Segunda, 26 de Setembro de 2016 - 10:53

Lava Jato entra na fase dos ministros

por Samuel Celestino

Lava Jato entra na fase dos ministros
Foto: Roberto Stuckert Filho/ Divulgação
A denominada Operação “Omertà”, numa alusão à máfia Italiana, já era esperada. Supõe-se que levará à prisão o ex-ministro da Antônio Palocci, ministro da Fazenda de Lula em 2003, depois chefe da Casa Civil em substituição a José Dirceu, e em continuidade chefe da Casa Civil de Dilma. A Operação da Lava Jato já era aguardada. O ministro da Justiça de Temer, Alexandre Morais, ontem abriu o bico para informar que a Lava Jato faria uma nova operação esta semana, o que aconteceu já nesta segunda-feira (26) porque, certamente, a informação já estava aberta. Começa assim um processo de prisão de ministros da época Lula e Dilma, primeiro a partir da operação da força-tarefa na semana passada, com a prisão de Guido Mantega, ministro da Fazenda dos dois governos petistas, logo libertado por decisão do juiz Sérgio Moro. No caso de Palocci a prisão ocorreu como consequência, segundo a Lava Jato, das negociações feitas pelo ex-ministro para beneficiar a empreiteira Odebrecht. Em tal circunstância ficará ainda mais difícil para ele porque Marcelo Odebrecht está negociando sua delação premiada, aguardada com atenção redobrada, porque dele se espera um relato completo do que aconteceu no seu período de gestão como presidente da empresa. As negociações estão chegando ao seu final e naturalmente tudo o que ocorreu na era Palocci será posto de forma aberta. Certamente Marcelo terá muito a dizer. Portanto, é muito provável que o ex-ministro se complique, o que também poderá vir a acontecer com Guido Mantega.
Quarta, 21 de Setembro de 2016 - 10:11

Debate na tevê depende de Neto

por Samuel Celestino

Debate na tevê depende de Neto
Em 2016, a Band Bahia não realizou debate | Foto: Max Haack/ Ag. Haack
Não há nenhuma razão para debates envolvendo os candidatos à prefeitura de Salvador, como bem explicou o editor do “Bahia Notícias”, Fernando Duarte, na matéria por ele publicada nesta edição. O pleito está praticamente decidido com a reeleição de ACM Neto num confronto (que não chegará a ser) entre três candidatos que envolvem, além dele, a candidata do PCdoB-PT, Alice Portugal e o Pastor Sargento Isidório (PDT), que comanda a Fundação Dr. Jesus, uma notável obra de caridade. Os demais não pontuam nas pesquisas feitas até aqui e quase não existem, a não ser nas propagandas eleitorais obrigatórias. Entre os candidatos, a maior decepção fica por conta de Cláudio Silva, de quem se esperava uma campanha mais competente, o que não aconteceu. Se ACM Neto está à frente disparado com 69% nas pesquisas, contra 12% de Alice e 7% de Isidório, não vale a pena debates televisivos, como aludiu Duarte, porque não haverá qualquer motivo para despertar a audiências dos telespectadores. Principalmente se Neto resolver não estar presente, se debate houver, até por será temerário para ele por ficar como o centro das atenções para os ataques dos adversários. Se ele não comparecer, o que certamente dirá antecipadamente às emissoras, provavelmente não haverá debates em Salvador como acontecem em outras capitais. As emissoras não terão razão para organizar um confronto que não existirá. Portanto, pelo que fica latente é que por estar definido o resultado previsto do pleito, pelo distanciamento do atual prefeito nas pesquisas, em última instância será ele quem decidirá se acontecerá ou não debate político dos candidatos em Salvador. 
Terça, 20 de Setembro de 2016 - 10:16

O PT determina seu caminho na Bahia

por Samuel Celestino

O PT determina seu caminho na Bahia
Na Lauro, Moema é petista melhor colocada na RMS | Foto: Jefferson Peixoto
Está praticamente decidida as eleições à prefeitura de Salvador e somente por um acaso ACM Neto não será reeleito, de acordo com a pesquisa do Ibope que no início da noite desta segunda-feira (19)  foi divulgada. Ele ganhou mais um ponto, saindo de 68% para 69%. Esperava-se que a candidata do PCdoB-PT, Alice Portugal, fosse à frente, mas com nove dias para o fim da campanha eleitoral ela somou apenas dois pontos, saindo de 10 para 12. Pior ficou a campanha do “Doido”, como passou a ser conhecido o Pastor Isidório. Permaneceu com 7% das intenções de votos e não saiu da sua posição anterior. Os demais candidatos ficaram no além. Está acontecendo em Salvador e que já se observa em grande parte do país, principalmente no Sul-Sudeste: o PT está perdendo eleitores, principalmente em São Paulo, onde o prefeito Fernando Haddad dificilmente será reeleito. Por ora está na quarta posição. O Partido dos Trabalhadores está em crise decadente, o que ocorre também na Região Metropolitana de Salvador onde o DEM avança, o que acontece ainda em Feira de Santana, diante da repercussão negativa que empurra a legenda para baixo. Na Região Metropolitana a situação é tão complexa que a esperança do partido reside no município vizinho, Lauro de Freitas, onde quem pontua é a deputada federal petista Moema Gramacho. Há também possibilidades em Camaçari, na dependência do que venha acontecer mais adiante. As pesquisas feitas por lá não são tão animadoras. O PT é um partido presente na região Nordeste, mas na Bahia ele é marcante ao ganhar força ao eleger Jaques Wagner por duas vezes consecutivas e foi em frente com a eleição de Rui Costa, que também almeja permanecer no posto por oito anos. É uma incógnita. O PT é quem irá determinar os seus caminhos futuros. 
Segunda, 19 de Setembro de 2016 - 10:41

Uma campanha eleitoral sem graça

por Samuel Celestino

Uma campanha eleitoral sem graça
Cerca de 83% não sabem em quem votar para vereador | Foto: Antonio Queirós/ CMS
A 10 dias do final do processo eleitoral que acontecerá no dia 29, a campanha não gera o menor interesse. De há muito não se assiste o que ora ocorre em Salvador, diante do absoluto desinteresse dos eleitores pelo voto que alcança a população de maneira geral. Não se trata apenas dos candidatos à prefeitura da cidade, mas, também e principalmente dos candidatos a vereador. Numa pesquisa feita pelo “Bahia Notícias”, 83,3% da população não conhece e não sabe sequer citar os nomes dos candidatos a vereança. Desse modo, passa-se a crer que será muito provável que a Câmara que vier a ser eleita seja povoada de nomes desconhecidos e de baixo nível. Pelo menos é assim que os candidatos à prefeitura entendem, mas não dizem em público e somente em “off”. Em relação à eleição majoritária, a situação também fica complexa pela falta de competição, pela ausência de candidatos que possam fazer frente a ACM Neto, nome mais cotado com perspectiva amplas de se reeleger. Diferentemente de outras capitais onde há embate entre dois ou três nomes, como ocorre no Rio de Janeiro, São Paulo e Recife, para citar somente três capitais, aqui o marasmo é completo. A população está ausente  do processo eleitoral. Só se vê vestígio de campanha no horário gratuito em rádio e tevê, mesmo assim enfadonhos e repetitivos. Esta forma de eleição com as mudanças feitas pela legislação tem como vantagem a ausência das pichações que antes eram feitas nos muros que sujavam a cidade de ponta a ponta, além de cartazes em canteiros e em passarelas.
Sexta, 16 de Setembro de 2016 - 10:51

A guerra entre Lula e a Lava Jato

por Samuel Celestino

A guerra entre Lula e a Lava Jato
Foto: Vladimir Platonow/ Agência Brasil
No início da manhã desta sexta-feira (16) informações produzidas pela Uol, chamou-me atenção do que já notara na apresentação do procurador da República e coordenador da Força Tarefa do Ministério Público na Lava Jato, Deltan Dellagnol. A utilização desnecessária dos adjetivos durante as duas horas das denúncias feita contra o ex-presidente Lula foram totalmente inaceitáveis. Em jornalismo, os repórteres, principalmente os iniciantes, aprendem que o uso da adjetivação é incompatível com o texto que deve ser direto, portanto, não são cabíveis na informação que se quer. Em relação aos comentaristas é possível o uso, mas a sequência deles compromete o que se pretende dizer. Foi o grande erro, senão vital, de Dellagnol. Não somente a sua explanação foi maior do que o aceitável, como passou a impressão segundo a qual a repetição dos adjetivos era para marcar Lula. Já o discurso feito ontem pelo ex-presidente durante mais de uma hora ficou enfadonho pela repetição, o que é comum nos seus discursos, sobretudo quando são feitos para atingir a sua base de sustentação, com a presença de parlamentares e integrantes do PT. Portanto, discurso é uma coisa e a apresentação de fatos é outra completamente diferente. Consequentemente, Lula “embaraçou” e tocou na sua base, inclusive com suas lágrimas. É certo que as informações do procurador da República foram feitas a partir de uma convocação antecipada para chegar ao conhecimento do país. A mídia divulgou como era do seu dever, ganhando repercussão no exterior em razão da presença, hoje constante, de repórteres representantes da mídia internacional. Mas se observou que o procurador coordenador da Força Tarefa subiu no seu palco com adjetivos e tudo para marcar pontos. Já o discurso de Lula foi uma resposta enviada para aqueles que o seguem, sem tocar, no entanto, na Lava Jato nem no Ministério Público. Foi mais hábil, consequentemente.
Quinta, 15 de Setembro de 2016 - 10:42

O alvo era Lula, não o apartamento

por Samuel Celestino

O alvo era Lula, não o apartamento
Advogado Cristiano Zanin Martins em defesa de Lula | Foto: Paulo Pinto / AGPT
O que se viu na tarde, início da noite desta quarta-feira (14), foi a maior denúncia já produzida pela Lava Jato, a partir do Ministério Público Federal, que tomou o país de ponta a ponta com repercussão internacional. O ex-presidente Lula teria sido o comandante em chefe, ou comandante máximo da corrupção que se instalou, a partir de três partidos: o PT, base política destinada a se perpetuar no poder, o PP e o PMDB. Como comandante da corrupção, o ex-presidente fora o responsável pela derrocada da Petrobrás, denominada pelo MP como “Petrolão” (denominação já conhecida) para beneficiar a governabilidade. O PT, portanto, nada foi senão o cumpridor do que se originava num cenário então desconhecido (antes da entrevista), enquanto Lula estivesse no poder. A consequência ainda é observada diante da crise que o país ora está a enfrentar. Portanto, o enriquecimento ilícito tinha a sua origem na base do governo, alimentando o PT, e se espalhou de forma premeditada na direção da Petrobras que acabou delapidada, como uma teia que estivesse inserida dentro do poder, enquanto o presidente da República fazia o papel de maestro. De forma didática e durante duas horas os promotores explicaram o que se passou e quem era que estava à frente do processo de corrupção, num projeto que tinha como alvo a perpetuação do seu partido no poder. Os promotores, ao realizar a sua explicação didática, inseriram o apartamento do Guarujá e o sítio de Atibaia, mas, na verdade, não eram esses os alvos principais. Tratavam-se exclusivamente de dois cenários para incriminar Lula e levá-lo mais adiante à prisão, se vier a ocorrer, o que é presumível. A base mesmo estava na dissertação didática de que ele seria o comandante do que aconteceu, sem levar em conta o que fizera de bom no exercício da Presidência da República. Este foi o foco que queriam chegar e acertaram na mosca. Os advogados de defesa do ex-presidente se mantiveram numa explicação já conhecida sobre o apartamento tríplex de Guarujá e deixaram de lado o cerne da questão. Sabia-se que haveria uma entrevista bombástica da Lava Jato, mas certamente a defesa não tinha conhecimento do teor, e foi neste aspecto que os advogados se perderam. O alvo era outro. 
Quarta, 14 de Setembro de 2016 - 10:34

Rui Costa votará na base da galinha-gorda

por Samuel Celestino

Rui Costa votará na base da galinha-gorda
Foto: Max Haack/ Ag. Haack/ Bahia Notícias
As eleições municipais pelo menos em Salvador são hilariantes, principalmente para vereadores, sem desprezar a disputa para a prefeitura da cidade que põe o Sargento Isidório na dianteira, por ele próprio ter-se apelidado de “Doido”. Nesta quarta-feira (14) ele afirmou ao “Bahia Notícias” que o apelido foi posto por ACM Neto que, se hoje está com 37 anos de idade, na época beirava os 25. Gostou tanto que, nesta campanha eleitoral, adotou “Doido” para angariar votos. Isidório é uma figura interessante e muito hábil. Sabe se promover como poucos, mas antes é da sua obrigação abrir espaço e lugar para os candidatos a vereança na capital. Fica distante, mas muito distante deles, tal a capacidade de se candidatar usando apelidos curiosos para que os eleitores não esqueçam ao depositar o voto. Quem assistir ao horário eleitoral nas tevês e se concentrar nos tais apelidos, verá que há muita criatividade. O horário da propaganda eleitoral vale, diria, como um programa humorístico. De volta ao Pastor Sargento Isidório, ele teve a percepção de convidar o governador Rui Costa para a sua convenção partidária, onde foi definido como candidato a prefeito. Rui foi porque quis e lá fez um pronunciamento, também porque quis, centrado no candidato. Graças ao discurso, Isidório passou a utilizá-lo sua fala diariamente no  horário do programa eleitoral. Supõe-se, portanto que o governador tem dois candidatos à prefeitura da cidade: Alice Portugal, do PCdoB, e o ladino pastor. Ninguém pergunte a Rui em quem votará. Pelo visto ele decidirá na base da “galinha gorda”.
Terça, 13 de Setembro de 2016 - 11:32

Cunha não ficará calado

por Samuel Celestino

Cunha não ficará calado
Foto: Lula Marques/ AGPT
Definida a cassação do mandato do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), em torno da meia noite de ontem, com extravagantes 450 votos contra 10, a ele restou reunir-se com a imprensa numa coletiva para o que será uma das últimas entrevistas que dará. Nada tem mais a dizer, a não ser denunciar os muitos que o traíram, como assim entende. Além disso, acumulou fatos do período em que comandou a presidência da Casa. Reuniu provavelmente informações que certamente estão guardadas como munição para o futuro. Aos jornalistas disse ainda que irá publicar um livro que concluíra no mês passado. O livro, segundo ele, é consequência de conversas sequenciadas com os seus ex-amigos deputados em torno do impeachment de Dilma Rousseff. Gabou-se que não registrou nada do que ouviu por ser homem de boa memória privilegiada. Ao mudar de um polo a outro, passou a dizer que foi “traído” por Michel Temer por ter apoiado para a presidência da Câmara o deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), e não Rogério Rosso (PSD-DF), um dos poderosos nomes do “centrão” que Cunha comandou. Temer naturalmente preferiu Rodrigo Maia porque era mais interessante para ele. Foi o atual presidente da Câmara que deu a ordem de presença aos deputados para o processo de cassação. Conseguiu levar à sessão 470 deputados federais, um número expressivo, principalmente nas circunstâncias que no momento ocorre com as campanhas eleitorais nos municípios. Se Rosso tivesse sido eleito, Eduardo Cunha teria em quem se apoiar. As suas chances de escapar seriam maiores. Ele entendeu, assim, que o presidente atual, ao convocar os deputados maciçamente para a sessão que determinou antecipadamente a sua cassação, marcou o seu fim. O “centrão” se dispersou, é verdade, mas Cunha esteve sempre em desvantagem, a começar com a decisão do Supremo Tribunal Federal ao afastá-lo da presidência da Câmara. Desse modo, Michel Temer caminhou na sua própria direção e não na direção de Eduardo Cunha. Por fim, quem passa a estar em dificuldades é o deputado baiano Jonga Bacelar, um dos baluartes que se empenhou mais do que deveria no apoio ao cassado. Poderá ficar com problemas para a sua futura eleição se é que pretende se candidatar. 
Segunda, 12 de Setembro de 2016 - 11:35

Cunha sairá da cena e mergulhará no nada

por Samuel Celestino

Cunha sairá da cena e mergulhará no nada
Foto: José Cruz/ Agência Brasil
Na noite desta segunda-feira (12) os deputados – espera-se em torno de 400 – devem decidir a cassação do ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que começou em novembro de 2015 e levou 11 meses para chegar ao final, numa interminável lenga-lenga que, provavelmente, assim continuará na sessão desta noite com a derrota, por fim, dos seus aliados que já são poucos. Nesta manhã, Cunha continuou com a sua catilinária, agora usando como argumento, segundo a Folha de S. Paulo, que “os defensores do PT querem a minha cabeça para ter um troféu e usar o discurso do golpe para a minha cassação”. Não parece haver sentido. O discurso do golpe está vinculado a Dilma e não casa com a o que disse. Na verdade, Eduardo Cunha parece estar usando o último argumento que está na sua algibeira na esperança de tocar na sensibilidade do que lhe resta entre seus aliados, agora combalidos. Como está visivelmente em desgraça, caindo na Câmara nesta noite, talvez na madrugada de amanhã, só terá à frente a prisão pela corrupção  que comandou enquanto esteve no seu auge. Irá, assim, para a sarjeta e pagará pelos seus erros, que são muitos, dentre os quais ter dito na CPI da Petrobras que não tinha dinheiro em bancos suíços. Cunha deixará a cena e mergulhará no nada.   
Sexta, 09 de Setembro de 2016 - 10:59

Cai por terra o aumento absurdo

por Samuel Celestino

Cai por terra o aumento absurdo
Foto: Marcelo Camargo/ABr
Pesava como a espada de Dâmocles sobre a cabeça do presidente Michel Temer a incerteza que o rondava sobre o aumento dos salários para categorias de ponta, como acontecia com os poderosos na antiga mitologia da cultura grega clássica. À frente do aumento para o Supremo Tribunal Federal  (STF) e do judiciário estava o ministro Ricardo Lewandowski e, com a promessa de colocá-la em votação no Senado, o presidente da corte, Renan Calheiros. As promessas desabaram. O aumento passaria de R$ 33,7 mil para R$ 39,2 mil, alcançando o Procurador-Geral da República, os funcionários públicos da federação, dos estados, e naturalmente, os parlamentares da Câmara e do Senado, com direito às câmaras municipais. Para ganhar tempo, Michel Temer aguardou os acontecimentos e deu certo. A mídia se encarregou de dar publicidade aos absurdos aumentos e, com isso, o que se pretendia no breu das tocas caiu por terra. Na noite de ontem, em sessão do Senado, Renan Calheiros recuou. Provavelmente sentiu que os senadores, em boa parte, não aceitariam a decisão. Mais do que isso, o ministro Lewandowski sairá da presidência do Supremo na próxima segunda-feira. No seu lugar entrará a ministra Carmem Lúcia, que embora calada, sabia-se que era contra o aumento pretendido. Se fosse votado, desabariam as propostas do presidente da República para consertar a economia do país que coloca em dificuldades todos os segmentos da população, principalmente a legião dos desempregados. Para Temer só havia uma saída: vetar a aprovação do Senado. Para ele seria até uma forma de se tornar popular, porque a nação de maneira geral não iria aceitar os aumentos.  Bem, o país pulou a fogueira que estava armada. Se assim não fosse, melhor seria chamar Dilma Rousseff de volta.

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