Mulheres formam grupo para combater machismo dentro do setor de bebidas
Foto: Guto Seixas / Estilo

Há cinco anos, a paulista Beatriz Ruiz, até então professora de inglês, decidiu entrar para o universo das cervejas artesanais. Após graduar-se em sommelière pelo Instituto da Cerveja Brasil, em São Paulo, ela diplomou-se mestre e na mesma época começou a se dizer feminista.  “Esse universo ainda é muito machista. Tomei como missão ajudar a torná-lo mais favorável às mulheres”, diz ela. Aos 30 anos, Beatriz é gerente de conhecimento cervejeiro da produtora e distribuidora de bebidas Ambev e responsável pelo treinamento dos mais de 30 mil funcionários da companhia no Brasil.

 

Empenhada em mostrar que mulher tem, sim, espaço nesse setor, ela criou em abril uma confraria feminina que tem como objetivo discutir a igualdade de gênero no mundo da cervejaria. O grupo foi batizado de Goose Island Sisterhood, e conta com quase dez integrantes. A arquiteta paulista Stephanie Ribeiro, 24, um nome conhecido entre os movimentos feminista e negro também participa do grupo. “Desmitificar a ideia de que só o homem pode entender de cerveja é um passo para menos machismo no mundo”, acredita ela.

 

A confraria também produz cervejas e a meta do grupo é criar quatro chopes sazonais por ano, cada um em homenagem a mulheres de destaque e com o lucro das vendas revertidos para instituições que batalham pelos direitos femininos. Sobre a criação de um dos chopes, chamado Carolina em homenagem a Carolina Maria de Jesus, uma escritora mineira, Beatriz comenta: “Tive medo de deixar o sabor doce e dar margem para alguém falar que era bebida de mocinha. Ainda vou provar que o paladar masculino é igual ao feminino”. Ela criou a receita junto à mestre-cervejeira Marina Pascholati, mais um nome da confraria.

 

De acordo com o site da revista Estilo, as bebidas podem ser encontradas somente no Goose Island Brewhouse, bar da capital paulista que também é a sede de encontro das amantes de cerveja.

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