Com Samuel Celestino

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Pérola do dia

Walter Pinheiro

"Se a gente continuar, vai começar a desagregar.”

Senador do PT e pré-candidato a governador, sobre a antecipação do debate para a sucessão em 2014.

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Entrevistas

Ney Campello

Na semana em que Salvador recebe os primeiros jogos da Copa das Confederações, o secretário estadual da Copa do Mundo de 2014, Ney Campello, admite, em entrevista ao Bahia Notícias, que a cidade não está totalmente pronta para receber o campeonato. “Acho que há uma distância daquilo que nós desejamos, do que nós projetávamos, que se deu, principalmente, em função da dificuldade do acordo institucional entre o governo do Estado e a prefeitura”, avalia. Mesmo assim, ele diz que tem sentimento de “dever cumprido” e elenca a herança dos eventos esportivos para o estado, como as reformas do Porto e do Aeroporto de Salvador e implantação de um sistema de videomonitoramento de segurança, o Centro Integrado de Comando Regional. Com os recentes transtornos no trânsito sentidos pelos soteropolitanos, o titular da pasta acredita que as mudanças pedidas pela Fifa são necessárias para dar suporte à realização dos jogos. “Não há como não ocorrer nenhum transtorno. O que faltou foi uma política de comunicação com a cidade sobre essa interdição”, sugere. Além disso, apesar da restrição de venda de acarajé dentro e no entorno da Arena Fonte Nova, Campello opina que as vendedoras do quitute “têm que comemorar muito o resultado”. Ele defende que a competição viabilizou geração de trabalho e renda para a população baiana, principalmente porque cerca de 600 ambulantes foram cadastrados para vender no raio de 2 km do entorno do estádio.

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Multimidia

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Quarta, 04 de Julho de 2012 - 00:00

Espaço público e participação

por Cláudio André

Em boa parte das democracias contemporâneas há o questionamento da representatividade do sistema político diante da distância que os partidos têm mantido em relação aos cidadãos comuns, resultando no alastramento de cidadãos que não se sentem representados, consolidando uma crise da representação política. Os debates sustentados por esses “déficits” da democracia nas últimas décadas motivaram os teóricos da democracia a buscar, sem jogar ao mar o instituto da representação política, um diálogo possível entre a representação e a participação direta dos cidadãos em espaços públicos de deliberação.
 
Ao mesmo tempo em que essa aproximação está em curso, é possível identificar empiricamente democracias que valorizam experiências participativas, ocorrendo em sistemas políticos representativos caracterizados como definiu o filósofo politico Norberto Bobbio, uma “forma de governo em que o povo não toma ele mesmo as decisões que lhe dizem respeito, mas elege seus próprios representantes, que devem por ele decidir”. As democracias modernas já não se restringem mais a representação.
 
Nesse aspecto, a Constituição brasileira de 1988 representa um avanço no reconhecimento da participação da sociedade civil em espaços decisórios, o que dá sentido, por um lado, ao alto grau de mobilização social e política que viveu o país em seu processo de modernização no século XX, e, por outro, ao contexto de disputa do projeto democrático, que influenciou a Assembleia Constituinte a reconhecer a participação política da sociedade civil na estrutura das instituições políticas tradicionais, particularmente o poder executivo.
 
A nova Constituição e a ascensão de novos atores políticos levaram a uma onda de inovação democrática marcada pela valorização da participação da sociedade civil em espaços essenciais a formulação e implementação de políticas públicas. É possível afirmar que as últimas décadas foram de consolidação da democracia brasileira, bem como o fortalecimento dos espaços públicos articulados junto à sociedade civil.
Apesar desse cenário, de maneira geral, a democracia brasileira ainda convive com retrocessos na construções de espaços públicos potenciais a participação da sociedade. A cidade do Salvador pode muito bem ilustrar esse atraso, pois é caracterizada atualmente por um “vazio público”, no que concerne um conjunto de experiências de participação e protagonismo da sociedade civil em espaços públicos estruturados em conformidade com a arena estatal. Ao contrário disso, tem sido comum na cidade o sentimento de que se vive sob a insígnia de interesses ocultos e privados, que mesmo sob contrariedade latente vencem, rasgando o argumento racional e público comum aos procedimentos inerentes a democracia. Esses interesses privados jogam nos bastidores em detrimento de espaços inspirados pela pluralidade de cidadãos e de um debate público de consensos (e dissensos). Ao mesmo tempo em que ocorre o esvaziamento de espaços públicos, avança o sentimento dos soteropolitanos de privatização do projeto de cidade (economia, política, urbanidade, cultura, etc.) e, portanto, de viver em sociedade.
 
O ano eleitoral começará de fato em poucos dias, havendo a possibilidade de dialogar sobre as questões mais importantes para a vida de todos, de acordo com as ideias e opiniões das candidaturas, mesmo se situadas próximas ou distantes ideologicamente. Contudo, é necessário a todos os atores políticos debater a refundação dos espaços públicos da cidade (conselhos, fóruns comunitários, conferências, audiências públicas, referendos, orçamento participativo, etc.) com o objetivo de valorizar a participação da sociedade civil enquanto uma concepção de democracia, que tem sido o grande desafio da política no século XXI, opaca e dissimulada para uma grande parcela dos cidadãos comuns.
 
Cláudio André de Souza é professor substituto de Sociologia do Instituto Federal da Bahia (IFBA)

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Qual o legado que a Copa das Confederações deixará em Salvador?

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Cláudio André de Souza

18/06/2013 16:38

A mobilização das ruas

As últimas semanas marcaram o retorno a cena de jovens voltados a barrar o aumento das passagens na capital paulista. Além da truculência policial como impulsionador de novas mobilizações (o que demonstra apego a valores democráticos), em parte, a multiplicação de protestos buscam articular demandas que de longe se limitam a questões de mobilidade urbana. O repertório político consiste, grosso modo, em duas dimensões: uma geral e outra particular.

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Viagem no tempo

Samuel Celestino, anos atrás

17/06/2013 07:24

Publicado no Jornal A Tarde, em 26 de junho de 1993 - O Reforço da Sociedade

Se o governado Antonio Carlos Magalhães convidar Itamar Franco para a inauguração do Teatro Castro Alves, sem dúvida que fará um bom negócio. Não como presença política, como presidente da república, porque o governador está em linha de oposição, mas sim como tração mesmo, para brilhar entre os artistas convidados para o show de abertura do TCA. Existe entre Itamar e a classe artística (feminina, claro) uma notável empatia.

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