

18/06/2013 - 08:58
18/06/2013 - 08:49
"Se a gente continuar, vai começar a desagregar.”
Senador do PT e pré-candidato a governador, sobre a antecipação do debate para a sucessão em 2014.
19/06/2013 - 21:31
Edmar Viana de Freitas
Tendo dinheiro , nem traficante perigoso fica na cadeia. Essa é a nossa vergonhosa justiça.
19/06/2013 - 21:06
Ademar Jr
Na semana em que Salvador recebe os primeiros jogos da Copa das Confederações, o secretário estadual da Copa do Mundo de 2014, Ney Campello, admite, em entrevista ao Bahia Notícias, que a cidade não está totalmente pronta para receber o campeonato. “Acho que há uma distância daquilo que nós desejamos, do que nós projetávamos, que se deu, principalmente, em função da dificuldade do acordo institucional entre o governo do Estado e a prefeitura”, avalia. Mesmo assim, ele diz que tem sentimento de “dever cumprido” e elenca a herança dos eventos esportivos para o estado, como as reformas do Porto e do Aeroporto de Salvador e implantação de um sistema de videomonitoramento de segurança, o Centro Integrado de Comando Regional. Com os recentes transtornos no trânsito sentidos pelos soteropolitanos, o titular da pasta acredita que as mudanças pedidas pela Fifa são necessárias para dar suporte à realização dos jogos. “Não há como não ocorrer nenhum transtorno. O que faltou foi uma política de comunicação com a cidade sobre essa interdição”, sugere. Além disso, apesar da restrição de venda de acarajé dentro e no entorno da Arena Fonte Nova, Campello opina que as vendedoras do quitute “têm que comemorar muito o resultado”. Ele defende que a competição viabilizou geração de trabalho e renda para a população baiana, principalmente porque cerca de 600 ambulantes foram cadastrados para vender no raio de 2 km do entorno do estádio.
Segunda, 06 de Agosto de 2012 - 12:49
por Samuel Celestino
Tomo emprestado o título de Bertolucci. Ele bem se encaixa à estratégia tecida com muitas teias, calma obstinação e segurança, que ontem culminou com a indicação de Clériston Andrade ao governo, pela Executiva do PDS.
Os passos e as decisões do processo sucessório baiano não aconteceram aleatoriamente. São partes de uma todo, de uma estratégia traçada pelo governador Antonio Carlos Magalhães que envolveu todo o partido, a partir de suas bases, fechando os espaços possíveis a uma contra-manobra.
O governador e o candidato queimaram etapas. No inicio, de rédeas frouxas, surgiram pretendentes que, no correr do tempo, foram sepultados pela liderança do Palácio de Ondina que, em nenhum momento, abdicou de sua força e da inexorável disposição de conduzir o processo, valendo-se da condição de maior eleitor do partido no estado.
Para que a operação obtivesse sucesso, um prefeito foi demitido (ou pediu demissão, Mário Kèrtesz) em razão da ameaça de uma navegação em paralelo. Enquanto armava suas equações, o governador somou adesões e o candidato, Clériston Andrade, voltou-se com muito fôlego para o interior, familiarizando-se com as força políticas municipais, enquanto cuidava da administração do Baneb, imprimindo-lhe uma política desenvolvimentista para reafirmar, depois da experiência da Prefeitura de Salvador, a marca e a capacidade do executivo.
Com muitas adesões, tanto no interior como de parlamentares, o governador inclinou-se para as lideranças pedetistas. Diante do manifesto desejo do Senador Lomanto Júnior de se candidatar. Certamente ainda saboreando a expressiva vitória que obteve em 78, o governador vôou para Brasília e lá selou um acordo com o senador Jutahy Magalhães.
Este golpe político feriu de morte a tese do consenso, a principio defendida pelo próprio Jutahy mas, quebrada por Lomanto ao anunciar sua disposição em concorrer.
Com esta liderança e nada mas tendo a conversar com Lomanto, que abriu uma dissidência, o governador concentrou-se no terceiro vértice, o senador Luiz Viana Filho. Sem acordo. Mas com quase todo o partido envolvido na candidatura Clériston, seguiram-se várias tentativas, todas infrutíferes e aureoladas por uma esgrima política que, para o senador, termina na convenção de maio, prazo por ele estabelecido para uma definição.
A estratégia de Antonio Carlos e Clériston estava fincada em datas. E uma delas, a mais importante antes da convenção aconteceu ontem. Para se desincompatibilizar da presidência do banco, o que acontecerá na próxima sexta-feira, era necessário um fato concreto que respaldasse o candidato. O diretório e a executiva do partido se reuniram e forneceram o instrumento. A indicação da candidatura, uma espécie de pré-convenção que libertará Clériston Andrade para realizar, já a partir de agora, a sua campanha que findará em novembro.
Em trabalho eleitoral, as possibilidades de surpresas se encolhem e ficaram, praticamente, reduzidas a zero. Embora as regras eleitorais não estejam – neste país que se faz de véspera – estabelecidas e claras, não é plausível que haja uma mudança de sorte a modificar o panorama do PDS baiano. O Planalto, salvo num caso outro, não deverá interferir no processo. Na Bahia, com a maioria do partido incluída para Clériston, fica difícil imaginar-se uma contramarcha, sem que haja uma rutura total e absoluta do partido, obviamente com reflexos eleitorais.
A aranha tece a teia com seus próprios fios. E assim foi feito. Um candidato já está na pista, turbinas aquecidas, a espera dos concorrentes. As possibilidades de Lomanto ficam reduzidas a uma onírica sublegenda, difícil de se materializar pois o Congresso, por duas vezes, rechaçou esta proposta, a última das quais infringindo uma derrota ao governo, que não a assimilou. Ao contrário, recrudesceu (palavra de triste eloqüência) impondo o violento pacote para se garantir das derrotas que se projetavam no país.
Nas oposições, resta esperar esse enfadonho jogo de incorpora-não-incorpora para saber quem irá representá-las. Se Waldir, se Roberto ou – quem sabe nenhum dos dois.
Qual o legado que a Copa das Confederações deixará em Salvador?

18/06/2013 16:38
As últimas semanas marcaram o retorno a cena de jovens voltados a barrar o aumento das passagens na capital paulista. Além da truculência policial como impulsionador de novas mobilizações (o que demonstra apego a valores democráticos), em parte, a multiplicação de protestos buscam articular demandas que de longe se limitam a questões de mobilidade urbana. O repertório político consiste, grosso modo, em duas dimensões: uma geral e outra particular.
17/06/2013 07:24
Se o governado Antonio Carlos Magalhães convidar Itamar Franco para a inauguração do Teatro Castro Alves, sem dúvida que fará um bom negócio. Não como presença política, como presidente da república, porque o governador está em linha de oposição, mas sim como tração mesmo, para brilhar entre os artistas convidados para o show de abertura do TCA. Existe entre Itamar e a classe artística (feminina, claro) uma notável empatia.