Com Samuel Celestino

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Curtas do Poder

Curtas do poder

Juro que não quero falar de Gabrielli. Não nada pra falar mesmo. O que vale mesmo é saber como é que o propagandista de Doutô Otto vai resolver essa história de contradizer os padrinhos de campanha dele. Veja que o 'companheiro' Otto aparece como resolvedor do problema do ferry. E os barcos chegaram da Grécia e foram direto para a revisão. Como é que viajou o Atlântico sem revisar? Ou teve que ir pra compensar os marinheiros escalifando de março a agosto no mar? Não vou nem entrar nos boatos de parentesco que andam dizendo por aí. Vou é passar um Machado nessas relações, só preciso saber se vai ter resposta ou não para as minhas perguntas. Enquanto elas não chegam, não deixe de ler as Curtas do poder!

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Pérola do dia

Carlos Gaban

“Isso é conversa pra boi dormir. Ele [Zé Neto] não me ligou. Acredito que o relatório não está pronto.”

Carlos Gaban (DEM), vice-líder da oposição na Assembleia Legislativa, sobre a negociação com o governo para votar as leis de organização básica (LOBs) da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros.

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Entrevistas

Da Luz

Foco na gestão pública. Esse é o principal lema do discurso do candidato ao governo do estado pelo PRTB, Rogério Tadeu da Luz. Em entrevista ao Bahia Notícias, Da Luz afirmou que todos os problemas do estado estão ligados a gestão e a valorização do funcionário público: “A gestão faz com que falte o recurso humano. Porque se gasta muito dinheiro alocado em áreas onde não tem a atividade final para a população... O servidor e os serviços públicos realmente precisam ser encarados como prioridade, para que eles possam prestar um bom serviço para a população, que é quem paga essa conta com os impostos”. Entre as propostas de Da Luz estão a criação do cartão saúde da família, que terá convênios com hospitais particulares para emergências, educação em período integral e o fim de secretarias como a Casa Civil e Relações Institucionais. “São dois grandes exemplos de secretarias que nada fazem para a população. Durante o governo PT na Bahia serão gastos nelas quase R$ 1,5 bilhão. Daria para construir 28 ‘Hospitais do Subúrbio”. Por fim, Da Luz diz estar preparado para assumir o cargo e pede uma chance para algo diferente no cenário político baiano.”Quero dizer ao povo da Bahia que eu não sou um sonhador, eu sou um lutador. A cada eleição eu venho me preparando para poder assumir esse estado, fazer uma gestão técnica, e resolver esses problemas que há 40 anos não se resolvem. Eles prometem, mas não cumprem. Me dê oportunidade que cumprirei”. Leia a entrevista completa.

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Quinta, 25 de Abril de 2013 - 00:00

Câmara: Votação aberta decidirá fim do voto secreto; movimento tenta reunir apoios

por Rodrigo Aguiar

Câmara: Votação aberta decidirá fim do voto secreto; movimento tenta reunir apoios
Fotos: Max Haack / Ag. Haack / Bahia Notícias
Iniciado na última segunda-feira (22), o movimento “Voto Aberto Já” pretende reunir até a próxima semana pelo menos 29 vereadores para aprovar o fim do voto secreto em deliberações sobre projetos vetados e contas do prefeito. Antes, porém, é necessário aprovar um requerimento de urgência-urgentíssima, por igual número de votos, para que a matéria tenha preferência na pauta da Casa. O projeto é de autoria do vereador Paulo Câmara (PSDB), presidente do Legislativo municipal. Segundo explicou ao Bahia Notícias a vereadora Fabíola Mansur (PSB), uma das líderes da frente política em defesa do voto aberto, a proposta do tucano pretende modificar um dos itens artigo 37 da Lei Orgânica do Município (LOM), que estabelece as três situações de votação secreta: julgamento do prefeito e vereadores (inciso I), deliberação sobre projetos vetados e contas do prefeito (inciso II) e eleição da Mesa (inciso III). Conforme relatou Fabíola, a meta é tornar abertas as votações descritas no segundo inciso, ou seja, continuariam secretos os posicionamentos dos vereadores em processos de perda de mandato ou escolha dos integrantes da Mesa.

“Temos em tese 25 vereadores que apoiam o requerimento. Vamos retomar a discussão na próxima terça [30], na reunião do colégio de líderes”, afirmou a vereadora. A longo prazo, o plano da socialista, no entanto, é ainda mais ambicioso. “Queremos fazer como Belo Horizonte”, revelou, ao se referir ao fim do voto secreto no Legislativo da capital mineira, aprovado em 2012. Para tanto, a oposicionista já elaborou um substitutivo a fim de derrubar também o caráter secreto em julgamentos de prefeito e vereadores. Fabíola, no entanto, reconhece que o movimento encontrará dificuldades para aprovar o voto aberto, devido à resistência de colegas. Além disso, o instrumento é estabelecido pela Constituição.

“É preciso fazer uma análise técnica da Constituição. O voto secreto foi instituído para proteger os legisladores de pressões, inclusive do Executivo”, avaliou Kiki Bispo (PTN). Para exemplificar seu raciocínio, o henriquista argumentou que os vereadores da antiga legislatura poderiam ter aprovado as contas de 2009 do ex-prefeito João Henrique, caso não estivessem protegidos pelo sigilo da votação. “João Henrique tinha maioria e os vereadores ficariam com receio de reprovar as contas”, elucubrou. Durante a sessão desta quarta (24), colaram em seus trajes adesivos do “Voto Aberto Já” diversos vereadores, entre eles Vado Malassombrado (DEM), Euvaldo Jorge (PP), Leandro Guerrilha (PSL), Ana Rita Tavares (PV), Fabíola Mansur (PSB), Aladilce (PCdoB), J. Carlos Filho (PT), Luiz Carlos (PRB), Sílvio Humberto (PSB), Hilton Coelho (PSOL), Everaldo Augusto (PCdoB), Arnando Lessa (PT), Léo Prates (DEM), Duda Sanches (PSD), Gilmar Santiago (PT), Prisco (PSDB) e Heber Santana (PSC). Não estavam com adesivos, mas também se disseram favoráveis à mudança Henrique Carballal (PT), Suíca (PT) e Marcell Moraes (PV). Como a votação pelo fim do voto secreto é aberta, será possível saber se algum deles mudar de opinião até lá.   

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