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Não quero ficar aqui dando um monte de desculpas em todas as derrotas do Vitória, mas essa goleada sofrida para o Coritiba, por 4 x 1, no Couto Pereira, pela Copa do Brasil, foi lamentável, em todos os sentidos. Como é que pode o time começar tão bem um jogo, vacilar mil vezes na defesa e no ataque, e desligar de forma inesperada desta forma? Sinceramente, não vou conseguir entender isso nunca.
 
Gostei de ver uma equipe com a postura ofensiva e cheia de personalidade. Ninguém pode reclamar disso. Pelo menos isso. Durante boa parte do primeiro tempo achei que essa seria a noite do Leão. Me enganei totalmente. Claro que nem tudo é uma decepção, mas ficou aquele gostinho que poderia ter saído da capital paranaense com a vaga nas semifinais da competição nas mãos.
 
Mas o problema é que o Vitória costuma desligar completamente, do nada, quando ninguém espera. Com três zagueiros – Gabriel Paulista, mais uma vez, foi o terceiro defensor, como havia adiantado – tomar quatro gols infantis como esses é um absurdo. Isso tem que ser treinado de forma intensiva por Carpegiani. Se o elenco não estava acostumado com esse esquema, que trabalhasse mais antes de implantá-lo, porque tomar dois gols de Everton Avatar é, no mínimo, estranho.
 
Outra: quando você improvisa desta forma, termina inventando demais. Vi Pedro Ken atuando como ponta esquerda, sem ter velocidade para isso. Apesar do gol que saiu dos seus pés, ele poderia ter produzido muito mais em sua real posição. Sabe o que aconteceu? Tartá correu feito um condenado, isolou Neto Baiano e ficou distante de Marquinhos. Abriu um buraco no meio de campo. 

A consequência disso? Os volantes Uelliton e Rodrigo Mancha, responsáveis por sair com a bola da defesa para o ataque, ficaram perdidos, procurando para quem passar a bola. A solução foi dar chutão para frente o tempo inteiro, deixando o Coritiba ganhar terreno. Tanto é que no segundo tempo foram dois contra-ataques, dois gols. O meio de campo, antes povoado, ficou abandonado.
 
Além desses detalhes táticos e falhas defensivas, tenho que destacar também os erros do ataque. Neto não poderia ter perdido dois gols como perdeu. Cantei a pedra na hora: faria muita falta. Isso já havia ocorrido no jogo de ida, na última semana, no Barradão, que terminou empatado sem gols.
 
Prefiro não ficar chamando Carpegiani de “Professor Pardal”, como já ouvi. Acho que não é hora, ainda. Ele terá que provar que seu salário vale o investimento e a insistência da diretoria em trazê-lo de volta para a Toca. Caso contrário, Ricardo está aí e tenho certeza que não deixa a desejar. Pelo contrário, tem muito mais a acrescentar. 
 
Esse resultado não muda nada. O foco agora é total na Série B. Esse é o objetivo do clube nesta temporada. Levanta a cabeça, retorna para Salvador e já pensa no Criciúma. 

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