Com Samuel Celestino

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Curtas do Poder

Curtas do poder

Descobri um fato importante que os jornalistas da capital estão penando pra descobrir há muito tempo: o motivo de Marcelo Nilo não divulgar em seu DataNilo, também conhecido como Babesp, pesquisas da corrida ao Senado. Nem o velho Samuca teve essa sacada, mas eu adianto. Tudo tem a ver com uma rusga que ele tem com Dotô Otto. O candidato governista está crescendo, mas como seus correligionários invadiram antigos redutos de Nilo, o presidente da Assembleia se chateou e decidiu não divulgar o up nos números do amigo em seu instituto. Também pouco importa, pois o DataNilo não é dotado de grande credibilidade mesmo. Ah, vou aqui mandar um recado pra os propagandistas de Souto e Rui. Ô seu Pascoal e seu Sidônio, o Bahia Notícias não é brog, é um portal. Parece que o jornalista de Pascoal, que era um pedaço de cavalo, já aprendeu isso. Virou uma seda de uma hora pra outra. Confira as Curtas e venenosas do poder!

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Marcos Mendes

“No início nenhum deles assinava, mas a pressão que nós fizemos funcionou. Nós tivemos um papel importante. Independente de sermos eleitos ou não, a gente quer ter um papel importante, a gente quer assegurar o direito dos servidores”

Marcos Mendes, candidato do PSOL ao governo do estado, sobre a assinatura dos demais postulantes de um documento em que se comprometem a pagar a URV dos servidores públicos.

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Entrevistas

Jorge Almeida

Jorge Almeida é professor de Ciência Política e doutor em Comunicação e Cultura Contemporânea pela Universidade Federal da Bahia (Ufba). Em entrevista ao Bahia Notícias, ele fala sobre o impacto dos denuncismos e das manifestações de junho de 2013 nas campanhas eleitorais deste ano e analisa como a morte do ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos, mudou os rumos da campanha presidencial. Para Almeida, o crescimento do PSB nas pesquisas não representa uma quebra da polarização PT x PSDB, como tanto anuncia a campanha socialista, mas sim uma disputa de candidaturas que pouco mostram os projetos para questões essenciais. “O grosso das divergências que aparecem são muito mais de ordem de um debate sobre competência pessoal, capacidade gerencial, honestidade, ética... E você não vê aparecendo projetos claros, definidos”, avalia. Sobre a corrida eleitoral na Bahia, o professor acredita que Lídice da Mata (PSB) não conseguirá capitalizar os votos de Marina Silva, e que o governo de Jaques Wagner foi tão frágil que não conseguiu construir uma marca que alavancasse o candidato petista. “Não é atoa que, após oito anos de governo, a campanha continua sendo feita em torno do time de Lula. O que é incrível, porque depois de quatro anos um governador tem que se apresentar como seu próprio time. [...] Isso mostra um auto reconhecimento de que o governo estadual não tem um prestígio social, político e eleitoral para apostar na sua própria imagem”, conclui.

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Quinta, 29 de Novembro de 2012 - 00:00

Prefeito de Cansanção contratou empresa em nome de sobrinho; vereador acusa gestor de montar esquema

por Rodrigo Aguiar

Prefeito de Cansanção contratou empresa em nome de sobrinho; vereador acusa gestor de montar esquema
O prefeito reeleito de Cansanção, Ranulfo Gomes (PSD), contratou por diversos meios de licitação a empresa G. S. Informática – de nome empresarial G. S. de Oliveira ME – para prestar uma série de serviços à administração municipal, desde o fornecimento de material de expediente ou didático até aparelhos de ar condicionado, ou mesmo suprimentos de informática. Nos contratos com a prefeitura, a empresa é representada por Gabriel Santos de Oliveira, sobrinho da primeira-dama Vilma Rosa de Oliveira Gomes, também secretária de Saúde. Uma publicação do Diário Oficial da prefeitura de Cansanção no dia 6 de abril de 2011 dá uma ideia da quantidade de recursos obtidos pela G. S. Informática. De acordo com homologação do pregão presencial 021/2011, a empresa foi vencedora de 10 lotes para “suprir necessidades das secretarias municipais”, o que representava aproximadamente R$ 385 mil. A proximidade entre o gestor e seu sobrinho é tanta que, em 2 de dezembro de 2009, Gabriel constituiu Ranulfo seu procurador e lhe conferiu autoridade para movimentar sua conta bancária no Banco Bradesco, segundo certidão do Cartório 1º do Tabelionato de Notas com Funções de Protestos da Comarca de Cansanção. O fato levantou a suspeita de que Gabriel poderia atuar como laranja do político, que seria o verdadeiro proprietário da G. S. Informática. Em extrato do contrato 003/2011, o endereço informado como sede da empresa (Avenida Monte Santo, 346) é o mesmo do prefeito e de Gabriel. Segundo o vereador Cirilo Damasceno (PSDC), em entrevista ao Bahia Notícias, o gestor montou um esquema que incluiria outras empresas para se beneficiar em contratos com a prefeitura. “Todas as licitações são vencidas pelas empresas do próprio gestor, que estão em nomes de laranjas. Ele está beneficiando ele e a família; compra dele mesmo. É um prefeito procurador”, acusou Damasceno, que entrou com representações no Ministério Público Estadual e uma notícia-crime no Tribunal de Contas dos Municípios (TCM). De acordo com o vereador, também fariam parte do esquema as empresas M Neves de Oliveira – contratada para locação de veículos – e a E. S. de Oliveira ME, que forneceu combustível para a prefeitura.

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