SALTUR, O CARNAVAL E A TV

Escrito por Ildázio Jr.


Inevitável não seguir as linhas de meu amigo (quando é que vai começar a emagrecer mesmo?) Ganem e me pronunciar sobre a decisão da Saltur em vetar as a famosas caixas de som. Elas, que linkadas às redes de TV que ajudam a vender nosso carnaval, mas provocam ao mesmo tempo rasgações de seda, puxa-saquismo e babaovismo. A situação chegou a um ponto em que se entranhou e se estabeleceu quase como lei o parar-no-Campo-Grande-por-uma-hora-para-conversar-com-jornalista-de-televisão-e-receber-prêmios-mambembes-e-canastrões.

Temos que ver esse fato por outro lado, na verdade: o comercial e extremamente necessário para o desenvolvimento do nosso carnaval. Naquele momento e ponto do circuito os artistas mandam ver com todo gás, excitando mais ainda os foliões e vendendo assim da melhor maneira possível com imagens verdadeiramente fantásticas, ao vivo e a cores a nossa festa.

Atrai não só patrocinadores para as TVs, mas para blocos, camarotes e para o próprio carnaval, pois zilhões de pessoas estão em suas casas assistindo e ávidas a consumir os produtos em exposição. Então, por que não os jornalistas trocarem uma idéia rápida, prender por alguns minutos a atenção e deixar o barco seguir? Acho normal. Se fosse assim. Mas não é, minha fé.

O problema é que as pessoas não se satisfazem e, em detrimento de suas vontades, começam a desorganização, o mangue onde todo mundo faz o que quer na hora que quer. Aí rola entrega do prêmio, o troféu, o disco de ouro e, sobretudo, se esquenta com os artistas e empresário destes para suavizar suas pretensões comerciais futuras. Entendem-me?

Como os outros veículos de comunicação não querem e não podem ficar atrás, se montam camarotes de rádios AM & FM, de sites, revistas que ficam ali também para pegar uma carona ou fazer uma foto de capa e assim beliscar comercialmente também e por aí lá vai.

Aí, meu caro leitor, é que desanda e o homem vira o lobo do homem. Ele mesmo estraga tudo. Será que é difícil os diretores comerciais desses veículos fundamentais ao carnaval sentarem com os poderes instituídos, cortar os excessos e se criar ou rever as regras? Onde nem o nosso querido carnaval perca nem muito menos se abra brecha para que jornalistas daqui e de fora venha para cá trabalhar como se deve e não criar troféu bufa onde ninguém sabe quem votou e premia a bajulação com fins lucrativos.

Como disse meu amigo Ganem, é sentar e esperar para ver no que dá.

Ilds


Segunda-Feira, 23.11.2009 às 15:16

 


 

 

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"Não tenho necessidade de lançar minhas músicas. Amo ser intérprete. Mas não sei compor axé. Já tentei várias vezes e não consigo. Axé é tudo a com a, e com e, refrão imediato. Eu admiro quem consegue. Gosto de cantar música bonita. Adoro axé pelo que essa música consegue fazer com as pessoas."

 
 
Netinho, cantor de axé, que já tentou se aventurar no pop, MPB, e, sem êxito, retornou ao axé, apesar de admitir que não sabe compor para o ritmo do qual ganha a vida atualmente.
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