‘Rebelião’ na base é alimentada por falta de tato de Rui e secretários com deputados
Foto: Manu Dias/GOVBA

Passa de 60 dias o período sem que um projeto do governo do Estado seja apreciado na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), uma mini rebelião na base. A razão: o descontentamento dos deputados, que reclamam, dia sim e o outro também, da falta de tato do governador Rui Costa (PT) e de secretários estaduais. A queixa pública, no entanto, se limita à falta de execução das emendas parlamentares, aprisionadas apesar de serem impositivas. Nos bastidores, a briga é pela falta de interlocução com os deputados não têm os pleitos respondidos pelo primeiro escalão do governo. “Os deputados não têm nenhuma moral”, confidencia um aliado de Rui, ao admitir que o governador faz opções que desagradam até mesmo os mais fiéis seguidores.  Os prefeitos, que usualmente tinham um pedágio obrigatório com deputados para apresentar projetos e demandas, agora pulam uma etapa considerada crucial pelos parlamentares para alimentar a retroalimentação das eleições. Se nos primeiros meses a crítica era direcionada ao secretário de Relações Institucionais, Josias Gomes, agora é generalizada para a administração estadual. Até nos eventos públicos com prefeitos existe a bronca. Recentemente, em conversa com o Bahia Notícias, deputados protestaram por saberem, pela imprensa ou por outras formas não oficiais, que prefeitos estariam em Salvador para a assinatura de protocolos. O by-pass dado nos parlamentares pode não ser sentido apenas em votações da AL-BA, que por enquanto são matérias menos urgentes e de menor impacto para o governo, porém, num longo prazo, reduz o interesse dos deputados em gastar sola do sapato para defender o governador em 2018, quando Rui tentará a reeleição. É apostar alto e acreditar que o inimigo não mora ao lado. Esse comentário foi ao ar na RBN Digital às 7h, com reprise às 12h30.

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