Com Samuel Celestino

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Pérola do dia

Sidônio Palmeira

"Não tenho interesse em ser presidente. O meu interesse é continuar comprando ingresso para aplaudir o time e não ficar torcendo para não cair no Brasileiro."

Marqueteiro e fundador do movimento "Bahia da Torcida", ao rebater o presidente do clube, Marcelo Guimarães Filho, e negar que a mobilização tenha raiz político-partidária.

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Entrevistas

Fabrizzio Müller

O superintendente de Trânsito e Transporte de Salvador, Fabrizzio Müller, anunciou, em entrevista ao Bahia Notícias, que, enfim, a Lei de Carga e Descarga será implantada na cidade. Segundo ele, o texto do decreto já está na fase final de redação e a grande novidade é a restrição de tráfego aos caminhões, mesmo vazios, em toda a capital baiana. "A minuta de decreto está pronta. Será passada para o prefeito para ser analisada e isso é para esse mês ainda", avisou, ao completar que tudo tem sido acertado com as empresas de logística: "Esse decreto não será apenas de carga e descarga, mas também de restrição de circulação. Não adianta liberar a carga e descarga, se os veículos continuarem circulando nos horários de pico. Vamos ter horários de restrição à circulação, que serão de 6h às 9h e de 16h às 20h". Müller ainda fez um balanço sobre a atual realidade da Transalvador, em que há déficit de pessoal e equipamentos, minimizou a greve de parte dos servidores, divulgou ações para coibir estacionamentos irregulares, negou a necessidade de rodízio de veículos e defendeu a realização de blitze diárias para combater o dueto álcool e direção. Ele repudiou a difusão de aplicativos nas redes sociais para que motoristas driblem as fiscalizações. "Eu lamento que existam pessoas que façam isso, porque a finalidade da blitz é salvar vidas. [...] A gente entende que não se educa um filho segunda, quarta e sexta. A educação é permanente e, como a Lei Seca é uma política até de governo para reduzir acidentes, a gente entende que ela também tem que ser permanente", avaliou. Apesar da falta de estrutura nas vias e da má qualidade do transporte público, no entendimento do gestor, o trânsito de Salvador tem solução. "Tem jeito, mas não é da noite para o dia. Não será em seis meses ou em um ano. O trânsito é dinâmico, complexo. As pessoas têm que ter um pouco de paciência, mas ele irá melhorar sim", concluiu.

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Quinta, 12 de Abril de 2012 - 08:50

Coluna A Tarde: Para abalar a República

O tsunami que a presidente Dilma Rousseff enxerga no setor cambial a partir dos países desenvolvidos para prejudicar, pela excessiva valorização, as moedas dos emergentes, agora acontece, com outra conotação e maior visibilidade, em Brasília. Trata-se do escândalo que envolve o contraventor Carlinhos Cachoeira e o Congresso Nacional. Sem dúvida poderá se transformar em outro tsunami que provavelmente alcançará integrantes de variados partidos políticos. Está a caminho uma CPI mista, formada pela Câmara e Senado para, supõe-se, colocar sob os holofotes a disseminação da corrupção com um respeitável estandarte à frente: a figura do senador Demóstenes Torres.

Em complemento, abriu-se outro processo, esse no Conselho de Ética do Senado, cujo foco das atenções será muito menor. O Conselho não tem uma boa imagem, a julgar por desempenhos anteriores. Ademais, será específico. O objetivo é exclusivamente julgar Demóstenes, que responderá por quebra de decoro parlamentar. Já a CPI levantará ondas que arrastarão deputados e senadores que estejam envolvidos com o contraventor Cachoeira.

Os dois processos terão reflexos nas eleições municipais, na medida em que passarão a ser mais interessantes do que o pleito de outubro. Pretende-se colocar no mesmo saco todos os políticos colhidos pelas investigações da Polícia Federal, através de escutas consentidas pelo Judiciário. Não são poucos. Um deles, o chefe de gabinete do governador petista do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, entregou ontem o cargo.

A CPI foi acatada pelos presidentes da Câmara, Marco Maia, e do Senado, José Sarney, mas, por trás, dando respaldo, estaria o ex-presidente Lula que dessa forma decidiu na presunção de que poderá impor um forte desgaste à oposição. Há que considere que os governistas deram um tiro no pé ao abraçar a CPI. Percepção é verdade, que pode ocorrer, sim. Exatamente por que a experiência demonstra que as CPIs não costumam percorrer o trajeto imaginado, mas desviar por estranhos caminhos para se transformarem numa bola de neve. A Comissão Parlamentar de Inquérito, de qualquer sorte, é bem-vinda.

O Conselho de Ética, depois de instalado, não terá como respaldo documentos resultantes das investigações da Polícia Federal, porque o Supremo Tribunal Federal, onde os documentos probatórios dos ilícitos se encontram,  recusou-se a cedê-los por questão de sigilo de justiça. O Conselho poderá, no entanto, como diversas vezes já aconteceu, levar o senador Demóstenes Torres à renúncia do seu mandato para não ficar inelegível nas eleições de 2014.

Difícil. Teria que driblar também, o que não parece provável, a Lei da Ficha Limpa. Já a uma CPI a negativa do STF não cabe. Requisitadas as provas, o Supremo terá que encaminhá-las e é justo aí que se espera que o escândalo ganhe dimensões até agora impensadas, com o envolvimento de inúmeros parlamentares e de funcionários do alto escalão da República.

Se assim acontecer, poderemos assistir a uma lavagem ética na política brasileira. O escândalo ganhará a dimensão do tsunami cuja imagem aparece no primeiro parágrafo desta coluna. Brasília está em chamas e os corruptos em pânico. Costumam encontrar saídas, como tem acontecido. Observe-se, como exemplo, o processo do mensalão que tramita no Supremo sob pressão para que seja julgado ainda este ano. Espera-se que sim.

Assim posto, com uma CPI atraindo as atenções; com o julgamento do mensalão se o revisor do processo, ministro Ricardo Levandowski, apresentar o seu trabalho a tempo, as emoções ultrapassarão a renovação política dos municípios nas eleições. O foco das atenções será Brasília. Poderemos, então, assistir a um processo de limpeza ética da política brasileira. Em outras e esperançosas palavras, a República começará a mudar.     

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HOMICÍDIOS NA BAHIA

O deputado federal Antônio Imbassahy, pré-candidato a prefeito pelo PSDB, está a exibir uma pesquisa estarrecedora sobre a violência nas principais capitais do País, com destaque para os dez municípios brasileiros com maior número de homicídios em processo crescente. Salvador desponta como destaque negativo, tomando como base os homicídios registrados em 2011. Lidera.

São Paulo e Rio de Janeiro, a primeira com quatro vezes a população de Salvador e a segunda com 2,5 vezes, estão em queda. Mas não somente. A capital baiana lidera, com 1059 homicídios contra 644 de São Paulo e 541 do Rio. Dos dez municípios oito apresentam número decrescente. Por estado, a pesquisa demonstra que a Bahia é líder da matança. Tomando  também São Paulo e Rio como parâmetros, o primeiro registrou 3.745 homicídios, o Rio 2.604 e  a Bahia 4.074.

Já não dá, sequer para comentar.

*Coluna de Samuel Celestino publicada no jornal A Tarde desta quinta-feira (12).

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Gel Varela

16/05/2013 18:40

Violência: a obviedade não observada

O século XX foi marcado pela violência em sua dimensão geopolítica, porém,nesse início do século XXI, ou seja, nos últimos 13 anos, o acelerado conflito social parece sem precedentes na história. Dados do IBGE dizem que Estados, que no início da década ostentavam níveis moderados ou baixos para contexto nacional, apresentam crescimento severo, como Alagoas, Pará ou Bahia, que de 11º, 21º e 23º lugar passam para o 1º, 3º e 7º posto nacional, respectivamente, com crescimento que triplica ou quadriplica os quantitativos nesses 10 anos.

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