Juiz é investigado por comprar mesa de pingue-pongue para jogar no expediente
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Um juiz de Santa Catarina será investigado em um processo disciplinar administrativo por, além de outras denúncias, comprar uma mesa de pingue-pongue para jogar durante o expediente judiciário. O presidente do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJ-SC) instaurou o processo disciplinar contra o juiz da comarca Otacílio Costa e o afastou preventivamente da função judicante até o término do procedimento. O juiz responde ao processo por perseguir e humilhar servidoras proferindo palavras desrespeitosas em voz alta, como: “você se veste muito mal”, “você não tem vergonha destes seus dentes amarelos e tortos, vai arrumar, coisa mais feia uma pessoa com os dentes assim”, “você deveria usar maquiagem para esconder estas olheiras”; questionar a veracidade de atestados médicos apresentados por servidores; exigir que os servidores gozassem férias ou licenças-prêmio conforme lhe era conveniente, ainda que contra a vontade deles; coagir os servidores e alguns cidadãos a assinar declarações exaltando seu trabalho; editar portaria estabelecendo horário de funcionamento da copa e, inclusive, turnos para tomar café, bem como proibir conversa entre os servidores que compartilhassem afinidades;comprar mesa de pingue-pongue para as dependências do fórum da comarca de Otacílio Costa e, inclusive, jogar durante o horário do expediente; exigir que nos dias do plantão não fosse contatado antes das 14h; determinar que pessoa estranha aos serviços judiciários circulasse nas dependências do fórum e vigiasse a rotina; somente comparecer ao fórum próximo ao fim do expediente, por volta de 16 ou 17h, sem estar decentemente trajado (aspecto de sono, descabelado e com agasalho de pijamas);perambular no prédio proferindo palavras de baixo calão e humilhações aos servidores; conferir se a organização de armários e gavetas estava de acordo com seu gosto; quebrar o motor do portão do fórum com chutes e pontapés; obrigar servidora a recolher declarações sobre ele e o trabalho realizado; obrigar que servidores capinassem os matos entre as lajotas do estacionamento do fórum; condicionar a manutenção de servidores em seus cargos ao cumprimento de ordens por ele emanadas; obstar a ascensão de recursos à Instância Superior; determinar a incineração de autos em desacordo com as normas aplicáveis ao caso. As denúncias contra o magistrado são recebidas pela Corregedoria do tribunal desde 2013.

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