central independente. Questão que já teria sido fixada pelo candidato morto, Eduardo Campos, e por ela, Marina, retirando, assim, as amarras que impedem que o BC  estabeleça políticas econômicas independentes da intromissão do Palácio do Planalto. Dilma não poderá dizer o mesmo. Nos seus quatro anos, nada fez para dotar o BC da competência para formular políticas econômicas. Aécio poderá acompanhar Marina no projeto que, de há muito, é sustentado por economistas e pelos setores da produção. O mercado, em sentido amplo.
 
Aqui na Bahia, Paulo Souto, Rui Costa e Lídice da Mata, para citar os candidatos com perspectivas de êxito eleitoral, estão usando o horário da propaganda para exibições pessoais. Ainda não chegou a hora do confronto entre eles, que será mais fraco no primeiro turno e eletrizante no segundo, se houver. No plano nacional parece definitiva a segunda rodada, até em função da mudança com a morte de Campos, ao surgir o “fenômeno Marina”, ou “onda verde”. O segundo turno transforma-se numa realidade, amedrontando o Palácio do Planalto, e também a Aécio Neves. Este passou a pedir calma aos seus apoiadores nos estados, inclusive à aliança do DEM, de Paulo Souto, aqui na Bahia. Ademais, a candidata avisou que não ficará no poder mais do que quatro anos, portanto, se eleita for acabará com a reeleição, período de oito anos no poder, que se iniciou na gestão de Fernando Henrique Cardoso.
 
Como é uma espécie de livre atiradora, não comprometida a não ser com o PSB e os partidos que formam a aliança socialista, está nos seus propósitos, e deve anunciar logo, reformas políticas e tributárias, para realizar, assim, ampla mudança a partir do Congresso Nacional. Dilma e Aécio também usam a mesma linguagem, mas ela fica melhor em Aécio do que em Dilma, já que não realizou tais reformas, embora reclamadas nas ruas nas manifestações que ocorreram em junho de 2013.
 
O horário eleitoral da propaganda neste pouco mais de um mês que distancia (ou aproxima) das eleições é um complemento da campanha dos candidatos. Eles passam a se deslocar mais intensamente pelos municípios, no caso dos candidatos aos governos, ou no País, caso dos candidatos à Presidência. As entrevistas passaram a ser esparsas. O que não impede que exponham projetos de mudanças, absolutamente necessárias.


*Coluna publicada originalmente no jornal A Tarde deste domingo (24)


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Sábado, 23 de Agosto de 2014 - 11:06

A bomba da delação premiada

por Samuel Celestino

A bomba da delação premiada
A decisão do ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, de fugir de uma pena elevada em troca da delação premiada, decisão por ele tomada nesta sexta feira, balança a república petista e espalha óleo na pista, colocando diretores da Petrobras e lá quem seja de orelhas em pé. O que poderá revelar ameaça um terremoto neste um mês e meio de campanha eleitoral que ainda resta. Poderá se refletir na campanha de Dilma Rousseff. Não é só ele. Também, o doleiro Alberto Youssef que, posto contra as grades, mais do que contra a parede, promete também seguir pela mesma trilha e optar pela delação premiada para ter uma condenação menor. Os dois se entrelaçam se diversificam e se completam. Ao mesmo tempo, trabalhavam na mesma área e, também, em cenários diferentes. Se um pode escancarar a corrupção, se é que houve, na Petrobras, a partir de propinas recebidas em troca de vantagens, o outro, Youssef, mergulhou na estatal, mas, de igual modo, atuou em outras áreas, realizando imersão na política tendo contactos com parlamentares diversos, situados, possivelmente, nas duas casas que formam o Congresso Nacional. Além, é claro, também, no Executivo. Paulo Roberto Costa sentiu a corda apertar no seu pescoço quando, na sexta fase da operação Lava a Jato. Sua família entrou na roda, principalmente genros e filhas, que atuavam ao seu lado. Foi o momento que tremeu nas pernas e chamou uma advogada especialista em delação premiada, disposto a abrir o bico e ampliar o jogo. A república dos corruptos balança e estremece.  Ninguém sabe o que poderá trazer à tona e até que ponto a delação, se de fato houver, poderá penetrar na campanha petista e complicar o final da campanha. Não é só. Sente-se cheiro de óleo corrupto que brota de setores da Petrobras, quiçá da sua diretoria, e das empreiteiras que com ela negociavam com a cumplicidade de políticos, como sempre acontece.

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Sexta, 22 de Agosto de 2014 - 10:39

Marina: mandato de 4 anos e BC independente

por Samuel Celestino

A candidata Mariana Silva (PSB) está disposta, se eleita for, a estabelecer um ponto final na reeleição para cargos executivos. Ela declarou que, neste caso, só comandará o País por quatro anos e ponto final. A declaração da candidata presidencial vem acompanhada por outras observações detectadas pelas pesquisas internas das coligações, uma delas que a candidata se tornou um “fenômeno” e se distanciou em segundo lugar, passando a tirar votos de Aécio Neves e de Dilma Rousseff, que estariam preocupados, especialmente Aécio, que se encontrara agora na terceira posição. Ademais, para apascentar o mercado, a candidata declarou que o Banco Central, ainda se eleita for, ganhará o status de independência, o que agora não acontece, participando e estabelecendo políticas econômicas.

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Quinta, 21 de Agosto de 2014 - 15:02

Desemprego explode no Brasil

por Samuel Celestino

Desemprego explode no Brasil
Foto: Reprodução
Ladeira abaixo, com problemas nos setores empregatícios do País, o Brasil gerou no mês de julho apenas 11.796 empregos com carteiras assinadas, algo que não se via desde 1999. É uma consequência da economia em crise. Os números são oficiais, oferecidos pelo Caged –Cadastro Geral de Empregados e Desempregados – vinculado ao Ministério do Trabalho. Portanto, não vêm de entidades privadas, nem da oposição. Já nos últimos 12 meses foram criados 737.097 empregos, o que é ainda muitíssimo pouco para uma população de 200 milhões de habitantes, que anualmente lança no mercado, com expectativa de empregos, mais de 20 milhões de jovens brasileiros acima de 18 anos. Esta é a cara da crise que se espraia sem oferecer perspectiva ao mercado de emprego.

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Quinta, 21 de Agosto de 2014 - 10:45

Secretário-geral do PSB rompe com Marina

por Samuel Celestino

Secretário-geral do PSB rompe com Marina
Foto: Humberto Pradera/ Divulgação
O secretário-geral do PSB, Carlos Siqueira, rompeu com a candidata Marina Silva e se afastou da campanha eleitoral. Há desencontros no agrupamento partidário. O rompimento não aconteceu de forma civilizada, pelo contrário porque, segundo o secretário, quadro histórico do PSB, “ela me tratou com grosseria” e ele respondeu cortando as relações pessoais e se afastando da campanha definitivamente. Marina Silva foi levada para vice de Eduardo Campos por decisão exclusiva do então candidato, que era presidente do partido. Entre os dois foram dez meses de entendimento e de um relacionamento construtivo, mas havia problemas internos na legenda. O conglomerado partidário espera que o entendimento aconteça no decorrer da campanha eleitoral, cujo primeiro programa foi levado ao ar nesta quinta feira. Marina Silva ainda não se pronunciou sobre o rompimento e provavelmente ela não o faça por se tratar de questões internas, segundo entendimento do partido.

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