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Entrevistas

Marina Silva

De olho no calendário eleitoral e no relógio, a ex-senadora Marina Silva tem rodado o Brasil com o objetivo de coletar assinaturas para a criação do partido Rede Sustentabilidade. Na última semana, a ex-verde esteve em Salvador, capital do estado onde conseguiu 10 mil assinaturas, de acordo com ela, e conversou com o Bahia Notícias sobre o caráter do movimento, que começou a ser discutido ainda em 2011, após sua saída do Partido Verde. “A experiência socialista no mundo causou a degradação ambiental no mesmo nível que a experiência capitalista. Então, a sustentabilidade está à frente destes dois modelos, igualmente insustentáveis do ponto de vista do equilíbrio do planeta. (...) Nós somos sustentabilistas. É uma palavra nova. Assim como esquerda e direita foram palavras novas na Revolução Francesa”, comparou. Ministra do Meio Ambiente ainda na gestão Lula, Marina criticou o governo Dilma pelo projeto que pretende dificultar o acesso de novas legendas a recursos do Fundo Partidário e tempo de propaganda, além de prometer entrar com uma ação de inconstitucionalidade no Supremo Tribunal Federal, caso o texto seja aprovado no Congresso. “É um projeto claramente direcionado à Rede. E eu digo mesmo. Claro que o governo e o PT sabem que as ideias novas, a palavra nova, têm força. E hoje nós estamos com 300 mil assinaturas, com três meses de criação. Para chegar a isso, a maioria dos partidos leva de oito meses a um ano”, disse. Além de reafirmar sua posição contrária ao casamento gay – e à realização de um plebiscito sobre o tema – Marina contou que o assunto será discutido, junto com a descriminalização do aborto e das drogas, em um congresso da Rede, provavelmente em setembro de 2014.

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Sexta, 04 de Maio de 2012 - 00:00

Conselho é bom e arquiteto gosta

por Jandira França

Historicamente, a profissão de arquiteto e urbanista no Brasil cuidou de ser abarcada pelo Sistema CONFEA/CREA,  sistema esse, que assumia e assume outras categorias, como a engenharia, nas suas mais diversas modalidades,  agronomina, geologia, tecnológos, técnicos de nível médio.

A criação do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil – CAU/BR e os Conselhos de Arquitetura e Urbanismo dos Estados e do Distrito Federal – CAU-UF, representa para toda categoria uma conquista histórica. Significa maior autonomia e foco dirigido na discussão de temáticas, além da possibilidade de tornar mais eficiente a fiscalização profissional.

Autarquia dotada de personalidade jurídica de direito público, o CAU possui a função de "orientar, disciplinar e fiscalizar o exercício da profissão de arquitetura e urbanismo, zelar pela fiel observância dos princípios de ética e disciplina da classe em todo o território nacional, bem como pugnar pelo aperfeiçoamento do exercício da arquitetura e urbanismo" (§ 1º do Art. 24º da Lei 12.378/2010).

Os profissionais da Arquitetura clamavam por um órgão próprio, individualizado para a categoria há mais de 50 anos.  Não era possível compatibilzar estratégias, quando se é mais um a pertencer a um todo, quando se evidenciam interesses diversos e muitas vezes divergentes e contraditórios.

O anseio da  própria “individualidade” da categoria, “da sua própria casa”, por meio da criação de um ente que buscasse fomentar a autonomia profissional e seu desenvolvimento, vem se arrastando por longos períodos, numa caminhada árdua, com batalhas incessantes e persistentes, cuja vitória foi materializada com a sanção, pelo Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 31.12.2010, da Lei n° 12.378, dispositivo legal que criou o Conselho de Arquitetura e Urbanismo - CAU.

Para nós arquitetos e urbanistas, isso significa a realização do sonho da “casa própria”. Agora vamos lutar, em conjunto com a categoria de profissionais, para fortalecer o nosso segmento, a nossa individualidade profissional, buscando demarcar nossos espaços, as especificidades da profissão e nossas expertizes.

No Estado da Bahia conta-se com mais de quatro mil profissionais e todo ano o Estado ganha centenas de novos arquitetos e urbanistas, exatamente por ser um Estado propício à atuação do profissional da arquitetura e urbanismo.

O CAU-BA é representado por 11 conselheiros e 11 suplentes que agora vão andar lado a lado com o profissional, que deverá se registrar, obrigatoriamente, no Conselho para o exercício da profissão.

Além dos conselheiros e suplentes que atuarão em defesa da sociedade, o CAU-BA contará com sistema de fiscalização do exercício da profissão, para que se minimize, ao máximo, tanto a ocorrência do exercício ilegal da profissão, quanto a falsidade ideológica.

A marca do CAU/BR e do CAU-BA será a criatividade e a inovação, o que será viabilizado com as mais diversas Comissões já criadas, que discutirão temas relevantes ao desenvolvimento e aperfeiçoamento profissional.

Desde dezembro de 2011, o CAU-BA foi formalmente implantado, cumprindo-se, assim, o que determina a Lei n° 12.378/2010 e em Janeiro de 2012, foram realizadas as eleições das diversas Comissões.

Agora o CAU-BA está em fase de operacionalização de seu funcionamento e atuando de forma veemente, com adoção de todas as medidas necessárias, para, no menor tempo possível, presentear os profissionais da categoria com sua sede e espaço de atendimento.  Estamos ansiosos para receber nossos profissionais, trocar idéias, ouvir opiniões, promover treinamentos, enfim, estabelecer uma relação mais individualizada e dirigida ao nosso segmento.


* Jandira França é arquiteta e presidente do Conselho de Arquitetura e Urbanismo da Bahia (CAU-BA).


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