
“O prefeito não dá bola para a cultura nem para a cidade. (...) É um governo fraco, cercado por uma quadrilha, com raras exceções. Todo dia nos jornais tem denúncia de corrupção. Estou na Fundação Gregório de Mattos há um ano e não deram bola. A cidade não merece esse tipo de gente. Estou caindo fora para não me contaminar. Tenho uma família e tenho história.”
Desabafo de Antonio Lins, poeta, escritor, jornalista e dramaturgo baiano, ao deixar a presidência da Fundação Gregório de Mattos (FGM) da prefeitura de Salvador.
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O Ministério Público Federal (MPF) em São Paulo denunciou nesta segunda-feira (1º) três executivos da construtora Camargo Corrêa e quatro doleiros, inclusive por causa das obras do metrô de Salvador. Eles são acusados de participarem de um suposto esquema de câmbio ilegal paralelo, evasão de divisas, fraude contra o sistema financeiro e lavagem de dinheiro. A denúncia da procuradora da República Karen Louise Jeanette Kahn, com base na Operação Castelo de Areia, da Polícia Federal (PF), realizada em março deste ano. Segundo ela há uma “farta gama de provas” que indicam “a existência de articulada e sofisticada organização criminosa operada por doleiros e diretores da empresa Construções e Comércio Camargo Corrêa”. O MPF registrou seis desses casos, entre eles o da Refinaria Abreu e Lima, em Recife, em que a auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) apontou 12 irregularidades. Além do metrô da capital baiana, foram denunciadas as obras de ampliação do aeroporto de Vitória, a implantação de trens urbanos em Fortaleza, a implantação do terminal de passageiros Timbi e a de modernização do trecho Rodoviária-Recife-Cabo, do sistema de trens urbanos da capital pernambucana. A Camargo Correa também foi apontada pela Operação Nêmesis, da Secretaria Estadual de Segurança Pública (SSP-BA), em que foram apontadas ilegalidades no aluguel de viaturas das polícias civil e militar baiana e compra de fardamento. Com informações da Agência Brasil.
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