Terça, 16 de Janeiro de 2018 - 14:00

Quatro dicas para mulheres que querem investir no plano B

Quatro dicas para mulheres que querem investir no plano B
Foto: Getty Images

Muitas mulheres estão buscando novas formas de mudar de vida, uma delas é investindo em empreendimentos que acabam se tornando um plano B de profissão. Segundo a coach de negócios Maria José Villafanha, essas mulheres estão buscando, entre outras coisas, independência financeira, satisfação pessoal em fazer algo que realmente gostem, alinhar o fato de ser dona do próprio negócio com o desejo de ser mãe e até mesmo melhorar a colaboração no orçamento doméstico. 

 

1- Conheça o mercado: A primeira dica que ela dá para mulheres que querem apostar em um plano B é entender e conhecer a realidade do mercado em relação ao produto ou serviço que você deseja empreender. É preciso entender as transformações do cenário econômico e social, sabendo separar o que é modismo do que é realmente tendência.

 

2- Planeje: Migrar de uma profissão para outra exige um bom planejamento financeiro. É necessário criar um plano mensal de despesas e se organizar para conseguir tocar o negócio de forma efetiva. Recomenda-se que a transição seja feita aos poucos, enquanto ainda tem um emprego fixo, para evitar perdas financeiras.

 

3- Busque ajuda: Procure outras pessoas que já passaram por essa transição, pesquise, pergunte como foi a experiencia. De acordo com o site da revista Claudia, todas as informações que essa pessoa pode te dar servirão para ajudar no processo de criação do seu negócio. Além disso, você também pode procurar por suporte a partir de empresas ou instituições especializadas em ajudar novos empreendedores.

 

4- Errar faz parte: Aprenda com os seus erros. "Todo mundo erra e aprender com o próprio erro servirá como um laboratório para que o problema seja corrigido", aconselha Villafanha.

Terça, 16 de Janeiro de 2018 - 08:05

Apenas 3 dicas para empreender melhor

Apenas 3 dicas para empreender melhor
Foto: Pinterest

 

Empreender é a ação do século, as mulheres de hoje vem fazendo isso cada vez  mais, mas muitas querem e não sabem como nem por onde seguir. Há  quem nasce com o dom da "coisa", outras aprendem no dia a dia e não há nada de ruim nisso. Mas será que não há diretrizes, ou simples dicas de como começar bem? Existe sim, conheça agora 3 dicas, segundo a RME, Rede de Mulheres Empreendedoras:

  1. Organização é a palavra chave. Trabalhar para um empresa que já tem seus horários estabelecidos e regras bem definidas é uma coisa, criar horários e rotinas para uma coisa  que está começando é outra totalmente diferente. É Preciso disciplina e muita organização para gerenciar bem o seu tempo e de quem vai trabalhar contigo para que tudo fique funcione bem.
  2. Comunicação. A maneira  com que se comunica  pode abrir ou fechar portas. Saiba se portar mas saiba também falar. Lembre-se, que principalmente no início de tudo, mas de uma forma ou de outra será assim sempre, você precisará dialogar com clientes, com fornecedores, empregados, sócios etc, Quem empreende, lidera, quem lidera está a frente ou seja, fala e fala bem para conseguir alcançar objetivos;
  3. Visão. Saiba o que quer e onde quer chegar. Não tenha medo de ir alto, mas mantenha  os pés no chão e olhe bem para  o futuro a partir de onde você está. Esteja ciente do que é habilidade sua e  de qual habilidade você não tem. Capacite-se e vá em busca do que visionou um dia.

 

 

Farmacêutica larga carreira de 20 anos e abre pet café no RS
Foto: Otávio Daros / G1

Com 42 anos, a farmacêutica Rafaela Rigoni, em 2017 parou de adiar o sonho de abrir o próprio negócio e, ao lado do marido, o professor de educação fídica Darlei Nunez, de 54 anos, ela uniu duas paixões em uma ideia e montou uma cafeteria com a temática pet. "Eu queria alguma coisa que eu curtisse um dia inteiro de trabalho e o resto da minha vida. Juntei café e cachorros. As duas coisas que a gente mais ama", contou ela. 

 

Vinda de Erechim, cidade do Norte do Rio Grande do Sul, Rafaela consolidou a carreira farmacêutica em Porto Alegre. Ela passou mais de 20 anos trabalhando em farmácias e drogarias. No entanto, a guinada profissional não significa que ela não gostava da carreira. "Adorava a minha profissão. Me considero uma farmacêutica barista hoje. Afinal, eu continuo manipulando coisas, criando fórmulas e trabalhando com gente, que eu adoro", contou ela ao site G1. 

 

Para iniciar o negócio, Rafaela fez dois cursos de barista neste ano. O momento de empreender também foi oportuno pois o marido havia acabado de ser demitido da escola onde trabalhava. "No meu caso, foi meio compulsório, digamos assim, diferente um pouco da Rafaela. Eu preciso me reencaixar, e a ideia da cafeteria veio junto disso", explicou Derlei. "Nosso objetivo nunca foi ficar rico, até porque não é assim mesmo. Mas era ter uma boa atividade, ficar à vontade", completou ele.

 

 

O dinheiro que os dois economizaram por alguns anos foi utilizado para tirar o investimento do papel. Com três vira-latas em casa, o casal se inspirou em ideias que se popularizaram em outras partes do mundo, como na Ásia e na Europa, onde os animais circulam livremente junto aos clientes que frequentam os pet cafés.

 

Como no Brasil as normas da Vigilância Sanitária não permitem que os animais circulem na loja, na cafeteria do casal, existe um espaço, como um "petshop", na frente da loja onde há brinquedos, como bolas e ossinhos, pote de água e saquinhos plásticos para remover cocô. 

 

Na parte de dentro, o ambiente é decorado de acordo com o tema canino, existem retratos de cães pendurados na parede, patinhas pintadas no chão. No cardápio, os cafés mais pedidos levam o nome de pitbull, que leva uma dose de licor, e poodle, que leva chantilly. O acompanhamento é um biscoito em formato de osso. "É a nossa marca", completa a barista.

Terça, 09 de Janeiro de 2018 - 08:05

O Globo de Ouro das mulheres de Hollywood por mulheres de todo mundo!

por Clara Gibson

O Globo de Ouro das mulheres de Hollywood por mulheres de todo mundo!
Foto: Frazer Harrison / Getty Images

Mesmo antes de acontecer o Globo de Ouro 2018, realizado no domingo (7), o evento prometia ser marcado por protestos. Poucas semanas antes do evento acontecer, artistas de Hollywood já haviam planejado utilizar trajes da cor preta para levantar o debate sobre os casos de assédio e desigualdade de gênero que acometeram a indústria cinematográfica no ano passado  (veja aqui). Outra medida tomada pelos artistas foi a utilização de um broche com a logomarca da iniciativa "Time's Up" (O Tempo Acabou), que levanta fundos para defender vítimas de abusos sexuais nos Estados Unidos (veja aqui).

Na noite da premiação, além dos trajes pretos e broches, utilizados por praticamente todos os presentes, foram ouvidos discursos e apelos para o fim dos casos de assédio e da desigualdade entre homens e mulheres. Oprah Winfrey, homenageada da noite e a primeira mulher negra a ganhar o troféu Cecil B. DeMille, fez um discurso que envolvia todos esses temas e enaltecia as mulheres que tiveram a coragem de contar as suas histórias de violência (veja aqui). “Falar a verdade é a arma mais poderosa que nós temos”, afirmou a apresentadora.

Nicole Kidman, vencedora do prêmio de Melhor Atriz em Minissérie ou Filme para TV pela série Big Little Lies, na qual vivia uma mulher vítima de violência doméstica, pediu em seu discurso que os debates sobre abusos e violência de gênero permaneçam vivos. Elizabeth Moss, vencedora da categoria de Melhor Atriz em Série Dramática interpretando a protagonista da Série The Handmaid’s Tale, leu um trecho do livro de Margaret Atwood, que deu origem à série, e completou com uma fala sobre a intolerância e injustiça, sinalizando que as mulheres não estavam mais nas beiras das páginas, nem nos espaços em branco, mas são a própria história, a qual também têm o poder de escrever.

Outro feito notável veio por parte da atriz Natalie Portman, que foi escolhida para apresentar o prêmio de Melhor Diretor ao lado de Ron Howard. Depois de esperar o colega terminar de falar, Portman anunciou: “Aqui estão todos os homens indicados”, frase que também sinalizava o fato de não haver mulheres concorrendo à categoria, mesmo que o filme Lady Bird, que ganhou o prêmio de Melhor Filme de Comédia, tenha sido dirigido por Greta Gerwig.

 

Mas não só de artistas se fez o Globo de Ouro. Atrizes como Meryl Strep, Emma Watson, Emma Stone, Laura Dern, Amy Poehler, Susan Sarandon e Shailene Woodley tiveram como acompanhantes no tapete vermelho personalidades que representam organizações e iniciativas que combatem a violência de gênero ao redor do mundo.

 

Mesmo que a maioria dos artistas tenham trajado preto na cerimônia, algumas pessoas ficaram de fora do padrão e usaram vestidos de outra cor. Blanca Blanco apareceu na premiação com um longo vermelho e Barbara Meier também optou por não aderir à campanha. Ambas foram duramente criticadas nas redes sociais. Blanco respondeu escrevendo em seu Twitter: “O problema é maior do que a cor do meu vestido”, enquanto Barbara, antes mesmo da premiação, já havia publicado um texto sobre a sua escolha: “Estamos lutando há muito tempo pela liberdade de vestir o que quisermos. Se restringirmos isso, porque alguns homens não podem controlar a si mesmo, isso é um enorme passo atrás, na minha opinião. Nós não devemos ter que vestir preto para sermos levadas a sério”.

Terça, 02 de Janeiro de 2018 - 08:05

Cursos on line, à distância de um click!

Cursos on line, à distância de um click!

Em tempos de empreender capacitação é preciso. Mas como fazer cursos sem gastar muito dinheiro? É hora de pensar em cursos online e ampliar o conhecimento usando a modernidade a favor.

O site Educa Sempre destaca as grandes vantagens dos cursos online: economia, flexibilidade e variedade. A depender da área de interesse tem cursos até gratuitos. Para quem está em formação superior, é uma possibilidade de obter certificados e horas complementares.

A economia é visível, pois além do curso em si, não é preciso pagar o valor dos materiais nem com transporte. A economia de tempo também é real, você pode estudar em algumas horas de folga e o tempo de deslocamento, não existe. Poder ajustar o tempo é uma enorme vantagem. A plataforma online permite que você acesse o material durante um determinado tempo de disponibilidade, desse jeito é possível flexionar os horários.

A internet está recheada de cursos sobre uma mesmo temática. Noções de comunicação, administração, contábeis e outros, sem contar nos próprios cursos superior em EAD – Educação à Distância.

Mas todas essas vantagens se perdem se não houver compromisso e organização. A independência que o estudo a distância oferece é muito grande, no início pode até causar estranheza e complicar muito, por isso é muito importante que você se organize e tenha disciplina.

Veja o melhor caminho para mudar de emprego e área de atuação em 2018
Foto: Pixabay

Diante da crise e dos novos cenários, econômicos e sociais, muitos brasileiros têm cogitado a mudança de carreira. Os motivos que levam cada profissional a tomar essa decisão variam entre a decepção com o mercado de trabalho relacionado à sua atividade ou a descoberta de que a profissão não está de acordo com sua "missão de vida".

 

Qualquer que seja a razão da insatisfação profissional é necessário avaliar bem o que fazer para atingir a mudança desejada. "Não vivemos mais uma época em que o trabalho tem que ser algo penoso. Diferentemente da geração X, cujo perfil de profissionais que consideravam mais importante a estabilidade financeira para a geração Millennial, de jovens entre 20 e 30 anos, satisfação profissional e novas experiências é o que importa", contextualiza Renata Motone, Coordenadora de Recursos Humanos da Luandre, consultoria de RH.

 

Por sua experiência com recolocação no mercado, Renata avalia que a principal motivação para a troca de área é a possibilidade de mais sucesso e aprendizados em nova carreira. "Sempre digo que é possível mudar, mas o melhor é se preparar para isso para não cair na alta estatística de desempregados que vemos hoje no país", afirma. Abaixo, ela dá um passo a passo para fazer uma transição mais tranquila e sem sobressaltos financeiros ou emocionais:

 

Pesquise: Para quem está insatisfeito com a carreira, mas não sabe para onde exatamente quer mudar, Renata aconselha uma boa pesquisa antes de tomar a decisão. "A pessoa sempre tem uma noção sobre suas preferências pessoais, o que torna mais fácil a busca. Um bom caminho é ir em palestras ou se matricular em workshops e cursos com profissionais da área em que pretende atuar", diz a especialista.

 

Faça uma transição gradual (se for possível): Em diversos casos, é possível ir aos poucos se desligando da antiga profissão e dando os primeiros passos na nova. Renata dá alguns exemplos: "caso a pessoa queira investir em uma carreira artística que foi pouca explorada, ela pode fazer um curso de teatro à noite ou aos sábados e aos poucos começar a se apresentar. Essa flexibilidade vale para áreas como canto, artes plásticas, etc.".

 

Trabalhe seu networking: Rever sua rede de contatos e reestruturá-la de acordo com sua nova área de atuação é fundamental para quem pretende se estabelecer em um novo segmento profissional. O Linkedin é um ótimo aliado nesta tarefa, pois reúne em um mesmo lugar diversos profissionais, de várias empresas, permitindo que você apresente seu novo perfil e conecte-se com profissionais que tenham interesses em comum.

 

Seja humilde: Ser humilde não significa ser frágil e sim compreender que ao mudar de área, inevitavelmente, terá muito o que aprender. "Use isso a seu favor e aproveite para absorver tudo o que puder.".

 

Seja realista: Uma virada na carreira não é algo simples, exige planejamento e condições favoráveis. Seja prudente e avalie o impacto da mudança em sua situação financeira e pessoal. "Mesmo que não tenha como investir numa mudança radical, não desista de seus objetivos, estabeleça metas, prazos e poupe o quanto puder", aconselha a coordenadora da Luandre.

Quarta, 27 de Dezembro de 2017 - 08:05

Como transformar uma paixão numa oportunidade de negócio

por Clara Gibson

Como transformar uma paixão numa oportunidade de negócio
Foto: NYC Dance Project

A jornalista Juliana Lisboa frequenta aulas de ballet clássico desde os dois anos de idade. Apaixonada por esse universo, comentou certa vez com uma amiga, Mariana Zollinger, sobre a dificuldade de encontrar artigos de dança a preços acessíveis e de boa qualidade em Salvador. Na conversa, as duas brincaram que poderiam dar conta do recado se tivessem uma lojinha. A brincadeira, no entanto, virou realidade poucas semanas depois, elas amadureceram a ideia e fundaram o Ballet das Gêmeas.

 

Funcionando primeiramente só para amigos e depois abrindo para o público geral, a loja existe oficialmente desde abril do ano passado. No início deste ano, no entanto, Mariana teve que abrir mão da loja e a jornalista passou a administrar o negócio sozinha. Ao mesmo tempo, o empreendimento começou a crescer, surgiu então a necessidade de profissionalizar o negócio. “Em termos técnicos, minha principal preocupação foi de tirar o certificado MEI (Micro Empreendedor Individual), que foi bastante rápido”, conta a dona do Ballet das Gêmeas. “Com o CNPJ em mãos comecei a estruturar a loja aos pouquinhos e agora tenho uma engrenagem funcionando”, complementa.

 

Juliana está entre as 70.310 mulheres em Salvador que possuem um micro empreendimento individual. Segundo dados do Portal do Empreendedor, a quantidade representa aproximadamente 48% da categoria na capital baiana e, de acordo com Fernanda Gretz, gerente de atendimento individual do Sebrae, a participação feminina só tende a crescer. “A gente percebe a presença feminina bem constante, até nos atendimentos do Sebrae”, diz a especialista. “Sendo que elas se concentram em três principais segmentos, primeiro o de beleza e estética, o segundo seria moda, e o terceiro mais relacionado a alimentação”, complementa ela.

 

Micro empreendedores individuais são aqueles que possuem apenas uma empresa no mercado, trabalham sozinhos ou com até um funcionário, e têm um lucro anual de até R$60 mil. Esse tipo de categoria não se limita somente a negócios em lojas físicas, abrangendo também o ambiente virtual, como é o caso do Ballet das Gêmeas, que funciona apenas virtualmente. “Isso facilita bastante em certos aspectos porque não preciso me preocupar com aluguel de espaço, funcionários, licenças…”, conta Juliana. “Como a loja é pequena e online, eu tenho total controle de todos os produtos, é algo que eu consigo administrar sozinha e tudo que está à venda é algo que eu usaria como bailarina”, complementa.

 

Como faz parte do público alvo para o qual comercializa, a dona do Ballet das Gêmeas utilizou esse conhecimento para elaborar estratégias a fim de facilitar a vida dos seus clientes. “Fiz questão de adicionar entrega no mesmo dia como opção na loja, enviar pelos Correios e também aceitar pagamento online e presencial em cartões de débito e crédito. Criei promoções especiais e sazonais, como kits infantis para festivais e volta às aulas, tudo com preços competitivos para facilitar a vida das mães e bailarinas, porque sei como é chato ficar correndo de loja em loja para comprar um ou outro artigo”, conta ela.

 

Uma dica que Fernanda considera fundamental para manter o empreendimento funcionando é escutar os clientes. Desse modo, o dono da micro empresa pode buscar dicas importantes de melhorias para o negócio. “Se ele não ouvir o cliente, principalmente aqueles que saíram insatisfeitos, ele tende a perder esses clientes para a concorrência”, diz ela. Também é importante manter-se atualizado quanto ao que está se fazendo no segmento, prestando atenção em qualquer tipo de novidade a fim de se modernizar cada vez mais.

 

Foto: Vitor Villar / Ballet das Gêmeas

Domingo, 24 de Dezembro de 2017 - 11:00

Mulher transforma seu TCC em um negócio de R$ 24 milhões

Mulher transforma seu TCC em um negócio de R$ 24 milhões
Foto: Pró-Corpo / Divulgação

 

 

A maior parte das pessoas que fazem uma graduação ficam ansiosas para terminar o quanto antes o trabalho de conclusão de curso (TCC) e se livrar dos estudos. Isso porque a cobrança é muito grande e a dedicação também é enorme. Mas vale a pena dar mais um pouco de suor nesse momento para também encontrar o seu projeto de vida.

 

Foi o que aconteceu com Marisa Peraro. Empreendedora desde pequena, ela transformou o seu TCC em um negócio e hoje é dona da Pró-Corpo, uma rede de clínicas de estética avançada que faturou R$24 milhões em 2016.

 

Para ela, o empreendedorismo começou desde cedo, quando aos 13 anos trabalhava em uma locadora de vídeos e logo depois foi trabalhar em uma locadora de livros. Quando ela tinha 17 anos, a dona da locadora resolveu vender o negócio. "Eu já tinha umas economias e então pedi para os meus pais me emanciparem para poder comprá-lo", conta Marisa.

 

Ela ficou à frente do negócio até os 22 anos, mas a locadora acabou fechando por problemas de gestão. Assim surgiu o interesse dela de cursar uma faculdade de administração no ano seguinte. "Quando fui fazer meu TCC, pensei em um projeto na área de estética, não porque sou muito vaidosa, mas porque as pessoas tinham receio de estudar este campo", contou ela ao site da revista Exame.

 

O trabalho consistia em fazer um plano de negócios, um mapa abordando uma maneira de abrir e gerenciar uma clínica de estética. Marisa gostou tanto que resolveu colocar o projeto em prática. Para realizar o trabalho, ela e o marido resolveram vender a moto do casal e usaram o dinheiro para abrir a primeira clínica da Pró-Corpo." Quando a clínica foi inaugurada, em 2006, eu trabalhava nela de 14 a 15 horas por dia. Era bem intenso, havia muita energia empregada. Alguns médicos começaram a indicar nossos serviços e fomos aos poucos ampliando os produtos oferecidos, como depilação e remoção de tatuagem, além da medicina estética", conta a empreendedora.

 

Para o futuro, Marisa pretende não só expandir o negócio, como também gostaria de ganhar dinheiro vendendo o seu modelo de gestão e protocolo de atendimentos online. "É uma forma de ajudar outras clínicas a prosperar. Posso até perder clientes para eles, mas compenso a perda vendendo uma boa solução de gestão. É o que eu faço de melhor", completa ela.

Quarta, 20 de Dezembro de 2017 - 08:05

Duas capas sobre a participação feminina nos negócios

por Clara Gibson

Duas capas sobre a participação feminina nos negócios
Foto: Reprodução

É de conhecimento geral que a diferença de gêneros no mundo ainda está muito longe de ser ideal. Segundo um cálculo realizado pelo Fórum Econômico Mundial, se continuarmos no ritmo em que estamos, a disparidade entre homens e mulheres no mercado de trabalho só vai acabar daqui a 170 anos. E o Brasil não está tão bem assim quando se trata de igualdade de gênero, aparecendo um 79ª posição no Índice Global de Desigualdade de Gênero, que analisa a realidade de 144 países.

 

Mas existem mulheres e empresas que estão transformando essa realidade. A participação feminina está cada vez maior em diversos setores e uma das provas disso é que duas das maiores revistas de economia e negócios do país deram recentemente destaque à mulheres nas suas capas. Enquanto a revista Exame fez um levantamento das empresas que mais promovem mulheres em posição de liderança no país, a Forbes listou as 40 mulheres mais poderosas do Brasil.

 

As duas revistas têm como foco temas como economia e negócios, que muitas vezes são assuntos relacionados a homens. Mas ao colocar mulheres na capa, as edições trouxeram visibilidade ao mundo feminino dos negócios, o que faz com que os feitos dessas mulheres tenham um alcance maior. É uma forma de reconhecimento importante, principalmente vindo de um meio bastante machista como é o empresarial.

 

No especial da revista Exame estão numeradas as empresas que mais promovem a participação feminina, bem como o perfil de mulheres que se destacaram na liderança de empresas e empreendimentos. Também foram listados alguns dados levantados pelo Grupo de Pesquisa em Direito, Gênero e Identidade da Fundação Getúlio Vargas, sobre a participação das mulheres no mundo dos negócios. De acordo com a pesquisa, das 90 empresas analisadas, apenas 20% tinham mulheres em cargos de liderança. A pesquisa também detectou em quais setores a participação feminina é mais efetiva e a conclusão foi que os setores de saúde e farmacêuticos lideram o ranking com 46% e 43%, enquanto o setor de energia, em contraste, aparece com apenas 11%.

 

Já a Forbes apresentou ao público mulheres que se destacaram durante o ano, em diversos ramos. São perfis de 40 mulheres que influenciaram positivamente o Brasil e se destacaram em setores como economia, educação, moda, beleza, hotelaria, entre outros. Essas mulheres são reconhecidas pela revista como “poderosas” por erguer e administrar empresas formar opiniões, inspirar atitudes, lutar pela educação e saúde do país, bem como por justiça e igualdade.

Conheça a professora de direito de 64 anos que virou blogueira de moda
Fotos: Reprodução / Instagram

Lyn Slater é um exemplo que veio pra provar que esrtilo não tem nada a ver com a idade. Ela é uma professora universitároa norte-americana de 64 anos e é dona doi blog Accidental Icon, com 2755 mil seguidores. Uma das hashtags que ela usa é #AgeIsBotAVariable (idade não é um variável, em tradução livre). "Eu não pretendia quebrar estas barreiras sobre a idade como as pessoas dizem que eu faço", contou ela. "Quando vou me vestir, não penso ‘Olha, eu tenho 64 anos, será que deveria usar este vestido?'", completou a  blogueira. 

 

Antes de se tornar uma fashionista, Lyn se dedicou a estudar justiça criminal. Mais tarde, se tornou PhD em assistência solcial e passou a dar aulas na Fordham University. O blog surgiu quando a professora começou a fazer alguns cursos de moda em Nova York pois já se interessava pelo assunto. 

 

 

Seguindo a sua veia acadêmica, Lyn começou a pesquisar sobre o que estava em alta na internet e a estudar o mercado a fim de criar algo que ainda faltava nas redes. "Eu quero engajar pessoas de todas as idades que querem pensar e conversar sobre moda, não só consumi-la", disse ela à  W Magazine. 

 

 

O nome do seu site foi decidido em um almoço com uma amiga durante uma Semana de Moda na cidade, quando alguns fotógrafos clicaram o look de Lyn e sua amiga comentou: "Você é um íconce acidental". 

 

 

O marido da blogueira, Calvin Lom é cineasta e foi ele que se tornou responsável pelos cliques feitos para o blog. "Ele acorda todos os fins de semana de manhã para me ajudar a fazer isso", contaou ela à revista Cosmopolitan. De acodo com o site do jornal Estadão, no início desse ano, Lyn fechou contrato com a agência Elite Models e já participou da campanha da marca Mango. 

Histórico de Conteúdo