Com Samuel Celestino

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Curtas do Poder

Curtas do poder

Sei que tem gente que não gosta de mim, mas eu só faço meu papel de informar. Os poderosos temem, mas as informações privilegiadas que recebo não podem ficar guardadas. Se fosse assim, ninguém saberia que Sidônio, após uma batalha sangrenta nas eleições, se uniu aos rivais ACM Júnior e ACM – O Neto. Se eu me calasse ninguém saberia que uns filhinhos de papai estão faturando alto operando o lixo na saúde municipal e meninos maluquinhos na educação. Enfim, hoje eu faço altas revelações dos bastidores da política baiana e brasileira. Leiam as Curtas do poder!

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Pérola do dia

Cristiana Matos Americo

"Há muitos servidores que foram afastados ou aposentados e que não foram substituídos. E, muitas varas, de comarcas do oeste, funcionam com servidores cedidos pelo município, como é o caso de Luís Eduardo Magalhães. E isso deixa o TJ na mão do gestor local, além do que, o servidor não faz parte do quadro do tribunal, não tem o mesmo comprometimento, e não faz parte do plano de cargos e salários"

Presidente da subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Barreiras, ao falar sobre a possibilidade de criação de uma unidade do Judiciário do segundo grau, em uma das áreas mais remotas do estado, na região do extremo oeste.

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Entrevistas

Mário Negromonte Jr.

Depois de quatro anos na Assembleia, o deputado estadual Mário Negromonte Jr. (PP) chegou à Câmara Federal para ocupar a vaga deixada pelo pai, Mário Negromonte, hoje conselheiro do Tribunal de Contas dos Municípios. Prestes a embarcar para Brasília, Negromonte Jr. faz um balanço positivo da sua experiência nas urnas, em 2010 e 2014, e, apesar de ter o sobrenome citado na Operação Lava-Jato, acredita que o pai não tem qualquer envolvimento com as denúncias. Para o tio, Adarico Negromonte, no entanto, ele é mais ponderado. “Se o meu tio errou, eu digo muito claramente, ele deve ser punido. Em relação a isso, a minha família, eu volto a dizer: eu não posso jamais responder pela atitude dos outros”, frisou. Do deputado estadual do “cacetinho baiano” a deputado federal, Negromonte Jr. promete defender os 169.215 – seis a mais que o pai em 2010 – o progressista admite a inspiração no genitor, mas garante que caminha com as próprias pernas.

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Multimidia

Veja os gols de Bahia 1x2 Atlético-PR

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Domingo, 28 de Outubro de 2012 - 21:45

ACM Neto diz que governará de olho no futuro: 'Não adianta especular que o carlismo voltou'

por Rodrigo Aguiar / Evilásio Júnior

ACM Neto diz que governará de olho no futuro: 'Não adianta especular que o carlismo voltou'
Foto: Max Haack / Ag. Haack / Bahia Notícias
Prefeito eleito de Salvador, ACM Neto (DEM) dedicou o êxito nas urnas ao avô, o falecido senador Antônio Carlos Magalhães, mas negou que a sua gestão será espelhada nas administrações do parente. Em entrevista coletiva na noite deste domingo (28) no seu comitê, na Avenida Vasco da Gama, o democrata negou que a sua vitória represente a volta ao carlismo. "Estamos em 2012, assumirei em 2013 e governarei olhando para o futuro. Não adianta ficar especulando que o carlismo voltou", rechaçou. Neto revelou que vai montar nos próximos dias uma equipe de transição e procurar o prefeito João Henrique, que enfim se declarou seu aliado, para realizar o trabalho em conjunto. Por enquanto, a lista de escolhidos segue indefinida. "A discussão de nomes é a última coisa que acontecerá", avisou Neto, ao considerar que poderá manter no Palácio Thomé de Souza titulares da atual prefeitura. "Não farei caça às bruxas", justificou. O democrata também admitiu que "não dá para resolver da noite para o dia" os problemas da capital baiana. O próximo gestor soteropolitano elencou como prioridades arrumar a casa, tapar os buracos e melhorar o trânsito, a iluminação e a limpeza da cidade. ACM Neto evitou falar sobre a sucessão ao governo estadual, ao argumentar que "não é o momento de se discutir 2014". "Pelo amor de Deus. Eu e Célia [Sacramento, sua vice] fomos eleitos agora", pontuou.

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Passada a eleição, qual área deve ser prioridade para o governo fede

Artigos

Mario Lima
Sim! Eu sei com quem estou falando

O chavão “você sabe com quem está falando?” é o filho dileto da relação desproporcional entre o Estado e a Cidadania, na qual aqueles que momentaneamente estão investidos de funções públicas se esquecem da transitoriedade de suas prerrogativas, que, no mais das vezes, confundem com o poder, o qual, em verdade, lhes foi delegado pelo cidadão , a quem efetivamente pertence.

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Viagem no tempo

Samuel Celestino, anos atrás
Publicado no jornal A Tarde em 28 de janeiro de 81: Governadores eleitos, e daí?

Em todas as unidades da Federação os políticos de maior expressão já se antecipam e posicionam-se como candidatos aos governos. A emenda constitucional que devolveu ao povo o sagrado direito de escolher, pelo voto, seus governantes, antecipou, em muito, o processo sucessório. Mas eleições diretas, por si só, não bastam, porque são insuficientes para vestir o país com roupas democráticas. É preciso restabelecer, antes do pleito de 82, a autonomia dos estados e dos municípios, perdida na voragem centralizadora do movimento revolucionário. O princípio federativo foi literalmente destroçado, com a demasiada concentração de força do governo da União.

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