Com Samuel Celestino

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Curtas do Poder

Curtas do poder

Esse povo da Bahia também parece que não entende das coisas modernas. Dia desses vieram me fazer uma fofoca dizendo que os ferries que Dotô Otto comprou estão enferrujados. Sabem de nada, inocentes. Na verdade, ele mandou customizar as embarcações, que agora podem ser chamadas de retrô. Falando em coisa antiga, o gago Domingos Leonelli é tão das antigas que até suas placas são em preto e branco. Retrô, como os novos ferries. Na coluna de hoje eu ainda revelo quem anda a destruir placas de rua dos candidatos. Não deixe de ler as Curtas do poder!

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Pérola do dia

Pastor Everaldo

“Com exceção do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal, vou privatizar tudo, até a Petrobras, pegar os recursos e levar para saúde e a educação.”


Pastor Everaldo, candidato à Presidência da República pelo PSC, ao defender que a única forma de acabar com a corrupção nas empresas públicas é repassado-as ao setor privado.

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Entrevistas

Renata Mallet

Primeira dos candidatos ao governo entrevistada pelo Bahia Notícias nessa série, a fonoaudióloga Renata Mallet (PSTU) mostra postura firme e um discurso à esquerda mais radical. Vai desde o final das terceirizações e das parcerias público-privadas à desmilitarização das polícias, com uma parada no fim da lei de responsabilidade fiscal. Para ela, a Bahia vive uma contradição entre ricos e pobres e que somente a participação de trabalhadores e jovens pode mudar o quadro. “Nós queremos o voto daqueles que não querem que a direita retorne no nosso estado. Que estão cansados do carlismo. E também queremos os votos daqueles que tiveram esperança com o PT e perceberam que o PT os traiu. A gente quer o voto daqueles que querem a mudança na Bahia. É necessário inverter a lógica da política na Bahia, parando de priorizar e dar privilégios para os ricos e começar a pensar políticas para os trabalhadores e para a juventude. Nossa proposta é de fazer um governo que convoque os trabalhadores a governar. As mãos que trabalham na Bahia também podem governar o nosso estado. E nós contamos com eles. Com a participação do movimento. A nossa eleição tem esse objetivo de fortalecer a luta dos trabalhadores e da juventude. Porque, para nós, a única forma de melhorar o estado de sofrimento da nossa população é deixar de construir uma Bahia para os ricos e começar agora, junto com os trabalhadores e a juventude, a construir uma Bahia com e para esse setor, para os trabalhadores e a juventude, que são a grande maioria da população”, defende Renata.

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Terça, 19 de Agosto de 2014 - 10:27

Dilma foge das perguntas

por Samuel Celestino

Dilma foge das perguntas
Não dá para entender a defensiva de Dilma Rousseff no Jornal Nacional de ontem, num momento em que ela encontra obstáculos para se reeleger, como ficou claro na pesquisa do Datafolha, que dá como certo o segundo turno e, neste, ela, ainda segundo a pesquisa, perderia para Marina Silva, que passa a ser a terceira via da sucessão presidencial, ou seja, nem PT nem PSDB. A presidente certamente foi orientada por seu marketing antes da pesquisa.  Não ficou politicamente correto se recusar a responder sobre corrupção, mensaleiros, saúde, se enrolar na economia, enfim preferir derivar para falar em STF, Polícia Federal autônoma, Corregedoria Geral da República “sem engavetador de processos”, como se o Supremo Tribunal, a PF e a Corregedoria não devessem ser autônomos e pairar acima dos partidos e da política. O que se observa nesta terça-feira é que a mídia brasileira está a criticá-la justamente por não responder às perguntas de Wiliam Bonner, que várias vezes centrou-as na corrupção que se alastrou no governo, quando, no início da gestão, ela demonstrava outro entendimento acerca de um dos maiores problemas que o País enfrenta. Demitiu ministros supostamente envolvidos com o que ela batizou de “mal feitos”. Naquele início, supunha-se que o combate à corrida aos cofres públicos seria a sua marca. Vê-se, agora, que não é bem assim. Os adversários da presidente vão usar o horário da propaganda eleitoral para acossá-la com o tema, sobretudo agora quando fugiu das perguntas a ela feitas. Num segundo turno com Marina Silva (ou com Aécio Neves), quando o tempo dos candidatos será igual - 15 minutos – isso ficará evidente, se acontecer este confronto. Assim como nos debates que ocorrerão entre os candidatos. Forçosamente, teria que haver uma mudança da sua estratégia de marketing, e não o recurso da fuga e falar, falar e falar, impedido as perguntas do entrevistador. É fato que este é um dos recursos políticos para não se responder a nada, mas não ficou, decididamente, bem para uma candidata que lidera as pesquisas de opinião. Poderá vir a pagar erro o com um grave preço.

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Quarta, 13 de Agosto de 2014 - 14:12

Pena que Eduardo Campos tenha desaparecido

por Samuel Celestino

Pena que Eduardo Campos tenha desaparecido
Infelizmente, a política brasileira é marcada já faz muito por acidentes aéreos em época de campanha eleitoral. O Brasil perde e, sobretudo o Nordeste brasileiro, um nome de destaque da região, neto do político Miguel Arraes e candidato pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB), Eduardo Campos, um dos três principais candidatos à Presidência da República. Provavelmente era o candidato mais preparado, levando em consideração os dois outros, Aécio Neves (PSDB), da oposição, e Dilma Rousseff (PT), que pretende a reeleição. Nas conferências que os candidatos participaram, sobretudo em São Paulo, Eduardo Campos foi elogiado e aplaudido em todas elas, destacando-se como o melhor. Na Bahia, dois acidentes aéreos marcaram o estado. Em 1950, morreu Lauro Farani Pedreira de Freitas. Em 1982, a um mês das eleições, morreu, num acidente de helicóptero, no município de Caatiba, o candidato do carlismo Clériston Andrade, também um homem muitíssimo preparado. Com ele, neste acidente, também morreram diversos políticos, inclusive o candidato a vice-governador da Bahia e alguns deputados de envergadura, o que significou perda grande para a política estadual. Eduardo Campos, que herdou a habilidade política e a competência do seu avô, Miguel Arraes, vai deixar uma grande lacuna no processo político-eleitoral, próximo a ser concluído, na medida em que faltam apenas dois meses para as eleições de 5 de outubro. Esperava-se dele uma mudança importante que iria, seguramente, modificar o cenário político, criando dificuldades para os governistas. A morte absurda e inesperada de Eduardo Campos cobre de luto a política brasileira e cobre de luto aqueles que imaginavam um Brasil melhor e com mais competência. Pena que Eduardo Campos tenha desaparecido nesse acidente aéreo que ocorreu em São Paulo.

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Domingo, 10 de Agosto de 2014 - 09:00

Coluna A Tarde: A serventia das pesquisas

por Samuel Celestino

Coluna A Tarde: A serventia das pesquisas
As pesquisas de opinião, pelo menos as que se referem ao cenário político, têm significado relativo. Acredita nelas quem quiser, mas estão longe de representar a realidade, mesmo que oscilem com margem de erro para mais ou para menos. Os métodos que utilizam para aferir os percentuais de candidatos muitas vezes erram, e erram feio. De qualquer sorte, as pesquisas têm uma função que passou a fazer parte das campanhas. Elas animam ou estabelecem discordância entre os partidários de candidatos, que passam a torcer pelos seus preferidos como se torce por clubes de futebol, indiferentes aos projetos que apresentam, sem analisar sobre quem oferta o melhor ou o pior programa de governo.

As pesquisas, enfim, fazem parte e acompanham as campanhas eleitorais. De certo modo, tornam-se um vício para quem gosta de política. Todos querem saber quando sairá a próxima pesquisa, para depois resmungar ou se alegrar com os resultados.

Na quinta-feira (7) à noite o Ibope divulgou a sua mais recente pesquisa para a corrida presidencial e, praticamente, nada mudou em relação à de um mês atrás. Ficou praticamente no que estava com os percentuais mudando pouquíssimo. Para o instituto, continua certo o segundo turno. Na oposição, Aécio Neves e Eduardo Campos cresceram 1% cada, o primeiro saltando para 23% e o segundo para 9% que, somados aos percentuais aferidos pelos candidatos de partidos pequenos garantem o segundo turno. Na segunda etapa eleitoral, Dilma continua à frente, com 6% sobre Aécio e 12% se o candidato da eleição que define for Eduardo Campos.

O cenário apresentado pelo Ibope é similar, ou, de certo modo, semelhante ao que mostrou acerca da sucessão governamental baiana: não houve diferença entre a pesquisa que o instituto realizou em junho com a última que veio à luz. O que complica o imaginário é que, nos dois casos, embora com acontecimentos marcantes registrados no intervalo entre as duas sondagens, o cenário permanece, teimosamente, inalterado. Nada se move, nem para trás nem à frente, o que leva a uma interrogação dos eleitores. Daí a compreensão segundo a qual em pesquisa acredita quem quiser. Os comitês de campanha eleitoral são balizados através delas, permitindo aos marqueteiros estabelecerem, ou não, nova concepção eleitoral para as campanhas dos candidatos, realizando mudanças ou as sugerindo a partir da análise que fizerem.

Até o dia 20 de agosto, as pesquisas serão uma mera amostragem do panorama político-eleitoral. A partir do dia 20 próximo, porém, a situação mudará consideravelmente porque os candidatos passarão a estar numa vitrine diária, na propaganda política de rádio e tevê, e, um pouco mais adiante, nos debates que travarão quando, então, os eleitores terão condições de observar quem está mais preparado para exercer o poder, da República ou dos estados, e quem apresentará projetos de mudanças mais consistentes.

Aliás, as mudanças deverão ser um balizador para escolha do voto. É sempre assim. Ou um governo é de continuísmo, ou de mudança. Na sucessão de Lula, Dilma preferiu o continuísmo, porque a gestão Lula, embora com os problemas enfrentados, como o mensalão, por exemplo, mancha indelével na gestão do PT, o ex-presidente deixou o poder com resultados positivos, inclusive na economia, na queda da desigualdade social, com um País em ascensão e com um PIB de 7,5%.

Agora é diferente. Dilma terá que se reinventar, porque depois de 12 anos de petismo é preciso que haja um processo de mudanças, cujas exigências não são pequenas, muito pelo contrário. Até Lula reconhece a necessidade de apresentar novos caminhos para o País, porque, como disse, há “uma fadiga de matéria em relação ao PT.” Esta circunstância beneficia a oposição e obriga Dilma a oferecer novos horizontes, reformando ideias para apresentar novas, além de se obrigar a, já em 2015, oferecer ao País projetos de reforma tributária e política, porque nos dois casos é mesmo necessária uma mudança radical. Não dá para continuar com este sistema político nefasto e corrupto, nem esta extorsiva sangria dos impostos que se perdem na gastança desenfreada do governo. Não tem jeito. Ou muda ou sucumbe.

*Coluna publicada originalmente no jornal A Tarde deste domingo (10)


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Quinta, 07 de Agosto de 2014 - 15:46

Milícia do Rio controlava seis condomínios

por Samuel Celestino

Quadrilheiros do Rio de Janeiro que formavam uma milícia, ou “justiceiros”, se apossaram de seis condomínios onde residiam 1.600 famílias dentro do programa federal “Minha Casa, Minha Vida”. A milícia foi desmantelada nesta quinta-feira (7) pela ação da polícia e se descobriu que em tais condomínios estavam famílias assustadas que eram obrigadas a comprar cesta básica por preço três vezes maior do que o normal, TV a cabo, luz, enfim uma série de itens conforme determinação dos quadrilheiros. Quem se recusava era expulso do condomínio e o apartamento era revendido, senão mortos. O que não se entende é que, com a extorsão e o comando da milícia atingido 1.600 pessoas, a polícia do Rio não tivesse desbaratado o esquema há mais tempo.
 


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Quinta, 07 de Agosto de 2014 - 09:00

Promessas de campanha

por Samuel Celestino

Promessas de campanha
Imagem: Marcelo Lélis
Creio ser coisa do atraso as promessas que os candidatos ao governo da Bahia, principalmente Rui Costa e Paulo Souto, fazem em cada município que passam. O estado da Bahia tem 417 municípios, incluindo Salvador. Se em cada um deles (se eles conseguirem ir a todos) fizerem as promessas que transferem à mídia em forma de release de seus assessores, seguramente não terão memória para lembrar-se de todas e, mais uma vez, cometem o erro que os eleitores estão cansados de saber. O que se promete não se cumpre. Além do mais, observa-e que fazem caça aos prefeitos de partidos rivais, na expectativa de trazê-los para apoiá-los. O mais interessante não é somente isso, porque o prefeito pode prometer o apoio, mas não cumpre. É que, se as promessas surgem dos dois lados, empata-se. Quem chegar ao governo também não cumpre. Trata-se de um mero jogo eleitoral. Faz parte.

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Quinta, 07 de Agosto de 2014 - 09:00

Coluna A Tarde: Escândalo no Planalto

por Samuel Celestino

Coluna A Tarde: Escândalo no Planalto
Pronto. O que não se imaginava que fosse possível acontecer emergiu à luz. Atinge em cheio o Palácio do Planalto, a presidente Dilma, o ministro Ricardo Berzoini, de Relações Institucionais, o seu segundo, o secretário executivo Luiz Azevedo, e mais um assessor do ministro, Paulo Argenta. Este último apareceu com destaque na denúncia da revista Veja sobre o jogo realizado para fraudar a inquirição de ex-diretores da Petrobras, entregando-lhes perguntas que seriam feitas por senadores da base aliada do Planalto na CPI da estatal, e as respostas que deveriam ser dadas. Atinge, ainda, o ex-presidente da petroleira, José Sergio Gabrielli, a atual presidente, Graça Foster, e o ex-diretor de Relações Internacionais, Nestor Cerveró.

Todos devem estar a se retorcer diante de uma situação que já não necessita mais de CPIs para chegar às mazelas da estatal, porque o mal que a ela fizeram está feito. Em manchete de primeira página, edição de ontem, a Folha de S. Paulo põe a nu a estratégia  - e os estrategistas –  no indecente esforço para blindar a presidente Dilma Rousseff e, também, Graça Foster. A presidente experimenta um momento ruim do seu mandato. Tudo foi feito para não permitir que, em ano eleitoral, ela fosse alvejada pelos adversários. Está aí o acontecido, justo num ministério que funciona dentro do Palácio do Planalto, comandado por um membro do alto escalão do PT, Ricardo Berzoini.

O desgaste que o escândalo pode causar na campanha eleitoral à reeleição da presidente é de difícil suposição. Em São Paulo, onde ela tem grande rejeição, o efeito deve ser quase imediato, ainda escrevendo dentro das suposições possíveis, mas, em outros estados, principalmente no Nordeste, certamente demorará. A verdade é que a denúncia da Veja foi apenas um iceberg do que agora vem à tona a partir dos trabalhos elucidativos feitos pelos dois principais jornais paulista, a Folha e o Estado de S. Paulo, e, na semana anterior por O Globo, com ampla repercussão na mídia televisiva. Até fechar esta coluna, o Palácio do Planalto ainda não havia se pronunciado sobre a questão, porque é mesmo difícil fazê-lo. Há muitos furos dentro próprio governo, onde o caso esta na pauta número um, assim como nos meios políticos e empresarias.

A presidente talvez esteja a pagar um preço na medida em que os assessores e figuras envolvidos foram nomeados por ela, menos o ex-presidente José Sérgio Gabrielli que ela demitiu, mas foi nomeação feita por Lula. Quando a estratégia foi concebida, provavelmente no mês de maio, como se informa, o alvo era matar as CPIs da Petrobras, de modo a não perturbar a campanha da reeleição de Dilma, que não se sabe se fora informada do que era planejado dentro do Planalto de onde conduz o País.

A blindagem palaciana deu nisso. Em campanha, Dilma já foi atingida, assim como os ex-diretores da petroleira, que estão no alvo do PSDB, que anuncia uma denúncia a ser feita na Advocacia Geral da União. Pretende punições a Graça Foster, José Sérgio Gabrielli – que está imerso no inferno astral – e a Nestor Cerveró.

*Coluna publicada no Jornal A Tarde desta quinta-feira (7)

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Quarta, 06 de Agosto de 2014 - 10:01

Bomba da Petrobras explode junto a Dilma

por Samuel Celestino

Bomba da Petrobras explode junto a Dilma
Ilustração
Agora explodiu dentro do próprio Palácio do Planalto a bomba que demorava de ser detonada. Alcança a presidente Dilma. A estratégia para passar aos ex-diretores da Petrobras, incluindo o ex-presidente José Sérgio Gabrielli e o ex-diretor Nestor Cerveró, as perguntas que iriam e foram feitas aos inquiridos na CPI com as respostas que teriam de ser dadas nasceu, segundo manchete de primeira página do jornal Folha de S.Paulo, edição de hoje (6/8), no ministério de Relações Institucionais, onde tudo foi concebido, comandada pelo petista Ricardo Berzoini. Ficou à frente o número 2 do ministério, Luis Azevedo, com a participação do assessor Paulo Argente, já citado pela revista Veja. As informações passam a ser vazadas em enxurrada e o escândalo à condição de o maior já acontecido no governo Dilma. Como ontem daqui citei, justo no ano em que pretende ser reeleita. O propósito foi mesmo este: blindar Dilma Rousseff e a presidente da Petrobras, Graça Foster, que já não tem mais condições de permanecer, a não ser por teimosia do governo, à frente da presidência da petroleira, maior empresa brasileira, embora esteja a perder posições no cenário internacional, o que muito mancha a sua imagem. Senadores da base governista também estavam informados, mas o mesmo não se sabe se Dilma tivera conhecimento, embora abrigue o ministério de Berzoini no Palácio de onde comanda o Brasil. A situação é mesmo de conturbação e constrangimento, na medida em que desmoraliza a instituição das Comissões Parlamentares do Inquérito, atingindo, de uma só tacada, não somente o Executivo do País, mas, também, o Congresso Nacional.

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Terça, 05 de Agosto de 2014 - 16:36

Quem está mal na fita?

por Samuel Celestino

Quem está mal na fita?
Neste novo escândalo que envolve a base aliada do PT, o Palácio do Planalto, o Congresso, a Petrobras e os ex-diretores da estatal, estão mal na fita a presidente Dilma Rousseff, a presidente da petrolífera, Graça Foster, e o ex-presidente da empresa, José Sérgio Gabrielli. Dilma, para escapar do balaio de gatos, denunciou a diretoria da estatal para ela não ser atingida na medida em que era, na época da compra de Pasadena, a presidente do Conselho de Administração. Tirou, assim, o tapete da diretoria que passou a ser responsável pelo “malfeito”. A partir da sua reação via nota oficial “escrita do próprio punho” foi beneficiada pelo Tribunal de Contas da União, que aceitou a nota-explicativa presidencial. Gabrielli, na época, esgrimiu com Dilma, no que, decerto, já era esperado. Os dois não se bicavam, daí a troca do baiano por Graça Foster. Lula sabia que a troca era uma questão de tempo. Jaques Wagner também. Até parece (só parece) que o ex-presidente da Petrobras foi engabelado, na medida em que aceitou receber as respostas das perguntas que lhe seriam feitas na CPI. Ao aceitar, informa-se que ele foi tratado à base de geléia de Damasco. Agora, a cada momento surge uma informação nova: o acerto das perguntas e respostas foi feito no salão de reunião da presidente da Petrobras. Como há uma mudança nesta república na medida em que tudo o que se esconde acaba por aparecer, está aí o resultado. Lambança sobre lambança, escândalo sobre escândalo e o outdoor arreliento da revista Veja, que pode ser observado em placas nas avenidas e ruas de Salvador: “O que vazou não foi Petróleo, foram as perguntas”. Se você soubesse disso nos anos 50, Getúlio Vargas, não fundaria a Petrobras aureolada pela campanha popular  “O Petróleo é Nosso”. Não é. É deles.

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Terça, 05 de Agosto de 2014 - 14:04

A estranha nota da Petrobras

por Samuel Celestino

Numa nota curiosa, a Petrobras dá conta de que soube das perguntas que seriam feitos “aos executivos da empresa” na CPI pelo Diário Oficial do Congresso. E que, a partir do conhecimento do que seria perguntado, tratou de preparar seus executivos para respondê-las. Admitindo-se que foi desta forma mesmo, a estatal ou semi-estatal, informa ainda que desdobrou as perguntas em várias outras, porque os parlamentares usam tais recursos nas inquirições das CPIs. Muito curioso. Não explica, porém, que Nestor Cerveró já havia sido demitido da petroleira e que não pertencia mais a seus quadros, onde ocupou a diretoria de assuntos internacionais, e foi um dos responsáveis pela compra de Pasadena. José Sérgio Gabrielli também estava fora, substituído por Dilma Rousseff, que, em seu lugar, colocou Graça Foster. Ademais, por que a Petrobrás treinou quem já estava fora e não deixou o barco correr na medida em que a CPI pretendia (não se sabe ao certo) esclarecer o que teria acontecido na petroleira, como a compra da refinaria do Texas que resultou em prejuízo bilionário? Compra sobre a qual Dilma, que fora presidente do conselho administrativo, já havia posto a responsabilidade na diretoria da pseudo estatal, em nota que defendia ela própria e o conselho que comandou. A nota da Petrobras, emitida na noite de ontem, segunda feira (4/8) é, no seu conteúdo, prejudicial à própria empresa, porque pretendia tão-somente que seus “executivos” estivessem bem treinados para responder à CPI e os prejuízos sofridos pela empresa que se lixassem. Ou seja, a Petrobras trabalha a favor dos tais “executivos” demitidos e não em defesa dela própria.

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Terça, 05 de Agosto de 2014 - 08:59

Coluna A Tarde: Um escândalo a mais

por Samuel Celestino

Coluna A Tarde: Um escândalo a mais
O governo Dilma Rousseff começou, no seu primeiro ano, gerando uma expectativa positiva na opinião pública ao “vassourar” diversos ministros que herdou do governo Lula. Com a repercussão positiva que alcançara, disse, então, que não compactuaria com “os mal feitos” - eufemismo por ela adotado para substituir a palavra corrupção. Ficou praticamente no primeiro ano, porque, já no segundo, a sua política econômica deu os primeiros sinais negativos. O que aconteceu daí em diante foi marcado por uma sucessão de escândalos que surgiram no Congresso, na sua base de apoio principalmente, numa escalada que acabou por chegar ao Palácio do Planalto.

A imagem da presidente começou a se enfraquecer para ingressar neste ano eleitoral imersa em dificuldades. Os escândalos mancharam a Petrobrás. Estão presentes desde a compra de Pasadena (governo Lula) com prejuízo bilionário. Há o caso da refinaria pernambucana Abreu e Lima, cuja gestão é um exemplo do “mal feito” e, agora, o escândalo maior envolvendo a CPI da Petrobras, em denúncia da revista “Veja”. No caso de Pasadena, Dilma Rousseff, à época presidente do Conselho da estatal, ficou sem saber o que dizer. Lançou, então, a responsabilidade sobre a diretoria, presidida por José Sérgio Gabrielli, que, incontinente, rechaçou imputando aos erros ao Conselho, portanto a ela, presidente.

A Petrobras mergulhou no olho do furacão com escândalos sobre escândalos jamais acontecidos desde a sua fundação nos anos 50 do século passado por Getúlio Vargas. A petroleira, em crise, perdeu parte do seu valor como empresa. Virou escudo do governo no caso do preço dos combustíveis congelados e, consequentemente, os seus acionistas foram prejudicados. A maior empresa brasileira entrou em parafuso. Estabeleceu-se, em razão, uma luta congressual entre oposição e governo para a criação de uma CPI. Os governistas barravam as iniciativas por ser maioria e, posteriormente, cederam, para gerar um absurdo: duas CPIs instaladas, uma no Senado e a mista, na Câmara. As CPIs foram fraudadas pela ação dos congressistas com conhecimento do Palácio do Planalto, que, simplesmente, fechou os olhos.

O feitiço engendrado voltou-se contra o governo com a pesada denúncia da “Veja” ao apontar a farsa que resultou na “preparação” das respostas às perguntas feitas aos investigados, inclusive ao ex-presidente Gabrielli. Ele teria respondido às questões que já conhecia postas que relacionadas na “apostila”, tipo pergunta-resposta, segundo a revista. Neste caso as questões passaram pela atual presidente, Graça Foster, que teria dado o seu “tudo ok”. Receberam a “pesca” também os diretores ouvidos, como Nestor Cerveró, do setor internacional da Petrobrás, quando Pasadena foi comprada. O resultado dessa tramóia toda é que a presidente Dilma enfrenta talvez o pior escândalo do seu governo, justo quando enfrenta uma sucessão complicada.

Há muitos envolvidos que ainda não rebateram as denúncias. Não se sabe como eles se comportarão e de que forma o caso terá reflexo na opinião pública. Este agosto marca o início das campanhas eleitorais em rádio e tevê e será determinante para o desfecho do pleito nos estados e, principalmente, a sucessão presidencial que, ainda, é uma grande interrogação. Se o caso de Pasadena já estava com uma complicação maior pela decisão do Tribunal de Contas da União, que tirou Dilma e os integrantes do Conselho da cena para complicar, exclusivamente, os diretores da Petrobrás. Agora, o caso tende a ganhar novos contornos. Se comprovada a farsa, o governo ficará mal e, seguramente, o TCU. A entrega das perguntas que teriam sido feitas pelos congressistas e Palácio do Planalto atinge as CPIs de maneira geral e o Congresso pode ficar mais fraco ainda. A não ser que venha por aí uma ampla renovação dos quadros nas eleições de outubro.  

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DE VOLTA AO PALCO

O médico Heraldo Rocha é um político por natureza, como tantos que abandonaram a medicina para abraçar o Legislativo. Até bem pouco, Heraldo estava a fazer um trabalho para a Associação dos Médicos do Brasil, mas não demorou a voltar a sentir o cheiro de voto. Pensou três vezes e não resistiu à tentação: guardou o trabalho da Associação, se apresentou ao DEM, ao comitê de Paulo Souto, e é novamente candidato à Assembléia Legislativa. Como diziam os antigos, “política é o diabo”.


*Coluna publicada no Jornal A Tarde desta terça-feira (5)

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Domingo, 03 de Agosto de 2014 - 09:00

Coluna A Tarde: Campanha da Província

por Samuel Celestino

Coluna A Tarde: Campanha da Província
De repente, o clima eleitoral da sucessão baiana esquentou bem, possivelmente além dos limites, sem esperar o horário da propaganda eleitoral e dos debates entre os candidatos ao governo e ao Senado. Pelo andar da carruagem, tais debates prometem. Já não dá para saber quem começou a guerra utilizando mísseis de longo alcance. Prometem-se denúncias, o que ocorreu nas declarações do petista Rui Costa contra Paulo Souto, e devolvida por este no mesmo tom. Pelo jeito, convém aos candidatos prepararem abrigos antiaéreos. Geddel Vieira Lima, candidato ao Senado pelo bloco oposicionista, quer conferir tudo. Diz que está preparado: “A música que eles tocarem, eu danço.”
 
A campanha estava morna e os mísseis, sem que se esperasse, surgiram animando a festa para os que assim gostam.  Os candidatos de partidos pequenos são os que mais estão à vontade e aproveitam para bater nos dois lados, muitas vezes com tamanha ironia que arrancam risos. Lídice da Mata assiste à pugna e nela não se envolve, mas, também, vez por outra, atira. Aliás, foi de Rui Costa a primeira alfinetada na sua direção, ao falar no “esmagamento” da candidata socialista, que foi aliada de Wagner desde o seu primeiro mandato. A intenção do petista era de, certamente, tirá-la do seu caminho, já que formam ambos com a esquerda, se é o PT ainda é um partido de esquerda. O mesmo pode-se dizer em relação ao PSB que, no campo nacional, procura espaço entre Dilma e Aécio Neves com a candidatura de Eduardo Campos.
 
Acontece na campanha baiana um fato que se manifesta com intensidade pela primeira vez: a utilização da tecnologia de comunicação introduzida via twitter, a princípio por Geddel Vieira Lima, que começou a mandar recados através deste meio, muito antes de a campanha começar. Foi “seguido” por Rui Costa, Paulo Souto e até por Jaques Wagner que utilizou também a internet, só que não se deu bem: num confronto entre Geddel e Otto Alencar, maiores protagonistas para chegar ao Senado, o governador saiu em defesa de Otto. Um acusava o outro utilizando como personagem central o falecido ACM, de quem Otto foi aliado e Geddel adversário. O primeiro atingiu o segundo dizendo que ele teria sido o herdeiro do carlismo (não está no sentido literal) o que acendeu a ironia de Vieira Lima.
 
O mais curioso: um internauta não deixou Wagner sozinho e também entrou na contenda, reclamando do nível. Foi aí que o candidato oposicionista utilizou, ao responder, a frase que está no primeiro parágrafo deste comentário: “Eles tocam a música. O que tocarem eu danço”.  Gerou-se um bom momento: o debate - aberto - entre candidatos na política baiana, com a democrática participação de um terceiro.  
 
Vê-se, portanto, que a campanha eleitoral se move e começa a esquentar, utilizando o antigo e o novo. A campanha na província é assim.

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Quinta, 31 de Julho de 2014 - 08:30

Coluna A Tarde: No tempo dos coronéis

Coluna A Tarde: No tempo dos coronéis
Não é para menos a dor de cabeça que o candidato tucano à presidência,  Aécio Neves, experimenta com esta história da construção de um campo de pouso no município de Cláudio, nas proximidades de Belo Horizonte, ao custo de 13 milhões e picos, no segundo mandato dele na governança mineira. Um aeroporto que abençoou as terras de propriedade um tio-avô. Quando governou Minas, o grande símbolo da nova democracia brasileira, Tancredo Neves, também construiu algo semelhante nas terras da família Neves. De outra época mais austera, o duende mineiro ficou na terra batida e correu do asfalto para gastar menos. Saiu por algo em torno (atualizado) de R$500 mil.
 
O campo de pouso estocou o fígado de Aécio, que está um pouco encolhido na sua campanha, certamente esperando a tempestade passar, até porque se aconselha a não levantar pouso quando o céu não está para brigadeiro. Sua sorte é que o TCU (Tribunal de Contas da União) para tirar Dilma Rousseff do imbróglio da refinaria de Pasadena – segundo consta e se fala -  livrou os integrantes Conselho Administrativo que à época da compra ela o presidia, e  colocou a responsabilidade do ocorrido, com os prejuízos decorrentes,  nas costas dos diretores da Petrobrás. Foram então  denunciados, como é sabido, 11 deles, além de colocar em indisponibilidade os bens de três, a partir do ex-presidente da estatal, o baiano José Sérgio Gabrielli. Eles terão que pagar o prejuízo da petroleira brasileira, isso se não se der um jeitinho bem à brasileira no decorrer do tempo.
 
Entre Pasadena e o campo de pouso mineiríssimo, balança a corrida presidencial verde-amarela. Sem esquecer os mares bravios recifenses onde os tubarões fazem a festa na praia da Boa Viagem. E como tem tubarão nestes trópicos...

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Quinta, 31 de Julho de 2014 - 08:29

Época dos coronéis

O senador José Sarney prepara-se para cumprir os seus últimos cinco meses da longa vida política em que fez de tudo e mandou em tudo nesta república tropical. Confirmou que está mesmo disposto a abandonar o seu companheiro de caminhada que lhe deu tudo – e possivelmente mais do que esperava: o Poder. É probabilíssimo que o oligarca nordestino, o último de uma longa época de coronéis e poderosos, não esteja deixando os corredores e salões do Poder, embora diga que sim, porque cansou. Sarney sai na medida em que os estados do Maranhão (um dos mais atrasados do Nordeste) e o Amapá cansaram da sua velha política. No Amapá, tem contra ele até o PT. Dificilmente teria mais uma eleição ao Senado. No Maranhão, de igual maneira. Sai, ao mesmo tempo, ele e a filha, a governadora Roseana Sarney, que diz estar também se aposentando. Não sai reconhecendo o cansaço da própria política com a sua dinastia, mas tão só, como diz, porque “a vida está me pedindo um tempo”. Que ameaça. É só um tempo. O tempo dos coronéis.

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Quinta, 31 de Julho de 2014 - 08:28

Debate na ABL

Debate na ABL
O debate dos candidatos ao governo sobre cultura, na Academia de Letras da Bahia, na noite de terça, foi marcado pelo alto nível e por propostas interessantes que, se forem cumpridas no mandato de quem chegar a governador(a) da Bahia, é muito provável que tenhamos um novo ciclo de mudanças culturais no estado, um dos mais ricos, neste quesito, da República. Com uma boa política cultural se ganha no todo, porque a própria cultura passa a ser um chamariz para atração de visitantes e, com isso, recursos trazidos pelo turismo, que deve se casar com a cultura, mas cada um no seu cada um. Na verdade não foi um debate. Cada candidato expôs o que pensa sobre o setor, tomando como base 20 questões apresentadas pela excelente organização feita pela Academia. Teria que não haver ataques pessoais, e de certo modo não houve. Isso não impediu, no entanto, que os candidatos ao governo dos partidos menores brindassem o publico que encheu as dependências do salão nobre do solar Góes Calmon, seda da ALB, forçando-o ao riso. Foram seus alvos os candidatos mais visíveis na campanha: Paulo Souto e Rui Costa, que também riram acompanhando o público e os acadêmicos. Lídice foi poupada. Wagner, ausente, entrou no samba. Seis candidatos, duas equipes, sem este contexto, porém: série A, Rui, Souto e Lídice; série B, Renata Mallet, Rogério Da Luz e Marcos Mendes.

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Terça, 29 de Julho de 2014 - 08:20

Coluna A Tarde: Os podres poderes

Coluna A Tarde: Os podres poderes
Não há a menor dúvida de que existe uma promiscuidade disseminada no País, como se fora banal, senão natural, envolvendo empreiteiras, partidos e agentes políticos. O pior é que a existência de tal prática não só parece, mas faz parte, do exercício natural do processo político que se enraíza em todas as estruturas do Poder brasileiro. Dá-se conta, o que não é novidade, que dentre as dez maiores empreiteiras que atuam em obras públicas, nada menos do que sete respondem a processos judiciais. Ainda no final da semana, a revista Veja deu à luz a mais um escândalo, envolvendo o Partido Republicano (PR), o Ministério dos Transportes, uma empreiteira e um deputado federal baiano – que tem estado sob holofote nos últimos tempos – João Carlos Bacelar.
 
No caso específico, o dono da empreiteira, estarrecido, procurou o ministro César Borges, pouco antes de ele deixar o ministério, e relatou a pressão para extorsão de obras na Valec, que atua no País - e, na Bahia, na ferrovia Oeste-Leste, (Fiol, uma obra do sem fim. Por que o PR é dono da capitania do Ministério dos Transportes? Simples. O partido atua na sua estrutura, cobrando das empreiteiras 4% de propina por cada contrato firmado. Dinheiro, como se sabe, do contribuinte. É o partido que indica o ministro e não a presidente Dilma, como aconteceu recentemente com Alfredo Nascimento, ex-ministro que saiu do cargo provavelmente por realizar tramóias, e que retornou, deslocando César Borges, numa outra negociata partidária esta para o apoio eleitoral a candidata à reeleição.  
 
O empresário Djalma Diniz, ex-deputado e, consequentemente, macaco velho, sabedor do percentual “normal” do achaque, estava sob pressão, ao que afirma a revista, feita pelo deputado baiano, Bacelar. Como é normal propina grossa nos Transportes, Diniz se espantou ao ser encurralado não para entregar 4% ao PR (o “normal”), mas, sim, 8%  referentes a  dois contratos firmados, um de 719 milhões e, outro, de 514 milhões. Tais contratos foram firmados no início deste ano. Bacelar se defende dizendo que a Veja não publicou as repostas feitas por ele sobre as denúncias.
 
César Borges, diante da denúncia, procurou a presidente e a ela relatou o que acontecia. Recebeu como resposta que não cedesse. Pelo sim, pelo não, o PR exigiu o ministério de Dilma afirmando que o ex-governador baiano não representava o partido no ministério. E colocou no lugar o mesmo Alfredo Nascimento que tinha sido exonerado do cargo. Um caso ioiô, ou vai-e-volta. A presidente teria ficado entre o “sim” ou o “não”. Mas deu o “sim”,  entregou o ministério e ganhou o apoio do Partido Republicano.
 
O curioso nesta história é que o deputado João Carlos Bacelar teria dito à revista, explicitando a postura do PR como donatário da capitania do Ministério dos Transpores, a seguinte pérola: “Este Djalma (Diniz) é um picareta. Nós conseguimos colocar a empresa dele na Valec, com contratos de mais de um bilhão, e ele ficou de repassar uma parte de volta (ao PR) e  não está cumprindo o combinado”. Aí se observa, claramente, como se faz negócios com o governo, seja lá quem esteja no seu comando.

O sistema é torto, como do conhecimento geral, e é operado pelos partidos. Todos estão dispostos a freqüentar a fonte e lá beber a “água santa”. Até que haja, presumivelmente, uma reforma política este jogo continuará extorquindo os cofres públicos, sinônimo de contribuintes, envolvendo empreiteiras, partidos e os políticos de maneira geral. É uma doença, ou praga, que se espraia e a cada dia piora o doente, no caso, o País.
 
A corrupção acontece de forma escancarada, como no caso acima, com a intermediação dos agentes políticos para assegurar às empreiteiras os contratos de obras públicas, mediante um percentual fixo, que na época de eleição pode ser dobrado. Isto é forma de fazer política? No Brasil é bem assim, com direito de o achaque invadir todos os segmentos da estrutura administrativa dos “podres poderes” republicanos.  

*Coluna publicada no Jornal A Tarde desta terça-feira (29)

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Domingo, 27 de Julho de 2014 - 09:00

Coluna A Tarde: Economia doente

por Samuel Celestino

Coluna A Tarde: Economia doente
Há cerca de 20 dias, a presidente Dilma revelou uma concepção (dela, claro) absolutamente interessante da sua guerra –perdida desde o ano passado- em relação à economia, que desce a ladeira empurrada pelos desacertos do governo, que está em desconforto. Simplesmente disse que a reação das medidas já tomadas só será sentida no mês de novembro. Consequentemente, depois das eleições. Com este calendário, se ela for eleita poderá tomar medidas paliativas, e guardar para 2015 decisões impopulares de sorte a tentar reverter o quadro. Se perder a reeleição, guarda silêncio e espera o janeiro chegar para entregar o governo, e o mandú econômico a quem for eleito da oposição, Aécio ou Eduardo Campos.
 
Em época de queda nas pesquisas, a presidente não fala sobre a economia, porque não tem como se explicar. Como o tema será explorado pelos opositores, terá que se preparar de alguma forma para se defender, porque quando o novembro chegar ela poderá já não precisar fazê-lo, a não ser acompanhar o discurso de Lula segundo quem o PT está a sofrer uma “fadiga de matéria”, que ele não imaginava para este ano, mas sim para 2018. A economia brasileira é, dentre os países do continente, a que mais decepciona, descontado a Argentina.
 
Não foi por falta de aviso de diversos segmentos, dentre os quais o empresarial, que vê as exportações ultrapassarem as importações, o setor industrial em crise, o PIB minguando, a inflação bêbada e, mais recentemente, o setor de emprego com carteira assinada também descendo a ladeira. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, também já não se explica, e nem precisa. Não tem crédito para isso. Certamente marcará a sua trajetória apenas com a eficácia de um bom mentiroso. O Banco Central está aí a demonstrar.
 
Na história desta Copa do Mundo no Brasil, que jamais será esquecida, esperava-se que o turismo externo deixasse por estas bandas um saldo positivo em dólares. Até que deixou, acima de US$700 milhões, mas de pouco valeu porque os turistas brasileiros que viajaram para fora gastaram lá em torno de US$2 bilhões. Isso porque é mais fácil e barato comprar lá do que aqui. Aliás, está Copa ficará ainda marcada por diversos questionamentos, o principal deles as esperanças perdidas com o fisco da seleção, que virou até bucha de guerra e lembrança amarga no affaire diplomático travado entre o Itamaraty e o Estado de Israel, que comparou o Brasil com “um anão diplomático” Quanta falta de diplomacia...
 
Assim, a presidente está em busca de escapes, nem que seja quando o novembro chegar de sorte a tentar brecar a sua tendência de queda, consequência da sua grande rejeição, que só faz piorar. E isso antes de chegarem as rajadas da metralhadora política dos seus adversários. Demonstra, tão-somente, que Dilma está perdendo seus pontos no desacerto da sua política econômica equivocada e teimosa. Esta teimosia pode ser o enigma da “fadiga de matéria” lamentada por Lula em relação ao partido que fundou, lá no alvorecer dos anos 80. O problema é só dele ao desejar transformar País numa República-Império petista, escolhendo sozinho quem iria dar sequência ao seu projeto de 2018.

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Domingo, 27 de Julho de 2014 - 09:00

Ibope indigesto

por Samuel Celestino

Correta ou não, a pesquisa Ibope que veio à luz no final desta semana ainda traz muitos calafrios ao PT baiano, que esperava mais, muito mais, da pesquisa que deu justamente o inverso do que imaginava. Com o resultado divulgado, estabeleceu-se um confronto entre governistas e opositores. Os primeiro procurando justificativas e os oposicionistas rebatendo com ironias próprias da guerrilha política. O problema é o seguinte: certa ou errada a pesquisa, o bem ou mal está feito: a oposição tem dados concretos para usar principalmente no interior, de sorte a ganhar mais apoios, e os governistas farão esforço para não perder o que presumivelmente teria ganhado (que não transpareceu na consulta) e ir, ainda, ao trabalho de catequese. Pior ainda. A chapa de Paulo Souto passa a ter certeza de que está no caminho certo, que não há nada a mudar, e a chapa de Rui Costa fica a navegar nas dúvidas. Navegar no sertão, que nunca virou mar, é difícil.  

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Sábado, 26 de Julho de 2014 - 11:28

Consultorias de mercado apostam na oposição

por Samuel Celestino

Diversas consultorias do mercado financeiro, estrangeiras e nacionais, refizeram seus cálculos anteriores e, agora, profetizam que as eleições presidenciais estão mais para oposição, Aécio em primeiro lugar, do que para a candidata petista Dilma Rousseff, na sua tentativa de reeleição. A informação é de “Folha de S.Paulo” publicada neste sábado (26/7).  As novas previsões surgiram da análise das pesquisas mais recentes – Datafolha e Ibope – que vêem muitos obstáculos à frente para a petista, cuja rejeição se acentua, enquanto os candidatos oposicionistas avançam ajudados pelo somatório dos candidatos presidenciais que representam os partidos ditos nanicos. Tais consultorias divergem basicamente em percentuais, mas observam um cenário futuro complicado para o governo e com maiores chances para os candidatos oposicionistas.

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Quinta, 24 de Julho de 2014 - 11:01

Dilma perde um 'Aécio' na Bahia

por Samuel Celestino

Dilma perde um 'Aécio' na Bahia
Foto: Divulgação
De fevereiro para cá, portanto em cinco meses, a presidente Dilma Rousseff perdeu nada menos do que um “Aécio” na Bahia. Explica-se: no segundo mês do ano ela navegava em velocidade de cruzeiro, com 63% da preferência dos baianos. O candidato oposicionista pulou para 15% e Dilma desceu para 48%. São exatos um “Aécio”. Se o pernambucano Eduardo Campos tem 8% e os nanicos somam 6%, têm-se, no somatório, 29%. Isso significa uma queda para a presidente de 19%, o que irá se refletir em um segundo turno eleitoral, balançando a candidatura petista, cujo maior reduto é o Nordeste e, da região, a Bahia é o maior colégio eleitoral. Ela terá que crescer no estado ou aumenta o seu risco de perder pontos mais pontos.  

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Quinta, 24 de Julho de 2014 - 08:55

Debate sobre a cultura

por Samuel Celestino

Debate sobre a cultura
Foto: Reprodução
O setor cultural baiano pouco aparece, ou quase não aparece nos programas apresentados pelos candidatos ao governo. Nem sempre foi assim. Em outras épocas a cultura era considerada essencial para o desenvolvimento do estado e não, simplesmente, alguma coisa vista exclusivamente pela elite. Nada a ver a cultura com a elite, porque ela, simplesmente, é produzida pelo povo na sua essência. Um dos erros do governo Wagner foi não ter dado atenção ao setor cultural, embora tentasse, ao mudar o seu primeiro secretário de Cultura, Marcio Meireles, que comandou uma época de apagão cultural. A cultura foi para as mãos do PT no segundo quadriênio, mas continuou imobilizada por falta de orçamento. Em razão, a Academia de Letras da Bahia resolveu, com a coordenação do acadêmico Luís Antônio Cajazeiras, realizar, no dia 29 deste julho, um debate com os candidatos ao governo para conhecer suas propostas para o setor. Chega à boa hora. Os agentes culturais baianos terão, assim, a oportunidade de conhecer o que pensam os candidatos a governar a Bahia, de maneira que o segmento não permaneça em estado letárgico. Um debate semelhante, mas sem este enfoque especial, foi realizado na ALB com os candidatos a prefeito de Salvador. Tinha uma amplitude maior, sem foco num setor específico como agora acontece, a partir desta iniciativa da Academia de Letras da Bahia. Enfim, o evento será às 19h do próximo dia 29.

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