
“E não é porque somos da base aliada que iremos esconder nossa insatisfação na segurança que continua a mesma de cinco anos atrás.”
Vereador Moisés Rocha (PT), ao justificar seu projeto de implantação de câmeras em viaturas e alfinetar o próprio governo do seu partido.
Inconcebível, inacreditável, execrável a negociação da prefeitura com os vereadores da Base governista, seguramente excluídos os do PDT, conforme a reportagem do jornal A Tarde e do Bahia Notícias, de oferecer asfaltamento de ruas aos edis, como moeda de troca para evitar a instalação da Comissão Especial de Inquérito (CEI).
Hari Alexandre Brust - Salvador (BA)
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Fotos: Evilásio Júnior/ Bahia Notícias
Dois dos principais deputados petistas na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) divergem quanto à possibilidade de o ministro Geddel Vieira Lima utilizar a pasta da Integração Nacional em benefício próprio. O presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa, Zé Neto, acredita que o titular tem aproveitado a gestão para promover a pré-candidatura ao governo estadual. “É sempre bom saber que os recursos vêm para a Bahia. Mas, obviamente, boa parte tem chegado sem a devida transparência no método da escolha, o que cria dificuldade no acompanhamento, e sem sintonia com o plano de desenvolvimento do governo do Estado. Desenvolvimento não é moeda de troca. É bom lembrar que o ministro voou e visitou mais as cidades do que ficou no Ministério”, questionou, ao cobrar que o governo federal, de posse do relatório, peça uma justificativa ao peemedebista. Já o líder do PT na AL-BA, Paulo Rangel, afirma não acreditar no desvio de finalidade. “Acho que nós temos necessidades e também a aplicação desses recursos faz parte da influência do governo do Estado. Seria uma temeridade. Como ficaria o restante do Norte e do Nordeste e as demais regiões que sofrem com acidentes geológicos e climáticos? Também não posso deixar de admitir que tenha a influência do próprio ministro em trazer investimentos para a Bahia”, opinou.
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