Entrevistas

Natália Almeida e Gabriela Azevedo - Donas de pet shop

Antes de criar polêmica com um projeto de lei que pretendia acabar com o sacrifício de animais no candomblé e até vislumbrar a possibilidade de, em 10 anos, se mobilizar pela proibição do consumo de carne, o vereador de Salvador Marcell Moraes (PV) irritou empresários do setor de pets shops. Em entrevista à Coluna Mercado do Bahia Notícias, as proprietárias Natália Almeida, da Kanil, e Gabriela Azevedo, do Planeta Animal, abordaram seus pontos de vista e não pouparam a ideia do legislador de críticas. “Ele não está descobrindo a pólvora, já existe essa regulamentação [de exigências e cuidados sobre vendas de animais]. A dificuldade é o cumprimento”, apontou Gabriela, que enxerga como solução um maior rigor da fiscalização. Já Natália, que tem como formação profissional o direito, enxerga que só o pet shop tem a possibilidade de identificar o animal ideal a depender do perfil do cliente, e não os canis. “Como você vai fiscalizar canis pela cidade que não têm um estabelecimento comercial, que não têm uma porta, um anúncio, um endereço certo, conhecido e público?”. Reuniões com empresários do setor passaram a acontecer com maior frequência por conta do episódio. Confira a entrevista na íntegra.

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Leonardo Moraes

Leonardo Moraes

Colunista

Especialista em Segurança da Informação e Perito forense em TIC

16/05/2013 - 12:00

Microsoft anuncia Windows 8.1

As adaptações que os usuários mais tradicionais do Windows ao novo modelo geram insatisfações. O colunista do Bahia Notícias, Leonardo Moraes, aborda o sistema operacional e dá seus pitacos. "Muito vem se falando nos bastidores sobre a primeira atualização de novas funcionalidades para o sistema operacional Windows 8 da Microsoft. Inclusive que a tecla INICIAR voltará para facilitar a vida dos usuários que ainda não se acostumaram com a nova interface touch". Confira na íntegra.

08/05/2013 - 12:15

Movimentos históricos no mercado de tecnologia da informação – Qual será o próximo e onde investir?

O colunista Leonardo Moraes aborda os movimentos comerciais na indústria do software e hardware que entraram para a história sob forma marcante. “Logo após o grande hoax (boato) que foi o famigerado “bug do milênio” no final do século XX, a Hewllet-Packard - HP - anuncia em 2001 a compra da rival Compaq que à época possuía valor aproximado de mercado avaliado em US$ 25 bilhões. O negócio foi concretizado em 2002 e uma mulher, Carly Fiorina, assumiu a presidência da HP começando a falar em inovação”. Confira a íntegra na Coluna Mercado.

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Segunda, 28 de Maio de 2012 - 14:10

Solange Melo

por Lucas Franco

Coach desde 2009, a sócia da franquia máster da ActionCoach Nordeste, Solange Melo, diz que sua empresa não tem concorrentes e explica com detalhes seu ofício, que tem ganhado repercussão no mundo corporativo, faz atendimentos individuais e para empresas e, segundo ela, é diferente da consultoria e da terapia. Com o intuito de fazer o cliente (chamado de coachee) mudar de atitude, Solange garante que a empresa que a contratar não corre risco de perder um grande funcionário, mesmo que durante o processo ele perceba que não está feliz profissionalmente. “O pensamento de que é possível ser infeliz e produtivo é da era industrial. O trabalho hoje tem que ter um prazer”. O valor das sessões geralmente varia entre R$ 250 e R$ 350, mas a seu ver, o valor é “simbólico” e não há riscos de inadimplência dos clientes. “Eu nunca deixei de fazer um coaching com a pessoa porque ela não tinha R$ 250”. As sessões podem ser realizadas até através de Skype e o cliente pode ligar a qualquer hora para seu coach.
 
Fotos: Tiago Melo / Bahia Notícias

Bahia Notícias - Explique para o leigo o que é o "coach" e qual a diferença entre "coach", "coachee" e "coaching".
 
Solange Melo - A palavra "coach" é ligada ao treinador. O coach é o técnico. Por exemplo, eu sou seu coach, você é o meu coachee, eu vou “coutiar” você, eu vou fazer "coaching" com você. Hoje existem várias linhas de formação. Pode ser um personal coaching, um life coaching, que vai desenvolver seus talentos, sonhos, organizar a sua força interna para desenvolver muito mais o que se quiser da sua vida, em sessões individuais de coaching. Sempre há uma necessidade, um objetivo, um foco e uma realização. Vamos dizer que você entrou aqui [no Bahia Notícias] como estagiário e foi convidado para assumir o setor. Você tem todos os talentos e ferramentas, mas pensa “ah, mas eu não estou preparado, ah, mas eu não falo inglês”. O coach trabalhará sua auto-estima, o seu potencial, suas crenças fortalecedoras, porque nós temos muita informação, mas internamente validamos mais as crenças negativas do que as crenças fortalecedoras. A minha empresa é uma franquia internacional de coaching empresarial, focado no pequeno e médio empresário. Ela existe em 54 países. A visão do meu negócio é a reeducação empresarial através da abundância mundial dos negócios.
 
BN - Qual a diferença entre ter como cliente uma empresa ou pessoa física?
 
Solange - 80% dos coachings são individuais. Mas quando vamos fazer coaching na empresa, as empresas querem tratar das necessidades delas de negócios, que geralmente são tempo, vendas e resultados. Então, a metodologia precisa ser forte, porque o empresário quer que o negócio dele cresça. O coaching é diferente da consultoria porque a consultoria traz um projeto pronto, e no coaching a gente faz junto, é desenvolvimento humano e comportamental.
 
BN - Já houve muitos clientes que, depois das sessões, decidiram mudar totalmente de vida e abandonar o emprego para tentar outra coisa melhor?
 
Solange - Nas empresas o diferencial é o empresário começar a se perceber como ser humano, se atentar para a qualidade de vida e relação familiar, necessidades pessoais. O coaching ajuda na organização. Para a gente ser feliz é preciso estar bem em quase tudo na nossa vida. Você vai escolhendo e priorizando.
 
BN - Mas já houve alguém que, após as sessões de coaching, concluiu “não quero mais essa vida que tenho levado”?
 
Solange - Sim, muitas. Por exemplo, tiveram pessoas que contrataram o coaching para sua empresa e descobriram a vocação para ser coach. Preferiram vender aquele negócio ou então colocar um executivo dentro do negócio e mudar de vida para se tornar coach. Conheço casos reais, por sinal, aqui no Nordeste.
 
BN - Mas para a empresa não é perigoso contratar o coach para seus empregados e um deles descobrir que não quer mais trabalhar na empresa? Acontece isso?
 
Solange - Não, porque qual o papel do coaching: como ele trabalha com o dono do negócio, quando ele vai trabalhar com gerentes, o coach vai desenvolver naqueles gerentes os talentos, os objetivos e as metas e vai alinhar com aquele grupo que, independente do trabalho, ele tem um sonho, por isso ele está ali. Aquela pessoa começa a se ver se desenvolvendo como uma rede naquele negócio, então ele fica mais feliz por estar ali. É como se ele pensasse que só pelo salário ele não vai mais, ele agora tem sonhos na vida, e com os relacionamentos internos dentro do trabalho melhores, ele cresce muito mais. 
 
BN - Não existe a possibilidade de o funcionário descobrir que está infeliz e que por mais que tenha potenciais, ele quer mudar de vida?
 
Solange - Mas aí vai ser bom para a empresa e para ele. É bom para os dois.
 
BN - Mesmo com a empresa correndo risco de perder um grande funcionário, que apesar de não estar feliz é produtivo?
 
Solange - Mas não existe um grande funcionário infeliz. O que muda hoje no conceito do trabalho é isso. O pensamento de que é possível ser infeliz e produtivo é da era industrial. O trabalho hoje tem que ter um prazer. Acordar de manhã e ter um sonho. Uma pessoa infeliz em qualquer área da vida dela, não pode ser produtiva, não tem como, é incoerente. Por isso que o movimento da vida hoje é de mudança.
 
BN - Quanto custam as sessões e quantas são necessárias para se conseguir o objetivo?
 
Solange - Geralmente custam em torno de R$ 250 e 350. A sessão dura uma hora e meia, e a partir do que a gente vai construindo junto, você pode conseguir seu objetivo em cinco sessões, em dez, em um mês... Vai depender dos dois.
 
BN - Qual a periodicidade das sessões?
 
Solange - Uma vez por semana

BN - Pode ser mais ou menos vezes por semana?
 
Solange - Pode. Porque o coaching é crescimento pessoal o tempo todo, então você pode ter uma sessão por Skype, por exemplo. Quando você faz coaching, seu coach é um parceiro, você está ali com o telefone dele o tempo todo. Se o cliente tem uma necessidade a gente pode tomar um café. Uma sessão pode ser realizada em um café, na hora do almoço, ela tem essa evolução e flexibilidade.
 
BN - Há clientes que abusam e acabam ligando demais?
 
Solange - Não, eu acho que se torna uma parceria, você se sente feliz pelos resultados.
 
BN - Mas não tem risco de o cliente ligar de madrugada?
 
Solange - No meu caso nunca aconteceu, a pessoa quando atinge um objetivo que era muito importante para ela, tipo assim, fazer um treinamento com sua equipe, que você achava que nunca ia conseguir e que não tinha esse potencial, e a pessoa faz essa experiência, e dá muito certo, ela quer logo mandar uma mensagem dizendo “já fiz minha tarefa, consegui meu objetivo”. O coaching é essa coisa de mostrar como você pode ir muito mais do que você imagina. 
 
BN - E o risco de o cliente ficar aflito e ligar em horários inapropriados? Não há relatos de que isso tenha acontecido com outros coachs?
 
Solange - Pode ter. Na minha experiência eu não tenho. Porque também eu crio uma parceria muito forte com meus clientes e sou muito aberta nesse ponto. O coaching é sempre muito auto-conhecimento e consciência. As vezes você pode procurar um coach, mas no momento a terapia seja mais aconselhável. Então o coach deve dizer “vá a um terapeuta primeiro, depois a gente começa o processo de coaching”. São duas coisas muito diferentes.
 
BN - Quais são as principais diferenças entre coaching e terapia?
 
Solange - Uma terapia é ligada a um sintoma psíquico, uma dor muito grande emocional. O coaching é atitude, comportamento, novos objetivos. Por exemplo: eu faço jornalismo, mas adoro cinema. Então você tem esses dois talentos e pode desenvolver isso junto. Tem muita gente novinha, que está terminando publicidade e já quer entrar em administração. Então é possível pegar os dois talentos e desenvolvê-los juntos.
 
BN - Muita gente questiona o preço, por não ser acessível a boa parte da população...
 
Solange - Eu dou o valor porque é o valor de mercado, mas geralmente o trabalho de coaching, após a primeira sessão, não tem nem contrato. Nós somos parceiros dos nossos clientes, então eu nunca deixei de fazer um coaching com a pessoa porque ela não tinha R$ 250. Quando eu comecei logo, em 2009, eu fiz uma seleção de pessoas que eu queria resultado e disse “vai ser esse valor simbólico e você vai me indicar para uma pessoa depois do seu resultado”. Há flexibilidade.
 

 
BN - Você não acha um risco muito grande? E se a pessoa não pagar depois de muito tempo?

Solange - Eu não sei se é porque as pessoas se envolvem tanto no processo, o processo se torna tão importante para a vida delas, tão rico, e é tão rápido o resultado. Tem uma executiva que eu fiz um trabalho que disse assim para mim “eu tenho que lhe presentear minha vida inteira, porque você conseguiu”, e eu corrigi “nós conseguimos, isso aí estava tudo dentro de você”. Então é um diálogo muito sincero, muito rico para as duas partes, e principalmente para quem encontra o coaching e começa a se ver de maneira nova, comportamentos novos, atitudes novas, porque o maior valor da vida da gente são nossas atitudes. A atitude é maior do que o amor, é maior do que tudo. Eu posso dizer “eu te amo” mas não fazer um ato sobre esse meu amor. Então a relação coach-coaching é muito prazerosa e muito dinâmica, por isso o trabalho é relacionado ao prazer. E aí a abundância chega.
 
BN - Você disse que faz uma seleção das pessoas para saber quais têm mais potencial. Quais critérios você usa na seleção?
 
Solange - Para a gente fazer coaching, realmente tem que ter o desejo. Eu posso até perceber as minhas necessidades de mudança e adiar sempre isso. Por isso que o coaching tem objetivos e metas. Porque a gente só consegue realmente novas posturas através de ações. Então eu começo a fazer o coaching com você, nossa sessão é às 10h, e na primeira sessão você já chegou 10h30, na segunda você chega 11h, então eu não tenho condição, nesse momento não é um coach que você precisa na sua vida, porque você não está comprometido com você. O coaching é esse compromisso, se não a gente não vai crescer junto no processo. Quando eu percebo isso, ou quando a pessoa tem que atender o celular durante a sessão, não dá, não pode. 
 
BN - Qual o público-alvo e quais as pessoas que mais vão às sessões?
 
Solange - Pessoas jovens, que estão em processo de mudanças de profissão, de carreira. Também pessoas na faixa de 40 anos, de 50, altos-executivos que querem mudar a vida, ter qualidade de vida, ter novos sonhos, ser dono da própria vida. 
 
BN - A ActionCoach não está sozinha no mercado. Outras empresas concorrem no ramo. A Sociedade Brasileira de Coaching (SBC) se diz líder do segmento em seu site. Já a Sociedade Latino-Americana de Coaching (SLAC) diz ser a elite do coaching. Qual o diferencial de sua empresa em relação às outras?
 
Solange - Essas empresas [citadas] são importantíssimas, só que elas fazem formação, e depois de concluída, você se vira. A minha empresa é a única franquia internacional no mundo de business coaching. Ela ganha por oito anos consecutivos um prêmio como a melhor franquia de coaching empresarial do mundo, então nós não temos concorrentes, porque na nossa franquia, temos uma metotologia desenvolvida por uma equipe de excelência que tem uma sede em Las Vegas e está em 54 países.
 
BN - Você se formou pela ActionCoach?
 
Solange - Eu me formei também pela Sociedade Brasileira de Coaching, eu tenho as duas formações, mas a da Action é internacional e são programas e trabalhos diferenciados.

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