Entrevistas

Marcelo Brito fala sobre Salvador Fest, esclarece fim de parceria com Tomate e revela que 'Léo Santana e Parangolé' pode se tornar duas marcas

Em sua nona edição, o Salvador Fest se firma como um dos maiores eventos privados voltados ao público popular no Brasil. Com foco no pagode, a festa traz há alguns anos o axé e o arrocha em sua grade. Esse ano, a grande novidade é a participação de Ivete Sangalo, que além de principal atração é a garota-propaganda da "maior festa de camisa colorida do mundo". Para falar dessas e de outras novidades, Marcelo Brito, sócio da Salvador Produções, concedeu entrevista à Coluna Holofote. Na oportunidade, Brito também esclareceu o racha entre o cantor Tomate e a produtora e disparou sobre uma possível carreira solo de Léo Santana: “A gente pode ter futuramente, lá na frente, dois produtos, mas isso não está sendo pensado por agora”. Confira a entrevista na íntegra abaixo!

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Frase da Semana

Ivete Sangalo

“Ah, vou gastar meu tempo aqui falando? Tem esse negócio de uma turma que vai ter que participar... você sabe como funcina. É muita burocracia e mamãe não opera com burocracia”

Cantora Ivete Sangalo em entrevista ao programa Canal Livre, da Band, respondendo questionamento sobre o motivo que a levou a desistir de construir sua casa de shows em Salvador.

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Terça, 29 de Maio de 2012 - 15:19

Natália Comte: 'A gente perde o conhecido, mas não perde a piada'

por Fernanda Fahel / Marília Moreira

  "Eu resolvi separar a coluna de minha vida pessoal depois que eu passei por uma situação chata."  
 
A cobrinha mais venenosa da Bahia resolveu largar as curtas. Calma! Natália Comte não deixará sua coluna. Ela apenas resolveu se estender mais em suas provocações e concedeu à Coluna Holofote uma entrevista que promete atiçar ainda mais a curiosidade: quem é essa tal mulher que só faz falar mal dos outros? “O anonimato é bom porque as pessoas falam comigo nas festas, coberturas, eventos... Abrem seus corações [risos] e não sabem quem eu sou”, dispara. Formada em Comunicação, mas afastada da profissão, ela, que disse ser ex-amiga de Luana Monalisa, esculhamba com o tal “jornalismo de fofoca”, mas diz não ter desafetos. “Não dá pra levar a sério gente que come quentinha e arrota caviar. Que se acha a tromba que matou Cazuza! E o que não falta aqui na Bahia é isso. E outra: quanto mais chato for o fã, mais eu pirraço”, disparou. E quem é o fã mais chato? Descubra nessa entrevista exclusiva e saiba mais sobre a colunista mais odiada pelo meio artístico baiano!

Coluna Holofote - Por que esse mistério todo com sua identidade? Qual o medo?
 
Natália Comte - Não é medo. Mas como eu falo muitas coisas que as pessoas não gostam de ouvir, eu prefiro me manter assim. Eu cheguei até a dar uma entrevista para minha amiga Érica Saraiva na Transamérica tem uns dois anos. Ficamos falando por mais de uma hora e tal. Agora eu fico na minha. E depois, o anonimato é bom porque as pessoas falam comigo nas festas, coberturas, eventos... Abrem seus corações [risos] e não sabem que eu sou Natália Comte. 
 
CH: Você costumava ao menos mostrar uma foto em seu perfil do Twitter e Facebook e agora nem isso. O que foi que aconteceu?

NC: Não... Conselho de amigos... [pausa] Na verdade, teve um caso. Eu resolvi separar a coluna de minha vida pessoal depois que eu passei por uma situação chata.
 
CH: Que situação?

NC: 
Ah... Um empresário. Quer dizer, um ex-empresário do Axé Music metido a comedor de periguete que eu tinha esculhambado – e com razão, diga-se – me reconheceu em uma festa de lançamento de alguma coisa e veio tirar satisfação. Como eu não sou de fazer barraco, virei as costas e deixei ele falando sozinho. Não preciso disso. Ganho muito bem pelo que faço [Natália é concursada do Estado] e, se eu ainda brinco com o Curtas, é porque eu gosto. Tudo bem que Luzbel está ficando bem generoso com essa questão financeira agora, viu? [risos]. Enfim, uns dois meses depois, eu resolvi que eu não tenho porque passar por esse tipo de constrangimento. Resolvi tirar minhas fotos desses perfis onde há diálogo com o leitor. E ficou muito mais interessante pra mim. Já fui em festa de ouvir gente comentando sobre a coluna na mesma roda que eu, sem saber.[risos] Pode? Porque eu não uso o sobrenome Comte, que na verdade vem de meus avós italianos maternos. Na vida pessoal eu assino com o outro sobrenome.
 
CH: O pessoal comenta que você vive de falar mal de festa de axé e pagode, mas nem passa perto. Onde seus fãs teriam mais chances de esbarrar em você? Que lugares de Salvador costuma ir e com quem costuma andar?
 
NC: [Risos] Que fã, mulher? Eu já tive minha época pagodeira, axezeira mesmo, de ir pra show no Baiano, Rock in Rio e tal... Isso na época de faculdade. Quando fazia Facom [Faculdade de Comunicação da Ufba], a maioria ainda torcia o nariz para o axé, o pagode. Só eu, Marrom e uns gatos pingados não tinham preconceito com essa coisa. Mas hoje eu não vivo mais disso. Hoje eu sou mais do esquema cinema, teatro e barzinho. Com as fontes que eu fiz e essas cobrinhas que existem nesse meio... E haja cobra, viu? Tá pra se criar um meio com mais cobra e mulher mal amada do que esse jornalismo de fofoca aqui da Bahia, viu? Tudo mal comida! [risos]. É cada coisa que me chega através de certas melhores amigas... Não, mas é sério, com a internet é difícil não ficar sabendo de tudo. Aliás, metade da coluna eu tiro do blog de Marrom [risos]. Marronzinho merecia metade de meu salário. Que Luzbel não saiba! [mais risos]
 
CH: Os leitores comentam que você adora pegar no pé de algumas pessoas. Rita Batista, por exemplo, Claudia Leitte, Adelmo Casé, Alexandre Peixe... Conte um pouco para a Coluna Holofote sobre os seus desafetos do meio artístico baiano. Por que tanta implicância?
 
NC: Não tem implicância. Esse povo que você citou, Rita, Claudia Leitte, Adelmo... São altamente perturbáveis. Alguns eu até gosto. [risos] Alguns! Ritinha mesmo é um amor de pessoa. Luana Monalisa, coitada, a gente já saiu, já tomamos algumas juntas. Mas tem coisa que não dá, né? Não dá pra levar a sério gente que come quentinha e arrota caviar. Que se acha a tromba que matou Cazuza! E o que não falta aqui na Bahia é isso. E outra: quanto mais chato for o fã, mais eu pirraço.
 
CH: E quem é o fã mais chato?
 
NC: Em primeiro lugar, Claudia Leitte. Em segundo lugar, Claudia Leitte. E em terceiro lugar, Daniela Mercury
 
CH: E você gosta de Claudia Leitte?
 
NC: A-do-ro! Ela é um amor de pessoa, gente! Só que a gente não pode perder a piada, né? E outra: Claudia Leitte não faz mais show. Vive de ser celebridade e fazer filho! [risos]
 
CH: E Luana Monalisa?
 
NC: Não somos amigas próximas. Já dividimos alguns momentos em comum, mas não passou disso. Eu até acho que eu passei um pouco do ponto com ela [risos]. Não era pra tanto, coitada. Mas é como os outros que eu citei. Ela é um “case” de sucesso pra se perturbar, e minha coluna vive disso. A gente perde a conhecida, mas não perde a piada! [risos]
 

"Não somos amigas próximas. Já dividimos alguns momentos em comum, mas não passou disso. Eu até acho que eu passei um pouco do ponto com ela [Luana Monalisa]"
 
CH: Quantos processos seu veneno já lhe rendeu?
 
NC: Nenhum. Só houve uma ameaça. Mas a gente não fere a honra de ninguém.
 
CH: De quem foi essa ameaça?
 
NC: De um entendido... [risos]
 
CH: E se rolar? Quem leva na cara? Natália Comte ou Ricardo Luzbel?
 
NC: O Bahia Notícias. Eu sou contratada do Bahia Notícias. Bota na conta no Bahia Notícias. [risos] Agora que Samuel e Luzbel estão ricos, eles não se preocupam com isso não. [risos]
 
CH: E a direção do Bahia Notícias? Nunca ninguém te chamou a atenção por ter exagerado, não?
 
NC: Graças a Deus, quando eu brinco com Luzbel, ele leva tudo na esportiva. Só ameaça atrasar meu salário, mas nunca faz. Ganho direitinho e em dia. Mas volta e meia eu recebo uns esporros de Luzbel e de Samuel também [risos]. Mas nada que eu não tire de letra.
 
CH: Você fala mal de todo mundo, mas não perde uma boca livre. Por que esse povo ainda te chama?
 
NC: Não é verdade. Não sei quem foi a despeitada que te disse isso, gata. Quem gosta de boca livre é Marrom, Josemar, Michel Telles, Fernanda Figueiredo... Ninguém nunca me viu em boca livre. Graças a Deus eu não preciso disso.
 
CH: Pegou ar, hein...
 
NC: [Risos] É que isso é uma coisa que eu mais falo mal. Você já viu Josemar, Léo do Pida, João Gabriel [Galdea]... Já viu esse povo em um evento com buffet? Michel Telles? Alex Lopes? É vergonha alheia demais. Bando de esfomeado! [risos] Aí vai todo sujo da redação, faz duas perguntas, amassa o caderninho no bolso e depois fica rodando a mesa com aquela cara de paisagem. [risos] É o ó! E se acham super chiques, né? Ô povo que se acha! Deus me livre! Olhe que eu sou jornalista, viu? [risos]
 

"Já viu esse povo em um evento com buffet? Michel Telles? Alex Lopes? É vergonha alheia demais."
 
CH: Você se desiludiu com o jornalismo?
 
NC: Sim. Quase todos os dias. Sempre tem uma Mirella Cunha que faz a gente se envergonhar de nosso diploma, né? Mas se tem uma coisa que todo jornalista adora é falar mal da profissão. No fundo, a gente tem tanto amor pela coisa que fica indignada quando vê pessoas dessas denegrindo a imagem do profissional.
 
CH: E tem saudade de voltar a trabalhar em redação?
 
NC: Nenhuma! Nenhuma mesmo! O curtas que é curtas já me dá trabalho, imagine com uma rotina maluca como é qualquer redação em Salvador. Estou bem fora do jornalismo
 
CH: É verdade que você é cineasta?
 
NC: Oxente, gente?! [risos] Quem é que fala essas coisas? É Luzbel, é? Eu me formei em Cinema, ajudei Lamartine Ferreira no Rio com algumas coisas, mas é mais hobby do que outra coisa. É como o Curtas. Só que falar mal faz mais sucesso do que cinema no Brasil, né?
 
CH:Quem são seus maiores colaboradores?
 
NC: Ah, minha querida. Se você soubesse o que chega para mim através do Facebook... Cada vez mais eu me baseio em coisa de leitor mesmo. Sugestões, flagrantes, fotos... Tem também o pessoal da redação aqui [Bahia Notícias] que já gosta de um venenozinho também. Aqui ninguém é santo. Fora minhas amigas e as pessoas desse meio que adoram falar mal dos colegas. Depois vem carnaval, festa e todo mundo é amigo. Gosto de uma frase de uma colega do Correio: “A gente é hipócrita, mas a gente se diverte”. É horrível, eu sei. Mas tem que rir.
 
CH: Qual seu status no momento?
 
NC: Oi?
 
CH: Ouvi dizer que você anda de namorico com celebridade. É verdade?
 
NC: Ô, minha coleguinha. Até parece que eu vou cair nessa. Joga o verde pra colher maduro, né? [risos] Tenho muito tempo de jornalismo, lindona. Já usei muito essa estratégia.
 
CH: Tudo bem, Natália, mas a gente também tem nossas fontes... E esse apresentador de TV...
 
NC: Feche sua cara. [risos]
 
CH: Ok. Para quem gosta de falar da vida dos outros...
 
NC: Pois é, querida. Mas eu não sou famosa e sei como a banda toca. Passa pra próxima pergunta aí. [risos]
 
CH: Ok, entendida, mudando de assunto: por que você bate tanto nas assessorias de imprensa da música baiana?
 
NC: Porque eles pensam que a gente é burro. Só pode. A última nota que a gente botou foi que TH ia gravar um CD com grandes sucessos. Não existe grande sucesso da TH! “Os Romeros vão comemorar 10 anos”. Comemorar o quê? A banda é um fracasso, a banda nunca emplacou. Teve Wilsinho [Wilson Kraychete, atual empresário do Parangolé] como sócio e não emplacou. Tinha tudo para emplacar. Os meninos são bonitos, cantam mais ou menos, tinham um grande empresário por trás, mas não emplacou.  Outra que tentam vender: Seu Maxixe. Seu Maxixe é genérico! É um clone de sertanejo! As pessoas têm que entender o seguinte: sertanejo baiano faz tanto sentido quanto axé paulista. Não dá. Só funciona no eixo Goiás-São Paulo. Fora disso é clone!
 
CH:Você poderia citar mais exemplos...
 
NC: Você quer que eu solte o verbo, não é isso? Então tá: já que eu estou falando dessas coisas que tentam vender achando que a gente é burro. Aquele Léo do Estakazero. O playboy metido a forrozeiro. Léo nunca tocou sanfona na vida! Forrozeiro do Jardim Apipema, vê se pode? O pai dele tinha uma roça em Entre Rios que ele deve ter ido duas, três vezes. Original mesmo hoje tem pouco aqui, Flávio José, Ademário Coelho, Targino... O resto é mauricinho. Cangaia de Jegue... E isso acontece muito aqui na Bahia. Prisioneiros do Samba, Nata do Samba, Os Paquitos, Samba Eu, Você e Sua Mãe, aquele menino medonho do arrocha... Ou seja, querem vender como se fossem autênticos, mas é tudo cópia. E se não é original, não vai para lugar nenhum. Vão passar o resto da vida animando festinha de adolescente em Salvador e fazendo “bico” com as prefeituras de interior.
 
CH: E o que você gosta de ouvir?
 
NC: Ah, querida. Eu ganho pra falar mal. Não pra falar bem.

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Curtas e Venenosas

Curtas e Venenosas da semana

Deixei pra escrever as Curtas um pouco mais tarde porque sabia que Ivete ia falar de mim na coletiva do Salvador Fest. Não consegue viver sem mim, coitada. Acho que se identifica. Vou até dar uma dica a ela: pare de andar perto de Leo Santana, amiga! Vou ficar com nojinho de você. Ainda mais depois que vi uma foto dele em que... ah, confira nas Curtas e Venenosas da semana!

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Colunistas

Luis Ganem

Colunista

02/06/2013 - 23:01

Genuinamente baiano - Arre égua!

"Que artista hoje representa o forró da Bahia? Quem hoje seria a linguagem do forró no nosso estado? Bom, dentre esses representantes, pensando direito, creio que o de maior destaque na atualidade seja Léo Macedo. Não entendeu? Eu disse Léo Macedo. Isso mesmo, você não leu errado."

12/05/2013 - 23:45

Bem mais de trinta segundos!

"Se bem que, não vou mentir, ir ao bar 30 Segundos não era a coisa mais interessante que eu queria fazer em um dia de quinta em Salvador"


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