Lamachia diz que pedido de impeachment da OAB é feito de forma 'técnica e responsável'
Foto: OAB

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) Claudio Lamachia, em coletiva na tarde desta segunda-feira (22), afirmou que o pedido de impeachment de Michel Temer da instituição deve ser protocolado na Câmara até sexta-feira (26), apesar de sinalizar que o ato pode ser realizado antes do previsto. O prazo é para permitir que a Ordem escreva a petição de forma técnica, contendo todos os embasamentos. Segundo Lamachia, o pedido de impeachment da Ordem é diferente das demais petições já protocoladas, pois “é feito de forma técnica e responsável”. Ele lembrou ainda o histórico da entidade "em defesa da democracia". Lamachia sinalizou que a OAB não entrou no mérito se o áudio da conversa entre Temer e o empresário Joesley Batista sofreu ou não edição. O presidente da entidade diz que o entendimento foi tomado a partir das “declarações do próprio presidente da República”, e que ele, em momento algum, nega os fatos. “Mesmo que o áudio pudesse ter alguma edição, as próprias manifestações e duas declarações públicas reconhecem o teor da conversa que ele teve com o empresário”, pontuou. Isso, para ele, é “indiscutível”, por ter sido confirmado pelo próprio Temer. Lamachia diz que pesou mais “tudo o que ele escutou e ter confirmado que escutou e não ter feito nada contra isso”, além do próprio conteúdo do áudio. A entidade entendeu que houve prevaricação e crime de responsabilidade. O gestor da OAB ainda disse que a versão de Temer, de que não teria dado credibilidade à conversa de Joesley, não muda o entendimento da instituição. Afirmou ainda que, se ele sabia que Joesley era um “empresário, delinquente e fanfarrão”, que não o deveria ter recebido em lugar nenhum, principalmente em casa. “Ele deveria ter encerrado a conversa e comunicado as autoridades competentes e não deveria ter indicado um interlocutor”. O presidente ainda ressalvou que não compete à Ordem julgar Temer, mas compete pedir o impeachment e que a vontade da instituição não é tirar o presidente do cargo, mas sim fazer cumprir a lei.

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