Sexta, 05 de Janeiro de 2018 - 08:05

O passado sempre presente

por Aline Castelo Branco

O passado sempre presente

 

Dizem que é para gente viver o agora. Viver o hoje sem pensar no amanhã ou relembrar o que passou. Como? Se o maldito, aliás, bendito passado sempre aperta a campainha pra dizer: olá, estou aqui!

 

Eu acabei abrindo a porta para ele. Estava na prateleira no meio da minha humilde biblioteca “Os cem melhores poemas brasileiros do século”. Na semana  que a nostalgia me toma inevitável seria deixá-lo de lado, assim como meu passado. Foi um retorno inesperado.  Ao folhear a página amarela e ver o  sentimento registrado na letra trêmula senti que, um dia, fui amada. A dedicatória era essa:

 

“Pra você que tem a métrica perfeita no sorriso. Que deixa os sonhos em forma de rima. Que tem a estrofe certa e  o verso preciso. De sua vida em poema, uma obra prima”.

 

Mas não era apenas isso. Tinha muito mais. A cueca Box preta está na gaveta das calcinhas até hoje. Por incrível que pareça eu uso quando preciso vestir uma saia curta. Nossa…. vem uma sensação estranha como se ele estivesse em mim.

 

Destruir objetos que nos fazem por alguns instantes acelerar o coração feito o início de uma paixão não é nada fácil. Manter esses elementos é um sinal de estarmos vivos, ou que, em algum momento, vivemos algo importante.

Pelo menos, comigo é assim.

 

Certa vez fui pegar um documento nas centenas de papéis espalhados na escrivaninha  e quem encontro: minha caixa rosa. Na verdade é meu conto de fadas. É onde guardo meus sonhos e os melhores acontecimentos da minha vida. E lá estavam dezenas de cartas, bilhetes e fotos.  Havia tempo que não abria a caixa rosa. Talvez, por medo desse reencontro. Talvez, para manter distante a certeza que tentava evitar: ele ainda permanecia nos pensamentos. Um misto de alegria e tristeza consumiu  o semblante que ora embarcava na carruagem do amor  do passado, ora tentava expurgar lembranças antigas. 

 

Nesse momento queria ter o desapego de um Vinícius de Moraes. Ter o desapego para fugir e, quem sabe, coragem para apagar uma linda história. Mas não consigo. Sou extremamente apegada. Pronto!

 

Sei  lá, assim me sinto viva tendo a certeza de que estive em boa compainha. Sei também que um dia a cueca vai parar no lixo, as cartas serão comidas pelas traças, o lençol do nosso aconchego será substituído por outro. O violão…..vixe! O que farei com o violão se meus dedos paralisaram e esqueceram as notas sem você? Está  bom, o violão fica em cima do guarda-roupa até ter vontade de tocar novamente.  Mas, por enquanto, prefiro ver todos os objetos que deram significado à nossa relação pertinho,  espalhados pela casa e pela minha memória.   

 

Com vocês já aconteceu algo assim?

Aline Castelo Branco é jornalista, escritora e educadora sexual

@brancoaline

aline@mundodaintimidade.com.br

Sexta, 22 de Dezembro de 2017 - 08:05

Então é Natal: Todas prontas para o look do sofá?

por Estela Marques

Então é Natal: Todas prontas para o look do sofá?
Foto: Noelle's Favorite Things

Todo ano a gente faz tudo sempre igual. Chega dezembro e com ele a preocupação para o look de Natal. Saia, uma blusa amarrada na cintura, bota e o cabelo solto de prancha... Brincadeirinha, porque esse meme é de São João. Mas sempre surge a dúvida do que vestir e a atenção se volta para o que está na moda. Neste ano, indicaria a vocês um macacão pantacourt com estampa floral de fundo escuro, ou um short no estilo clochard roxo e uma blusa fluida da paleta azul. Nos pés, tênis ou espadrile de corda. Bacaninha, né?

 

Tanto investimento tem um motivo: recepcionar o menino Jesus, que todo ano (há 2017 anos, ainda que simbolicamente) nasce neste mundo de provas e expiações para nos ensinar noções de amor e caridade. E o rapaz é importante, já que determinou até o modo como nos identificamos no tempo: depois da sua chegada mudamos do Velho para o Novo Testamento e estamos apenas em 2017 *depois* de Cristo - porque zeramos a conta do *antes* dele.

 

Ok. A relevância cultural da ocasião é indiscutível. Mas todo ano a gente faz tudo sempre igual e deixa de observar o seguinte: nos arrumamos para ficar sentados no sofá assistindo ao especial de Roberto Carlos na Globo e ao filme temático que certamente passará na sessão especial da emissora. Por que será que desenvolvemos e alimentamos este hábito todo ano?

 

Uma breve pesquisa DataMoça apurou com dois grupos de amigas e obteve o seguinte resultado: 10% considera que caprichamos no visual para causar uma boa impressão aos familiares e aos parentes; 90% não souberam ou não opinaram. O levantamento registrou também que existe um grupo dos excluídos, que passam o Natal de pijamas ou uma roupa simples para ficar em casa. Cada um se veste conforme lhe convém, precisamos concordar.

 

De qualquer forma, chama a atenção como a data ganha um status diferenciado. Ao contrário das minhas amigas, aposto que toda essa preocupação com a roupa de Natal se dê por dois motivos. O primeiro deles é a presença do catolicismo em nossa cultura e o quanto a Igreja valoriza esta festa. Afinal de contas, é o nascimento do menino Jesus, filho de Deus; o caminho, a verdade e a vida. Precisamos celebrar essa ocasião, ainda que comecemos na véspera.

 

O outro motivo é mais social mesmo. Não sei como é na família de vocês, mas na minha bolha parental fomos criados comprando roupa em duas ocasiões do ano: Natal e São João - este último, muitas vezes, tem a mesma programação da festa de dezembro. Note que entre o proletariado é grande a preocupação com roupas novas nesses dois períodos do ano. Costumamos renovar as peças. Se formos viajar para casa de parentes, ainda que para ficarmos sentados no sofá, então, a necessidade torna-se vital.

 

Mas essas são elucubrações minhas, que talvez nada tenham a ver com a realidade. Ou talvez tenham, não sei. Independentemente, não quero aqui dizer que é exagerado se arrumar para assistir à emissora líder em audiência no Brasil, sentar ao redor da árvore de Natal e esperar também pelo momento de trocar presentes com quem lhe é caro. Natal é isso. E a gente precisa estar bem.

 

De pijama, de salto, vestido ou olhão esfumado preto na maquiagem, isso não importa muito. Afinal, a gente nunca sabe como se dará a tão aguardada noite feliz. Vai que no fim das contas acontece a premiação de "Melhor Parente do Ano" ou "Parente-Invisível da Temporada", aquele que a gente quase nunca vê?

 

Feliz Natal, leitoras!

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Sábado, 16 de Dezembro de 2017 - 08:40

Cores de cabelo para o verão 2018

Cores de cabelo para o verão 2018

 

Mudar a cor dos cabelos é sem sombra de dúvidas algo que toda mulher faz em algum momento da vida, por isso é importante conhecer as tendências como as cores de cabelo verão 2018. São opções diversificadas e em tonalidades vivas: entre cores ousadas e mais discretas apresentando opções para os mais variados gostos e estilos de mulheres.

 

RUIVO

 

A tonalidade de cabelo vermelho mais popular do momento é o ruivo acobreado, que combina nuances quentes para gerar um acabamento único. O resultado é moderno e sofisticado, perfeito para mulheres de todas as idades. Para iluminar as madeixas, aposte em mechas douradas do tipo babylights, sobretudo nas pontas. Elas vão proporcionar leveza e movimento aos fios sem comprometer a naturalidade da cor.

 

 

CHOCOLATE

 

Algumas mulheres preferem ousar menos, optando assim por cores mais neutras para acompanhar as tendências em cores de cabelo verão 2018, para essas uma ótima opção é o chocolate e suas nuances.

 

O chocolate é uma tonalidade bem próxima do marrom, sendo a escolha ideal para quem deseja manter uma cor clássica, além de ser uma cor que combina com mulheres mais clarinhas e mais morenas.

 

LOIRO

 

O loiro também marca seu espaço entre as cores de cabelo verão 2018, principalmente em tonalidades mais fechadas e naturais como por exemplo o loiro praiano.

 

Se você prefere algo mais sutil vale ainda apostar nas mechas loiras com a técnica da raiz esfumaçada, que é uma excelente opção para aquelas que não querem se preocupar com o crescimento da raiz e o retoque das luzes.

 

Para segunda opção, quem é fã do cabelo loiro pode aproveitar a chegada do verão para apostar em uma tonalidade super clara como o loiro platinado. A cor é marcante e intensa, perfeita para quem gosta de ousar no visual. 

 

Outros tons platinados, dourados ou claros com técnicas ombré, californianas ou descoloração total. 

 

MECHAS COLORIDAS: AS CORES FANTASIA SÃO SUCESSO GARANTIDO

 

Para quem quer colorir os cabelos de maneira irreverente e despojada, as mechas coloridas são a melhor pedida. O cabelo com pontas coloridas faz sucesso no Instagram e promete ganhar força nos próximos meses, com a chegada do verão e das festas de carnaval. O rosa é a grande estrela do momento, mas o cabelo azul está conquistando cada vez mais adeptas. Pode ser necessário descolorir algumas mechas do cabelo antes de aplicar a cor desejada; por isso, é essencial realizar o procedimento no salão de beleza.

 

Sou uma amante da beleza, cultura negra e aos poucos cuidando melhor de minha pele. Formada em Marketing na Unijorge e cabeleireira em formação na Embelleze. Com tempo irão conhecer uma mulher super alto astral, que fala pelos cotovelos e muito curiosa !

Instagram: @caracoismeusblog
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Blog: Caracoismeus.com.br
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Fonte: http://www.segredosdesalao.com.br 

 

http://todabeleza.com.br/

Sexta, 08 de Dezembro de 2017 - 08:05

Transição Capilar: um ato de amor próprio!

por Carol Vilas

Transição Capilar: um ato de amor próprio!

Ainda me lembro do dia em que resolvi entrar em transição. Sentada em frente ao computador no estágio, tentava entender o porquê de tantas meninas negras estarem falando sobre a importância de deixar o cabelo “enjubar”, tomar sua forma natural e dessa tal liberdade que era estar livre de químicas e da quentura da chapinha e secador.

 

Primeiramente eu queria compreender qual era o ponta pé inicial para resolver deixar crescer novamente os cabelos naturais e os ziguezagues tomarem forma no topo da cabeça. E é isso que quero dividir com você nesse texto!

 

Muita coisa é imposta na rotina da mulher negra, como se vestir, como se portar, a hiper sexualização, as críticas com o corpo e principalmente com a estrutura capilar. O cabelo crespo cresce naturalmente para cima, uns tem a tendência de descer e outros não, mas são naturalmente volumosos e delicados. Desde pequena ouve-se de quem nos penteia a dificuldade que é desembaraçar esses volumosos cabelos, o quão trabalhosos são e os termos depreciativos não param por aí.

 

O convívio em colégio, a vontade de usar o cabelo solto e querer entender porque o cabelo da coleguinha fica pra baixo e o nosso vai pingando água e creme e quando seca continua um montão de cabelo. E por aí começa a vontade de conhecer alternativas para domar esse cabelo, a ida ao salão onde a cabeleireira te explica que só vai dar uma massagem pra soltar mais os cachos e quando você se dá por conta já está na chapinha modelando as pontas do cabelo diariamente, alternando para o uso mensal de relaxamentos e alisantes.

 

Quando chega a adolescência é uma das partes mais complicadas, porque ter um visual europeu de mulher imposto pela nossa sociedade nos encaixa nos grupinhos sociais, mas nos separa da nossa identidade, fazendo com que percamos horas sob a chapinha para ir a uma festa que sabemos que o suor vai fazer esse penteado ir por água abaixo, mas as moças ao seu redor vão estar com os cabelos comportados e é essencial que estejamos também.

 

Aos dez anos de idade passei a relaxar o cabelo e usar bigudinho para formar cachos e diminuir o volume do meu crespo, que não se encaixava visualmente em frente ao espelho no que me foi dito que era bonito.

 

Aos doze uma vizinha me ensinou a usar a chapinha e assim fui assiduamente até o primeiro corte químico, onde os cabelos foram para os ombros. Usei uns cinco tipos diferentes de químicas alisantes e mesmo assim a raiz crespa continuava aparecendo. Optei por selante, escova inteligente, progressiva natural (que cá entre nós, não tem nada de natural). Até que o cabelo passou a quebrar.

 

Quinze anos, festa de debutante de uma amiga e eu precisava estar com o cabelo no lugar, comecei a alisar com ferro, aqueles antigos mesmo que se esquentava no fogão! Voltei pro selante e o cabelo continuou a pedir socorro.

 

E foi da curiosidade que vieram as descobertas. O nosso cabelo crespo é símbolo de resistência assim como nossa cor de pele e nossos traços, o quadril largo, o nariz largo, o sorriso de gengiva escurecida, tudo é motivo para se orgulhar. O cabelo que cresce para cima é como uma coroa. Um pedido constante de liberdade. Uma alta estima em ascensão, apelo pelo cuidado.

 

Descobri na transição capilar como cuidar do crespo, que o corte do liso para o natural durante a transição é opcional. Mas dentre tantas coisas que descobri na transição me descobri em plena militância, mulher feminista, que merece sim ter seus direitos, sua estética e se sentir em pleno gozo de sua total beleza. Descobri Dandara, Chica da Silva e Nina Simone. Encontrei representatividade em mulheres negras, escritoras, atrizes, donas de casa, advogadas, costureiras, juízas, estudantes.

 

E enxerguei a beleza que o meu cabelo carregava, cortei Joãozinho e senti o vento passando no couro cabeludo e vi cada Z de cabelo crescer e tomar sua forma. Engana-se quem pensa que o crespo pode ser domado, ele quer ser amado e solto. E quando cheguei ao final da transição com cabelos para o alto, me vi não só crespa, mas também empoderada e em constante evolução.

Caroline Vilas Boas
Soteropolitana, Jornalista em formação (por amor e vocação), Blogueira do Causando Barulho, integrante do Coletivo Minissaia, Leonina, Feminista. Ama café, praia, dança e bons papos. Sempre aberta a desconstrução. Vê  nos dias sempre uma oportunidade de ser feliz!

Insta: @vilascarolinee
Face: Caroline Vilas Boas
Blog: www.causandobarulho.wixsite.com/causandobarulho
 

 

 

Sexta, 01 de Dezembro de 2017 - 08:05

Blogando: "As amadas e odiadas Track Pants"

por Ashley Hawthorne

Blogando:

As Track Pants ainda irão aparecer muito por aí! Já viraram tendência entre as famosas e fashionistas. Se você ainda não sabe do que estou falando, as track pants são aquelas calças folgadas com listras laterais. Um bom exemplo é a famosa calça da Adidas. Lembrou?

 

Pois bem, há quem ame e há quem ache brega. Mas a verdade é que dá para montar ótimos e diversos looks usando as track pants. E as opções são variadas, dá pra usar em um look mais esportivo, em um mais casual e até mesmo num look bem street, claro.

 

Muito comuns nos anos 90, as track pants trazem realmente um ar mais street, mas quem disse que não podemos montar looks elegantes com elas? Combinadas com um bom salto, elas podem dar até um “up” num look mais sofisticado (sim!!!), basta escolher uma blusa mais justa e “voilá”.

 

Para dar um toque especial, vale também usar blazers e casacos que sobrepõem. Enfim, vale tudo e, como eu sempre digo: o importante é ter bom senso. A tendência está aí, super em alta e tenho certeza que irá aparecer com mais intensidade muito em breve. Por isso, escolha já a que combina melhor com a sua personalidade. É esportiva, chic, casual? Tem para todos os gostos. E o melhor, em suas mais variadas cores.

 

 

Ashley Hawthorne, 20 anos, baiana, mulher negra e periférica. Feminista, militante do movimento negro e estudante de jornalismo. Aos 12 anos encontrou na blogosfera um espaço para se expressar e hoje em dia vê as mídias digitais como uma possibilidade interessante para o seu futuro. Barbie preta, ama pink, fotografia e twitter.

O Ashismos é um blog com conteúdos sobre questões étnico-raciais e de gênero com linguagem simples e um toque cor-de-rosa.

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Sexta, 24 de Novembro de 2017 - 08:05

O poder das pérolas e do salto alto

por Aline Castelo Branco

O poder das pérolas e do salto alto

Só compreendi o significado daquela frase já em adulta, não porque precisava de usar esses elementos com frequência para compor o meu look, mas porque queria demonstrar o meu poder. Assessórios femininos servem para isso, dar poder, autoestima, sensualidade, sedução.

 

E, mesmo tímida, arrisquei. Sim, os assessórios ajudaram-me a ser uma mulher mais confiante. Sem contar que passei utilizá-los como componente de conquista quando gostava de alguém. Para mim, a manutenção do relacionamento não deve ficar apenas a cargo das mulheres, mas, infelizmente, recai em nós a responsabilidade.

 

Um relacionamento saudável e duradouro passa por três momentos: entendimento da linguagem do amor da outra pessoa, reconhecimento dos sistemas de representação e utilização da sedução. Quanto mais aprendemos a identificar os desejos do outro, maior é a oportunidade de nos tornarmos poderosas aos olhos do nosso companheiro.

 

A mulher sempre foi criada para não ver, não fazer e nem pensar em ter poder e autoestima sobre o seu corpo. Muitas estão perdidas entre realmente o que é certo e o que se pode ou não fazer, quando o assunto é mostrar a mulher sensual que cada uma tem dentro de si.

 

É claro que, às vezes, não conseguimos sozinhas alcançar os estágios desejados no nosso relacionamento e uma ajuda sempre é bem-vinda. Ah, e a minha avó realmente estava certa. Salto alto e pérolas são fundamentais! Beijinhos.

 

@brancoaline

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Sexta, 17 de Novembro de 2017 - 08:00

Veja aqui 7 dicas para estar bem na moda

por Estela Marques

Veja aqui 7 dicas para estar bem na moda
Foto: Reprodução / Facebook

Passeio por aí e meio que sem querer querendo escuto conversas de um grupo e outro, geralmente algumas apostas sobre o que está na moda, outras vezes uma insegurança ou outra. Passeio por aí e, atenta, observo como acabamos sucumbindo às tentações do "estar na moda" sem nem mesmo refletir sobre o que estamos prestes a vestir, calçar e pendurar no nosso corpo. Pensando nisso, tomei a ousadia de fazer um guia rápido com 7 dicas para estar bem na moda. Quando chegar ao final da lista, me deixe saber se você vai tentar pelo menos algumas dessas coisas - e se não for, me diz o porquê também. Mas não espere clichês, combinado?

 

I - Nem todo modismo é pra ser copiado
Não é porque a maioria dos manequins são iguais que todos os modismos que surgem devem ser reproduzidos à revelia, por todo mundo. É importante você identificar se aquele determinado item dialoga com seu estilo, será encaixado em diferentes ocasiões que você venha a passar, cai bem ao seu tipo de corpo e te deixa confortável. Parece muita coisa pra se pensar antes de comprar uma roupa, né? Você pode começar respondendo a uma dessas perguntas e, com o passar do tempo, acrescentando as demais ao questionário.


II - A peça pode ser sua aliada... Ou inimiga
E aqui eu restrinjo apenas ao tamanho da peça que você adquire. A forma da peça e o caimento que ela tem ao seu corpo podem enaltecer qualidades ou apontar defeitos que te incomodam e você gostaria de esconder. Tudo depende da numeração correta. Por exemplo, tenho vinte e três anos nas costas e comprar sutiã é um eterno teste de qual número me cai melhor. Já notei que o tamanho errado amassa meus seios, os deixam caídos, me incomoda nos ombros, deixa seio pulando pra cima ou escorrendo por baixo. Olha só que desconforto?!


III - Pense no conforto
E pensando nisso eu desisti de sutiãs! Brincadeira. Ainda não cheguei a esse ponto. Mas a consciência de que não está legal me fez experimentar outras formas e a nota o que melhor se encaixa com as minhas características físicas. Essa noção vale também para que tipos de peças, modelos e caimentos te deixam à vontade ou te fazem cercear os movimentos; quais itens te deixam mais segura pra seguir esse baile que é a vida... Entenda que antes de levar qualquer peça da moda pra casa, você precisa se sentir livre com o que está usando. Se incomoda um pouquinho que seja, não vale à pena.


IV - Que tal peças atemporais?
Coco Chanel já dizia: "Modas passam, mas o estilo é eterno". Claro que dificilmente você resistirá ao que está na moda, afinal, as lojas vivem disso, a gente espera por isso, o ciclo segue dessa maneira. Nada impede, inclusive, que você adquira aquele vestido de veludo molhado ou aquela saia midi plissada metalizada. Aqui a dica é a seguinte: experimente adquirir peças que ultrapassam temporadas de moda. Eis algumas possibilidades: uma boa calça jeans, uma peça de alfaiataria, blusas, paleta de cores não apenas chamativas, mas com uma base neutra também.


V - Quebre tabus
Lembra das perguntas do primeiro tópico dessa lista? Pois, você pode seguir este à risca a partir daquelas mesmas questões. Quem disse que só está arrumada se estiver de salto alto? E quem disse que baixinhas não podem usar comprimento midi ou longo? Se está confortável, se dialoga com seu estilo, se te favorece e se será um item presente na sua vida, por que não? Questione as "verdades" que reproduzimos desde tão jovens e se escute!


VI - Você não é todo mundo
Nossas mães repetem essa verdade universal desde quando somos bem pequeninhas, mas fazemos questão de esquecê-la conforme nos tornamos donas do nosso nariz. Mas esqueça não, moça! Não é porque todo mundo tem um sapato holográfico que você precisa ter. Nem porque todo mundo usa uma bolsa com a alça diferente que você precisa ter uma igual. Também não é necessário usar uma calça de cintura baixa porque está t-o-d-o-m-u-n-d-o usando. Nananananão. Desencana. Vou falar mais uma vez: lembra daquelas quatro perguntinhas?


VII - Se conheça, siga seu instinto
A tendência é acertar quando conhecemos nossos pontos fortes e fracos, se sabemos o número que melhor nos cai ou até mesmo a forma que parece mais apropriada às belas curvas que conquistamos ao longo do tempo. Se conheça ao ponto de ter segurança para seguir seus instintos de harmonia, porque eles vão acertar. Claro que um pouquinho de leitura ajuda a treinar o olhar e aprimorar as impressões. Com o tempo você já começará a combinar estampas, misturar cores opostas, fazer mix de acessórios... Tudo dentro do seu estilo.

 

O guia está entregue. É algo que tenho colocado em prática há alguns anos. Espero que você, leitora, consiga colocá-lo também.

 

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Boa sorte!

Sexta, 10 de Novembro de 2017 - 08:05

Maternidade e medo andam juntos.

por Nine Lima

Maternidade e medo andam juntos.

Sempre que digo que sou mãe de gêmeos percebo como mudam os rostos e as fisionomias das pessoas. A grande maioria se impressiona. Dizem que não tenho nem cara de mãe e muito menos de gêmeos... E logo vem as perguntas... e uma das que mais recebo é sobre a minha reação, como foi dar conta de dois bebês e só piora quando digo que meu marido não morou conosco os primeiros três anos... 

 

Se tive medo? Sim. Um não, tive muitos e ainda tenho. Ser mãe é ter medo, receio, angústias que só nós podemos entender e assumir para nós mesmas. Ao mesmo tempo que seguimos em frente, tememos tantas coisas.


Tive medo na gravidez de estar proporcionando uma gestação saudável para meu filho. Medo de não conseguir amamentar, de não ser capaz de nutri-los, medo de não saber cuidar, de não trocar tão bem as fraldas. Medo de dar banho...

 

Medo de não saber consolar nas horas em que mais precisassem, medo de não dar conta de tamanha responsabilidade. Medo de não saber o quê fazer e quando fazer. Medo de que os dois chorassem ao mesmo tempo e não saber como agir nessas horas. Medo de ver eles adoecerem e me sentir tão impotente, de pegar naquelas mãozinhas e ver o quanto represento na vida deles.

 

Tive medo de fraquejar e, muitas vezes fraquejei. Medo de não ser aquela mãe que sempre sonhei, de não ser um bom exemplo quando perco a paciência e um medo muito grande de que por isso meus filhos não me amassem tanto como eu os amo. Medo de não conseguir educar bem, medo de criar filhos mimados...

 

Mas, em meio a tantos medos, tenho certeza que são eles que nos impulsionam, que nos trazem a luz, que puxam lá do fundo da nossa alma a força e o equilíbrio para sermos as melhores mães que nossos filhos podem ter. Mães sempre tem medo, e sempre terão. E esses mesmos medos que apavoram tanto hoje só aumentam com o passar dos anos, a só lista cresce. Mas, por outro lado, o melhor de tudo é que esse mesmo medo é a melhor expressão do amor, do cuidado e do imenso carinho que temos pelos nossos filhos. É o medo que nos faz ser o que somos, Mães!

 

Sobre Nine

Nine Lima é autora do Blog Querida Mamãe, administradora de empresas, funcionária pública, casada e mãe dos Gêmeos Ricardo e Guilherme. Criou o blog há três anos com o intuito de compartilhar as expectativas da gestação, os cuidados de grávida, de mãe e do bebê; as experiências, inspirações e dicas.  "Tudo que pesquisei, elaborei e aprendi e continuo aprendendo a cada dia. Amo trocar experiências, refletir sobre o universo materno e aprender mais sobre educar e ser mãe, que sem dúvida alguma é um gostoso e contínuo desafio", disse Nine.

 

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IG @blogqueridamamae

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Opinião da Blogueira:

Há tempos que as discussões feministas passaram a se atentar mais à questão da legalização da prostituição. Há algumas correntes que defendem a libertação usando todo aquele argumento liberal de liberdade sexual e poder de escolha. Argumentos que, para mim, parecem vazios e individualistas. Partindo do pressuposto de que a grande parte das mulheres que hoje vivem em situação de prostituição não desejam estar ali e só o fazem por necessidade, o ato sexual é, então, forçado, contra a vontade. Na minha interpretação, um estupro. Há quem interprete de forma diferente.

 

Essa prática existe desde os primórdios e sempre foi algo marginalizado. As mulheres que viviam na prostituição estavam sempre à margem e eram excluídas de todos os espaços, além de serem hostilizadas. Hoje em dia - também com o crescimento da cultura da pornografia, a prostituição é vista por alguns como algo “cool” e libertário. Por isso a sua legalização é muito discutida e bem vista por alguns grupos. Entretanto devemos lembrar de toda a cultura que trata o corpo feminino como objeto e o quanto o tráfico sexual de mulheres ainda é um problema gigantesco.

 

Dados de 2009 do Escritório das Nações Unidas Sobre Drogas e Crime (UNODC) revelou que representam 66% das vítimas são mulheres adultas, 13% são meninas, enquanto 12% são homens e 9%, meninos. Legalizar a prostituição é permitir que nossos corpos sejam (ainda mais) monetizados. Além do fato de que a legalização não torna mais digna a vida dura das mulheres que vivem na prostituição, só abre margem para a indústria sexual explorá-las ainda mais. Entretanto, não é possível uma desmarginalização dessa prática quando, em contrapartida, isso estaria reforçando a exploração sexual e expandindo a indústria do sexo.  

 

Não há, também, como usar o discurso libertário de que a mulher terá os direitos de seu próprio corpo. Se hoje já são coagidas por cafetões, donos de bares e afins, com a legalização da prática isso seria facilmente intensificado e uma indústria que vende o corpo feminino estaria, não surgindo, mas emergindo de forma mais fácil. Defender a regulamentação da prostituição não é automaticamente defender as prostitutas, é abrir espaço para uma indústria que escraviza as mulheres. E o discurso contra a legalização também não quer dizer que estejamos contra essas mulheres. É possível sim defender as prostitutas e ser contra a legalização da prostituição. Não precisamos de mais leis que sirvam para “tampar” os buracos da nossa sociedade e sim de medidas que tirem essas mulheres da rua e leve-as para outros espaços onde possam sobreviver. Afinal, com o estado regulamentando a prostituição não é garantia que essas mulheres não sejam agredidas. A prostituição em si já é uma violência.

 

 

Ashley Hawthorne, 20 anos, baiana, mulher negra e periférica. Feminista, militante do movimento negro e estudante de jornalismo. Aos 12 anos encontrou na blogosfera um espaço para se expressar e hoje em dia vê as mídias digitais como uma possibilidade interessante para o seu futuro. Barbie preta, ama pink, fotografia e twitter.

O Ashismos é um blog com conteúdos sobre questões étnico-raciais e de gênero com linguagem simples e um toque cor-de-rosa.

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Sexta, 27 de Outubro de 2017 - 08:05

A escolha do vestido da noiva plus size

por Kika Maia

A escolha do vestido da noiva plus size
Foto: Pintrest

 

Encontrar um vestido de noiva plus size é tão difícil quanto encontrar uma noiva que não esteja ansiosa pelo dia do seu casamento. O vestido dos sonhos é algo milimetricamente imaginado pela maioria das mulheres, independente da numeração que veste.

Entretanto, as noivas gordas não conseguem experimentar os muitos modelos que existem e são forçadas a encomendar seu vestido. A questão é que elas não têm certeza se aquele modelo imaginado ficará bom no seu corpo. Se, depois de pronto o vestido, em frente do espelho, ela estará como se imaginou.

O que fazer então?

A primeira coisa que essa mulher deve fazer é reconhecer seu corpo. Saber o seu tipo de corpo significa se perceber: saber se seu ombro é mais largo que seu quadril, ter consciência sobre sua barriga, sua cintura... se aceitar! Após esse autoconhecimento, que pode se confrontar com aspectos emocionais, pode ser uma boa ideia buscar referências de mulheres que tenham o mesmo tipo corpo. Tentar achar fotos delas com vestidos.

Independentemente do tamanho que a noiva tem de manequim, ela deve estar atenta às referências: pesquisar e identificar, dentre os diversos modelos de vestidos de noivas o que agrada – e o que desagrada.

Além disso, talvez, o principal e mais importante ponto desse texto é ignorar as milhares de matérias e textos que vai encontrar dizendo que “pode isso e não pode aquilo”. O que ela mais pode neste dia é se sentir bem, se amando. Sem regras.

 

 

Kika Maia será palestrante do III Fórum da Noiva e Simpósio da Mulher e Qualidade de Vida que acontece no dia 31 de outubro no Hotel Sheraton, no Campo Grande. O evento é aberto ao público, a entrada custa R$ 40,00 e o valor arrecadado será revertido para a Rede Amigas de Dulce em prol das Obras Sociais de Irmã Dulce. 

Kika Maia é consultora de moda e imagem, empresária de moda plus size e formada em direito pela UCSAL. Mulher que vive o universo feminino e admiradora de mulheres que lutam, hoje e sempre, pelo empoderamento feminino e igualdade de gênero. Acompanha de perto questões relacionadas à autoestima e à visibilidade das mulheres gordas, bem como à revolução que isso vem causando em todo contexto social. Kika Maia participa como blogueira do Coletivo Minissaia. Mãe de duas meninas. Dona de uma gata chamada Frida.

http://instagram.com/kikamaiaplus

https://m.facebook.com/kikamaiaplus/

 

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