
“E não é porque somos da base aliada que iremos esconder nossa insatisfação na segurança que continua a mesma de cinco anos atrás.”
Vereador Moisés Rocha (PT), ao justificar seu projeto de implantação de câmeras em viaturas e alfinetar o próprio governo do seu partido.
Inconcebível, inacreditável, execrável a negociação da prefeitura com os vereadores da Base governista, seguramente excluídos os do PDT, conforme a reportagem do jornal A Tarde e do Bahia Notícias, de oferecer asfaltamento de ruas aos edis, como moeda de troca para evitar a instalação da Comissão Especial de Inquérito (CEI).
Hari Alexandre Brust - Salvador (BA)
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Foto: Max Haack/Bahia Notícias
César Borges, que era carlista, faltou a homenagem ao ex-chefe
O senador César Borges (PR), o ex-governador Paulo Souto (DEM) e o ex-prefeito Antônio Imbassahy (PSDB), três quadros de ponta no tempo em que Antonio Carlos Magalhães comandava a Bahia, foram os ausentes notados ontem, no segundo aniversário da morte do ex-senador, quando o mausoléu dele no Campo Santo foi abençoado por padre Sadock. As razões: César Borges estava em Genebra, Suiça, em missão do Congresso, e Paulo Souto está na Espanha. Antônio Imbassahy, que estava no litoral norte, chegou atrasado. O senador João Durval (PDT) e o prefeito João Henrique (PMDB), que chorou durante a homenagem, estavam lá. Chorou, aliás, mais do que os carlistas que derramaram lágrimas. E olha que JH nunca foi carlista. João Durval, sim, governou a Bahia, ao derrotar Roberto Santos, em 1981, na primeira eleição direta, ainda na época da ditadura, escolhido por ACM após a morte, em desastre aéreo, do seu candidato, Clériston Andrade, que havia sido prefeito de Salvador (nomeado por ACM) e presidente do Baneb, que, depois, viria a ser leiloado na bacia das almas, entregue ao Bradesco por pouco mais de R$200 milhões. Aliás, o segundo aniversário da morte do chefe do carlismo, que deu cartas na Bahia por décadas, teve o brilho que não aconteceu no primeiro ano da sua morte. Assim, mesmo dois anos após a morte, o antigo cacique político da Bahia ainda está vivo para a política estadual. Ressurreição do carlismo?
(Samuel Celestino)
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