Zé Neto denuncia plano para manter greve até 2 de Julho: ‘oposição quer que estudantes percam o ano’
Fotos: Tiago Melo e Patrícia Conceição / Bahia Notícias
O líder do governo na Assembleia Legislativa (AL-BA), Zé Neto, denunciou ao Bahia Notícias um suposto plano para que a paralisação dos professores fosse estendida até o dia 2 de julho, data em que os políticos aproveitam as festividades pela Independência da Bahia para fazer corpo-a-corpo com o povo, sobretudo em ano eleitoral. A medida seria uma prova de que o movimento grevista, que já dura mais de dois meses, tem sido inflamado por motivações partidárias além do PCdoB, partido ao qual o presidente da APLB, Rui Oliveira, é filiado. “A conversa nos corredores na Casa hoje é de que eles vão tentar jogar a greve para o 2 de Julho. Esses caras [deputados contrários] estão apostando no pior. A oposição quer que os estudantes percam o ano para atingir o governador. Não há um esforço da oposição para construir um caminho alternativo. Todo o esforço é para tentar destruir o Estado”, apontou, ao relacionar a influência de partidos na mobilização dos docentes. “Os professores que estão lutando por melhores salários, a gente respeita. Mas o movimento está à deriva. Vários partidos têm plantando informações mentirosas e desencontradas. Para piorar, o DEM, que nunca teve história de luta sindical, colocou uns gatos pingados lá dentro para jogar gasolina e tocar fogo. A oposição tem que saber o limite da responsabilidade”, argumentou o petista, que teria sido alvo de ataques do deputado Carlos Geilson (PTN), que apoia o pré-candidato do DEM, José Ronaldo, em Feira de Santana. “Ontem no plenário, o discurso de Geilson foi todo dizendo que ia me destruir em Feira, como se eles tivessem deixado os professores em uma situação melhor. Os professores recebiam abaixo do mínimo”, retrucou o parlamentar, que também postula a prefeitura da segunda maior cidade baiana.

Segundo ele, entre as supostas “invenções” dos adversários estariam os argumentos de que o governo não cumpriria o piso nacional, não teria cumprido o acordo assinado com a APLB em novembro, de que haveria dinheiro em caixa e, por último, de que os recursos para atender à reivindicação de 22,22% poderiam ser retirados do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). “São todas etapas vencidas. O salário dos professores já consome hoje 77% dos recursos do Fundeb. Diferentemente do que tem sido divulgado por eles, o governo deve terminar o ano com mais de R$ 820 milhões de déficit entre o que coloca e retira do Fundeb”, enumerou Zé Neto. O deputado governista salientou ainda que, como há risco de estudantes terem o ano letivo prejudicado, principalmente os concluintes do ensino médio, a greve pode ser um “tiro-no-pé” dos incentivadores do levante, pois os pais e mães de alunos já não aceitam a falta de aulas. O secretário Osvaldo Barreto já tinha informado que adotará medidas para suprir a necessidade dos discentes do 3º ano.

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