Com Samuel Celestino

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Pérola do dia

Walter Pinheiro

"Se a gente continuar, vai começar a desagregar.”

Senador do PT e pré-candidato a governador, sobre a antecipação do debate para a sucessão em 2014.

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Entrevistas

Ney Campello

Na semana em que Salvador recebe os primeiros jogos da Copa das Confederações, o secretário estadual da Copa do Mundo de 2014, Ney Campello, admite, em entrevista ao Bahia Notícias, que a cidade não está totalmente pronta para receber o campeonato. “Acho que há uma distância daquilo que nós desejamos, do que nós projetávamos, que se deu, principalmente, em função da dificuldade do acordo institucional entre o governo do Estado e a prefeitura”, avalia. Mesmo assim, ele diz que tem sentimento de “dever cumprido” e elenca a herança dos eventos esportivos para o estado, como as reformas do Porto e do Aeroporto de Salvador e implantação de um sistema de videomonitoramento de segurança, o Centro Integrado de Comando Regional. Com os recentes transtornos no trânsito sentidos pelos soteropolitanos, o titular da pasta acredita que as mudanças pedidas pela Fifa são necessárias para dar suporte à realização dos jogos. “Não há como não ocorrer nenhum transtorno. O que faltou foi uma política de comunicação com a cidade sobre essa interdição”, sugere. Além disso, apesar da restrição de venda de acarajé dentro e no entorno da Arena Fonte Nova, Campello opina que as vendedoras do quitute “têm que comemorar muito o resultado”. Ele defende que a competição viabilizou geração de trabalho e renda para a população baiana, principalmente porque cerca de 600 ambulantes foram cadastrados para vender no raio de 2 km do entorno do estádio.

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Terça, 12 de Junho de 2012 - 08:40

Coluna A Tarde: Nas portas do inferno

por Samuel Celestino

O Supremo Tribunal Federal costuma decidir sobre matéria penal estritamente baseado em provas consistentes. Assim deverá ser com o mensalão, cujo julgamento começa no primeiro dia agosto e deve estar concluído em setembro. Antes, portanto, das eleições municipais. É de  supor que, ao oferecer a denúncia, a Procuradoria Geral da República se respaldou em provas concretas. De igual forma também o STF ao acatar a denúncia oferecida pela Procuradoria. Os petistas, parlamentares e outros personagens envolvidos no crime, como Marcos Valério, para apenas citar um nome, dentre outros, inclusive a cúpula diretiva do PT nacional, estão a tremer exatamente por isso.

Outra fosse a instância, que não a Suprema corte, e outros fossem os requisitos para decisões em matéria penal, os 38 réus não estariam a tremer com sugerem informações, como o observado no estranho diálogo entre Lula e o ministro do STF, Gilmar Mendes. O ex-presidente teria dito que José Dirceu estaria “desesperado”. O ex-chefe da Casa Civil é o principal integrante da quadrilha a ser julgado (deve ser o primeiro), mas, em seu favor informa-se que as provas não são tão concretas quanto aquelas anunciadas por Roberto Jefferson (um dos réus) no seu confronto transmitido pela TV com Dirceu. É precipitado adotar a informação como se verdadeira fosse.

O julgamento, assunto preferencial da mídia, já projeta sombras, inclusive, sobre a CPMI de Cachoeira (e da Delta, quase falida). A imprensa vai se ocupar dessa pauta até as eleições. A depender dos votos dos ministros, anunciados separadamente, um a um, o PT poderá pagar um preço caríssimo nas eleições de outubro. E atravessar um período de imensas dificuldades, perdendo a credibilidade que, aliás, já anda embotada diante dos últimos acontecimentos com a participação do ex-presidente Lula.

Não se trata somente da conversa com Gilmar Mendes. Pesam sobre ele suas ações em defesa do seu candidato à prefeitura de S.Paulo, Fernando Haddad, e contra Marta Suplicy, que queria a candidatura. A senadora é uma das principais eleitoras do PT naquele estado. Recentemente ela disse, em resposta ao ex-presidente, que “está na hora de tirar do corpo a roupa velha do corpo”, numa alusão ao PT. Ainda tem o “affair” do Recife, onde Lula também se envolveu.

Dentre os assuntos da mídia está a posição do principal tribunal brasileiro, cujos ministros são indicados pelo presidente da República. No caso específico, está na berlinda o ministro Mendes, que, recentemente, em matéria de capa da revista “Carta Capital”, um ex-sócio de Gilmar, Inocêncio Coelho, o acusa, em processo judicial conturbado, de desvio de dinheiro e sonegação, a partir de uma briga envolvendo o controle do Instituto Brasileiro de Direito Público, IDP, do qual o ministro seria sócio.  Complicação com tal emaranhado que chega às portas do inferno.

O outro ministro na berlinda é José Toffoli, nomeado por Lula, ex- advogado do PT e namorado de uma advogada que defende três mensaleiros. No último caso, a pergunta que se faz é se Toffoli vai, ou não, se afastar do julgamento invocando o princípio da suspeição, ou se o Supremo poderá fazê-lo pela manifestação da maioria dos seus membros. Assim, os problemas do mensalão são muitos. Extrapolam o julgamento dos réus para montar praça no próprio Supremo Tribunal Federal, onde estão magníficos magistrados. E outros nem tanto.

* Coluna de Samuel Celestino publicada no jornal A Tarde desta terça-feira (12).

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Cláudio André de Souza

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As últimas semanas marcaram o retorno a cena de jovens voltados a barrar o aumento das passagens na capital paulista. Além da truculência policial como impulsionador de novas mobilizações (o que demonstra apego a valores democráticos), em parte, a multiplicação de protestos buscam articular demandas que de longe se limitam a questões de mobilidade urbana. O repertório político consiste, grosso modo, em duas dimensões: uma geral e outra particular.

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Publicado no Jornal A Tarde, em 26 de junho de 1993 - O Reforço da Sociedade

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