Com Samuel Celestino

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Curtas do Poder

Curtas do poder

A pesquisa Ibope saiu na última quarta, mas trago hoje meus comentários sobre os números. Começo alertando que o DataNilo, o instituto de Marcelo Nilo que não é dele, mais uma vez enganou o Galego (JW). Falando em galego, me lembrei do propagandista Sidônio, que com a pesquisa e a derrota do Bahia deve ter tido uma das piores noites de sua vida. Posso definir a pesquisa com a mesma sensação que eu tive com Alemanha 5 e Brasil 0 aos 30 minutos do primeiro tempo. Não deixe de ler as Curtas do poder!

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O secretário de Segurança Pública da Bahia, Maurício Barbosa, está desde o início da gestão Jaques Wagner ligado ao governo do estado. Quatro anos como chefe de inteligência e os últimos quatro no comando da pasta de segurança, uma das criticadas, especialmente pelos rivais do governador baiano, que apontam a violência como um dos principais problemas a serem enfrentados nos próximos anos. Barbosa não deixa de reconhecer que ainda precisa se avançar muito no tema da segurança na Bahia, mas responde aos críticos que já estiveram no governo em outras gestões. "Falta? Falta muito. Mas nenhum outro governo contratou tantos policiais quanto o nosso. Temos indicadores para provar que nossa gestão na segurança pública foi muito melhor do que as gestões anteriores. Antigamente não se tinha gestão de segurança. Não vou entrar em seara de outros governadores que passaram porque segurança pública era feita por medidas meramente de respostas daquilo que estava acontecendo. Não tinha planejamento, não tinha absolutamente nada", diz em entrevista ao Bahia Notícias. O titular da SSP, que passou por duas greves de policiais, em 2012 e 2014, também alerta para o caráter eleitoral das paralisações e o risco de novos casos. "Já tivemos aqui duas greves, em outros estados até três greves. Vamos esperar o quê para tomarmos uma providência em relação a isso? Independentemente do governo que venha, daqui para frente está arriscado ter outra greve". Seja qual for o resultado das eleições em outubro, Barbosa indica que não deve continuar no cargo em caso de uma vitória da chapa da situação. "Tenho mais 15 anos na Polícia Federal. Então acho que tenho que procurar uma projeção de fazer algo diferente na minha carreira". Leia a entrevista completa:

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Quinta, 31 de Julho de 2014 - 08:30

Coluna A Tarde: No tempo dos coronéis

Coluna A Tarde: No tempo dos coronéis
Não é para menos a dor de cabeça que o candidato tucano à presidência,  Aécio Neves, experimenta com esta história da construção de um campo de pouso no município de Cláudio, nas proximidades de Belo Horizonte, ao custo de 13 milhões e picos, no segundo mandato dele na governança mineira. Um aeroporto que abençoou as terras de propriedade um tio-avô. Quando governou Minas, o grande símbolo da nova democracia brasileira, Tancredo Neves, também construiu algo semelhante nas terras da família Neves. De outra época mais austera, o duende mineiro ficou na terra batida e correu do asfalto para gastar menos. Saiu por algo em torno (atualizado) de R$500 mil.
 
O campo de pouso estocou o fígado de Aécio, que está um pouco encolhido na sua campanha, certamente esperando a tempestade passar, até porque se aconselha a não levantar pouso quando o céu não está para brigadeiro. Sua sorte é que o TCU (Tribunal de Contas da União) para tirar Dilma Rousseff do imbróglio da refinaria de Pasadena – segundo consta e se fala -  livrou os integrantes Conselho Administrativo que à época da compra ela o presidia, e  colocou a responsabilidade do ocorrido, com os prejuízos decorrentes,  nas costas dos diretores da Petrobrás. Foram então  denunciados, como é sabido, 11 deles, além de colocar em indisponibilidade os bens de três, a partir do ex-presidente da estatal, o baiano José Sérgio Gabrielli. Eles terão que pagar o prejuízo da petroleira brasileira, isso se não se der um jeitinho bem à brasileira no decorrer do tempo.
 
Entre Pasadena e o campo de pouso mineiríssimo, balança a corrida presidencial verde-amarela. Sem esquecer os mares bravios recifenses onde os tubarões fazem a festa na praia da Boa Viagem. E como tem tubarão nestes trópicos...

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Quinta, 31 de Julho de 2014 - 08:29

Época dos coronéis

O senador José Sarney prepara-se para cumprir os seus últimos cinco meses da longa vida política em que fez de tudo e mandou em tudo nesta república tropical. Confirmou que está mesmo disposto a abandonar o seu companheiro de caminhada que lhe deu tudo – e possivelmente mais do que esperava: o Poder. É probabilíssimo que o oligarca nordestino, o último de uma longa época de coronéis e poderosos, não esteja deixando os corredores e salões do Poder, embora diga que sim, porque cansou. Sarney sai na medida em que os estados do Maranhão (um dos mais atrasados do Nordeste) e o Amapá cansaram da sua velha política. No Amapá, tem contra ele até o PT. Dificilmente teria mais uma eleição ao Senado. No Maranhão, de igual maneira. Sai, ao mesmo tempo, ele e a filha, a governadora Roseana Sarney, que diz estar também se aposentando. Não sai reconhecendo o cansaço da própria política com a sua dinastia, mas tão só, como diz, porque “a vida está me pedindo um tempo”. Que ameaça. É só um tempo. O tempo dos coronéis.

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Quinta, 31 de Julho de 2014 - 08:28

Debate na ABL

O debate dos candidatos ao governo sobre cultura, na Academia de Letras da Bahia, na noite de terça, foi marcado pelo alto nível e por propostas interessantes que, se forem cumpridas no mandato de quem chegar a governador(a) da Bahia, é muito provável que tenhamos um novo ciclo de mudanças culturais no estado, um dos mais ricos, neste quesito, da República. Com uma boa política cultural se ganha no todo, porque a própria cultura passa a ser um chamariz para atração de visitantes e, com isso, recursos trazidos pelo turismo, que deve se casar com a cultura, mas cada um no seu cada um. Na verdade não foi um debate. Cada candidato expôs o que pensa sobre o setor, tomando como base 20 questões apresentadas pela excelente organização feita pela Academia. Teria que não haver ataques pessoais, e de certo modo não houve. Isso não impediu, no entanto, que os candidatos ao governo dos partidos menores brindassem o publico que encheu as dependências do salão nobre do solar Góes Calmon, seda da ALB, forçando-o ao riso. Foram seus alvos os candidatos mais visíveis na campanha: Paulo Souto e Rui Costa, que também riram acompanhando o público e os acadêmicos. Lídice foi poupada. Wagner, ausente, entrou no samba. Seis candidatos, duas equipes, sem este contexto, porém: série A, Rui, Souto e Lídice; série B, Renata Mallet, Rogério Da Luz e Marcos Mendes.

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Terça, 29 de Julho de 2014 - 08:20

Coluna A Tarde: Os podres poderes

Coluna A Tarde: Os podres poderes
Não há a menor dúvida de que existe uma promiscuidade disseminada no País, como se fora banal, senão natural, envolvendo empreiteiras, partidos e agentes políticos. O pior é que a existência de tal prática não só parece, mas faz parte, do exercício natural do processo político que se enraíza em todas as estruturas do Poder brasileiro. Dá-se conta, o que não é novidade, que dentre as dez maiores empreiteiras que atuam em obras públicas, nada menos do que sete respondem a processos judiciais. Ainda no final da semana, a revista Veja deu à luz a mais um escândalo, envolvendo o Partido Republicano (PR), o Ministério dos Transportes, uma empreiteira e um deputado federal baiano – que tem estado sob holofote nos últimos tempos – João Carlos Bacelar.
 
No caso específico, o dono da empreiteira, estarrecido, procurou o ministro César Borges, pouco antes de ele deixar o ministério, e relatou a pressão para extorsão de obras na Valec, que atua no País - e, na Bahia, na ferrovia Oeste-Leste, (Fiol, uma obra do sem fim. Por que o PR é dono da capitania do Ministério dos Transportes? Simples. O partido atua na sua estrutura, cobrando das empreiteiras 4% de propina por cada contrato firmado. Dinheiro, como se sabe, do contribuinte. É o partido que indica o ministro e não a presidente Dilma, como aconteceu recentemente com Alfredo Nascimento, ex-ministro que saiu do cargo provavelmente por realizar tramóias, e que retornou, deslocando César Borges, numa outra negociata partidária esta para o apoio eleitoral a candidata à reeleição.  
 
O empresário Djalma Diniz, ex-deputado e, consequentemente, macaco velho, sabedor do percentual “normal” do achaque, estava sob pressão, ao que afirma a revista, feita pelo deputado baiano, Bacelar. Como é normal propina grossa nos Transportes, Diniz se espantou ao ser encurralado não para entregar 4% ao PR (o “normal”), mas, sim, 8%  referentes a  dois contratos firmados, um de 719 milhões e, outro, de 514 milhões. Tais contratos foram firmados no início deste ano. Bacelar se defende dizendo que a Veja não publicou as repostas feitas por ele sobre as denúncias.
 
César Borges, diante da denúncia, procurou a presidente e a ela relatou o que acontecia. Recebeu como resposta que não cedesse. Pelo sim, pelo não, o PR exigiu o ministério de Dilma afirmando que o ex-governador baiano não representava o partido no ministério. E colocou no lugar o mesmo Alfredo Nascimento que tinha sido exonerado do cargo. Um caso ioiô, ou vai-e-volta. A presidente teria ficado entre o “sim” ou o “não”. Mas deu o “sim”,  entregou o ministério e ganhou o apoio do Partido Republicano.
 
O curioso nesta história é que o deputado João Carlos Bacelar teria dito à revista, explicitando a postura do PR como donatário da capitania do Ministério dos Transpores, a seguinte pérola: “Este Djalma (Diniz) é um picareta. Nós conseguimos colocar a empresa dele na Valec, com contratos de mais de um bilhão, e ele ficou de repassar uma parte de volta (ao PR) e  não está cumprindo o combinado”. Aí se observa, claramente, como se faz negócios com o governo, seja lá quem esteja no seu comando.

O sistema é torto, como do conhecimento geral, e é operado pelos partidos. Todos estão dispostos a freqüentar a fonte e lá beber a “água santa”. Até que haja, presumivelmente, uma reforma política este jogo continuará extorquindo os cofres públicos, sinônimo de contribuintes, envolvendo empreiteiras, partidos e os políticos de maneira geral. É uma doença, ou praga, que se espraia e a cada dia piora o doente, no caso, o País.
 
A corrupção acontece de forma escancarada, como no caso acima, com a intermediação dos agentes políticos para assegurar às empreiteiras os contratos de obras públicas, mediante um percentual fixo, que na época de eleição pode ser dobrado. Isto é forma de fazer política? No Brasil é bem assim, com direito de o achaque invadir todos os segmentos da estrutura administrativa dos “podres poderes” republicanos.  

*Coluna publicada no Jornal A Tarde desta terça-feira (29)

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Domingo, 27 de Julho de 2014 - 09:00

Coluna A Tarde: Economia doente

por Samuel Celestino

Coluna A Tarde: Economia doente
Há cerca de 20 dias, a presidente Dilma revelou uma concepção (dela, claro) absolutamente interessante da sua guerra –perdida desde o ano passado- em relação à economia, que desce a ladeira empurrada pelos desacertos do governo, que está em desconforto. Simplesmente disse que a reação das medidas já tomadas só será sentida no mês de novembro. Consequentemente, depois das eleições. Com este calendário, se ela for eleita poderá tomar medidas paliativas, e guardar para 2015 decisões impopulares de sorte a tentar reverter o quadro. Se perder a reeleição, guarda silêncio e espera o janeiro chegar para entregar o governo, e o mandú econômico a quem for eleito da oposição, Aécio ou Eduardo Campos.
 
Em época de queda nas pesquisas, a presidente não fala sobre a economia, porque não tem como se explicar. Como o tema será explorado pelos opositores, terá que se preparar de alguma forma para se defender, porque quando o novembro chegar ela poderá já não precisar fazê-lo, a não ser acompanhar o discurso de Lula segundo quem o PT está a sofrer uma “fadiga de matéria”, que ele não imaginava para este ano, mas sim para 2018. A economia brasileira é, dentre os países do continente, a que mais decepciona, descontado a Argentina.
 
Não foi por falta de aviso de diversos segmentos, dentre os quais o empresarial, que vê as exportações ultrapassarem as importações, o setor industrial em crise, o PIB minguando, a inflação bêbada e, mais recentemente, o setor de emprego com carteira assinada também descendo a ladeira. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, também já não se explica, e nem precisa. Não tem crédito para isso. Certamente marcará a sua trajetória apenas com a eficácia de um bom mentiroso. O Banco Central está aí a demonstrar.
 
Na história desta Copa do Mundo no Brasil, que jamais será esquecida, esperava-se que o turismo externo deixasse por estas bandas um saldo positivo em dólares. Até que deixou, acima de US$700 milhões, mas de pouco valeu porque os turistas brasileiros que viajaram para fora gastaram lá em torno de US$2 bilhões. Isso porque é mais fácil e barato comprar lá do que aqui. Aliás, está Copa ficará ainda marcada por diversos questionamentos, o principal deles as esperanças perdidas com o fisco da seleção, que virou até bucha de guerra e lembrança amarga no affaire diplomático travado entre o Itamaraty e o Estado de Israel, que comparou o Brasil com “um anão diplomático” Quanta falta de diplomacia...
 
Assim, a presidente está em busca de escapes, nem que seja quando o novembro chegar de sorte a tentar brecar a sua tendência de queda, consequência da sua grande rejeição, que só faz piorar. E isso antes de chegarem as rajadas da metralhadora política dos seus adversários. Demonstra, tão-somente, que Dilma está perdendo seus pontos no desacerto da sua política econômica equivocada e teimosa. Esta teimosia pode ser o enigma da “fadiga de matéria” lamentada por Lula em relação ao partido que fundou, lá no alvorecer dos anos 80. O problema é só dele ao desejar transformar País numa República-Império petista, escolhendo sozinho quem iria dar sequência ao seu projeto de 2018.

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Domingo, 27 de Julho de 2014 - 09:00

Ibope indigesto

por Samuel Celestino

Correta ou não, a pesquisa Ibope que veio à luz no final desta semana ainda traz muitos calafrios ao PT baiano, que esperava mais, muito mais, da pesquisa que deu justamente o inverso do que imaginava. Com o resultado divulgado, estabeleceu-se um confronto entre governistas e opositores. Os primeiro procurando justificativas e os oposicionistas rebatendo com ironias próprias da guerrilha política. O problema é o seguinte: certa ou errada a pesquisa, o bem ou mal está feito: a oposição tem dados concretos para usar principalmente no interior, de sorte a ganhar mais apoios, e os governistas farão esforço para não perder o que presumivelmente teria ganhado (que não transpareceu na consulta) e ir, ainda, ao trabalho de catequese. Pior ainda. A chapa de Paulo Souto passa a ter certeza de que está no caminho certo, que não há nada a mudar, e a chapa de Rui Costa fica a navegar nas dúvidas. Navegar no sertão, que nunca virou mar, é difícil.  

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Sábado, 26 de Julho de 2014 - 11:28

Consultorias de mercado apostam na oposição

por Samuel Celestino

Diversas consultorias do mercado financeiro, estrangeiras e nacionais, refizeram seus cálculos anteriores e, agora, profetizam que as eleições presidenciais estão mais para oposição, Aécio em primeiro lugar, do que para a candidata petista Dilma Rousseff, na sua tentativa de reeleição. A informação é de “Folha de S.Paulo” publicada neste sábado (26/7).  As novas previsões surgiram da análise das pesquisas mais recentes – Datafolha e Ibope – que vêem muitos obstáculos à frente para a petista, cuja rejeição se acentua, enquanto os candidatos oposicionistas avançam ajudados pelo somatório dos candidatos presidenciais que representam os partidos ditos nanicos. Tais consultorias divergem basicamente em percentuais, mas observam um cenário futuro complicado para o governo e com maiores chances para os candidatos oposicionistas.

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Quinta, 24 de Julho de 2014 - 11:01

Dilma perde um 'Aécio' na Bahia

por Samuel Celestino

Dilma perde um 'Aécio' na Bahia
Foto: Divulgação
De fevereiro para cá, portanto em cinco meses, a presidente Dilma Rousseff perdeu nada menos do que um “Aécio” na Bahia. Explica-se: no segundo mês do ano ela navegava em velocidade de cruzeiro, com 63% da preferência dos baianos. O candidato oposicionista pulou para 15% e Dilma desceu para 48%. São exatos um “Aécio”. Se o pernambucano Eduardo Campos tem 8% e os nanicos somam 6%, têm-se, no somatório, 29%. Isso significa uma queda para a presidente de 19%, o que irá se refletir em um segundo turno eleitoral, balançando a candidatura petista, cujo maior reduto é o Nordeste e, da região, a Bahia é o maior colégio eleitoral. Ela terá que crescer no estado ou aumenta o seu risco de perder pontos mais pontos.  

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Quinta, 24 de Julho de 2014 - 08:55

Debate sobre a cultura

por Samuel Celestino

Debate sobre a cultura
Foto: Reprodução
O setor cultural baiano pouco aparece, ou quase não aparece nos programas apresentados pelos candidatos ao governo. Nem sempre foi assim. Em outras épocas a cultura era considerada essencial para o desenvolvimento do estado e não, simplesmente, alguma coisa vista exclusivamente pela elite. Nada a ver a cultura com a elite, porque ela, simplesmente, é produzida pelo povo na sua essência. Um dos erros do governo Wagner foi não ter dado atenção ao setor cultural, embora tentasse, ao mudar o seu primeiro secretário de Cultura, Marcio Meireles, que comandou uma época de apagão cultural. A cultura foi para as mãos do PT no segundo quadriênio, mas continuou imobilizada por falta de orçamento. Em razão, a Academia de Letras da Bahia resolveu, com a coordenação do acadêmico Luís Antônio Cajazeiras, realizar, no dia 29 deste julho, um debate com os candidatos ao governo para conhecer suas propostas para o setor. Chega à boa hora. Os agentes culturais baianos terão, assim, a oportunidade de conhecer o que pensam os candidatos a governar a Bahia, de maneira que o segmento não permaneça em estado letárgico. Um debate semelhante, mas sem este enfoque especial, foi realizado na ALB com os candidatos a prefeito de Salvador. Tinha uma amplitude maior, sem foco num setor específico como agora acontece, a partir desta iniciativa da Academia de Letras da Bahia. Enfim, o evento será às 19h do próximo dia 29.

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Quinta, 24 de Julho de 2014 - 08:30

Coluna A Tarde: Haja coração

Coluna A Tarde: Haja coração
Não chegou a dar fôlego à presidente Dilma. A pesquisa do Ibope, divulgada na noite de terça feira, diferentemente das consultas do Datafolha e Sensus que vieram à luz na semana passada, apresentou um novo horizonte que não inclui um empate técnico num eventual segundo turno da eleição presidencial. Continua atazanando os petistas a alta rejeição da candidata à reeleição, enquanto os dois principais opositores, Aécio Neves e Eduardo Campos, têm uma pequena rejeição. Esta mudança em relação à Rousseff passou a surgir no cenário político após as manifestações populares do ano passado, que ganharam dimensão tanto no País como no exterior.
 
Aliás, sobre a rejeição, Lula teria dito, segundo a coluna Painel de a Folha, que não imaginava que houvesse “fadiga de material” em relação ao PT tão cedo. Na sua percepção, entendia que isso só viria a ocorrer não em 2014, mas em 2018. Muito bem. Assim posto, pelo que se infere da declaração o eleitor cansou do PT e quer mudança.
 
De qualquer maneira, convém perceber que houve uma pequena melhora. A rejeição é um fator também preocupante para a presidente, que convocou para o Palácio do Alvorada uma reunião com os presidentes dos oito partidos mais densos que compõem a sua base de sustentação eleitoral. Justo na mesma noite em que a Rede Globo acendia o foco sobre a pesquisa por ela contratada. Ou Dilma já tinha conhecimento dos percentuais, ou adivinhou, mas o certo é que ela resolveu movimentar os partidos que lhe dão apoio.  Não é anormal uma pesquisa vazar.
 
A dificuldade para a reeleição está no fato de, por terem uma rejeição pequena, Aécio e Campos dispõem de espaço para crescer, enquanto a presidente empacou na alta rejeição, principalmente em S. Paulo, primeiro colégio eleitoral do País, com 22% dos eleitores. Aliás, esta preocupação atinge Lula, que vê a sua candidata não avançar, o candidato ao governo que lançou, Alexandre Padilha, se pendurar em 4% e o prefeito paulistano Fernando Haddad se enfraquecer. Enquanto isso, o governador Geraldo Alckmin viaja em céu azul com bolinhas brancas (como dizia o governador baiano Luiz Viana Filho, nos anos 60) com nada menos de 54% de aceitação.
 
O cenário político nacional está convulso. O candidato do tucano Aécio Neves está posto contra a parede com a denúncia, feita pela Anac (Agência Nacional de Aviação), segundo a qual ele teria no seu segundo mandato como governador em Minas construído um aeroporto do município de Cláudio, em terras da fazenda de um tio-avô, que fora desapropriada. Aécio reagiu e passou ao ataque, abrindo um processo judicial contra a Agência e, ainda, acusando a presidente de ter usado uma empresa do governo para atingi-lo. É assunto que rola.
 
Aqui na Bahia também o clima esquentou, com ataques do governista Rui Costa ao oposicionista Paulo Souto e vice-versa. Nada anormal em campanha eleitoral. É a pimenta que tempera a disputa pelo governo do estado e que deixa a candidata Lídice da Mata à margem. Aliás, esta coluna já estava fechada quando se esperava para divulgação à noite de ontem, pela TV Bahia, uma pesquisa do Ibope sobre a sucessão estadual. Se divulgada foi, hoje os jornais e os sites apresentarão os resultados de uma consulta muito aguardada, para se saber os percentuais de cada candidato. A última que se conhece já está vencida, na medida em que a campanha acontece no exato momento e tomará corpo na propaganda eleitoral de rádio e tevê, a partir de  20 de agosto.

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Quinta, 24 de Julho de 2014 - 00:00

Pesquisa surpreende sucessão baiana

por Samuel Celestino

Pesquisa surpreende sucessão baiana
Fotos: Bahia Notícias
Surpreendeu, e muito, a pesquisa do Ibope que a TV Bahia deu conhecimento no início da noite desta quarta-feira (23) sobre a sucessão baiana. A primeira surpresa é que não difere em praticamente nada da outra pesquisa – assim como está registrada no Tribunal Regional Eleitoral – divulgada pouco tempo depois que a oposição resolveu a pendência que envolvia a definição entre Paulo Souto e Geddel Vieira Lima, sobre quem seria o candidato ao governo e quem ficaria como a candidatura ao Senado. Quando esta pesquisa se tornou pública, Souto surgiu na primeira posição, com 42% das intenções de votos; Lídice da Mata apareceu em segundo, com 11% e, em terceiro ficou Rui Costa, com apenas 9%. Os petistas entenderam que se tratava do início de um processo de campanha, que iria ter desdobramento e mudanças antes do programa eleitoral em rádio e tevê. Pode ser que isso seja possível, mas é fato que a pesquisa do Ibope, dois meses depois da primeira, não aponta para mudanças antes do dia 20 de agosto, quando se inicia o horário eleitoral. Pior. Esperava-se, e era voz corrente nos bastidores políticos, que houvesse uma reviravolta no processo dando conta de que Rui Costa estava apenas poucos pontos atrás de Souto e havia ultrapassado, deixando à distância, a candidata Lídice. O que o “BA TV” deu conhecimento foi uma inesperada queda de Rui para 8%, abaixo do percentual de três meses atrás, Lídice permanecendo com seus 11% à frente e Paulo Souto, de igual modo, mantendo o mesmo percentual anterior, expresso em 42%. Isto em uma pesquisa realizada em 59 municípios baianos, com variável de 3% para cima ou para baixo. O curioso é que, em relação ao governo Wagner, a pesquisa não o deixa mal: fica no meio termo. O PT, segundo Lula afirmou (foi publicado na coluna Painel da Folha de S.Paulo) está a demonstrar que experimenta uma “fadiga de matéria” que, para o próprio ex-presidente, era esperado para 2018 e não para as eleições de 2014. Referia-se, sem citar nome, à rejeição que atormenta a campanha da presidente Dilma Rousseff, sobretudo em São Paulo. Esta rejeição poderá ser um fator determinante para uma decisão em segundo turno. Ora, se Lula diz que o partido que ele fundou experimenta “fadiga de matéria” ela pode (ou não?) já estar disseminada. Assim posto, quem poderá ou quem se atreve a desmenti-lo?    

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Terça, 22 de Julho de 2014 - 07:22

Coluna A Tarde: Dezesseis anos de poder

Coluna A Tarde: Dezesseis anos de poder
O susto da última pesquisa Datafolha, que constatou um empate técnico entre Dilma e Aécio no segundo turno, arrepiou o comando da sua campanha. Afinal, já era do conhecimento que dificilmente ela venceria no primeiro turno e o empate no segundo levaria à probabilidade de uma derrota. Pior. Eduardo Campos, que está distanciado, por ora, nas consultas, aparece também encostando, caso seja ele a ultrapassar o primeiro turno, e não Aécio. Esta possibilidade gerou uma inquietação no comitê da presidente. O bastante para uma derrapada da sua campanha que só fez prejudicá-la.
 
Seus marqueteiros a aconselharam não fazer campanha nas ruas, recolhendo-se a lugares fechados. Temem vaias. Ora, eles simplesmente disseram o que não casa com qualquer candidato a cargos eleitorais porque o político que teme as ruas consequentemente teme o povo, e se teme o povo não fica em condições de pedir ou disputar votos. Como a probabilidade de um provável segundo turno está diretamente vinculada a uma rejeição de Dilma, rejeição que se encorpou nos últimos tempos, o comitê pensou justamente o que não deveria: evitar as ruas.
 
Foi o suficiente para receber, quase de imediato, uma cutucada certeira de Aécio Neves: “Então, ela quer governar de costas para o povo?” Observem que a emenda ficou pior do que o soneto e que existe no comando da campanha da candidata um apagão, acompanhando o resultado da pesquisa. O problema se torna maior porque não se trata de uma perda de pontos ocasional, fato normal nas consultas de opinião, mas sim um processo de rejeição que a cada dia aumenta. O estilo de Dilma leva a esta situação. A rejeição é uma pedra no caminho da campanha em São Paulo e se espraia País a fora. A questão que se coloca diante do comitê é arranjar uma fórmula de diminuir tal rejeição. A pergunta é “como fazer?” Os dois candidatos oposicionistas são leves e sorridentes, mas não ensinaram Dilma a rir, além de ser pesada.
 
Lula, de outro modo, anda preocupado com o desempenho do candidato ao governo paulista, o ministro Alexandre Padilha, que está distanciado do Geraldo Alckmin a, nada menos, 50 pontos. Ele precisa que Padilha cresça não para ganhar o governo, mas para facilitar um melhor desempenho da candidata a presidente. Aliás, como a rejeição está vinculada, de certa maneira, ao desgaste nacional do PT, o ex-presidente já não tem ajuda do seu carisma. Passou a repetir as estocadas do passado, como se o País estivesse parado no tempo. Por exemplo: diante das dificuldades da coleta de água em S. Paulo, em razão de o reservatório do sistema Cantareira estar com nível baixíssimo - um fenômeno da natureza - não restou a Alckmin outra saída senão pedir à população economia de água. Lula, em palanque, desconhecendo que o problema da Cantareira não atingira, até então, a imagem de Alckmin, perguntou “quantos banhos ele toma por dia.” Além de um disparate, cedeu ao governador a oportunidade de uma resposta incontinente: “Me respeite”.
 
O que a pesquisa revela, embora não tenha sido tão prejudicial à Dilma, irá se revelar nos próximos dois meses e meio: o petismo está, ou não, em decadência? Os eleitores estão voltados para uma renovação, para uma alternância no poder? O teste de dois mandatos de oito anos para um só partido não foi digerido pelos brasileiros? É possível que a resposta seja positiva, mas até aqui ainda não se sabe. Se Dilma cai em pontuação nas pesquisas, Aécio e Eduardo Campos também não sobem. O segundo turno será determinado (por ora) pelos candidatos de partidos nanicos, cujo somatório informa que a eleição não se dará na primeira rodada, mas sim na segunda.  

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Domingo, 20 de Julho de 2014 - 09:00

Coluna A Tarde: Eleições Indefinidas

Coluna A Tarde: Eleições Indefinidas
A pesquisa do Datafolha divulgada na noite de quinta-feira, que era aguardada com ansiedade tanto pelos governistas quanto pela oposição, não variou muito em relação a outras realizadas antes da Copa. Mas alegrou os oposicionistas, especialmente vinculados ao candidato Aécio Neves. Já se sabia que a tendência era o pleito ultrapassar o primeiro turno para ser decidido no segundo. O que agora aflorou é que, no segundo, há virtualmente, por ora, um empate técnico entre Dilma Rousseff e Aécio, ou seja, as eleições passam a ficar indefinidas. Neste caso, Dilma aparece na pesquisa com 44 pontos e Aécio com 40, dentro da margem de erro.
 
No caso de o adversário ser Eduardo Campos, o diferencial é um pouco menor, mas o curioso é que seu crescimento é notável, na medida em que o ex-governador de Pernambuco não consegue, até aqui, evoluir nas pesquisas para primeiro turno. Isto leva à observação que o confronto não está nos nomes oposicionistas, mas sim num embate entre o PT e a oposição. Este tipo de entendimento leva, por ora, à conclusão de que a presidente estancou e que a questão envolve o Partido dos Trabalhadores, ou, de outra maneira, que a oposição também não avança, levando a crer que a decisão, tanto em primeiro quanto em segundo turno, poderá se dar no período da propaganda eleitoral, nos dois meses que antecedem o pleito, agosto e setembro.
 
A frustração que o selecionado brasileiro causou à população de maneira geral não prejudicou Dilma, que caiu apenas dois pontos, de 38% para 36%, mas é fato que Aécio Neves também não ganhou, ficando com 20% das intenções de votos. Ocorre, porém, que o comitê eleitoral da presidente passou a se preocupar, em muito, com o cenário que se observa em São Paulo, maior colégio eleitoral do País. Lá, Dilma se ressente de um candidato ao governo que possa escorar a sua candidatura. Verifica-se, (também numa pesquisa Datafolha de quinta feira) que o candidato governista, o ex-ministro Alexandre Padilha, não tem receptividade eleitoral em SP. Ancorou em 4%.
 
Enquanto isso, o tucano Geraldo Alckmin disparou para 47%, e seu candidato ao Senado, José Serra, que resolveu aceitar a candidatura recentemente, já aparece com 36%, levando a crer que Eduardo Suplicy, que está como senador há três mandatos, terá dificuldades imensas para se eleger. São Paulo é a grande interrogação, ou entrave, do PT para favorecer e impulsionar Dilma à reeleição. O estado certamente contagiará parte do o Sul-Sudeste, e ainda há a preocupação com a presidente no Nordeste, onde ela e o PT têm sua grande força eleitoral, em consequência do programa bolsa família. É provável que Eduardo Campos deva segurar o eleitorado pernambucano, e, ademais, ele penetra bem no Rio Grande do Norte, no Ceará e não se sabe, se isso acontecer, qual a queda que o PT sofrerá no seu reduto considerado intocável.
 
Curioso é que a economia brasileira vem sofrendo abalos constantes, envolvida numa crise que se estampa, mas esta realidade não transparece prejudicando a candidatura Dilma. O País, por exemplo, recebe impacto na queda de empregos com carteira assinada. No momento, a população consultada não se preocupa com isto. Acredita que não haverá demissões ou que não será prejudicada com a queda de empregos. No momento, o desemprego chegou ao menor saldo desde 1998, portanto enfrenta um retrocesso de 16 anos. O mesmo sentimento parece ocorrer em relação à inflação que passou à condição de maior preocupação do governo, assim como a queda do PIB (Produto Interno Bruto). Continua no mesmo patamar da última pesquisa realizada, embora haja queixas generalizadas em relação aos preços, em processo de ascensão.
 
De tal modo que foi uma das maiores críticas dos turistas que vieram ao País, no período da Copa do Mundo. De fato, o Brasil está nas pegadas de outros países que lideram as estatísticas.

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Sábado, 19 de Julho de 2014 - 21:53

Odebrecht: de pequena empresa a um Conglomerado

por Samuel Celestino

Odebrecht: de pequena empresa a um Conglomerado
A empresa fundada por Norberto Odebrecht transformou-se numa das principais empreiteiras do País, senão a primeira, com obras espalhadas por diversos países do mundo. Formado pela Escola Politécnica da Bahia, justo no ano em que fundou sua empresa, em 1944, que viria dar origem à Organização Odebrecht, com sede aqui em Salvador. O conglomerado, entre outros países tem obras em Angola, Argentina, Equador, Portugal, Estados Unidos, Colômbia, México e Venezuela. Segundo as mesmas fontes e o G1, dentre as obras realizadas em Salvador está a construção do Teatro Castro Alves, concluída em 11 meses e entregue oficialmente ao Estado da Bahia, em julho de 1958, sendo reinaugurado após um incêndio, também com construção da Odebrecht, em 1967. Entre 1945 e 1948, Norberto Odebrecht realizou obras em Salvador e no interior da Bahia e começou a construir uma marca diferenciada de qualidade e inovação. Círculo Operário  (1946), o Estaleiro Fluvial da Ilha do Fogo (1947), e o cais e a ponte de atracação em Canavieiras (1948) estão entre os projetos realizados pela empresa. A partir de 1969, a organização expande as atividades para o sudeste brasileiro. Em 1973, com obras na maioria dos estados brasileiros, a Odebrecht tornou-se uma empresa de atuação nacional e conquistou o título de uma das principais construtoras do Nordeste. Já em 1980, a organização entrou no segmento de hidrelétricas, com a incorporação da Companhia Brasileira de Projetos e Obras (CBPO), e expande a atuação em engenharia e construção no Brasil. Em 1981 foi criada a holding Odebrecht S.A., voltada para a preservação das concepções filosóficas e o direcionamento dos Negócios. Em 2010 a empresa foi eleita a Melhor Empresa Familiar do Mundo pelo International Institute for Management Development (IMD), da Suíça. A Organização Odebrecht faz 70 anos, com atuação diversificada por meio de 15 Negócios, três Fundos de Investimento e cinco Empresas Auxiliares, além da atuação social da Fundação Odebrecht e do amplo conjunto de programas socioambientais e culturais nas Comunidades em que está presente. Além disso, são 35 anos de atuação no Peru, 30 anos em Angola e dez anos em Moçambique.

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Sexta, 18 de Julho de 2014 - 08:31

João Ubaldo deixa marca indelével na literatura

por Samuel Celestino

João Ubaldo deixa marca indelével na literatura
Divulgação
A morte do escritor baiano João Ubaldo Ribeiro, que ocorreu nesta madrugada de sexta feira, no Rio de Janeiro, onde residia de há muito, abre uma lacuna imensa na literatura brasileira e deixa a Bahia órfã do seu grande escritor. Ubaldo, filho de Itaparica, onde foi buscar alguns dos seus personagens, era dono de um humor invejável, o que facilitava a sua literatura leve e as suas crônicas que publicava sempre aos domingos em A Tarde. Nasceu em 23 de janeiro de 1941.  Era considerado um dos maiores talentos de sua geração. Amigo de Glauber Rocha, que conheceu no Colégio Estadual da Bahia, o “Central” onde ingressou em 1955, com ele participou da edição de revistas e jornais voltados para o setor cultural. Pertenceu à “Geração Mapa”, que explodiu e deixou marcas intensas numa geração também marcante que floresceu no final dos anos 50 no Colégio da Bahia. Ubaldo ingressou na Faculdade de Direito em 1958. Irrequieto, participou também de um grupo de jovens que despontou para o jornalismo baiano no Jornal da Bahia, já desaparecido. Lá, Ubaldo escreveu uma coluna marcada pelo humor, “Satyricon”, e, depois, foi editor-chefe da Tribuna da Bahia. São inúmeras as suas produções na literatura. Há dois anos ingressou na Academia de Letras da Bahia e, muito antes, foi acolhido na Academia Brasileira de Letras. Era, ao lado de Jorge Amado, o escritor mais brilhante da Bahia. A notícia da sua morte choca os baianos que assim perdem o maior dos seus intelectuais.

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Quinta, 17 de Julho de 2014 - 16:24

Morre o poeta e jornalista Pancho Gomes

por Samuel Celestino

Foi cremado na tarde desta quinta-feira (17), no cemitério Jardim da Saudade, o corpo do jornalista e poeta baiano Carlos César Franco Lima, conhecido como Pancho Gomes. Com 67 anos, Pancho trabalhara em diversas sucursais de jornais e revistas do sul na Bahia. Era muito querido entre jornalistas e intelectuais. Dono de um estilo inconfundível, Pancho Gomes era uma pessoa expansiva, mas, com a doença, aos poucos se recolheu, o que não o impedia de participar de eventos culturais, embora não fosse constante. Considerado um dos melhores poetas baianos, morreu de infarto enquanto dormia.

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Quinta, 17 de Julho de 2014 - 07:45

Coluna A Tarde: Relaxar e gozar

Coluna A Tarde: Relaxar e gozar
A sucessão baiana até aqui não apresenta o charme e os debates que se observam em outros estados, embora relativos. Não dá sequer para inferir que este “status” é conseqüência da  quase paralisação das campanhas durante o período da Copa do Mundo. Até porque os candidatos continuavam a trabalhar, mas o interesse popular – que já não é tanto – sofreu uma recaída. O futebol assumiu a prioridade. Em outros estados também assim aconteceu, de igual modo, envolvendo os candidatos à Presidência da República. Neste último aspecto, o que se questionava era se o resultado da Copa iria ou irá interferir na eleição de outubro.
 
Dava-se como certo que se houvesse uma junção entre uma boa organização dos jogos com o hexa do selecionado brasileiro, a presidente Dilma iria bailar nas nuvens. Aconteceu que a organização foi positiva, no que pesem os gastos, as obras não realizadas ou realizadas parcialmente (como a do aeroporto de Salvador), o superfaturamento o que leva à desconfiança, quase certeza, de corrupção. Já no futebol o Brasil fracassou. Pior, levou a um estado de  vergonha nacional que ficará na história. O erro de Dilma foi “cantar de galo” antes de o sol raiar e criticar seus adversários, chamando-os “urubus” e “pessimistas”. Terminou em vaias colossais nas poucas arenas que ela freqüentou, exclusivamente por ser da obrigação presidencial.
 
Voltando ao início, a sucessão baiana transcorreu, no período, em clima para lá de morno. Em relação à campanha presidencial, havia um olho na Copa, outro na campanha e, em alguns estados, isto também ocorreu. Todo processo político-eleitoral desperta interesses ou, no mínimo, curiosidade. O da Bahia não foge à regra, mas ainda está longe, muito longe de ganhar fôlego maior. As campanhas dos principais adversários, Paulo Souto, Rui Costa e Lídice da Mata, ainda estão no plano de viagens ao interior para a conquista de apoios e coisas menores como declarações tipo “o novo sou eu”, “o governo que não fez nada” e por aí em diante. O que se pergunta, pelo menos a mim, é o de sempre: “Quem vai ganhar?”. E eu sei lá. Não sou decifrador de esfinge, não consulto oráculos nem sou vidente. De há muito desisti de ler cartas do tarô. O problema, neste caso, é conseqüência da falta de pesquisas registradas no Tribunal Regional Eleitoral. Só uma foi apresentada ao público, que dava uma vantagem substancial para Paulo Souto, de 42% contra 11% de Lídice e 9% para Rui Costa. Pesquisa vencida. Creio que houve mudanças.
 
O governador Jaques Wagner diz que dispõe de informações de uma aproximação de Rui Costa a Paulo Souto e entre Otto Alencar e Geddel Vieira Lima, os dois últimos candidatos ao Senado. De Lídice nada falou. Ora, a obrigação de Wagner é dizer exatamente isto enquanto não há outra pesquisa, o que acontecerá em breve. A Tarde fez uma parceria com a rádio Metrópole e a TV Aratu para a realização de uma consulta ampla que ofereça uma perspectiva da realidade eleitoral, ou da campanha, no Estado. Até se ter conhecimentos de novos percentuais ficarão dúvidas e saques sobre e a intenção de votos na capital e no interior.  A tal pergunta até lá ficará no ar, pairando como uma pipa, ou arraia: “Quem vai ganhar?”
 
Enquanto no nível nacional criam-se fatos e alfinetadas entre os candidatos à Presidência (que não chegam ao Nordeste) aqui se mantêm na mesmice. Aliás, o choque que chama atenção é secundário. Trata-se do confronto através da mídia entre o prefeito ACM Neto e o governador Wagner. O curioso é que até pouco tempo ofereciam a impressão de que ambos estariam noivando, tal era a aproximação e os confetes que se lançavam, reciprocamente. Dava a impressão, também, que, afinal, a política baiana ganhara outra conotação. Passara a ser civilizada com o entendimento entre o poder estadual e o poder municipal de Salvador. Passara a época troglodita. Qual o quê! De repente o tempo virou e ambos passaram a jogar pedras um no outro, estabelecendo um distanciamento político considerável. A Bahia continuou sendo a velha Bahia. Ainda não é hora de sermos civilizados em política. Se for assim e nada houver para fazer em relação aos fatos, o melhor é observá-los à distância, arranjar alguns encrenqueiros de plantão para aumentar o conflito e, de resto, entregar a Marta Suplicy, sexóloga do PT, para que ela aconselhe o que tem feito: “relaxe e goze”.

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Terça, 15 de Julho de 2014 - 10:23

DataFolha apresenta pesquisa nacional nesta quarta

por Samuel Celestino

DataFolha apresenta pesquisa nacional nesta quarta
Foto: Max Haack/ Ag. Haack/ Bahia Notícias
O Datafolha está em campo para realizar a sua primeira pesquisa sobre a sucessão presidencial envolvendo os reflexos da Copa do Mundo. Espera-se que apresente os resultados (conforme comunicado ao  Superior Tribunal Eleitoral) nesta quarta-feira (16), ou, no mais tardar, na quinta (17). Outros institutos também deverão realizar pesquisas, dentre eles o Sensus. Consta que será uma análise mais profunda do que as outras consultas feitas até aqui, por incluir a Copa e seus efeitos no eleitorado. Há um frisson entre os políticos para conhecer os resultados (que o DataFolha apresenta em minúcias) para ter-se conhecimento de quem avançou e quem caiu. A expectativa está mais forte em relação a Dilma Rousseff, até porque ela tem cometido gafes, como a que considerou as vaias que lhe atingiram nos estádios como partidas “de brancos”, indo de encontro à mistura de raças  num país, presumivelmente sem discriminação racial, embora os jogos da Copa, por terem ingressos caros, ficarem proibitivos para as classes médias e baixas. Daí o seu entendimento de que as vaias partiram dos “brancos”. Estas pesquisas balizarão o início do horário eleitoral dito “gratuito”, para tevê e rádio, nos meses de agosto e setembro.

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Terça, 15 de Julho de 2014 - 08:30

Coluna A Tarde: De volta à realidade

por Samuel Celestino

Coluna A Tarde: De volta à realidade
Bem, a Copa do Mundo fica no passado, mas nem tanto. As próximas emoções agora estão reservadas às eleições de outubro, tanto para a Presidência como para os governos estaduais, Congresso e assembléias. Antes, muito se falará sobre o campeonato mundial, inclusive os seus reflexos políticos que em pouco tempo se tomará conhecimento. As pesquisas eleitorais logo, logo, virão e darão uma resposta pelo menos imediata. O que acontecer, a partir das constatações populares, poderá não ter vida longa. Afinal, com o resultado da Copa muito recente, o estrondoso fracasso do futebol brasileiro - o maior da sua história - ainda permanecerá vivo. Por quanto tempo, é de difícil saber. 
 
A Copa foi politizada inadequadamente. Não no seu início, porque havia o medo de que as ruas entrassem em erupção, mas ao se verificar que os elogios sobre a sua organização se generalizavam no Brasil e no exterior como “a Copa das Copas”, era de esperar que a politização retornasse, também, para o futebol, do qual se esperava muito, inclusive o hexa. Houve um erro generalizado, vindo de todos os setores da sociedade, inclusive da mídia, principalmente a esportiva, que de início não enxergava as diferenças entre as principais seleções além da desorganização total, principalmente tática, do selecionado brasileiro.
 
Pior, por se realizar no País, havia uma cegueira nacional que somente foi constatada na semifinal e na final. Não havia seleção brasileira, e sim um agrupamento desorganizado de jogadores que não entendiam o que fazer e como fazer em campo. Embora, de certo modo, relativamente nova em idade, o futebol brasileiro estava distante da evolução que ocorrera na Alemanha. É claro que isso não aconteceu somente em relação ao futebol brasileiro, mas igualmente se abateu sobre os selecionados da Espanha, Inglaterra, Itália, além de Portugal. São países importadores de jogadores, enquanto os alemães prepararam os seus, nada escondido, mas não se observava para a nova escola alemã de preparação de jovens jogadores.
 
O que isso significa? Uma desorganização generalizada a partir da corrupção que está presente, de há muito, na CBF, nas federações estaduais, no Congresso Nacional com a “bancada da bola” e na Câmara dos Deputados. É só observar o presidente da CBF, José Maria Marin e seus antecessores, João Havelange e seu genro Ricardo Teixeira. Todos bilionários, enquanto os clubes, também com corrupção interna, estão endividados, de sorte que são normais os atrasos de salário. Não é preciso ir longe: basta observar os dois grandes clubes baianos, que de grandes não têm nada, o Bahia e o Vitória, o primeiro tentando se democratizar, com dificuldades, enfrentando a herança que recebeu de diretorias anteriores.
 
A história deste comentário não é, porém, o futebol baiano – que é apenas o reflexo do que acontece no Brasil – e sim  a débâcle histórica do selecionado brasileiro, desmoralizado na Copa organizada pelo governo às custas de gastos estonteantes, monumentais. Um País deficiente de quase tudo, atravessando um período de economia em crise, que aponta para um PIB de 1% para este ano; de inflação; de queda na arrecadação, embora com uma carga tributária altíssima; queda no emprego e carente de projetos grandiosos para a saúde e a educação. Vende-se, na política, uma queda na desigualdade social, que de fato aconteceu, mas agora nem tanto, em face da inflação. O Brasil é um país que dá dinheiro às classes inferiores por não ter condições de dar emprego. 
 
Tudo o que vem acontecendo, inclusive o fracasso indecente do futebol brasileiro, antes “alegria do povo no País do futebol” não era certamente esperado. O que aconteceu? As manifestações que aqui se registram, as vaias recebidas pela presidente Dilma nos estádios (voltou a acontecer no Maracanã), também faz parte do dia a dia dos argentinos. Eles tinham e têm o que comemorar. Afinal perderam uma Copa no final da prorrogação, mas viveram uma madrugada de domingo para segunda de manifestações, destruição de lojas, incêndios, pancadarias. 
 
A Argentina está imersa num processo de pobreza, um país que já foi, no início do século passado, um dos mais ricos do mundo. Eles queriam dar a volta por cima com o seu futebol. De repente, retornaram à realidade. Nós estamos em outro patamar, mas há, também, descontentamentos populares. Por quê? Perguntem aos políticos. 

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Segunda, 14 de Julho de 2014 - 16:27

Manifestantes anunciam volta às ruas

por Samuel Celestino

Manifestantes anunciam volta às ruas
Os integrantes de movimentos de protesto contra a Copa do Mundo – que não conseguiram se articular durante o mundial diante da repressão policial -  pretendem  voltar às ruas, agora contra as eleições, principalmente contra os candidatos à Presidência. Denominam o pleito de “Farsa Eleitoral”.  Articulam-se para protestar sobre os pagamentos dos custos da Copa, em movimentos que se opõem aos políticos, portanto dizem que  não aceitarão a participação de partidos, como já aconteceu  em relação ao PSOL e o PSTU.  A bandeira dos líderes das manifestações  terá como base a “democracia direta”, a liberdade  e uma ampla reforma no País. Assim, de acordo com as tais  lideres,o principal alvo serão os políticos, independente dos partidos  a que pertençam. Prometem se manifestar nos comícios e atos públicos dos candidatos à Presidência.
 

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