Com Samuel Celestino

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Pérola do dia

Hélio Ferreira

"Fica para uma próxima época. O importante é que nós tivemos o segundo maior aumento do Brasil e o nosso salário já se aproxima do que é pago em São Paulo."

Presidente do Sindicato dos Rodoviários, sobre o fato de o acordo que suspendeu a greve de ônibus não ter contemplado outras demandas além do aumento salarial e ampliação do tíquete alimentação.

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Entrevistas

Ney Campello

Na semana em que Salvador recebe os primeiros jogos da Copa das Confederações, o secretário estadual da Copa do Mundo de 2014, Ney Campello, admite, em entrevista ao Bahia Notícias, que a cidade não está totalmente pronta para receber o campeonato. “Acho que há uma distância daquilo que nós desejamos, do que nós projetávamos, que se deu, principalmente, em função da dificuldade do acordo institucional entre o governo do Estado e a prefeitura”, avalia. Mesmo assim, ele diz que tem sentimento de “dever cumprido” e elenca a herança dos eventos esportivos para o estado, como as reformas do Porto e do Aeroporto de Salvador e implantação de um sistema de videomonitoramento de segurança, o Centro Integrado de Comando Regional. Com os recentes transtornos no trânsito sentidos pelos soteropolitanos, o titular da pasta acredita que as mudanças pedidas pela Fifa são necessárias para dar suporte à realização dos jogos. “Não há como não ocorrer nenhum transtorno. O que faltou foi uma política de comunicação com a cidade sobre essa interdição”, sugere. Além disso, apesar da restrição de venda de acarajé dentro e no entorno da Arena Fonte Nova, Campello opina que as vendedoras do quitute “têm que comemorar muito o resultado”. Ele defende que a competição viabilizou geração de trabalho e renda para a população baiana, principalmente porque cerca de 600 ambulantes foram cadastrados para vender no raio de 2 km do entorno do estádio.

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Sábado, 02 de Junho de 2012 - 00:00

População considera 'absurdo' aumento na tarifa de ônibus em Salvador

por Aparecido Silva

População considera 'absurdo' aumento na tarifa de ônibus em Salvador
Foto: Aparecido Silva / Bahia Notícias
O valor da passagem de ônibus na capital baiana a partir da zero hora de segunda (4) passará de R$ 2,50 para R$ 2,80. O aumento anunciado pelo secretário de Transportes e Infraestrutura de Salvador (Setin), José Mattos, nesta sexta-feira (1) não atende ao pedido do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros (Setps), que apresentou a planilha de custo para solicitar um reajuste para R$ 3,15. No entanto, o preço fixado em R$ 2,80 foi suficiente para deixar parte da população indignada. Quando perguntado sobre o que achava do incremento, o administrador de empresas Sisnando Sena, 34 anos, responde rápido: “Absurdo!”. “O transporte é um caos, ônibus cheios às 7 horas da manhã, com portas abertas. Pela tarde, a mesma coisa para voltar pra casa”, criticou. O bancário, André Luiz, 31, soube do aumento por meio da reportagem do Bahia Notícias e relacionou a greve dos rodoviários com o pedido do Setps. “Tem o reajuste no salário dos motoristas e quem paga é o passageiro”, questiona Luiz, que ainda aponta os serviços como de "má qualidade". Segundo o Setps, a soma do reajuste salarial e benefícios dos rodoviários causa um impacto da ordem de R$ 5,9 milhões mensais, o que impulsionou a solicitação de elevação no preço. “É meter a mão no bolso da gente”, dispara o churrasqueiro, Braz Ubiratan, 47, que considera “caríssimo” o valor da tarifa: "Não adianta aumentar o rendimento do motorista e depois descontar no passageiro”. O reajuste oferecido pela Setin pegou a professora Sílvia Sílvia, 38, de surpresa. “Todo dia é ônibus cheio, viajando em pé, não tem condições”, argumenta a educadora, que alega pegar três coletivos diariamente. Como todas as pessoas ouvidas pelo BN, a administradora Andrea Vieira, 34, contesta os serviços de transporte coletivo. “A qualidade é péssima, a gente encontra até baratas dentro dos veículos. A quantidade de veículos é ínfima, não condiz com o serviço prestado”, opinou. Para Wiliam Barbosa, 18, auxiliar de escritório e usuário da linha Sussuarana-Iguatemi, o novo custo não está em sintonia com os ônibus “cheios e sucateados". "R$ 2,80 não correspondem com a qualidade. Ameaçaram com R$ 3,15, agora acham que amenizam com essa taxa. Eu discordo”, condenou.

Os rodoviários que estavam em greve conseguiram, após determinação do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), um incremento de 7,5% nos vencimentos e de 4,9% no valor do tíquete-refeição. Além disso, a Justiça decidiu pelo retorno do pagamento do quinquênio e acréscimo de 5% do salário-base aos trabalhadores com cinco anos de serviços efetivos e contínuos na mesma empresa. Com a sentença, os empresários do setor alegaram que o custo por passageiro subiu de R$ 2,96 para R$ 3,15. Apesar disso, a nova tarifa ficará congelada até dezembro de 2013.

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Qual o legado que a Copa das Confederações deixará em Salvador?

Artigos

Cláudio André de Souza

18/06/2013 16:38

A mobilização das ruas

As últimas semanas marcaram o retorno a cena de jovens voltados a barrar o aumento das passagens na capital paulista. Além da truculência policial como impulsionador de novas mobilizações (o que demonstra apego a valores democráticos), em parte, a multiplicação de protestos buscam articular demandas que de longe se limitam a questões de mobilidade urbana. O repertório político consiste, grosso modo, em duas dimensões: uma geral e outra particular.

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Viagem no tempo

Samuel Celestino, anos atrás

17/06/2013 07:24

Publicado no Jornal A Tarde, em 26 de junho de 1993 - O Reforço da Sociedade

Se o governado Antonio Carlos Magalhães convidar Itamar Franco para a inauguração do Teatro Castro Alves, sem dúvida que fará um bom negócio. Não como presença política, como presidente da república, porque o governador está em linha de oposição, mas sim como tração mesmo, para brilhar entre os artistas convidados para o show de abertura do TCA. Existe entre Itamar e a classe artística (feminina, claro) uma notável empatia.

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