Terça, 30 de Agosto de 2016 - 10:43

Dilma no Senado se perdeu nas palavras

por Samuel Celestino

Dilma no Senado se perdeu nas palavras
Foto: Lula Marques / AGPT
A presidente afastada, Dilma Rousseff, completou o que tinha a dizer aos senadores em torno da meia-noite de ontem de forma tranquila, com um apelo para permanecer no cargo, o que não parece provável. A presença da presidente no Senado foi marcada por uma postura cordata, que contagiou os parlamentares. Passaram a se comportar de forma educada, diferente dos problemas gerados por eles nas duas primeiras sessões anteriores, o que levou o ministro Ricardo Lewandowski, presidente da sessão, a interrompê-las por diversas vezes. Tal não se observou durante todo o dia de ontem, exclusivamente porque os senadores tinham apenas cinco minutos para se pronunciar e não havia como estabelecer divergências. Rousseff, como era de se esperar, repetiu a mesma catilinária a todo o tempo, usando as mesmas palavras e se perdendo no que estava a dizer. Somente se encontrava com a repetição desnecessária da palavra que mais utilizou neste período do seu afastamento: “Golpe”.  A sessão foi marcada, ainda, pela presença no nome de Eduardo Cunha que, volta e meia, era citado nas declarações feitas por Dilma, que o imputava como responsável pelo impeachment que estava a enfrentar. Não era necessário tanto. É muito provável que o ex-presidente da Câmara perca o mandato ainda neste mês de setembro. Assim, de qualquer maneira ele sairá da cena política. Não seria, portanto, necessário a repetição do seu nome, como o fez a presidente, que agora fica na dependência exclusiva da decisão do impeachment pelos senadores. Rousseff perdeu-se em diversos momentos e em alguns casos não formulava frases perfeitas e sequer dizia coisa com coisa, dando a impressão que estava em outro mundo. De qualquer maneira, foi até o final, mesmo estando rouca de tanto falar. As probabilidades de Dilma manter o seu mandato são mínimas. Pode ser que tenha conseguido dois votos a mais a seu favor, mas a maioria ficará com Michel Temer, até porque o PT atravessa um período de dificuldades, principalmente em relação a Lula que apareceu no Senado para prestigiar Dilma visivelmente abatido.
Quinta, 25 de Agosto de 2016 - 11:35

O país mudará a partir do impeachment

por Samuel Celestino

O país mudará a partir do impeachment
Foto: Beto Barata/PR
Dilma Rousseff está chegando ao fim da sua permanência como presidente da República em consequência dos muitos erros por ela cometidos, a não ser que haja uma reviravolta do processo que hoje (25) se inicia no Senado. É improvável que haja mudanças. Os senadores acompanharão certamente o presidente que deverá ser empossado, por se tratar de uma nova realidade política, na antiga compreensão segundo a qual o passado ficou para trás. Isso não significa dizer que Michel Temer significa o novo, a mudança, embora dele se espera que venha acontecer, principalmente em relação à crise que se instalou na República. A questão está no fato de que foi o governo Dilma que desencadeou a crise, cabendo consequentemente ao futuro, portanto a Temer, recuperar o país, a partir da economia e do emprego, além de outras mudanças aguardadas. O passado ficará na repetição do que o Brasil parece não ter aceitado, ou seja, a tal história do “golpe”, sem nenhuma outra promessa que significasse mudança para uma nova ordem. Michel Temer passou a usar um grupo de ministros, a frente do qual está Henrique Meirelles, que se encarregou das promessas e da transposição de uma fase para outra, com a reestruturação da economia. Enquanto isso, o presidente em exercício ficou encastelado no Palácio do Planalto cuidando da área política, com êxito razoável, dando atenção aos deputados e senadores, que a presidente afastada não dava. Se a decisão do Senado for favorável definitivamente ao impeachment, Michel Temer mudará a sua forma de agir, passando a ser o presidente legítimo. Como isso mudará a sua atuação e se afastará desta fase transitória, para ter amplitude para fazer  o que nestes três meses ficou impedido. Esta será a grande mudança que ocorrerá a partir da definição do impeachment, com Dilma Rousseff afastada do circuito. 
Quarta, 24 de Agosto de 2016 - 10:31

O sorriso tardio de Dilma

por Samuel Celestino

O sorriso tardio de Dilma
Foto: Roberto Stuckert Filho/PR
Começa amanhã, como é do conhecimento, o início do processo do afastamento em definitivo de Dilma Rousseff em impeachment que certamente será aprovado pelo Senado. Ontem, com 14 votos contra apenas dois, a direção do PT recusou a história do plebiscito engendrada pela presidente afastada, que somente ela imaginava que teria sucesso, entre outras razões por necessitar de uma mudança na carta constitucional. A decisão do partido voltou-se exatamente para esta impossibilidade que morre definitivamente. Chama-se atenção para uma mudança que ocorreu com Dilma neste período em que foi afastada da presidência para dar lugar a Michel Temer. Nestes três últimos meses que chegarão ao fim provavelmente na próxima segunda-feira, houve uma mudança qualitativa em relação a ela: passou a sorrir em público, o que não ocorria quando ocupava a Presidência da República. Sempre surgia com a cara amarrada e tratava os funcionários do Palácio do Planalto com desdém, senão de forma grosseira. Assim ocorria também com os parlamentares da Câmara e do Senado que raramente os atendia em audiência, além de poucas vezes se reunir com seus ministros, a não ser os chamados “da casa”. Reuniões ministeriais nem pensar. É muitíssimo provável que este fator (excluindo a briga com Eduardo Cunha) tenha sido uma das razões que levaram os parlamentares a votar pelo seu impeachment. Pode ter sido uma lição para Dilma, mas agora a Inês é morta. Assim ela perdeu tempo e o seu sorriso de agora já não tem significado.    
Terça, 23 de Agosto de 2016 - 10:33

Neto poderá ganhar no primeiro turno

por Samuel Celestino

Neto poderá ganhar no primeiro turno
Foto: Max Haack/ Ag. Haack/ Bahia Notícias
As emissoras afiliadas da Rede Globo lançaram no início da noite desta segunda-feira (23) pesquisas, as primeiras, sobre as eleições municipais de norte a sul. Chamou atenção o desempenho de ACM Neto (DEM), em Salvador, ao disparar com 68% contra menos de 8% dos demais candidatos. Dois deles não pontuaram, entre os quais a vice-prefeita, Célia Sacramento (PPL). O curioso é que Célia anda em litígio com o prefeito e andou a dizer na mídia que ele tinha superfaturado obras, citando as revitalizações da Barra e do Rio Vermelho, levando Neto a responder que irá processá-la. Mais curioso ainda é que ela só se manifestou sobre este assunto há poucos dias, quando o prefeito decidiu sobre quem seria o seu vice e a deixou de fora. Necessitava contemplar o PMDB, levando-o a escolher Bruno Reis, que fora um dos seus secretários na administração. Não se trata, como se vê, de uma guerra para se levar em consideração. Se assim o fosse Célia deveria fazer a sua denúncia enquanto estava ao lado de Neto, e não após perder a condição de continuar no posto para uma reeleição em dobradinha. Já em relação aos demais candidatos à prefeitura, imaginava-se que a candidata do PCdoB, Alice Portugal, tivesse melhor desempenho na pesquisa, assim como o Sargento Isidório, do PDT. A primeira citada, Alice, estabeleceu um quase confronto com a senadora Lídice da Mata, do PSB, ex-prefeita de Salvador. Lídice preferiu ficar de fora porque os dois partidos são aliados. Já Isidório foi o primeiro candidato que se lançou à prefeitura da cidade e dele esperava-se mais. É possível que durante a campanha eleitoral ele consiga passar à frente. O grande fato das pesquisas comandadas pelas emissoras afiliadas da Rede Globo é que, embora ainda não se possa determinar, existe a possibilidade de ACM Neto ganhar em primeiro turno. A campanha será curta. Teremos à frente apenas 40 dias até o seu final. 
Segunda, 22 de Agosto de 2016 - 10:22

Saem os Jogos Olímpicos e entra Dilma

por Samuel Celestino

Saem os Jogos Olímpicos e entra Dilma
Foto: Roberto Stuckert Filho/PR
Os Jogos Olímpicos chegaram ao fim, mas nem por isso o país irá depender da ausência de fatos importantes que tomarão a semana a partir da próxima quinta-feira (25). O foco recairá sobre o impeachment de Dilma, que deverá chegar a seu final, provavelmente na próxima segunda, com direito a estar presente no vídeo da tevê para enfrentar os senadores. Promete encarar seus ex-ministros que mudaram de posição. Se assim não fosse, ela poderia ter chances de ganhar a sua guerra. Pelo menos é dessa forma que imagina. Sua olimpíada pelo andar da carruagem não terá pódio. Fará a sua última aparição como presidente afastada e sairá de cena sem nenhuma perspectiva de retorno. Será o fim do seu jogo, ou, se quiserem, do “golpe” que tem repetido no seu dia a dia, de tal maneira que já cansou. As possibilidades de Dilma ganhar a sua guerra são praticamente nenhuma. Espera-se que até a próxima segunda-feira (29) ela tenha entre 59 e 61 votos contrários no Senado. Sua volta ao Palácio da Alvorada será tão só para recolher os seus pertences, a não ser que já os  tenha retirado e siga direto para Porto Alegre. Ela tem direito, no entanto, a 30 dias para desocupar o Palácio, o que certamente não acontecerá. Terá tempo, portanto. Para o presidente em exercício, Michel Temer, é tudo o que espera para se tornar ocupante definitivo do cargo, até o final de 2018. Até lá, espera-se que leve o país a se afastar das dificuldades que atravessa, e as dele próprio, porque tem sido vaiado aonde aparece, daí porque não foi neste domingo à noite à festa do final dos Jogos Olímpicos. Como presidente, ele terá que mudar o cenário econômico e transformar o país, sob pena de passar os dois anos que terá pela frente impedido de deixar o Palácio do Planalto. Será, portanto, um refém das vaias.
Quinta, 18 de Agosto de 2016 - 11:16

A guerra entre Célia e ACM Neto

por Samuel Celestino

A guerra entre Célia e ACM Neto
Foto: Guilherme Silva / Bahia Notícias
O fato mais interessante que está a ocorrer nas eleições municipais de Salvador envolve um descontentamento gerado pela vice-prefeita, Célia Sacramento, em relação ao prefeito ACM Neto, candidato à reeleição. Somente ela não sabia que a chapa anterior formada por Neto e ela estava vencida, como normalmente acontece em processo de reeleição. Célia sonhou que chapa seria a mesma e deu margem ao prefeito mudar a cena política, ao dizer que ela se afastou do seu partido anterior, o PV e pulou para o PPL. Esta mudança deu abertura a Neto para escolher como seu vice o peemedebista Bruno Reis, certamente a melhor escolha para a sua reeleição. O PMDB está no comando da República com Michel Temer, e Geddel Vieira Lima, ministro do presidente, está no topo. Pelo menos em relação a Salvador que agora passará a ter facilidade para captar recursos do governo federal, o que não aconteceu no governo Dilma. É o que ACM Neto está a dizer, alegando que os recursos aplicados nas suas obras não vieram do governo, mas, sim, da arrecadação municipal. Estava mais do que claro que a vice-prefeita Célia Sacramento não teria a menor possibilidade de estar na chapa e, a partir daí, ela passou a cometer uma série de erros políticos. O primeiro deles ao deixar o seu partido, abrindo espaço para ser afastada. O segundo, se candidatar à prefeitura da cidade. Não irá a lugar nenhum e muito provavelmente ficará no ostracismo por longo tempo.  Mais: em declaração ao BN, disse que “o PV estava no grupo dos partidos nanicos”. Estranho conceito, porque será ela quem ficará nesta condição. De resto, passou a criticar o trabalho do prefeito, o que não fizera em todo o período em que ficou como vice.  Mais um erro.  A não ser que acredite que irá buscar votos e chegar à prefeitura de Salvador como prefeita eleita, ao dizer que ACM Neto trabalhou para os ricos e não para os bairros pobres de Salvador. Célia deve estar fazendo uma espécie de aposta.
Quarta, 17 de Agosto de 2016 - 12:29

Juiz Moro tenta sufocar Lula

por Samuel Celestino

Juiz Moro tenta sufocar Lula
Foto: José Cruz/Agência Brasil
A situação de Lula vai de mal a pior. O juiz Sérgio Moro, em resposta aos advogados do ex-presidente em três petições da sua defesa, como anota o blog do jornalista Josias de Souza, do Portal Uol, detona ao divulgar que “o ex-presidente teria responsabilidade criminal direta pelo esquema criminoso que vitimou a Petrobras e que as supostas benesses por ele recebidas – doações e simulação de apartamento, benfeitorias no sitio (de Atibaia) e no apartamento, além de remuneração extraordinária de palestras estariam vinculadas a ele, representando vantagens indevidas auferidas pelo ex-presidente”. A resposta do juiz vê-se pelo seu texto, não pretende se afastar do processo que corre contra Lula e que poderá chegar a público no mês de setembro ou outubro. Isso leva a crer que na briga entre os dois lados - a defesa dos advogados, chamado o juiz de “incompetente” - está a levar o ex-presidente para o cadafalso mais cedo do que se esperava. Mais ainda: este jogo provavelmente terá um fim rápido. Lula não parece estar tão forte como imagina ao dizer que o PT lançará candidatura presidencial em 2018. Provavelmente a dele. Um golpe judicial poderá desmoronar o partido e deixar o ex-presidente com sérios problemas. É, portanto, uma novela que está sendo pouco a pouco arquitetada. Pelo andar da carruagem o juiz Sérgio Moro não ficará em situação desconfortável, como transparece na decisão tomada ontem pelo Supremo Tribunal Federal.
Terça, 16 de Agosto de 2016 - 12:20

Até a faixa presidencial foi surrupiada

por Samuel Celestino

Até a faixa presidencial foi surrupiada
Foto: Ricardo Stuckert / Instituto Lula
O Brasil decididamente é um país estranho. De um lado, a corrupção que envolve partidos político, empreiteiras, deputados, senadores, enfim, políticos espraiados nas prefeituras municipais do país que todo santo dia chega ao conhecimento da imprensa, através dos tribunais de contas. Isto sem se falar na Operação Lava Jato que procura encarcerar os corruptos de todos os matizes. Se não bastasse, chega ao conhecimento que a faixa presidencial teria desaparecido, levando a Secretaria de Administração da Presidência abrir uma sindicância para punir quem a levou. É mesmo um país muito estranho. O pior fica por conta de desaparecimento dos presentes recebidos por Lula e por Dilma que deveriam ficar no Palácio do Planalto, porque não pertencem aos presidentes por fazer parte do acervo da república. Os presentes ofertados a Lula foram encontrados pela Lava Jato num cofre bancário alugado por ele e retido. No final dos mandatos presidenciais os presentes não pertencem a quem os recebeu. Os de Dilma também teriam sido extraviados e ainda não encontrados, mas ela ainda está na condição de presidente afastada, que só deixará de ser com o impeachment definitivo, que acontecerá neste final de agosto. O Brasil é, pelo visto, um país complicado em todos os aspectos. 
Sexta, 12 de Agosto de 2016 - 11:10

Olimpíada que envolve partidos

por Samuel Celestino

Olimpíada que envolve partidos
Foto: Reprodução/RTP
Os Jogos Olímpicos tiraram a política da cena o que, de certo modo, foi mais do que oportuno. O Congresso quase não funciona a não ser o Senado, que se manteve até a decisão sobre o relatório do senador Antônio Anastasia, por 59 votos contra 21. Ao mesmo tempo fica claro que o PT não tem mais esperança na manutenção de Dilma Rousseff no cargo. O impeachment está praticamente definido. A questão agora fica por conta do que acontecerá com Lula, que está envolto num processo do qual é réu, aguardando tão somente o desfecho do seu envolvimento com a novela da Petrobras. Ainda no início desta semana que chega ao fim, o ex-presidente se reuniu com integrantes do PT e, dentre outras coisa, pediu que o partido passe a fazer, com Michel Temer no governo pós-Dilma, uma oposição fechada, sem lhe dar a menor trégua. Lula está a pensar na situação em que ficará. A Operação Lava-Jato faz um círculo em torno dele.  Não foi outra a razão que levou o juiz Sérgio Moro a determinar que José Carlos Bumlai, amigo do ex-presidente, retorne à prisão quando estava, em consequência de um câncer, em prisão domiciliar. O juiz pretende que ele informe por que participou do pagamento do sítio que se presume de Lula, em Atibaia, complicando-o definitivamente. Portanto, o PT está embaraçado, mas não é somente o partido. Atinge outras legendas, dentre elas o PP e o PMDB. Se for fazer uma peneira partidária poucas legendas escaparão.  A maioria delas se beneficiou da corrupção patrocinada por empreiteiras (e pelos partidos) principalmente a OAS e a Odebrecht. Esta última em dificuldades com um débito de 90 bilhões de reais, segundo informou nesta sexta feira (22), arrematando que já está em processo de demissão de empregados e executivos.
Quarta, 10 de Agosto de 2016 - 10:26

Decisão do Senado acena queda de Dilma

por Samuel Celestino

Decisão do Senado acena queda de Dilma
Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado
Está praticamente chegando ao fim o processo de impeachment que a presidente afastada, Dilma Rousseff, responde, a partir da votação no Senado na noite desta terça-feira (9), com a aceitação do relatório do senador Antônio Anastasia (PSDB-MG). Foram nada menos de 59 votos contra 21. Dilma pode até tentar, como pretende, mas a decisão ocorrida foi maior do que a esperada. O curioso é que os três senadores que representam a Bahia, Otto Alencar (PSD), Lídice da Mata (PSB) e Roberto Muniz (PP), votaram contra, como aconteceu na primeira fase do impeachment. A presunção é de que a contagem definitiva na última fase, neste final de mês, deverá ficar entre 63 a 65 votos, provavelmente com a manutenção da decisão dos três baianos que tendem a permanecer firmes na postura em relação aos seus votos. Este fato demonstra, sem dúvida, a força do governador Rui Costa, que desde a primeira votação na Câmara dos Deputados pela maioria dos parlamentares encaminhou a bancada estadual na direção de Dilma. Foi a Bahia, aliás, que a ela deu a maioria dos votos entre os estados federativos. Como há uma expectativa de mudanças envolvendo o PT, que já nesta eleição municipal que se avizinha está a perder muitos candidatos - a maior queda nos últimos 20 anos – haverá provavelmente mudanças maiores em razão das dificuldades que Lula experimenta. Dificuldades que se tornarão mais fortes em setembro ou, no mais tardar, em outubro. Essa é uma probabilidade que já se nota dentro do PT. Tudo isso só acontecerá depois de o presidente interino, Michel Temer, passar à condição de definitivo no cargo. Aí muita coisa tenderá a mudar.

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