
“O prefeito não dá bola para a cultura nem para a cidade. (...) É um governo fraco, cercado por uma quadrilha, com raras exceções. Todo dia nos jornais tem denúncia de corrupção. Estou na Fundação Gregório de Mattos há um ano e não deram bola. A cidade não merece esse tipo de gente. Estou caindo fora para não me contaminar. Tenho uma família e tenho história.”
Desabafo de Antonio Lins, poeta, escritor, jornalista e dramaturgo baiano, ao deixar a presidência da Fundação Gregório de Mattos (FGM) da prefeitura de Salvador.
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O governador Jaques Wagner (PT) já assinou o protocolo em que manifesta interesse em trazer uma das duas usinas nucleares que serão instaladas no Nordeste para a Bahia. Foi a primeira vez que o governante admitiu publicamente sua intenção de que o Estado seja contemplado com uma das estruturas, cujo investimento é estimado em R$ 13 bilhões. Wagner sabe que a tarefa não será fácil, não só porque a decisão ainda depende de estudos da Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento Energético (SPE) e do Ministério de Minas e Energia (MME), mas também por que terá de aprovar na Assembleia Legislativa uma alteração na Constituição do Estado, que impede que o território baiano receba uma indústria deste tipo. “Num convívio para o desenvolvimento, para a sustentabilidade, se paga um preço”, disse em entrevista ao jornal A Tarde, ao demonstrar disposição para lutar pela instalação da fábrica, que seria geradora de uma energia mais limpa. Wagner acredita que o fato de a Bahia já ter a única usina de urânio em atividade na América Latina, no município de Lagoa Real, pode ajudar na decisão.
A candidatura do ex-governador Waldir Pires ao Senado é viável?
A BAHIA NÃO PODERIA PARAR
