Sexta, 09 de Fevereiro de 2018 - 11:00

Blocos feitos por mulheres para mulheres

Blocos feitos por mulheres para mulheres
Foto: Divulgação / Bloco Pagu

 

Carnaval é uma época com muita festa e alegria. No entanto, muitos casos de assédio ocorrem durante o evento, e por causa da frequência com que ocorriam, as mulheres resolveram criar blocos que apoiam a sororidade, feitos de mulheres para mulheres, para que elas conseguissem sair na festa de forma confortável, em um ambiente feminista e livre de assédio.

 

1. Blogo Pagu: Com o crescimento do carnaval de rua paulistano e inspiradas na figura de Patrícia Galvão (Pagu), jornalista, escritora e militante, Mariana Bastos e Thereza Menezes tiveram a ideia de criar uma bateria de mulheres e estrearam o grupo em 2016.

 

2. Ulú Obá de Min: É o nome do bloco e da instituição que dá origem a ele. Ambos nasceram em São Paulo, no ano de 2004 a partir da necessidade de empoderar mulheres através do tambor e criar espaços para discutir a cultura e o empoderamento negro. O grupo realiza apresentações em outras épocas do ano, com mais de 300 mulheres na bateria. "Esse ano iremos homenagear as mulheres quilombolas, nossas mais velhas negras que até hoje estão lutando pelo direito das terras que nos foram roubadas violentamente", diz Elisabeth Belisario, uma das organizadoras.

 

3. Siriricando: Um grupo de amigas lésbicas e feministas decidiram se juntar em 2017 para criar um bloco no qual estariam livres do assédio. De acordo com elas, o intuito do bloco é "se divertir e sentir prazer num espaço livre e seguro, garantido pela força e o poder de todas as minas que se juntam pra curtir no Carnaval um prazer tão gostoso quanto o de uma siririca".

 

Bloco Desculpa Qualquer Coisa | Foto: Reprodução / Facebook

 

4. Desculpa Qualquer Coisa: De acordo com o site da revista Glamour, o bloco começou como uma festa em um apartamento no centro de São Paulo, passando depois para bares e depois para a rua. Renata Corr e Gabriela Bandeira, são organizadoras do bloco e destacam que o público é fiel, já que a turma é conhecida da noite LGBT paulista. O Desculpa Qualquer Coisa desfilará pela segunda vez esse ano.

 

5. Bloco de Dona Yayá: Tradicional, o bloco nasceu em 2000, como uma iniciativa da União das Mulheres de São Paulo e do Movimento Manicomial pela Saúde Mental, com o objetivo de mudar o tratamento de doentes mentais no sistema e se apropriar da casa de Dona Yayá, que estava abandonada desde a sua morte, nos anos 60. A cada ano, o grupo decide temas femininas diferentes. Dona Yayá era uma mulher da alta sociedade paulistana que foi diagnosticada com distúrbios mentais e obrigada a viver dentro de casa.

 

6. Siga Bem Caminhoneira: Leka Peres e Didi Lima pensaram em um bloco bem-humorado que tem como proposta a representatividade lésbica. "Os blocos LGBT são bem difundidos no Carnaval, mas a sigla L ainda é menosprezada. Queríamos um espaço de visibilidade e respeito, pregando o protagonismo das mulheres lésbicas", explica Leka. O bloco começou em 2016, com apenas algumas amigas, e foi crescendo aos poucos.

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