C&A é acionada por induzir clientes a parcelarem contas com juros
Foto: Reprodução / Shopping Taguatinga

Acusada de induzir seus clientes a parcelarem contas com juros e inserir, sem autorização, plano odontológico e seguro do cartão, nas faturas, a C&A é alvo de uma ação ajuizada pelo Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA). Na ação, o MP requer que a empresa pare, imediatamente, com tais práticas e ainda pede que a Justiça determine o pagamento de R$ 50 mil por danos morais causados à coletividade. O montante deverá ser revertido para o Fundo Estadual dos Direitos do Consumidor. "Tal postura arbitrária caracteriza, portanto, a prática de ‘venda casada’, vedada pelo ordenamento jurídico brasileiro", afirmou a promotora de Justiça Joseane Suzart. No documento, a promotora acrescentou que, em 5 de novembro de 2016, a magistrada Tania Magnani de Abreu Fraga enviou um ofício ao MP-BA para que fossem apuradas práticas abusivas contra o consumidor por parte da C&A. "Segundo os relatos da ata da audiência referente a esse processo de cunho trabalhista, que ocorreu em outubro de 2016, os funcionários eram obrigados a alterar o CEP dos clientes para que ocorresse a liberação do cartão por parte do banco", pontuou. As alegações foram feitas por uma ex-funcionária da empresa.

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