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As bolsas distribuídas por Marcelo Nilo são mais caras que as legítimas Louis Vuitton. É Eduardo Cunha dando passagem para as dondocas e Marcelo as bolsas. Muitos gabinetes dos poderosos têm aplicado à risca o ensinamento do filósofo Kannário em momento de meditação profunda no vaso sanitário: “Tudo no$$o, nada deles”. Clique aqui e não deixe de ler as Curtas e venenosas do poder!

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Terça, 03 de Março de 2015 - 07:40

Coluna A Tarde: Por que o impeachment?

por Samuel Celestino

Coluna A Tarde: Por que o impeachment?
Não me parece sensato, correto, nem minimamente inteligente falar-se em manifestação favorável ao impeachment da presidente Dilma Rousseff, como a que está prevista para o dia 15 de março. O País tem uma nova democracia que está a se consolidar, uma Constituição moderna, mas o impeachment nela previsto não é para uso e abuso e, sim, para situações de extremas dificuldades e crises, senão tentativa de golpe.

Não é, portanto, um instituto para ser usado como forma para o enfrentamento de dificuldades resultantes da inoperância e incompetência de um governo que, embora responsável pelo que ocorre, foi eleito ainda anteontem para um segundo mandato. O erro está na reeleição, que deve cair com a reforma política, pelo menos é o que se espera. As manifestações são válidas para protestos democráticos, para exigirem-se mudanças, e não para derrubar governo, como esta que se prepara.

Um dos grandes problemas brasileiros reside no sistema partidário, que está a desmoronar com o número extravagante de legendas. Sobretudo, com resultante desta realidade a depravada corrupção que os partidos comandam impregnando os Poderes da República, principalmente o Executivo e o Legislativo. Daí a se espraiar para as instituições de maneira geral, pela ocupação política dos cargos importantes das estatais e do setor público (quase sem exceção) que acabam por contaminar a República. Enquanto isso, o povo, boa parte incivilizado e iletrado, fica à margem. Distanciado do que se passa mal remunerado e sem noção do que ocorre por falta de formação. Boa parte, à sombra de políticos e neles votando, engabelado por mentiras, na esperança de obter, também, algum benefício, o menor que seja. Assim se forma o povo brasileiro.

 A consequência é óbvia. A corrupção é inoculada também na população, com exceção reduzida, que passa a sonhar com a esquecida Lei de Gerson, embora atualíssima: a expectativa de se levar vantagem porque não há a menor dúvida de que ela está entranhada, com origem na classe política. A população assim se forma, com exceção daqueles que vivem ou vegetam na extrema pobreza. Ou quase isso. De certo modo, é  justamente nesta faixa da população carente que os brasileiros na miséria absoluta têm vergonha de levar vantagem, ou de atropelar os seus iguais. Sentem-se irmanados na pobreza não sabem sequer o que é levar vantagem.

País complicado. Nas capitais e grandes cidades, afora os ladrões e corruptos da alta classe que circulam em torno do poder, eleva-se a classe que se insurge contra a vida que a eles é reservada desde os primeiros passos. Daí desvia-se para a prática de crimes, o roubo, o tráfico comandado pelos mais informados, entranhado na periferia, mas, também, tais traficantes abastecem os bacanas da classe média, média alta, e alta. Está aí um Brasil traçado em letras de meros três parágrafos. Trata-se, portanto, de uma grande distorção social que se alinha à pobreza e que é oriunda de uma formação desorganizada e perversa da sociedade brasileira.  

Deixando à parte a sociologia e retornando à política, o que se projeta para o dia 15 de março é mesmo consequência de um governo pífio que alimenta os partidos políticos, aliado da corrupção, lambuza o Congresso Nacional distorce-o e de certo modo amiúda o PT, que se imaginava eivado de esperanças e hoje é decadente. Revela-se, vê-se, igual ou pior às demais legendas, principalmente no item corrupção que começou lá no mensalão e agora explode com o assalto político-empresarial da maior estatal brasileira.

 O próprio Partido dos Trabalhadores está dividido diante da situação. A presidente não tem como se explicar- e nem sabe como fazê-lo por ser prepotente - tamanhas foram as mentiras utilizadas, principalmente no ano passado, quando a economia começou a rodopiar, e os eleitores, enganados, não tiveram o exato conhecimento, como consequência do marketing mentiroso.

Os partidos políticos, insisto, são organizações tortas e corruptas. O que fazer senão o povo retornar às ruas, não para exigir o impeachment, mas para um protesto amplo, de milhões de vozes, em mais uma tentativa de passar o Brasil a limpo? Manifestações com estes propósitos, como é do conhecimento, foram muitas. O que sempre acontece como resultado diante da sublevação popular são montanhas de mentiras. Ao invés de limpeza, a sujeira se alastra. O Brasil vai muito mal. Transformou-se num país-decepção diante do mundo.


* Coluna publicada originalmente na edição desta terça-feira (3) do jornal A Tarde


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Segunda, 02 de Março de 2015 - 09:30

CPI não incluirá governo FHC nas investigações

por Samuel Celestino

O PT muito provavelmente não terá êxito na inclusão na CPI da Petrobras o período do governo FHC nas investigações de corrupção. O PMDB tem maioria na comissão, inclusive o presidente da CPI. Resolveu, então, limitar os trabalhos de investigação aos governos de Lula e de Dilma Rousseff. A decisão do PMDB vincula-se ao fato de que a alusão ao governo tucano foi feito, de passagem, pelo ex-gerente da estatal, Pedro Barusco, sustentado na sua  delação premiada o ano de 1997, onde teria recebido as suas primeiras propinas de uma empresa holandesa. E ficou por aí. Como o PT e o governo Dilma atravessam um momento de convulsão, sobretudo para o País, não têm o menor interesse na CPI, daí a tentativa de envolver o PSDB.

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Domingo, 01 de Março de 2015 - 07:40

Coluna A Tarde: O Brasil improvável

por Samuel Celestino

Coluna A Tarde: O Brasil improvável

O País enfrenta uma forte crise como de há muito não se tem notícia. A economia vai de mal a pior com total descompasso entre o governo da República e a população que, no final das contas, será a vítima. Consequentemente, a pagadora dos pecados gerenciais cometidos. O descompasso administrativo é total. Iniciado no governo Dilma Rousseff, acentuadamente nos últimos dois anos do seu mandato, agora, ganha inesperada força nestes dois primeiros meses do seu segundo mandato. O desencontro não está tão-só no pacote fiscal que será agora em março encaminhado ao Congresso, mas, também, a desarmonia dentro do próprio PT e dos partidos presumivelmente aliados, como o PMDB, por exemplo.

Os fatos que mais determinaram a queda do País emergiram com a ampla roubalheira que montou praça atingindo, em cheio, a principal estatal brasileira, a partir das empreiteiras e dos diretores da petroleira indicados por políticos. Soma-se, ainda, uma incrível teia de corrupção tendo como elo os partidos políticos. Como sempre. Especialmente, o mais citado deles pela Operação Lava Jato é o PT. A Petrobras foi fatiada por um clube organizado por empreiteiras para dizimá-la, com o governo alheio ao que se registrava. Certamente por ser cego, pelo menos é o que a presidente Dilma Rousseff afirma, ao esgueirar-se para não recair sobre ela a responsabilidade maior.

Ao tempo em que a estatal era dilapidada, a economia do País entrava em convulsão. Nesta última semana, a petroleira sofreu um impacto já esperado, a partir da agência Moody's, que derrubou o seu grau de investimento. O impacto poderá levar de roldão, a partir de contágio já dado como certo, a economia brasileira que, se acontecer, irá à breca. O Brasil, já tido, não faz muito, como emergente e festejado por isso, desce agora rapidamente a ladeira e volta a ser o País que era nos anos 80 e 90 do século passado.

Havia, até então, certo regozijo entre os brasileiros ao imaginar que, finalmente, o País estava a caminho para se juntar às nações do primeiro mundo. Assim, de certa maneira, era reconhecido até acontecer a queda brutal que somente o governo da República não detectou, ou fazia de conta que não. Aliás, os avanços do início dos anos 2000, com a derrubada da inflação no governo FHC, a diminuição das desigualdades sociais nos governos Lula, pouco a pouco se deterioraram. Até pela presença de uma civilizada diplomacia ao lado dos países maiores, o Brasil ganhou força no governo Lula. Não demorou. Desabou com força inusitada no governo Dilma que parece não entender que um país forte precisa ter relações diplomáticas fortes.

Nem as reuniões de Davos, pelo menos a última, ela não compareceu, preferindo render homenagens ao presidente da Bolívia, Evo Morales, eleito pela terceira vez. Era missão para o vice-presidente, Michel Temer, e não para ela. A ideologia bolivariana, ora em decadência, como acontece na falida Venezuela, falou mais alto, como ainda fala como recentemente aconteceu com as prisões determinadas pelo presidente Nicolás Maduro, na sua pretensão ditatorial em sequência ao seu chefe morto, Hugo Chávez. Dilma não emitiu uma palavra sequer contrária à ditadura de um país que faz fronteira com o Brasil, mas aliadíssimo a este País improvável.

Assim, em todos os sentidos o Brasil cambaleia. Poderá ficar muito pior como provavelmente ocorrerá na próxima semana quando os nomes dos políticos envolvidos na corrupção da Petrobras chegar ao Supremo Tribunal Federal (STF). A nação tomará conhecimento, a extensão do desmanche da petroleira. Menos Dilma e seu ministério que a ela deve reverência. A presidente, que fora presidente do Conselho Administrativo da estatal, que nomeou Graça Foster presidente, não tinha, supostamente, conhecimento de  absolutamente nada.

Somar-se-á a todos estes fatores o que aconteceu, em assombro, esta semana que passou quando o presidente eleito da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, resolveu premiar os deputados que o elegeram com um “pacote de bondades”. Fixou aumento de 18% para funcionários dos gabinetes parlamentares e, por mais absurdo e inesperado, premiou esposas e maridos de deputados e deputadas com passagens aéreas a rodo, pagas pela Câmara, para que possam viajar – ir e vir - dos seus estados base para Brasília, para ficar juntinhos aos seus consortes.

Só falta agora aumentar o plenário, duplicando as cadeiras, para que os casais fiquem lado a lado e possam, se assim entenderem (tudo passa a ser possível) trocarem arrulhos de pombinhos em festa nesta República em que tudo, absolutamente tudo, já não surpreende. Como sempre, o povo paga e, ao pagar, fica a cada dia mais pobre num país que encolhe. De vergonha.

* Coluna originalmente publicada na edição deste domingo (1º) do jornal A Tarde


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Quinta, 26 de Fevereiro de 2015 - 10:06

Lula reclama da comunicação de Dilma

por Samuel Celestino

Lula desta vez tem razão. Num jantar com senadores e ao analisar as agruras que o governo Dilma Rousseff atravessa, o ex-presidente acertou em cheio ao dizer que falta um setor de comunicação competente no Planalto para deixar a população pelo menos com a compreensão mínima das dificuldades que o Brasil ora atravessa, embora resultado do pífio governo anterior de Dilma, ao manter Guido Mantega como ministro da Fazenda por longo tempo. Com Guido e suas baboseiras o país foi ao buraco. Daí as consequências que no momento se observam. Corrupção da Petrobras à parte, com o PT e empreiteiras à frente, porque o governo continua a dizer que não sabia de nada o que é difícil de acreditar. Daí a razão de Lula segundo a qual os brasileiros deveriam estar melhores informados sobre o gargalo que sufoca o País e das dificuldades que a economia atravessa. De maneira geral, a população está distante. Não entende nada sobre estes pacotes fiscais que provavelmente serão aprovados pelo Congresso, com mudanças, previdenciárias, trabalhistas e outras coisas mais. Quando o povo tomar conhecimento dos problemas, além da inflação crescente, a reação será nacional: de ponta a ponta.

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Quinta, 26 de Fevereiro de 2015 - 08:49

Piada Legislativa

por Samuel Celestino

A bancada governista na Assembleia Legislativa baiana – leiam-se PT e quejandos - passou o mês de janeiro praticamente inteiro e invadiu fevereiro ameaçando o deputado Marcelo Nilo, penta-presidente da Casa, de ingressar na justiça com uma Adin – ação direta de inconstitucionalidade - em razão dos seus mandatos sequenciados. Quem acreditou perdeu tempo. O que não é nada anormal em meses de nada fazer. Deu-se o que já era esperado. Com era apenas conversa para boi dormir, o líder petista, Rosemberg Pinto, que prometeu disputar com Nilo, desistiu do confronto por absoluta falta de votos. Mas, como fazer para sair da encrenca pela tangente? Fizeram lá uma consulta ao governador Rui Costa e ao secretário de Relações Institucionais, Josias Gomes, e voltaram com a sentença: “O governador aconselhou nada fazer”. A razão: “Em respeito aos 52 deputados que participaram, com votos favoráveis ao presidente  eleito”. Assim ficou bem. Marcelo Nilo que estava assoviando, assoviando ficou. Enquanto o deputado Rosemberg jactou-se de estar “orgulhoso da sua bancada”. Composta  de meros 12 parlamentares que prometeram nele votar. Isto mesmo. Uma dúzia, apenas, de 63 parlamentares. É. Para não chorar, é melhor rir e deixar o resto por conta da encenação. Burra, por sinal.

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Quinta, 26 de Fevereiro de 2015 - 07:45

Coluna A Tarde: Governo sufocado não respira

por Samuel Celestino

Coluna A Tarde: Governo sufocado não respira
O PMDB e o governo Dilma Rousseff pouco a pouco estão chegando a um provável acordo. É quase certo que a legenda acompanhe o Planalto apoiando-o para permitir a aprovação do pacote fiscal, temor que balança o Planalto. Esta é a primeira verdade. A segunda, é que o partido dobrou a intransigência da presidente e dos seus áulicos, especialmente o ministro chefe da Casa Civil, Aloízio Mercadante, que estava isolado e ainda continua, resultado da sua pose de reizinho sem coroa do Planalto. Isto o levou a ser antipatizado dentro do PT, principalmente pelo grupo de Lula e pelos ministros de maneira geral. Sobre a oposição nem falar. Estava a se transformar numa mera sombra vagando pelos corredores do poder.
 
O governo cedeu à liderança do presidente da Câmara, Eduardo Cunha. Foi procurado para dialogar, aceitou, condescendeu, mais cobrou postos importantes no segundo escalão da República que provavelmente os receberá. Só assim a presidente Dilma livrou-se (por ora) de ficar isolada e sem poder suficiente para aprovar projetos do interesse do governo e tentar desafogar o País que ela mesmo sufocou a partir do seu pífio quadriênio anterior. O Brasil vê-se deslizando sobre o fio da navalha com as dificuldades já conhecidas, cujo preço recairá sobre os ombros da população, do povo de maneira geral, diante dos aumentos asfixiantes e da inflação quase em descontrole.
 
De tal maneira que os caminhoneiros, independentes de sindicatos, fecharam as rodovias do Brasil, de ponta a ponta, bradando diante do elevado preço do diesel que não lhes permitem trabalhar com resultados positivos no final do mês. O Palácio do Planalto ficou contra a parede. Tentou punir os trabalhadores das rodovias impondo multas pesadas, usou a força policial, mas, atolados nos seus problemas, os caminhoneiros permaneceram impassíveis. Sabiam que a paralisação que organizara iria levar ao desabastecimento das cidades e dificuldades para conseguir combustíveis, como a gasolina. Tornaram-se virtualmente vitoriosos e o governo, sem alternativa começou a ceder. Perdeu a guerra. É a velha história do brado das ruas, segundo o qual “povo unido jamais será vencido”. Um feitiço que virou contra a feiticeira na Presidência, que ontem na Bahia se declarou “princesa”.

E virou porque foi o próprio governo Dilma que, por questões político-eleitorais manteve o preço dos combustíveis congelados no ano passado, para beneficiá-la nas urnas. O preço estava aquém do seu custo. Assim que ganhou as eleições, com pequena margem de votos, a primeira medida que tomou foi aumentar os preços. Daí em diante não parou mais, gerando fortes dificuldades para o setor. Ela, portanto, é duplamente responsável. Primeiro, para se favorecer eleitoralmente congelou e, segundo, após as eleições, abriu a torneira aumentando os preços de forma exorbitante. Estão aí os resultados nos diversos segmentos. O povo paga o preço e os caminhoneiros dão o troco, congestionando as rodovias, país afora, com seus veículos pesados estacionados numa greve perigosíssima para o abastecimento das cidades. 
 
Na última terça-feira, o vice-presidente Michel Temer, a quem Dilma não dá a menor atenção, nem com ele dialoga, a não ser quando está em dificuldades, mandou para ela um recado: ou inclui o PMDB nas decisões estratégicas do governo, ou não terá forma de manter a base aliada. Os áulicos do governo entendiam que poderiam dispensar o partido, que sempre fora aliado de todos o governos (uma vergonha), enquanto Dilma se unia em torno das legendas pequenas. Quebraram todos  a cara. Se perder o controle da aliança, perderá o  Congresso e aí, será uma derrota sobre outra até nada sobrar. Com erros atropelando erros, todos políticos, o governo volta atrás para dialogar. Poderá ter respostas imediatas. Mas confiança mesmo, adeus viola. Dificilmente recuperará, até porque a queda da presidente em popularidade não lhe dará colchão para dormir tranquila.
 
* Coluna publicada originalmente na edição desta quinta-feira (26) do jornal A Tarde

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Quarta, 25 de Fevereiro de 2015 - 09:57

Petrobras vira má pagadora

por Samuel Celestino

Petrobras vira má pagadora
A Petrobras entrou em parafuso com a decisão da agência Moody's de rebaixar a nota da petroleira que agora passou para vergonha total da principal estatal brasileira e do governo Dilma Rousseff, à condição de má pagadora. O mal está feito, no que pese o governo ter movido o céu e o inferno para tentar impedir o rebaixamento. Em vão. Agora, a economia brasileira vai para a corda bamba porque poderá ser contagiada pela decisão da agência. Foi no que deu a gestão do PT na grande petroleira brasileira, besuntada com o maior escândalo de corrupção (que o governo não sabia) que já aconteceu nesta República tropical. Agora, como se observa, passamos à condição de decadente, quando os brasileiros haviam imaginado que o País iria disparar para se juntar às grandes nações do Primeiro Mundo. Qual o quê! A incompetência gerencial levou a esta situação, malgrado o governo tenha, como último recurso, feito tudo para que a agência recuasse da sua decisão. Se isso ocorresse, desmoralizaria a Moody's na medida em que passaria a ser manietada por países e empresas, como ocorreu com a Petrobras, símbolo brasileiro desde os anos 50 quando foi fundada. Agora, até Lula aconselha Dilma a levantar a cabeça, como se ele pudesse aconselhá-la, já que a presidente foi invenção dele. Espera-se, é o que resta, que a economia brasileira não seja contagiada e que o Brasil possa retornar à trilha que a população imaginava que estivesse, como principal nação (e ainda é) da América do Sul.

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Quarta, 25 de Fevereiro de 2015 - 09:03

CPI da Petrobras corrompida

por Samuel Celestino

CPI da Petrobras corrompida
Hugo Motta recebeu doação de empreiteiras e preside CPI | Foto: Divulgação
A CPI formada para analisar a corrupção praticada por empreiteiras no escândalo da Petrobras e seus beneficiários irá começar os seus trabalhos como se fosse um gato escondido com rabo de fora. Descobriu-se que a maioria dos seus membros, inclusive o presidente da CPI, Hugo Mota (PMDB-PB), de apenas 25 anos, vinculado ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha, teve suas campanhas patrocinadas por empreiteiras envolvidas. Chega-se à conclusão óbvia de que as empreiteiras armaram um esquema de proteção de modo a ajudar na campanha dos principais nomes e possíveis eleitos à Câmara, além dos partidos políticos, como o PT, que teria recebido o maior volume de dinheiro e, desta forma, as empreiteiras ficarem blindadas. A pergunta que agora se faz e que não cala é como uma CPI poderá apurar a ampla corrupção se parte dos seus integrantes tem os pés na lama e estão amarrados às empreiteiras? Por ora não há resposta. A única possível é que está CPI não irá a lugar algum, assim como a anterior. Melhor deixar tudo a cargo da Justiça Federal, Ministério Público Federal e seus procuradores, além da participação forte da Policia Federal. O Brasil já apodreceu faz muito.

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Terça, 24 de Fevereiro de 2015 - 10:34

Inflação dispara para índice de 2005

por Samuel Celestino

A inflação mais uma vez explodiu a meta e, de meados janeiro para este final de fevereiro, disparou 1,33%, passando para 7,36%, o maior índice desde 2005. O governo teme que a situação se agrave. A informação foi fornecida pelo IBGE, nesta terça-feira (24). Há preocupação sobre a possibilidade de um crescimento muito maior do que se esperava neste 2015. À inflação se somam aos aumentos de tarifas promovidas pelo governo, notadamente nos combustíveis e luz. A situação poderá piorar para os segmentos de renda mais baixa da população, na medida em que o aumento dos combustíveis impõe necessariamente o encarecimento dos produtos alimentícios que são transportados para os estados pelas rodovias. Já há uma movimentação dos caminhoneiros, com paralisações, em consequência do aumento do diesel. Se a situação perdurar todo o setor econômico será atingido, segundo os especialistas de mercado.

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Terça, 24 de Fevereiro de 2015 - 09:11

Temer: 'Que rei sou eu?'

por Samuel Celestino

Temer: 'Que rei sou eu?'
Foto:Ilustração
O vice-presidente da República, Michel Temer, é só fantasia e pompa. Nada faz, o prestígio beira a zero e, ao que se saiba Dilma Rousseff neste segundo mandato em nenhum momento com ele conversou. Na verdade, desconhece-o. Existe um jargão político que ensina que vice, de qualquer espécie, tem menos força do que inspetor de quarteirão, quando isto existia. A sua função é viver a expectativa da morte de quem está no comando. Aí ele passa a rei. No caso de Temer, que, aliás, é mais preparado do que Dilma Rousseff, ele lembra um personagem de Jô Soares, o reizinho, que a todo momento perguntava: “que rei sou eu? que rei sou eu?”. E os puxa-saco respondiam: “sois rei, sois rei!”. Nem isso Temer consegue ouvir.

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Terça, 24 de Fevereiro de 2015 - 08:36

PMDB e Dilma: o jogo de compra e venda

por Samuel Celestino

Como sempre, vale em política o jogo de compra e venda. Foi o que, segundo consta, aconteceu na reunião entre o chefe da Casa Civil, Aloízio Mercadante, e o presidente da Câmara, Eduardo Cunha. O PMDB estaria disposto a votar contra o aperto fiscal e as mudanças trabalhistas e previdenciárias. Sem se falar que os dois interlocutores tinham ou têm uma péssima relação. O Palácio do Planalto, leia-se Dilma Rousseff, ofereceu cargos e mais cargos, importantíssimos, ao PMDB, entre os quais Furnas e Eletrobras. Pelo que se dá conta, o PMDB abocanhou imediatamente e mudou de posição. Os cargos são de segundo escalão, mas cobiçadíssimos. Como política é feita de malandragem, o Palácio do Planalto teria, assim, à base de ofertas, mudando a posição do PMDB. E seja o que Deus quiser.

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Terça, 24 de Fevereiro de 2015 - 07:40

Coluna A Tarde: De volta ao marco zero

por Samuel Celestino

Coluna A Tarde: De volta ao marco zero
O Brasil, quase quebrado e já sem expressão internacional, consequência da incompetência da presidente Dilma Rousseff e do seu grupo no primeiro quadriênio, assiste, além de mentiras, à escorcha que impõe aos brasileiros com reformas fiscais, inflação em alta e a real possibilidade de chegar ao final deste ano em plena recessão. Com seu governo atordoado, empurrado contra as cordas da imensa corrupção entranhada nos diversos segmentos da economia  - Petrobras à parte - pode ter, nesta semana que mal se inicia, um novo incêndio nas manchetes das diversas mídias. Estará chegando a hora de os políticos se retorcerem e, como sempre, plantarem mentiras para negar que são corruptos.

Esta última semana de fevereiro estava – e espera-se que ainda esteja – dedicada a eles, os políticos, com a prometida relação de nomes que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ficou de apresentar ao Supremo Tribunal Federal (STF). Será a vez da terceira etapa da Operação Lava Jato  com a divulgação dos nomes dos políticos envolvidos no escândalo da Petrobras por terem recebidos grossas propinas das empreiteiras, como parte dos acertos efetuados para se assenhorearem dos contratos e aditivos a eles, no roubo que balança a petroleira.
   
Chega, então, e já chega tarde, a hora de os políticos retorcerem-se, com o cinismo de sempre, e negando seus envolvimentos. A cara limpa de sempre, a gravatinha descarada e os pés juntos alegando inocência, querendo ficar de fora da longa lista, possivelmente com 40 nomes. Podem ser mais, ou menos. O presidente do STF, o ministro Ricardo Lewandowsky, receberá os processos provavelmente na presença da imprensa nacional e internacional. A partir daí, deputados e senadores se dobrarão em cólicas. Estarão, porém, marcados para - pelo menos se espera - enfrentar a maior decapitação de mandatos, via cassação, que a república jamais conheceu.

Dilma Rousseff, escanteada no Palácio do Planalto, com a popularidade mais baixa já experimentada por um presidente, poderá, então, fazer uma pausa na sucessão de suas mentiras que já não encontram eco na imprensa nem na opinião pública. Será sua vez  de acompanhar, numa espécie de “chega prá lá satanás”, e apenas observar o desvio de rota do seu governo para o Congresso Nacional. O inferno estará entranhado, assim, nos dois poderes, Executivo e Legislativo, e nos partidos políticos, o PT no comando, enquanto o Judiciário terá nas mãos a sorte ou, espera-se, o azar de muitos desses crápulas republicanos. Que a corte seja breve, rápida na tomada de posições, e severa na sua decisão final. Porque somente assim, com os poderosos entendendo que passaram a ser vulneráveis, a corrupção poderá, pelo menos, diminuir no País.

Esta última semana de fevereiro, se o que era previsto de fato acontecer pelas mãos do procurador Rodrigo Janot, era aguardada desde que o escândalo da corrupção explodiu atingindo, os partidos, principalmente o PT, PMDB e PP que teriam se lambuzado até as suas raízes nas propinas pagas pelas empreiteiras. A presidente bem que tentou desviar o escândalo para a era de Fernando Henrique, mas a resposta recebida levou-a ao chão. O assalto à Petrobras começou de forma contundente  no governo de Lula, com ela como ministra de Minas e Energia e presidente do Conselho de Administração da estatal, a partir de 2006 (começou antes) e no seu governo no qual ela, de irrepreensível “honestidade” e sem nada saber, fora apenas uma “vítima”.

Espera-se que está nova etapa, que terá seguramente ampla repercussão nacional, melhore um pouco a imagem do Brasil lá fora, porque já não somos mais nada. O País andou para trás e já não tem a menor representação diplomática. Desapareceu do cenário das nações, como, de resto, toda a América Latina afogada  por caudilhos de todas as espécies. No governo Lula, até que o Brasil apareceu no concerto das nações, por obra do seu carisma. Já com Dilma, o que se imaginava que fosse um novo caminho, desmoronou-se na insignificância que a República mergulhou sob seu comando.

Aí está o resultado. Os dois principais poderes republicanos imersos numa lama oriunda dos esgotos da corrupção, alimentada por empreiteiras, políticos e partidos. Estamos de volta ao marco zero.


* Coluna publicada originalmente na edição desta terça-feira (24) do jornal A Tarde


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Terça, 24 de Fevereiro de 2015 - 07:07

Propina: Collor denunciado por embolsar R$3 milhões

por Samuel Celestino

Propina: Collor denunciado por embolsar R$3 milhões
Foto: Arthur Monteiro / Agência Senado
 O ex-presidente deposto por impeachment, Fernando Collor de Mello, voltou a se lambuzar com a corrupção deslavada, de acordo com matéria hoje publicada pela Folha de S. Paulo. Teria abocanhado nada menos de R$ 3 milhões com “negócios” com a BR Distribuidora, subsidiária da Petrobras, usando como intermediário um antigo amigo de juventude. A denúncia, feita por Alberto Youssef  aos procuradores, dá conta que a intermediação da negociata fora feita pelo velho amigo do ex-presidente deposto, Pedro Paulo Ramos, que trabalhou como operador do esquema de corrupção e ocupara, quando Fernando Collor fora presidente da República, o cargo de Assuntos Estratégicos do seu governo. É dono de uma empresa de consultoria. A negociata teria acontecido em 2012 entre postos de combustíveis de São Paulo e a BR Distribuidora. Como se diz nestas bandas baianas, como o pau que nasce torto não tem jeito, morre torto, o ex-presidente está novamente de volta ao lamaçal da corrupção. Provavelmente pagará por isso com o seu mandato de senador. Os procuradores a quem Youssef denunciou o alagoano são os mesmos que estão empenhados em investigar o escândalo da Petrobras.

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Segunda, 23 de Fevereiro de 2015 - 10:16

Semana difícil para Dilma

por Samuel Celestino

O governo Dilma enfrentará uma semana de dificuldades para aprovar projetos do seu interesse no Congresso Nacional. Soma-se a esta circunstância o fato de que a inflação mais uma vez subiu. Agora o mercado prevê um índice de 7,33%, enquanto o crescimento do País desaba para 0,50% o que significa recessão. É com este quadro que a presidente tentará impedir que a pauta desta terça-feira (24) das matérias que serão votadas na Câmara durante a semana não seja derrubada, principalmente o seu veto à tabela do imposto de renda, que ela quer que seja de 4,5%, contra 6,5% aprovado pela Câmara com uma inflação que já sobre para 7,33%. O Planalto pretende que a população pague o preço dos erros cometidos no quadriênio passado, com o generalizado aumento de preços e a reforma fiscal. Há uma sublevação no Congresso contra as medidas do Planalto. Tudo começará amanhã. Fica no ar a possibilidade de a presidente ser mais uma vez derrotada, embora seus ministros estejam trabalhando para convencer os parlamentares a votarem conforme deseja o Planalto e contra os interesses dos brasileiros, já asfixiados com o elevado custo de vida.

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Sexta, 20 de Fevereiro de 2015 - 14:53

MPF entra com ações de R$4,7 bi contra empresas

por Samuel Celestino

O Ministério Público Federal pela primeira vez entrou com cinco ações cíveis contra empresas envolvidas no Lava Jato por danos morais exigindo a devolução e ressarcimento do que receberam ilicitamente da Petrobras. O caso ficará por conta da Justiça Federal. Não somente as empresas responderão, mas também os seus executivos. São, ao todo, cinco empresas -  a Camargo Correia, OAS, Mendes Júnior, Galvão Engenharia e a Sanko. No total, a ação requer o ressarcimento de, nada menos, R$ 4,47 bilhões. Muitos executivos dessas empresas já estão presos por determinação do juiz Sérgio Moro, no Paraná. Este tipo de ação é raríssimo e poderá envolver alguns outros bilhões de reais, porque, se acatada pela Justiça, passa a correr responder também pelos juros a partir desta sexta-feira (20), quando o MPF adotou a medida.  

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Sexta, 20 de Fevereiro de 2015 - 11:17

Dilma insiste corrigir IR em 4,5%. Pode perder

por Samuel Celestino

Dilma insiste corrigir IR em 4,5%. Pode perder
Foto: Reprodução
Um termo muito utilizado pela esquerda em outros tempos - “espoliação” - (sempre acompanhado com o fecho “capitalista”) caiu de moda na medida em que o comunismo pouco a pouco se apagou no planeta, após 1989 com o desmanche da União Soviética e das suas repúblicas satélites. O que passa acontecer no governo Dilma Rousseff, é exatamente uma espécie de espoliação que os brasileiros vão sentir forte na pele no decorrer deste ano, como resultado do fracasso do governo no ano passado. De tal modo que o PIB deve fechar o ano negativo. A presidente arrocha (e não tem mesmo saída) com aumentos generalizados na área fiscal, atingindo em cheio todas as classes sociais do País. A presidente não aceitou a correção do Imposto de Renda aprovado pela Câmara dos Deputados em 6,5% quando a inflação avança para a casa dos 7,5%. Fixou em 4,5%. Nesta sexta, a presidente disse que insistirá  nos 4,5% e que se a Câmara não aceitar ela vetará a decisão do Legislativo. Corre risco. Segundo o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB), o Parlamento está pronto para derrubar o veto. Assim, virá uma queda-de-braço por aí. Certamente e mais uma vez o Palácio do Planalto perderá. Até o apoio do PT a ela está dividido.

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Sexta, 20 de Fevereiro de 2015 - 10:17

A corrida dos gatos pardos

por Samuel Celestino

A corrida dos gatos pardos
Foto: Ilustração
Está a chamar atenção, e de tal forma se espraia junto à população de maneira geral, a enxurrada de nomeações envolvendo nepotismo ou “nepetismo” no governo do estado. Se, no governo Jaques Wagner, a ordem era “aparelhar” com integrantes do PT, agora, no de Rui Costa vê-se um somatório com a presença de parentes e mais parentes de políticos ocupando postos do segundo e terceiro escalões. Como a Bahia tem gerado poucos empregos (aliás, a queda está presente em todo o País, como desemprego marcando ponto) talvez esteja aí a razão do empreguismo desvairado de irmãos, irmãs, filhos, noras, genros, primos e poucas mães. Enfim, da parentada em geral, numa festança que se assemelha à alegria carnavalesca dos apaniguados. A pressão dos políticos sobre os cargos do serviço público para os seus, leva não a competência, mas a incompetência dos nomeados. Vê-se então uma “inútil paisagem” de quem passa a ocupar cargos públicos. Coisa de louco. Antes, havia um ditado para o que agora se observa ressuscitado: “Na corrida para os cofres públicos todos os gatos são pardos”.

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Sexta, 20 de Fevereiro de 2015 - 09:39

Encontros atrás das portas I

por Samuel Celestino

Encontros atrás das portas I
Ministro José Eduardo Cardozo | Foto: Agência Brasil
Neste país dos escândalos e da corrupção, não convenceram as explicações do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, que apareceu numa reportagem de Veja, do último final de semana como notícia por ter recebido advogados de empresas envolvidas no Lava Jato.  Empresas com diversos executivos trancafiados nas prisões do Paraná. Cardozo deu voltas, utilizou recursos hábeis ou chulos para, certamente a mando de Dilma Rousseff, depois de realizar uma reunião com o seu grupo político, para exatamente destrinchar o emaranhado de contradições envolvendo seu ministro da Justiça. Logo ele tentou se explicar. Perdeu, presumivelmente, parte da força que demonstrava no governo, e alguma coisa a mais. Dentre elas, a condição de insuspeitabilidade. Com ampla repercussão, o ex-presidente do Supremo (que saudade), Joaquim Barbosa entrou em cena, ao suspeitar do encontro do político e ministro de estado recebendo advogados de empreiteiras sob suspeição. Se José Eduardo Cardozo tentou explicações, não convenceu de todo. Agora surge, a partir do jornal “Estado de S. Paulo”, uma notícia do mesmo teor, ou parecida. Lula e seu sócio, Paulo Okamotto, presidente do Instituto Lula, recepcionaram,  também, empresários e advogados de empresas envolvidas no Lava Jato. Sempre com pedidos a Lula tendo como alvos as confusões político-econômicas das empresas.

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Sexta, 20 de Fevereiro de 2015 - 09:34

Encontros atrás das portas II

por Samuel Celestino

Teriam recebido empreiteiros e advogados não uma vez, mais várias. Com tal revelação, o ministro da Justiça, que alegou ser da responsabilidade da sua pasta receber advogados, já não está sozinho em cena. Okamotto reconheceu que os encontros com empresários se repetiram diversas vezes, e, segundo o “Estadão”, com ameaças. Agora, se desejavam, com as “visitas”, desmontar os processos  do Lava Jato já não parece possível. A lama a cada dia, a cada informação que chega a público, se torna mais densa. Vai desde ministro a ex-presidente, o que não implica dizer que eles se envolveram com as propostas feitas. Aliás, o ministro José Eduardo Cardozo disse que não recebeu nenhuma proposta. Pode ser. Certamente os encontros foram para um mero drink entre amigos. E José Eduardo Cardozo que alimentava, - é o que se informa – o sonho de se tornar ministro do STF numa das vagas abertas... 

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Quinta, 12 de Fevereiro de 2015 - 07:49

Mais problemas

por Samuel Celestino

A bancada petista no Congresso, Câmara e Senado, iniciou um processo de sublevação contra a presidente. O Palácio do Planalto pretende emendar as propostas do governo que quer reajustar medidas fiscais, de sorte a economizar, neste ano, R$ 18 bilhões. Os projetos tocam nos benefícios trabalhistas e previdenciários. Consequentemente nos interesses populares. Sempre é assim. A corrente arrebenta do lado mais fraco. Deputados e senadores da base de apoio do governo estão arrepiados e dispostos a derrubar a pretensão do governo. E lá vem crise e mais coceira para atazanar Dilma.

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Adilson Fonsêca
Efeito colateral

Há alguns dias um comentário do articulista Kennedy Alencar, dava conta que como consequência dos respingos provocados pela Operação Lava Jato, dezenas de empresas que, de alguma forma, têm ou tinham ligação com a Petrobras enfrentam dificuldades e podem demitir até 100 mil funcionários nos próximos meses.

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Viagem no tempo

Samuel Celestino, anos atrás
Publicada no Jornal 'A Tarde' em 02 de março de 2005: Ironia ou sabedoria

Enquanto o País, atônito, perplexo e indignado, acompanha as estripulias do presidente da Câmara, Severino Cavalcanti, com a sua indecente proposta de aumentar em 67% os salários dos deputados, passando-os de pouco mais de R$ 12 mil para R$ 21,5 mil, além da verba do gabinete que sairia de R$ 35 mil para R$ 45 mil, o presidente Lula aparece em cena e propõe 0,1% de aumento para os servidores da União.

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