Com Samuel Celestino

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Curtas do Poder

Curtas do poder

Sei que não se deve mexer com os mortos, mas quem o fez foi a oposição ao lançar uma chapa com Geddel, Paulo Souto e Joaci Góes. Digo isso porque o velho ACM não deve ter gostado nada, já que desencarnou com os três engasgados na goela. Portanto, onde quer que esteja, deve estar radiante com tamanha derrota. Ou Neto não fez contato com o além para pedir conselho antes de lançar a chapa ou o contato estava com ruídos. Falando em ruídos, ri muito com um post do vereador Marcell Moraes. Ao agradecer os votos que obteve para sua eleição a deputado estadual, ele disse que foi eleito pelos animais. Não posso deixar de concordar em gênero, número e grau. Confira essas e outras notinhas dos políticos nas Curtas do poder!

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O governador eleito no último dia 5, Rui Costa (PT), foi entrevistado pelo Bahia Notícias em meio ao evento de apoio da candidatura de Dilma Rousseff (PT), no último dia 16. Ele elenca as três áreas consideradas prioritárias nos primeiros meses de seu governo (saúde, segurança pública e educação) e, diante de especulações sobre possíveis nomes para as secretarias, declarou que os terá somente em dezembro e nada ainda foi conversado. Em relação a uma possível eleição de Aécio Neves, Rui é bem taxativo ao perfilar os seus adversários tucanos. “A má vontade do PSDB com o nordeste é histórica e está presente nos dias de hoje”, comenta o governador da Bahia a partir de 2015. Costa aponta a interferência política como o principal motivo do adiamento da operação comercial, contudo, garante que os prazos das obras não foram prejudicados.

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Terça, 21 de Outubro de 2014 - 07:45

Coluna A Tarde: Entre o óleo e a fumaça

por Samuel Celestino

Coluna A Tarde: Entre o óleo e a fumaça
Dilma e Aécio comportaram-se relativamente bem, no debate do domingo, na Record. Estocadas esparsas. O que está a acontecer nestes debates é uma estranha mudança em termos de confronto de idéias entre os dois candidatos à Presidência. Dilma, principalmente, prefere e sente-se melhor retrocedendo ao passado para chegar ao dia 1º de janeiro de 1995, quando Fernando Henrique foi empossado na Presidência. Constantemente, ela retorna aos anos  90, deixando de lado o confronto entre ela e Aécio.

Leva a transparecer que, pelo menos, ela quer discutir o que aconteceu nos últimos 20 anos da democracia brasileira. Grande parte dos eleitores, os que têm menos de 30 anos, não se interessam  em conhecer o que se passava na política brasileira durante a sua infância. Observa-se um fato curioso. Quando FHC tomou posse, o Brasil apenas elegera o primeiro presidente, democraticamente, cinco anos antes. Tancredo fora eleito indiretamente pelo colégio eleitoral instituído pela ditadura, e morreu antes da posse, abrindo vaga para Sarney. O primeiro, eleito, por conseguinte, foi Fernando Collor que caiu por força de um impeachment, exatamente em consequência da corrupção no seu governo, que depois seria absolvido pelo STF.

Em sequência, seguiu-se Itamar Franco, que teria FHC como ministro da Fazenda, a quem coube derrubar a inflação com o Plano Real. No entanto, volta e meia o debate resvala para 20 anos no passado de sorte a atingir FHC, que nada tem a ver com 2014. De tal modo que, em dado momento do debate, Rousseff, dirigindo-se ao seu interlocutor, largou um “no seu governo”,  ao que Aécio, com ironia, respondeu: “você está equivocada, eu nunca fui presidente”.

O que transparece com nitidez é que, ao invés de dois candidatos, litigam pelo poder dois partidos políticos, o PSDB, que passou oito anos no poder, e o PT, que fecha no final de dezembro 12 anos e tenta mais quatro. É provável que  a razão da baixíssima qualidade dos debates esteja no desejo de alcançar a população com menor nível de escolaridade. Mesmo assim não parece bater com exatidão. Porque utilizam – e não há como fugir –  certos termos incompreensíveis para o povão, mas inerentes à política. Seguramente, as pessoas com menor escolaridade ficam alheias e não entendem as  expressões utilizadas pelos candidatos.

Mesmo nos confrontos de baixa qualidade (baixaria, quero dizer) a classe com menor nível de alfabetização talvez não compreenda ao certo, porque as estocadas ferinas sãos entendidas apenas pelos escolarizados. A camada da baixa renda absorve apenas quando a questão está em torno do bolsa família. Levando-se em consideração a Bahia, neste caso o entendimento que alcança são os poucos escolarizados, quase analfabetos, numa multidão de 15 milhões de habitantes. Esta faixa entende perfeitamente este beneficio, que começou no governo FHC e ganhou grande impulso, já com o nome de bolsa família, no governo Lula.

Aliás, há que se tomar cuidado porque o benefício pode acabar corroído pela inflação, que ataca, principalmente, a classe média, média-baixa e baixa, assim como o desemprego que costuma acompanhar esta época de crise econômica, como se observa.

Estamos na última semana da campanha eleitoral. Demorou – culpa do calendário - mas estamos na reta final que acontecerá no próximo domingo, ou seja, excetuando esta terça-feira, mais cinco dias e, aí, comemorarão os dilmistas, se ela foi eleita, ou os aecistas, se houver um rompimento do ciclo petista do poder no País. Dois meses depois teremos um novo governo. Seja quem for eleito, espera-se um período melhor e mais limpo do que este, onde a Petrobras quase desaparece na fumaça com tamanha corrupção que, estranhamente, ocorria em todos os cargos de diretoria da estatal, com a participação (suposta) de três dezenas de políticos (se não for mais). Curioso ou mentiroso é que ninguém sabia de nada do que se passava entre o óleo e a fumaça.


* Coluna publicada originalmente na edição desta terça-feira (20) do jornal A Tarde


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Domingo, 19 de Outubro de 2014 - 07:32

Coluna A Tarde: O feitiço contra o feiticeiro

por Samuel Celestino

Coluna A Tarde: O feitiço contra o feiticeiro
O processo de desconstrução da imagem de candidaturas, tal como aconteceu com Marina Silva, que aceitou, impávida, por não dispor de tempo para contestar no primeiro turno, não combina com Aécio Neves que dispõe do mesmo tempo em televisão, rádio, e nos debates de Dilma Rousseff, favorecendo dar-lhe o troco. Aconteceu o que se viu no confronto entre os dois candidatos no SBT, na última quinta-feira. O debate saiu do controle; o nível desceu ao inferno e acabou Dilma sofrendo as consequências. Seus marqueteiros estão indo a situações que não condizem com uma campanha presidencial. Se deu certo com Marina, que acabou fora do segundo turno, falhou, e feio, com Aécio Neves.

O debate da SBT é um evidente sinal de que, se o nível continuar da forma como está, o eleitor perde o que quer ouvir – programas de governo – e passa a assistir a uma luta livre entre os candidatos, o que definitiva e seguramente não é o que se quer. Ou muda tal estilo ou pode acontecer o que se verificou no último confronto quando Dilma, entrevistada sobre o debate que acabara de acontecer, ficou alheia à pergunta, misturou palavras sem nexo, esqueceu o que teria que responder, passeou no mundo da lua, brincou com duendes, e se disse com pressão baixa que logo se recuperou.

Foi consequência da tensão que estremeceu o debate ao atacar a partir do que lhe mandavam os marqueteiros. A presidente, nem o seu grupo de retaguarda levou em conta que o adversário era Aécio, e não a pacífica e plácida Marina, desacostumada com tal nível de conduzir a política. O resultado foi que Marina desceu a ladeira e acabou por perder o segundo turno, passando-o para Aécio, ora seu aliado, assim como o grupo de familiares de Eduardo Campos em Pernambuco.

Outro erro é Dilma insistir com Minas Gerais onde ela ganhou no primeiro turno, mas agora parece óbvia que o tucano ganhará no seu estado. Outro erro de marquetagem. Entre Dilma e Aécio bem provavelmente os mineiros preferirão Aécio, embora a candidata petista tenha nascido lá, mas logo saiu, perseguida, e não retornou mais ao estado, enquanto Aécio fez toda a sua carreira política em Minas. Insistir com Minas Gerais é um erro da petista. Ela está indo além do que deveria e abre espaços mais amplos para o tucano.

Nunca, em tempo algum, os brasileiros assistiram a um debate de nível tão baixo quanto este, que arrepia quem assiste. Uns gostam  do litígio e outros se encrespam.

Nos debates, muitas perguntas passaram ao largo sem respostas, especialmente o escândalo da Petrobrás que atinge, em cheio. o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto.

O último confronto, o de sexta-feira (24) na Globo, ou será ameno, diante do acontecido, ou elevará o clima ao máximo. Há aí, uma grande expectativa sobre o que se verificará porque, o do SBT, não há dúvida que Aécio esteve muito acima do desempenho de Dilma, a tal ponto, que, supõe-se, a sua pressão teria caído porque, na entrevista, ela misturou palavras desconexas, deu um branco sem saber sobre o que lhe foi perguntado e terminou tomando água com açúcar. Pelo menos adoçou a boca. Não deve ter tido um sonho suave, nem sonhou com anjos. Talvez com diabinhos.


* Coluna publicada originalmente na edição deste domingo (19) do jornal A Tarde


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Quinta, 16 de Outubro de 2014 - 08:59

Uma campanha que espanta

por Samuel Celestino

Creio que estamos diante do processo sucessório presidencial mais intrigante que se tem notícia, excetuando-se o período da República Velha, em que a eleição era diferenciada porque se votava a bico de pena. A campanha eleitoral brasileira é marcada pela morte de um candidato, pela substituição por Marina da Silva, pelo processo de desconstrução da sua candidatura a partir de procedimentos inadequados e incivilizados, senão repelentes, pela queda progressiva de Marina até cair na véspera do primeiro turno, dando lugar a Aécio Neves. Na sequência, o tucano passou a liderança numérica da eleição, mas em empate técnico com Dilma Rousseff. É de se esperar que novas surpresas aconteçam porque, por mais incrível que possa parecer, nas duas últimas semanas as pesquisas dos dois institutos mais credenciados, o Ibope e o Datafolha, apresentaram resultados de percentuais idênticos para Aécio Neves e Dilma, com o primeiro mantendo-se na liderança com dois pontos percentuais à frente. É difícil que isso se repita, ainda mais quando, à margem da campanha, surgem escândalos que enrubesceriam um frade de padre, a partir da Petrobrás, com a participação de partidos políticos e “agentes públicos”, cujos nomes ainda não chegaram à luz. Isto leva o escândalo a transferir-se para 2015, quando todos os nomes serão do conhecimento público, presume-se, e certamente haverá processos que irão além, muito além do mensalão que, diante da petroleira estatal, passa a parecer um nada. De tal modo que os mensaleiros presos no ano passado pouco a pouco estão saindo da penitenciária da Papuda, como se estivessem passando apenas umas férias diferentes. O fato é que a campanha presidencial deste ano espanta pela riqueza de fatos, pelas estranhas repetições de percentuais sem que haja mudança de atores. É tão estranho que o processo eleitoral para Presidência da República aconteça em sobressaltos como se estivesse a colocar em teste as condições cardíacas dos candidatos.

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Quinta, 16 de Outubro de 2014 - 07:55

Coluna A Tarde: O dilema da Bahia

por Samuel Celestino

Coluna A Tarde: O dilema da Bahia
O governador eleito Rui Costa ainda não teve tempo de comemorar a eleição em primeiro turno. Está empenhado na eleição de Dilma Rousseff. A oposição de certo modo também não teve tempo para lágrimas e velas, porque trabalha na campanha de Aécio Neves na Bahia, na expectativa de não permitir que a presidente dispare, vencendo o pleito com uma enxurrada de votos que chegarão da zona rural baiana. Como a Bahia é um estado atrasado e carente, dependerá, como sempre, do governo federal. É nessa questão que Rui se apega porque irá necessitar de ajuda. O estado, por ser grande, com 15 milhões de habitantes, não gera receita para satisfazer a maioria das necessidades de que é carente.

Embora o prefeito de Salvador, ACM Neto, alegue que esteja a realizar obras com recursos oriundos para própria prefeitura, não dá para sustentar a capital porque não se tira leite de pedra. A capital baiana é essencialmente uma cidade que se vale do setor de serviços. O setor industrial daqui passou distante, como, de resto do estado de forma geral. Afora o pólo de Camaçari, nada mais resta a não ser indústrias esparsas, perdidas pelo interior, na medida em que o pólo calçadista que garantia um bom número de empregos desapareceu do estado.

Assim, Rui depende da eleição de Dilma Rousseff e ACM Neto e o agrupamento oposicionista da eleição de Aécio Neves. Esta República sempre foi torta. O governo da união distingue com mais recursos os seus parceiros políticos. Assim é que o governador eleito em primeiro turno ainda não passou a cuidar da formação da sua equipe, nem tem pressa.

Espera-se que prime pela meritocracia e não usar secretarias para acomodar integrantes do PT. Porque isso Jaques Wagner já fez e acabou governando com meia dúzia delas. Ao resto obsequiou o secretário com um gabinete, funcionários e um carro chapa preta, apenas para manter as aparências do poder. Inflacionou o estado com secretarias desnecessárias. A Copa do Mundo foi embora sem deixar saudade, mas, por aqui, ainda cambaleia uma Secopa (secretaria da Copa). Para quê? Perguntem ao bispo.

Assim se ajeitam os estados que não têm as responsabilidades do desenvolvimento como ocorre no Sul/Sudeste. Por essas bandas é preciso reduzir a miséria (o bolsa família apenas impede não morrer de fome) posto que plantar indústrias é assunto morto. Tão cedo não chegarão por aqui enquanto a economia estiver em crise e o setor industrial  - do Brasil - descendo a ladeira, desempregando e perdendo as oportunidades que transformaram este País em emergente. Mas isto foi na década passada, porque a “marolinha” de Lula acabou por chegar em forma de crise, derrubando empregos e o sonho desenvolvimentista que acalentou a perspectiva de levar o Brasil a outro patamar que não este que ora se observa.


* Coluna publicada originalmente na edição desta quinta-feira (16) do jornal A Tarde.


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Quinta, 16 de Outubro de 2014 - 07:45

Debate nervoso

por Samuel Celestino

Debate nervoso
Foto: Reprodução
O primeiro debate entre Dilma e Aécio neste segundo turno, da Rede Bandeirantes, inaugurando o ciclo de quatro confrontos, foi marcado pela repetição, com explicações idênticas, sobre os mesmos assuntos dos encontros em primeiro turno, com algumas exceções. A primeira delas por se tratar de um tête-à-tête apenas entre dois candidatos, sem a obrigação de fazê-lo com candidatos que pouco tinham a dizer como ocorreu no primeiro turno. Só este fato valeu a pena. Fora daí, como não se podem inventar fatos, houve evidentemente repetições, alguns, no entanto, marcados –embora já esperados - pela tensão dos candidatos, como foi o caso do escândalo da Petrobras, sobre o qual a presidente não tinha respostas, senão passar ao largo, porque no centro dele, estão o PT e diretores da estatal nomeados no governo Lula. Ela recorreu à saída pela tangente ao dizer que ela demitiu Paulo Roberto Costa (no segundo ano do seu governo) deixando, portanto, a carga do”malfeito” sobre o governo do seu padrinho, Lula. Aécio recebeu de igual modo, cipoadas, mas de uma forma ou de outra todas as perguntas feitas pelos contendores primavam pela mesmice. Enrolou-se, é certo, com o aeroporto do tio-avô e o nepotismo familiar. Se os candidatos tinham ou têm munição nova, creio que ambos guardaram para o último debate, o da Globo, que ocorrerá na sexta-feira antes das eleições. Este define. Os demais serão esquecidos e perderão o encanto. Houve, entretanto, um visível nervosismo. Dilma tensa e de cara amarrada como se esperasse uma bomba atômica cair sobre ela. Aécio perdeu a verve que normalmente exibe na campanha que realiza. Debate chato.

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Terça, 14 de Outubro de 2014 - 09:40

Lula se distancia de Dilma

por Samuel Celestino

Lula se distancia de Dilma
Foto: Ricardo Stuckert/ Instituto Lula
Há muito ruido e reclamações dos dilmistas sobre o desaparecimento de Lula que, a última vez que se encontrou com Dilma Rousseff foi no dia 3 de outubro, portanto antes do primeiro turno. Ninguém entende o que acontece. Os petistas reclamam porque a presidente está, como nunca, necessitando da sua presença. Os lulistas rebatem e dizem que não há contato de Dilma com ele, que apenas aguarda um chamado. Ontem, segunda-feira, Lula apareceu na propaganda da tevê, mas sua imagem teria sido gravada ainda no primeiro turno. O problema é que enquanto Aécio Neves avança, com apoios que se somam, principalmente de Marina, do PSB e da família Campos, em Recife. A presidente está em dificuldades com o envolvimento do PT no escândalo da Petrobras. Segundo Roberto Jefferson (que denunciou o mensalão) “é a continuação do esquema antigo” e assim e por ora a presidente só tem ao seu lado os marqueteiros que fazem a campanha por ela. Faltam 12 dias para as eleições e Lula escafedeu-se, desapareceu de cena.

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Terça, 14 de Outubro de 2014 - 07:45

Coluna A Tarde: A República dos insensatos

por Samuel Celestino

Coluna A Tarde: A República dos insensatos
Estamos a assistir a uma forte probabilidade de mudança política no País, com o estabelecimento de um ponto final no ciclo do PT, após 12 anos, na Presidência da República. Nada que seja, por ora, uma verdade.  Os sinais, no entanto estão apontando nesta direção, inclusive nas pesquisas eleitorais. Aécio Neves, representando o PSDB, está a reunir um número importante de partidos políticos, a começar pelo PSB, o apoio e o voto de Marina Silva e dos seus marineiros, enquanto Dilma Rousseff não conseguiu apoios até aqui.

Mais ainda. A presidente enfrenta um escândalo monumental que envolve e explode sobre no centro do seu partido, o PT. Mais uma vez com a participação dos seus aliados, o PMDB e o PT. Talvez seja – e certamente é – o maior escândalo sobre corrupção que se tem notícia na história republicana, supostamente com a distribuição de vultosas propinas pelas construtoras mais importantes do País para os representantes das três legendas. 

No turbilhão das denúncias, que estaria tão somente no início porque ainda não foram citados os ditos “agentes públicos”, ou seja, os políticos, por imposição dos acordos firmados para  sustentar a delação premiada. Volta a aparecer em cena, tal como no mensalão, a presença do tesoureiro-geral do PT, cargo agora ocupado por João Vaccari Neto, por suposição outro na fila para um espaço na Papuda. Mais ainda: segundo o colunista Lauro Jardim, de Veja, “pelo menos um dos executivos da empreiteira Camargo Correria, implicado na Lava-Jato, já está negociando uma delação premiada.”

Significa, se houver fundamento, que este escândalo tem muito ainda o que ser revelado, o que é possível ocorrer depois da eleição em segundo turno, quando o futuro presidente já será conhecido, seja Dilma Rousseff ou Aécio Neves. Como os dois candidatos afirmam que haverá a punição dos corruptos, seja lá quem for, embora a punição caiba não ao Executivo, mas sim ao Judiciário, acende-se uma luz de combate intenso à corrupção, um dos grandes destaques desta República tropical, com grande repercussão no exterior.

Até aqui e por ora, a grande vítima é a maior estatal brasileira, e os algozes, como sempre, os políticos e seus partidos, neste caso o PT, o PMDB e o PP. É no que dá o aparelhamento do estado brasileiro com o fatiamento do poder com partidos e seus políticos indecentes. Como sempre, são as raposas ou ladrões mesmo. Pouco a pouco, vazam nomes de tais políticos, principalmente no circuito Brasília-São Paulo, mas não há certeza em função do sigilo, se os nomes estão ou não corretos, se são ou não de corruptos envolvidos no saque à estatal petroleira.

Não se sabe sequer aonde chegarão tais denúncias, mas há probabilidade que atinja toda a cúpula (diretoria) da Petrobras, porque difícil seria que se praticassem esquemas de corrupção em pelo menos três diretorias e as demais estivessem no mundo da lua sem saber o que acontecia às barbas dos dirigentes. Até aqui nenhum se manifestou e não se manifestará por saber que a qualquer momento poderão chegar à luz novos nomes, até por decisão do juiz Sérgio Moro ou de entidades que estão à frente decifrando o escândalo. Mais cedo ou mais tarde os nomes emergirão até por denúncia do ex-diretor Paulo Roberto Costa ou do doleiro Alberto Youssef.

O fato é que em menos de 15 dias teremos a eleição em segundo turno, sem se saber o que até lá acontecerá e o que as urnas dirão para Dilma Rousseff ou Aécio Neves. Seja como for, eleito um ou outro, imagina-se que este País mudará. Como está é impossível que permaneça porque, basicamente, está no chão, seja em relação aos escândalos seja em consequência de uma economia desordenada que nos leva a ser, neste quesito, o pior país deste continente.


* Coluna publicada originalmente na edição desta terça-feira (14) do jornal A Tarde


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Domingo, 12 de Outubro de 2014 - 07:45

Coluna A Tarde: Efeitos do escândalo

por Samuel Celestino

Coluna A Tarde: Efeitos do escândalo
As consequências da Operação Lava Jato, que vitimizou a Petrobras, demonstram que a petroleira brasileira estava, se ainda não estiver, infiltrada pela corrupção no mais alto grau. Envolve a participação, por ora, de três diretores nomeados pelo governo, na época de Lula presidente, e por agentes públicos (políticos) que desfalcaram a maior empresa brasileira. A superfaturação dos contratos teria atingido, com o complô de grandes construtoras, cerca de R$ 10 bilhões. 

São tantos os corruptos denunciados pelo ex-diretor Paulo Roberto Costa, confirmados pelo doleiro Alberto Youssef, que seria impossível que o governo da República de nada soubesse sobre o acontecido, como afirmara Dilma Rousseff. Afinal, boa parte do roubo foi utilizada para cevar a campanha eleitoral de 2010, conforme relataram. De mais a mais, um governante não poderia ter os olhos vedados, indiferente ao que acontecia na maior empresa brasileira, símbolo do nacionalismo em outra época do século passado. 

A infiltração da vilania na Petrobras resultou em imensos prejuízos para a estatal, aviltando as suas ações. O grande esquema, talvez o maior da República em todos os tempos, chegou à luz e poderá ter repercussão neste final de campanha eleitoral para a Presidência. Não significa dizer que tenha porque, como ocorre em relação aos círculos concêntricos, a pedra que se lança ao lago necessita de tempo para que seus efeitos cheguem à margem.

Principalmente no Nordeste que se distancia dos acontecimentos do dia-a-dia do País, consequência do desprezo a ele destinado por séculos, à falta de informação, à pobreza e ao desleixo republicano. De tal sorte que os nordestinos passaram a ser discriminados, como no momento ocorre de forma vil. O Nordeste foi e é uma região que mais participou do processo de enriquecimento de estados do sudoeste, como é exemplo São Paulo, além de ter erigido Brasília pelas mãos de seus operários, na época de JK.

As delações claras do ex-diretor Paulo Roberto Costa e do doleiro Youssef não têm volta. O que é do conhecimento de ambos apenas começou a aflorar. É de se esperar, consequentemente, que os chamados “agentes políticos” que atuaram na roubalheira, tenham respostas na próxima legislatura,respondendo a processos e condenados, na medida em que seus nomes cheguem ao conhecimento público. Não se trata de um mero mensalão, vai além, muito mais, de tal sorte que se espera que seja toda a nação contra tais bandidos.

Comparado com o escândalo da Petrobras, o mensalão, com origem também no governo petista, passa a ser uma peça de corrupção menor. O caminho, porém, foi aberto a partir da condenação de réus que, antes, se sentiam protegidos pelo manto do poder. Se o escândalo de agora chegar ao seu final, com provas consistentes que já estariam sobre a posse do Ministério Público, da Polícia Federal, e do juiz Sérgio Moro, haverá, espera-se, uma devassa como nunca houve na República.
    
Há informações não confirmadas que agentes públicos baianos também surgirão no desenrolar as investigações. Um deles, já carimbado, é Luiz Argôlo, que deverá responder a processo porque o doleiro Alberto Youssef de quem era amigo, o envolveu, supostamente com provas. Argôlo, cínico, tentou se reeleger para continuar com imunidade parlamentar. Felizmente perdeu.

Em relação ao segundo turno presidencial, como o tempo é curto até a eleição no próximo dia 26, não se sabe, nem se deve supor, que Dilma Rousseff será atingida, pela presunção da sua inocência ao dizer que de nada sabia. Pelo menos no Sul/Sudeste os efeitos do escândalo já estão presentes por ser a parte do País com eleitorado mais esclarecido, portanto antenado aos acontecimentos.


* Coluna publicada originalmente na edição deste domingo (12) do jornal A Tarde


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Quinta, 09 de Outubro de 2014 - 14:11

Escândalo da Petrobras explode no PT

por Samuel Celestino

O escândalo da Petrobras acabou por explodir sobre o PT de acordo com revelações do ex-diretor da petroleira, Paulo Roberto da Costa e do doleiro Alberto Youssef. Ambos depõem e entregam o que têm conhecimento em troca da delação premiada, que diminui as penas de ambos em processo criminal. Paulo Roberto disse que o PT financiou a campanha eleitoral de 2010 em parte com dinheiro da Petrobras, recolhido pelo secretário-geral do partido, Vaccari Neto, informação confirmada pelo doleiro. O PT recebia 2% dos contratos firmados com a Petrobras e valores também financiaram as campanhas do PMDB e do PP, ambos partidos aliados do PT. Até o início da tarde de hoje nenhum dos partidos quis se pronunciar a respeito. A delação é uma bomba que explode em momento inoportuno, já que o segundo turno da eleição presidencial ocorre no próximo dia 26 e, bem provavelmente, ocasionará um terremoto na candidatura da presidente Dilma Rousseff, que dissera que não sabia de nada do que ocorria em relação ao escândalo da petroleira. Um auxiliar de José Dirceu, que estaria realizando operações com o conhecimento dele, também participara do esquema. Os delatores denunciaram, ainda, mais dois diretores da estatal que, de igual modo, participavam do esquema de corrupção.

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Quinta, 09 de Outubro de 2014 - 09:06

Eliana apoia Aécio na Bahia

por Samuel Celestino

A candidata derrotada ao Senado pela Bahia, Eliana Calmon, que hoje é um nome nacional, decidiu apoiar a candidatura Aécio Neves à  Presidência da República. Portanto, diverge de Lídice da Mata, que embora do PSB e com viés à esquerda (já nem tanto), se decidiu por Dilma Rousseff. Eliana esteve em Brasília com Aécio Neves e com Fernando Henrique Cardoso em conversa na qual declarou o seu apoio ao tucano. A votação por ela recebida na Bahia foi maior do que  presumiam os institutos de pesquisa. Como é um nome nacional, a magistrada baiana, segundo os especialistas, tem um potencial de votos no País em torno de 10 milhões, embora não signifique que este número demonstre uma realidade. Assim, a ex-candidata ao Senado poderá dar um apoio significativo a Aécio Neves, tanto na Bahia como em outros estados onde tem uma imagem positiva.

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Quinta, 09 de Outubro de 2014 - 07:45

Coluna A Tarde: Mudanças: sim ou não?

por Samuel Celestino

Coluna A Tarde: Mudanças: sim ou não?
Se será, ou não, significativo o apoio do PSB e da Rede - partido criado por Marina em estágio de consolidação -  a Aécio Neves de sorte a levá-lo à presidência da República, ainda é difícil dizer. A importância do apoio para o tucano é, porém, inquestionável. Daí a evolução em torno das negociações, acompanhadas pela mídia, e iniciadas logo após o tucano surpreender no primeiro turno com um resultado inesperado (pela proximidade com Dilma) para se colocar, e bem, na disputa do segundo turno. O apoio virá nesta quinta-feira. Não há outra saída para o PSB, senão Aécio. Assim também avançam os partidos que formaram em torno do apoio a Marina Silva em primeiro turno. Aqui na Bahia, o PSB deve divergir. Lídice da Mata deverá apoiar Dilma, a não ser que declare em contrário.

Deixando à margem a desqualificação, ou desconstrução, da candidatura de Marina pelo PT, o agrupamento dela está muitíssimo mais próximo do PSDB do que das posições petistas. Ambos realizaram uma campanha marcadamente de mudança. Ambos apresentaram propostas semelhantes, embora, em alguns setores, divergentes. Não tanto. O PT e Dilma Rousseff não demonstraram, de domingo para hoje, dia de reinício da campanha eleitoral em segundo turno, maiores preocupações. Até porque seria perda de tempo. O que tinham a fazer fizeram. Aconteceu na terça-feira, ao reunir governadores no Palácio do Alvorada para traçar os rumos desta nova eleição.

Nesta reunião, quem mais se sentiu à vontade foi o governador Jaques Wagner, ao lado de Rui Costa. A vitória obtida por ele para Dilma na Bahia, embora o estado seja petista em consequência da pobreza que se observa na longa extensão territorial do semiárido, onde estão sete milhões de baianos. Sobrevivem, em parte, à custa do programa bolsa família. Esta realidade foi determinante, mas não apenas no semiárido. Afinal, na Bahia Dilma somente perdeu no município de Buerarema, em consequência do conflito entre indígenas e fazendeiros, por questões de terra.

O governador Wagner e o eleito, Rui, informam que irão dedicar o restante deste mês para voltar ao interior em nova rodada de campanha, para aumentar a quantidade de votos da presidente no estado. Certamente conseguirão, até porque Dilma irá começar a sua campanha pelo Nordeste para reforçar a sua votação, embora possa ter algumas surpresas, como em Pernambuco, onde Marina ficou à frente dos votos que, provavelmente, se direcionem neste segundo turno para Aécio.

Como a Bahia já decidiu o seu futuro próximo, as atenções se voltam exclusivamente para as negociações entre o PSB e o PSDB, que serão fechadas nesta quinta-feira. O apoio parece fato consumado. O importante passa a ser o que negociarão em torno de projetos para o País, mesclando os interesses nacionais dos dois partidos, a começar pelo fim da reeleição, que não deu certo no Brasil diante de tantos partidos políticos que se engalfinhados em torno de interesses. Exemplo maior é a presença do PT já por 12 anos no poder, que poderão ser 16 se Dilma Rousseff ganhar o segundo turno e ficar mais quatro anos no poder.

Para um País de democracia nova, que nasceu com a Constituição de 1988, não dá efetivamente para conceber. Isto vale para países com democracias consolidadas e constituições longevas, como os Estados Unidos, onde o poder oscila entre os Partido Democrata e o Republicano. Sem concessões, a não ser a partir das negociações do Congresso, onde o Legislativo cumpre rigorosamente as suas funções sem que haja, como aqui, a intromissão do Executivo no Legislativo e no Judiciário. A independência entre os três poderes nestas bandas sequer é para “inglês ver” porque, se vir, o inglês não entenderá nada.

Assim, Aécio Neves e Dilma Rousseff já se posicionam para o embate final. Nordeste e Norte de um lado; Sul, Sudeste e Centro-Oeste de outro. Resta esperar para saber, ao final, se haverá mudanças ou tudo ficará exatamente como está.


* Coluna publicada originalmente na edição desta quinta-feira (9) do jornal A Tarde.


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Terça, 07 de Outubro de 2014 - 07:45

Coluna A Tarde: A grande surpresa de Rui

por Samuel Celestino

Coluna A Tarde: A grande surpresa de Rui
A eleição de Rui Costa deu-se com uma incontestável vantagem sobre Paulo Souto, em primeiro turno, obtendo 54,53% dos votos contra 37,39% do ex-governador. Mais uma vez, as pesquisas de opinião pregaram uma peça no eleitorado destas bandas, porque sequer conseguiram mudar os percentuais que apresentaram no dia anterior ao pleito, quando erraram também com um resultado de empate cravado em 36% entre os dois candidatos. Se, no sábado, o eleitorado se surpreendeu, no domingo do voto houve a total desmoralização das pesquisas, que não detectaram a espetacular virada de Rui que, seguramente, pela quantidade de votos que recebeu, não ocorreu no dia da eleição.

Dois meses antes, num almoço, o governador Jaques Wagner dissera-me, quando Rui ainda apresentava resultados na casa de um dígito, abaixo de Lídice, que iria ganhar a eleição em primeiro turno, tal como aconteceu quando se elegeu pela primeira vez em 2006. Para o Senado já havia sinais de que Otto Alencar marchava para se eleger senador pelo estado. A vitória de Wagner com Rui, nome por ele escolhido sem que fossem necessárias consultas, colocou-o numa situação privilegiada, chamando a atenção do País para a sua força político-eleitoral. Afinal, dissera na primeira eleição que seria o governador e repetiu com Rui, levando-o a uma vitória no primeiro turno.

Perdeu Paulo Souto.  Em situação pior, o único Ás de ouro que o ex-governador apresentara na campanha, o prefeito ACM Neto, sofreu uma derrota que, certamente, arranhou o seu prestígio, na medida em que seu nome ainda está distante do conhecimento do eleitorado interiorano. Pior. Foi, também, derrotado por Rui Costa em Salvador. São as surpresas da campanha, não tanto quanto os erros das pesquisas. Lembram até o dito dos velhos políticos. Ensinavam eles que resultado de eleição e barriga de mulher só depois da apuração. Ou coisa assim. A moderna tecnologia desfez o dito que se tornou popular, mas não na Bahia. Aqui assim continua, para eleições. Não para a barriga da mulher. Neste caso conhece-se o sexo do filhote três meses depois de iniciada a gestação.

Houve algumas surpresas no País, entre as quais no Rio Grande do Sul, onde Tarso Genro, que liderava, caiu abrindo espaço para o segundo turno. Ficou em primeiro o candidato que estava distanciado em terceiro lugar. Em relação ao País, uma grande virada aconteceu, embora esperada por Aécio Neves (só por ele), que, incansável, não entregou os pontos quando Marina Silva se distanciou e, muito, ao ultrapassá-lo e deixando-o com 10% das intenções de votos nas pesquisas. 

Finda a comoção nacional com a morte de Eduardo Campos, com apenas dois minutos para usar na propaganda eleitoral, a candidatura de Marina foi desconstruída por Dilma Rousseff. Enquanto isso, pouco a pouco Aécio ascendia até ultrapassá-la na véspera do pleito e deu um pulo maior no domingo chegando muito próximo à posição de Dilma Rousseff. O resultado, de certo modo, também surpreende, mas nem tanto. Determinará um eletrizante segundo turno. Dilma terá vantagens expressivas no Nordeste, mas dificuldade acentuada em São Paulo, como ficou claro na eleição em primeiro turno, com Aécio liderando. 

O mineiro poderá, ainda, com a ajuda de Alckmin, que venceu em primeiro turno, arrebatar os votos recolhidos por Marina, o que é possível acontecer ainda no Rio de Janeiro, e virar Minas Gerais, onde perdeu por pouco para a presidente. Neste caso, passa a ser uma obrigação de Neves vencer por ser mineiro e duas vezes governador do estado.

O que acontecerá é impossível prever, mas é certo que Aécio ficará sem teto na Bahia, quarto colégio eleitoral do País, e com dificuldades em toda a região nordestina, reduto do petismo. Terá que vencer bem no Sul/Sudeste e, também, no Centro Oeste. Deste modo, o espetáculo ainda não terminou. Alegrou e surpreendeu no primeiro turno e sinaliza para acontecimentos eletrizantes no final do segundo turno. 

Para os eleitores baianos, com o governo já definido, a festa será nacional. Em torno da eleição presidencial quando tudo poderá acontecer.


* Coluna publicada originalmente nesta terça-feira (7) do jornal A Tarde


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Segunda, 06 de Outubro de 2014 - 09:59

O Congresso na berlinda

por Samuel Celestino

O Congresso na berlinda
Foto: Rodolfo Stuckert/ Agência Câmara
Por alguma razão, por mais que se esperasse que o Congresso Nacional fosse renovado para melhor, o que se observa é a ausência de sinais neste sentido. É natural que seja necessário aguardar os trabalhos do próximo Congresso para se chegar a uma conclusão sobre esta assertiva. Os eleitos é que, à primeira vista, a resposta é negativa. A renovação dos quadros parlamentares não foi maior do que o esperado, pelo contrário. Velhos políticos estão de volta. Mas se observa algumas renovações, principalmente do sexo feminino no Senado, assim como a eleição de José Serra. Serão senadores que poderão ser marcantes. Quanto à Câmara dos Deputados, em princípio não há o que festejar. Deve-se esperar, também. Há novidades a festejar, como a queda dos Sarney no Maranhão, acabando a oligarquia de 50 anos no estado. O PMDB, que é um partido acostumado a manejar o poder, cresceu, enquanto o PT sofreu uma baixa razoável no Legislativo. Cresceu o PSDB, pela força dos votos obtidos por Aécio em São Paulo e, de resto, no Brasil. De certo modo, com os escândalos que afloram como o da Petrobras, o da Operação Lava a Jato, que poderá render novidade neste mês ou, quando muito, antes do final do ano, os parlamentares poderão ficar com as orelhas em pé. Pelo entendimento de que o Brasil está numa guerra contra a corrupção. Será difícil, então, meter a mão no cofre.

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Segunda, 06 de Outubro de 2014 - 09:21

Rui, uma vitória nacional

por Samuel Celestino

Rui, uma vitória nacional
Foto: Rui Costa/Twitter

O PT parte para 12 anos no comando do governo baiano, com direito a mais quatro, se não houver mudanças na legislação, como se imagina, a partir das reformas política e eleitoral e, ainda, a reforma tributária. Rui Costa foi, seguramente, a maior surpresa do País neste pleito, aumentando, em muito, a competência político-eleitoral de Jaques Wagner, que há dois meses já dizia, em conversa reservada, que elegeria Rui em primeiro turno. Uma escolha exclusivamente dele, preferindo um companheiro que o acompanha desde quando exerceu a presidência do Sindiquímica. Rui Costa passa, então, a dividir com o governador de agora o mérito da grande vitória eleitoral. Cada um cumpriu a sua tarefa. O governador, eleito em primeiro turno, entrou em todos os debates preparadíssimos e foi destaque em, praticamente, todos. É certo que as pesquisas não conseguem acertar quando mensuram as informações político-eleitorais baianas. Desmoralizam em todas. Esta, mais do que a vitória de Wagner em 2006. Porque somente anunciou um empate cravado em 36 pontos entre ele e Souto no sábado. O que ficou evidenciado no resultado da eleição foi que Rui estava muitíssimo distanciado de Paulo Souto, marcando 54,53% contra 37,39%. Uma distância surpreendente que ofereceu ao novo governador eleito em primeiro turno uma virada inimaginada pelas pesquisas de opinião, que transformaram a Bahia em campo de treino para os seus blefes e erros. Wagner escolheu Rui em solitário, sem consultas. Não errou. Muitas vezes repetiu que o eleito estava pronto para governar a Bahia. Do novo comandante a partir de primeiro de janeiro, os baianos esperam muito, a começar por um secretariado competente. O estado tem um governador jovem, com 51 anos. A ele então o sucesso que os baianos esperam.


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Domingo, 05 de Outubro de 2014 - 17:34

Boca de urna confirma virada espetacular de Rui

por Samuel Celestino

Boca de urna confirma virada espetacular de Rui
Foto: Divulgação
Esta primeira pesquisa boca de urna na Bahia, feita pelo Ibope, apresenta uma vantagem de 10 pontos percentuais favoráveis a Rui Costa, que aparece com 49% contra 39% de Paulo Souto, o que poderá levá-lo vencer o pleito logo no primeiro turno. Lídice da Mata aparece com 9%. Portanto, trata-se de um resultado que vai muito além da surpreendente informação do próprio Ibope ontem (sábado) divulgada, marcando um empate. Se houver a confirmação, o governador Jaques Wagner, que apontava seu candidato como virtual vencedor, estava correto ao traçar os rumos da campanha de Rui. Certamente, esta virada espetacular acontece impulsionada também pelo casamento da sua campanha com a de Dilma, assim como aconteceu com Wagner, que colou com Lula na sua primeira eleição. A eleição para a Presidência da República só terá resultados a partir das 19h.

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Domingo, 05 de Outubro de 2014 - 07:45

Coluna A Tarde: Eleição contra a corrupção

por Samuel Celestino

Coluna A Tarde: Eleição contra a corrupção
Chegamos, afinal, ao domingo de eleições após uma longa campanha que se iniciou praticamente nos últimos meses do ano passado. Uma campanha suja porque marcada por escândalos que balançaram o País e que, pela primeira vez, manchou a bela história da Petrobras, marcando-a por um esquema de desvairada corrupção. Começou praticamente há 12 anos e, durante este período, a roubalheira passou ao largo dos poderes republicanos.  

A petroleira estava de ponta-cabeça, mas ninguém viu, ninguém tomou conhecimento do que acontecia, enquanto a principal estatal do País era submetida a uma sangria com cheiro de óleo. O governo da República fazia de conta apenas que não via, olhava certamente para a lua, enquanto se roubava descaradamente. Se verdade foi que não via, que de nada sabia, não há outra interpretação senão a de que a Petrobras estava entregue a uma quadrilha que não dava trelas ao poder maior do País. 

Domingo de eleição sempre é motivo de festa, porque, afinal, significa um símbolo da democracia e da liberdade de um povo, que fora submetido durante 25 anos ao pavor e ao silêncio comandado por uma ditadura militar.  Época em que a eleição fora, praticamente, banida e a cidadania ofendida como se lixo fosse. Neste domingo, ganhe quem ganhar, de um modo ou de outro haverá motivo para alegria e comemoração de um povo livre, embora ainda escravizado pela pobreza que acaba por render votos a quem a explora. 

Será, ainda, preciso uma dose maciça de civilização, em forma de educação e saúde públicas, para que a população carente não se sinta obrigada a agradecer ao governante que imagina dever favores, pagando o preço com o voto que deveria brotar da consciência independente de cada cidadão. E não da presunção popular de que é devedora de quem está no poder. Ainda vai demorar, mas certamente, cedo ou tarde este dia chegará. Quando isto acontecer, a festa será ainda maior, imensa, ampla, com as cores de um País que só assim poderá dizer, com todas as letras, que aqui, abaixo da linha do equador, habita um povo que não é explorado.

Neste domingo, vai valer a pena votar. Para a Presidência da República, haja ou não segundo turno, e, se houver, no final de outubro quando acontecerá a segunda rodada eleitoral, vale a mesma  festa do voto, ganhe quem ganhar. Imagina-se, ou está praticamente certo a partir dos resultados das pesquisas, que a presidente Dilma Rousseff estará no segundo turno, ficando a indecisão sobre com quem com ela disputará o poder, se Marina Silva ou Aécio Neves. A primeira descendo em vertigem, e o segundo em ascensão, aguardando uma reviravolta que poderá, ou não, acontecer neste domingo.

Aqui na Bahia, o panorama é semelhante. Quem vencerá? Paulo Souto ou Rui? Há grande probabilidade de uma nova disputa em segundo turno com Rui Costa, candidato em ascensão, segundo ainda as pesquisas de opinião. É mínima, mas não descartável, uma vitória em primeiro turno, definindo-se no anoitecer de hoje o governador eleito que comandará a Bahia. Dependerá, no entanto, de vários fatores. Deve-se pensar nas duas hipóteses, uma mais forte do que a outra.

O que vai valer, porém, são as atenções que se voltarão depois do pleito, para o governo que se empossará no dia primeiro de janeiro. Espera-se que se cumpra o desejado e prometido combate incessante à corrupção. Que haja especialmente no topo do poder republicano uma varredura do primeiro dia de mandato até o último, punindo-se os corruptos estejam eles onde estiverem, para que este País não continue abrigando quadrilhas de ladrões. E ladrões, acentue-se  não praticam “malfeitos”, eufemismo usado por Dilma por achar “corrupto” uma palavra pesada. Eles simplesmente roubam e corrompem a nação. Descaradamente, como aconteceu na Petrobras.


* Coluna publicada na edição deste domingo (5) do jornal A Tarde


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Quinta, 02 de Outubro de 2014 - 09:53

Como se vende algodão por veludo

por Samuel Celestino

Se o mês de agosto ficará marcado indelevelmente na memória de Marina Silva pelo acidente aéreo que matou Eduardo Campos, o mês de setembro para ela foi de alegria e tristeza. Desde que foi sagrada candidata à Presidência, no dia 20 de agosto, Marina entrou em ascensão.  Mas, logo, logo, ao ser projetada uma possível derrota de Dilma Rousseff, seus marqueteiros entraram em campo para desconstruir e desqualificar a candidata do PSB. Sem limites, as mentiras passaram a ter maior valor do que as verdades. E, desta forma, a candidata que substitui Eduardo, assim com ascendeu no clima de comoção nacional, passou a perder consistência no mês de setembro e mudou de um pólo a outro. A candidatura começou a minguar, semana após semana, até chegar, nestas vésperas de eleições, em dificuldades para ultrapassar até para o segundo turno, porque logo atrás dela está Aécio, que desde antes imaginava que seria ele quem iria para o segundo turno com Dilma. É possível que aconteça, mas, por enquanto, Marina ainda tem uma vantagem pequena que poderá segurá-la e não ser alijadas pelo tucano. O marketing político passa, desta maneira, a provar que não é difícil mudar a compreensão (e a consciência ) do eleitor. Assim como, através da propaganda (também marketing) faz-se o nome de um produto para vender o que se quer: do sabão ao imaginário dos consumidores. E assim entra Dilma em reta final da campanha em primeiro turno, surfando com seus marketeiros para provar que tudo é possível, tudo é verdadeiro, inclusive a mentira. 

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Quinta, 02 de Outubro de 2014 - 07:55

Coluna A Tarde: São apenas três dias

por Samuel Celestino

Coluna A Tarde: São apenas três dias
Restam apenas três dias para finalizar as esperanças (ou não) dos candidatos em dúvida sobre a eleição. Alegra, no entanto, o retorno à normalidade sem a extenuante campanha eleitoral em rádio e tevê. Um alívio diante da mesmice e do baixo nível político da campanha. Pelo menos aqui na Bahia, festeja-se, ainda, o fim dos debates entre os candidatos, que certamente retornarão em segundo turno, se houver, sem que haja, espera-se, a mesmice, a repetição das perguntas e das respostas desprovidas de criatividade. 

Afinal, no segundo turno o confronto será apenas entre dois candidatos. Os debates ocorridos, todos eles, convidaram ao sono quem pretendia acompanhá-los até o final. O último, de terça-feira na TV Bahia, salvou-se, por ser competente, o apresentador William Waak. De resto, o debate foi  pífio em todos os sentidos. Se desta forma continuar no segundo turno, se houver, é claro, melhor engessar o modelo na medida em que não cumpre a sua finalidade que é a de esclarecimento do eleitor, principalmente o indeciso.

Esta forma de organizar tais programas acabou por gerar confrontos medíocres e situações desconfortáveis. Um exemplo claro envolveu Lídice da Mata. Ela acabou perdida e quase alheia entre os dois principais competidores, Paulo Souto e Rui Costa. Dispensável, se a legislação permitisse, seria a presença patética de Da Luz, que, se não fazia o papel de palhaço, muito menos se mostrava como competidor. Parecia que a sua missão era a de abrir espaços para Rui, acossando com perguntas sem sentido a Souto. Este fato, aliás, gerou um desconfortável e deselegante litígio entre o candidato e um assessor da sua equipe, que o chamou de “vendido”, desentendimento ocorrido no interior da TV Bahia.

A boa revelação política, porque alguma coisa haveria de ser positiva, acabou sendo o desempenho de Marcos Mendes. O candidato do PSOL fez o papel que lhe competia, demonstrando conhecimentos sobre os principais problemas da Bahia. Nos debates, Mendes pontuava, enquanto Rui procurava Souto e vice-versa, certamente por entenderem que o futuro governador da Bahia sairá de uma definição das urnas, para um lado ou para o outro, o que é muitíssimo provável. Rui, por ora em segundo lugar nas pesquisas, tentava mostrar-se detentor de conhecimentos maiores do que o ex-governador. Difícil litigar neste campo, mas assim as coisas transcorreram. Enfim, os debates já não têm o significado de outros tempos. Passaram a ser desagradáveis, senão provincianos. 

Deixando à parte as pesquisas realizadas pelo Babesp, que parece apresentar números como se fazia em outros tempos, quando se encomendavam pesquisas estabelecendo-se, de antemão, os resultados desejados por quem as contratava, as urnas de domingo deverão definir – é o que se revela - entre Souto e Rui. Se houver segundo turno, as arrelias do debate serão o de menos porque a decisão que interessa ficará para o final do mês de outubro. Não se sabe, por exemplo, como o eleitor assimilou, nesta reta de chegada, o escândalo promovido pela dona do Instituto Brasil, Dalva Sele Paiva, que se diz petista e alega ter municiado com dinheiro políticos destacados do PT na Bahia. O escândalo poderá ganhar maiores dimensões mais adiante.

Trata-se de um caso que, por ora, fica solto no ar ou na compreensão de quem as faça. Até agora, os documentos que chegaram ao Ministério Público baiano - e que vazaram - envolvem, de fato, petistas e familiares. Revelam informações, mas não se sabe ao certo se podem, ou não, lastrear processos e qual a dimensão e a importância deles.

São apenas três dias, mas suficientes para que haja mudanças no cenário, como já aconteceu em diversos episódios. Um deles aqui na Bahia, na primeira eleição de Wagner e, outra, só para lembrar, em torno da prefeitura paulistana quando Jânio Quadros mudou o panorama no último momento, derrotando Fernando Henrique Cardoso. FHC se deixara fotografar sentado na cadeira do prefeito. O caso foi tão patético que Jânio, bem ao seu estilo, completou a cena limpando a cadeira antes de sentar-se nela, usando um pano envolvido em álcool. Jânio ganhou a eleição.


* Coluna publicada originalmente na edição desta quinta-feira (2) do jornal A Tarde


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Terça, 30 de Setembro de 2014 - 10:14

Debates já não atraem

por Samuel Celestino

A campanha sucessória estadual está em reta de chegada a boa hora. Na verdade, já cansava os eleitores e passou a ser repetitiva para os candidatos, que acabaram por derrubar o conceito dos debates, todos utilizando a velha e batida fórmula, que, por mais que tentassem inovar, envelheceram. Debate se faz a dois, e não da maneira que o Tribunal Superior Eleitoral impõe, embora seja a forma democrática para atender o número de partidos existentes por estas bandas. Esta realidade fica flagrante na medida em que as perguntas de um candidato para o outro, a partir de sorteio, se repetem, assim como as respostas. No debate da TV Aratu da noite de ontem ficou claro esta realidade. Ao responder uma pergunta de Marcos Mendes, Lídice da Mata iniciou a resposta com um “felizmente você não fez a mesma pergunta que sempre faz”. Estaria, se assim fosse, preparada para responder de igual maneira. Como consequência, os confrontos se transformaram numa chatice que leva ao sono. Raríssimas vezes, e assim mesmo com o uso de ironias, eles prendem um pouco, somente um pouco, as atenções do telespectador. Rui Costa, durante as perguntas que lhe eram feitas, anotava uma possível resposta com uma caneta ágil, como se estivesse pronto a responder uma novidade, mas em momento algum utilizou o que teria anotado que certamente teria sido um rabisco qualquer. Enfim, a fórmula destes debates é extenuante e já não prendem a atenção em final de campanha, como ontem acontece e é provável que, na noite de hoje, também aconteça no debate da TV Bahia. Tomara que não.

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Terça, 30 de Setembro de 2014 - 07:55

Coluna A Tarde: Bem, a reta é de chegada

por Samuel Celestino

Coluna A Tarde: Bem, a reta é de chegada
Para os brasileiros que esperam das eleições de domingo mudanças e menos corrupção, esta será, sem dúvida, uma semana nervosa marcada pela incerteza sobre o que estará reservado ao País nos próximos quatro anos. Até quinta feira, último dia da propaganda eleitoral em rádio e tevê, além dos debates entre os candidatos, continuará o confronto entre eles, tanto na campanha presidencial quanto na estadual. E, seguramente, mentiras, muitas mentiras envoltas nas promessas eleitorais.

No domingo último à noite, no debate da Record entre os candidatos presidenciais, ouviu-se Dilma Rousseff dizer que “eu combato a corrupção”. Verdade? Não, mentira. O confronto foi marcando pelos escândalos que evolvem a Petrobras na sua gestão (incluindo a de Lula). De tal maneira a petroleira centralizou o debate que os petistas diriam depois, segundo a “Folha”, que “as denúncias fulminaram a legenda em São Paulo, Paraná e Rio de Janeiro”. Já aqui na Bahia, onde a Petrobras praticamente nasceu, o escândalo passou ao largo.

O fato denota que a Bahia já não tem o status nacional de antes, embora seja o quarto colégio eleitoral do País. A campanha ao governo baiano ficou nas franjas, nas bordas, e teria mesmo que ser assim porque a esperança é que a Bahia possa imprimir, com a eleição, a aceleração no seu processo desenvolvimentista e passe a ter melhor destaque no País. Tão pobre está em importância que já não é representada sequer por um ministério de peso, numa gestão inflacionada por 39 deles. Mesmo assim, é aqui e na região que o PT vem garimpar a sua cesta de votos, em troca do bolsa família. A pobreza poderá definir a eleição presidencial favorável a Dilma, cujo partido já não conta com o apoio do sul/sudeste, com reconheceram os petistas ao dizer que “as denúncias fulminaram a legenda”, como está posto no segundo parágrafo deste comentário.

O final da campanha eleitoral no estado oferece sinais eletrizantes, como acontece também em relação às eleições presidenciais. O confronto se dará entre Paulo Souto e Rui Costa e será em torno deles que as expectativas se concentram. Estamos diante de uma semana da qual se pode esperar de tudo, para um lado ou para o outro. Mais uma vez, até esta quarta-feira, as pesquisas (se não errarem) sinalizarão. A partir da divulgação dos seus números, teremos de quinta a sábado, três dias tensos, para os candidatos e para aqueles que gostam de política, mesmo que seja apenas para torcer, para um lado ou para o outro. 

A campanha baiana é certamente a mais empolgante desde o fim do carlismo. A primeira vitória de Wagner, em 2006, surpreendeu ao derrotar o então governador Paulo Souto. A sua importância está na surpresa e no fim de um ciclo que marcou gerações. A reeleição foi como sempre assim o é, consequência do exercício do poder. Agora, no domingo que se aproxima, teremos outra realidade. Após a reeleição para os executivos, que se deu no governo Fernando Henrique Cardoso, os mandatos têm sido de oito anos. Primeiro com o próprio FHC, depois com Lula e pode acontecer com Dilma. No estado, Wagner manteve a regra.

A importância para os baianos é que a eleição será forçosamente de renovação. Com Paulo Souto, em outra etapa da sua vida pública, ou com Rui Costa sequenciando o petismo. Que me perdoe Lídice. Se for você a eleita, a culpa será das pesquisas e por eu não ler mais cartas do tarô, como tentei em outros tempos.


* Coluna publicada originalmente na edição desta terça-feira (30) do jornal A Tarde


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