Bahia

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Sexta, 25 de Maio de 2012 - 09:19

Irmãos solidários

por Edson Almeida

Tricolores e rubro-negros até que foram longe nesta Copa do Brasil, chegando a uma semifinal, mas saindo de forma decepcionante, com a diferença de que o Vitória ainda empatou o primeiro jogo com o Coritiba, o Bahia perdeu os dois para o Grêmio, só que o Leão levou de 4x1 na segunda partida e o Esquadrão o fez fracionado, com derrotas de 2x1 e 2x0 diante do Grêmio, os mesmos 4x1 na decisão semifinal de 90 minutos.
 
Em teremos práticos, foram fraternalmente solidários em suas fragilidades, com alguns aspectos muito semelhantes. Fracos nas laterais, problemas de posicionamento de defesa, falta de criatividade no meio-campo, ataques de pouca realização nos jogos decisivos.
 
O Bahia, que tem uma responsabilidade bem maior de nos representar na primeira divisão, precisa de muito mais reforços. Não pode continuar sofismando sob a conquista de um campeonato estadual, simplesmente porque superou o jejum de uma década. Teve seus méritos pela melhor campanha da fase classificatória, colocando nove pontos sobre o adversário Vitória, mas na hora da decisão já mostrou as suas fraquezas, tanto que sequer ganhou um jogo do arquirrival, acumulando, ao longo da jornada três empates e uma derrota. Paulo Roberto Falcão tem insistido com alguns jogadores que não correspondem.
 
O Vitória, além dos problemas inerentes de reforços,precisa ter a consciência do seu técnico Paulo César Carpegiani que o caminho para qualquer bom negócio é a simplicidade. Ele adora improvisar e isso o leva a resultados frustrantes. O Leão é carente também de mais alguns bons reforços, mas destes que tenham condições de enfrentar os rigores de uma Série B.
 
Se estas providências não forem tomadas com rapidez, poderemos, em outubro testemunhar novas decepções – e isso é o que a imprensa e a torcida menos deseja, mas não podem deixar de advertir os dirigentes, técnicos e jogadores. 

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Presidente do E. C. Bahia, Marcelo Guimarães Filho, Fora, Basta! Presidente Marcelo Guimarães Filho Nós, torcedores do Esporte Clube Bahia, através deste comunicado, reafirmamos total repúdio à sua continuidade frente aos destinos do nosso clube, uma vez que a sua representatividade, legitimidade e credibilidade, bastante questionáveis, não mais o credenciam a continuar como Presidente do clube, mesmo porque, o Senhor foi reeleito com regras antidemocráticas e por um Conselho muito menos representativo. Uma demonstração de sua fragilidade são as graves acusações na Procuradoria Geral da República. Após gestões administrativamente fracassadas, e com o time acumulando vergonhosas e sucessivas derrotas, o clube foi levado à perda de prestígio e respeito no cenário nacional, perdendo, a cada ano, espaço, visibilidade e patrocinadores no futebol brasileiro. Por conseqüência, vão-se também os investimentos e respeito dos profissionais que atuam no cenário esportivo brasileiro. Presidente, o Bahia é um Patrimônio Público e tem como seu maior patrimônio a sua apaixonada torcida, que jamais abandonou o time de seu coração, mesmo diante de atuações vergonhosas em divisões inferiores do campeonato brasileiro, chegando a ser goleado por times isentos de tradição e de técnica no futebol brasileiro. Basta lembrar-se da derrota na série C, em 2007, pelo escore de 4 x2 para a equipe do CRAC, do Ceará. Esta torcida, que aprendeu a amar, apoiar e defender seu clube em quaisquer circunstâncias, reconhecida em todo o Brasil por sua fidelidade, foi premiada em 2010, pela CBF, como Torcida de Ouro 2010 do futebol Brasileiro. Presidente Marcelo G. Filho, não aceitamos mais a humilhação que estamos passando, sendo ignorados e tratados com palavras Chulas. Exigimos respeito e queremos ser ouvidos. Clube do norte-nordeste com maior expressão nacional até o inicio da década de 90, começou a perder espaço no Futebol baiano e brasileiro, logo após o titulo de campeão brasileiro. Este declínio culminou em sua queda para a segunda divisão do Campeonato Brasileiro em 1997. Em 2000, graças à Copa João Havelange, o Bahia volta a serie A. Porém, os erros recorrentes da então diretoria encabeçada pelo então presidente Marcelo Guimarães resultaram numa nova queda em 2003. O clube foi rebaixado sofrendo grandes goleadas em plena Fonte Nova. Com Marcelo G. Filho na presidência, o Bahia completou dez anos sem ganhar um titulo e sete anos fora da serie A, e estamos novamente na eminência de ser rebaixado. Senhor Presidente, o Bahia não é time de várzea para ser administrado com improvisações. O Clube deixou de evoluir e se modernizar, graças a esses presidentes, diretores e conselheiros que se perpetuam no clube. Fomos vitoriosos até quando o futebol foi administrado com amadorismo. O Bahia necessita profissionalizar-se efetivamente. Futebol exige planejamento, investimento, comprometimento, dedicação e amor ao clube. Primeiro Campeão Brasileiro primeiro representante brasileiro na Taça Libertadores das Américas, fundador do clube dos 13, a elite do futebol brasileiro, o Nosso Clube, necessita urgentemente de um choque de gestão, democracia, e participação direta da torcida nas eleições. Salvador,23 de maio,2013 devolvameuBahêa@devolvameubahia Torcedor há 61 anos do meu Bahia.

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