Oito candidatos disputam controle da PGR; lista tríplice ainda é incerteza
Foto: Divulgação / MPF

Oito nomes são cotados para assumir a Procuradoria-Geral da República (PGR) em substituição ao atual chefe do órgão, Rodrigo Janot. O formato da escolha ainda está em suspense – desde o primeiro mandato do ex-presidente Lula, a eleição é feita por meio de lista tríplice – em maio de 2016, Temer havia sinalizado que se alinhava a esse formato. "Quem escolhe o Procurador-Geral da República, a partir de lista tríplice, é o presidente da República. O presidente manterá tradição de escolha de primeiro de lista tríplice para PGR", disse, em resposta ao então ministro da Justiça Alexandre de Moraes. Segundo informações do jornal Folha de S. Paulo, atualmente, no entanto, a expectativa é de que Temer possa usar a prerrogativa concedida pela Constituição e escolher um nome entre todos os integrantes do Ministério Público Federal que tenham mais de 35 anos. Entre os candidatos está o subprocurador-geral da República e vice-procurador-geral eleitoral Nicolao Dino, que é apontado como o mais próximo de Janot. Entre os moderados, que chegam a fazer críticas ao atual procurador-geral, estão Ela Wiecko, que deixou de ser vice de Janot após participar de um protesto anti-impeachment; Franklin Rodrigues da Costa, cuja candidatura surpreendeu parte dos procuradores; Mário Luiz Bonsaglia, que ficou em segundo lugar na lista tríplice de 2015, quando Janot foi reconduzido ao cargo. Há também adversários declarados de Janot: Carlos Frederico Santos, que chegou a concorrer em 2015, mas ficou fora da lista tríplice; Eitel Santiago Pereira, que concorreu pela última vez em 2009; Raquel Dodge, terceiro lugar na lista tríplice de 2015; e Sandra Cureau, que é menos conhecida entre os procuradores jovens.

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