Segunda, 09 de Outubro de 2017 - 11:00

Leur Lomanto Jr.

por Bruno Luiz / Luana Ribeiro

Leur Lomanto Jr.
Fotos: Tiago Dias/ Bahia Notícias

Líder da oposição na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) desde fevereiro, o deputado estadual Leur Lomanto Júnior (PMDB) não acredita no potencial do seu partido para bancar uma candidatura própria ao governo do Estado caso a sigla fique de fora da chapa majoritária da virtual candidatura do prefeito ACM Neto (DEM) ao governo do Estado. Os rumores de que a agremiação poderia ser alijada do grupo começaram a crescer após a prisão do ex-ministro Geddel Vieira Lima, presidente licenciado do partido na Bahia. No entanto, Leur prefere adotar o discurso proferido pelos correligionários desde o encarceramento de sua grande liderança estadual, em uma espécie de operação para descolar a imagem de Geddel da sigla. “Olha, eu sempre disse que o PMDB é maior do que qualquer nome ou qualquer pessoa. Se Geddel cometeu algo, ele vai ter que responder pelo que cometeu”, defendeu, em entrevista ao Bahia Notícias. Na avaliação dele, o partido continua tendo força para pleitear um espaço na majoritária. “Aqui na Bahia, nós temos grandes lideranças, cinco deputados estaduais. Temos o prefeito de Vitória da Conquista, Herzem Gusmão, o vice-prefeito de Feira, Colbert Martins, o vice-prefeito da cidade de Itabuna, o vice-prefeito de Salvador, Bruno Reis, então temos uma musculatura grande para participar de qualquer chapa majoritária”, enunciou. O deputado ainda admitiu que está pavimentando voos maiores para 2018: quer subir mais um degrau na carreira política e ser deputado federal. Entretanto, não descartou a possibilidade de integrar a chapa de Neto como candidato a senador ou até vice-governador. Tudo, no entanto, vai depender da demanda do partido. “O meu nome vai estar sempre à disposição para representar o partido em qualquer posição que ele almeja”, afirmou. O parlamentar também elogiou a gestão de Angelo Coronel, a quem classificou como “menos governista”, falou sobre a condução de Pedro Tavares na presidência do PMDB e, como não poderia deixar de ser para alguém da oposição, fez críticas às “inúmeras” promessas não cumpridas pelo governo do Estado. 

 

Você assumiu a liderança da oposição no início deste ano, após a saída de Sandro Regis (DEM) do posto. Você poderia fazer um balanço deste tempo à frente da bancada? Como você avalia esse trabalho e os desafios, os que já se passaram e os futuros? 
Estamos procurando fazer uma oposição sempre coerente, procurando mostrar para a população da Bahia as incoerências do governo do Estado, as promessas que o governador fez em sua campanha eleitoral e não teve condições de cumprir, além de fiscalizar as ações do Executivo, que é a função primordial, não só da oposição, mas do Parlamento como um todo. Mas a oposição tem tido uma atuação firme na fiscalização dos atos do Poder Executivo. Tentamos colocar em prática a CPI para tentar apurar aquele episódio do Centro de Convenções, conseguimos alcançar o número necessário para instalação, mas o governo fez uma manobra com sua base para ter a presidência e a relatoria. Ou seja, eles queriam comandar a CPI para inviabilizar a CPI, e a oposição achou por melhor se abster, retirar seus membros e não avançar isso. Mas, mesmo assim, continuamos a cobrar as ações relacionadas ao desastre, as fiscalizações. E, mais ainda, são dez anos do governo do PT e eles não conseguem resolver o problema do Centro de Convenções, que vem gerando um prejuízo enorme ao nosso estado. Então, precisamos cobrar, pois eu costumo dizer que o governo vem renovando suas promessas a cada ano. Não temos que avaliar o governo Rui Costa, temos que avaliar o governo do PT. O governo vem validando, a cada eleição, suas promessas. Cito aqui como exemplo a ponte Salvador-Itaparica, que, desde a campanha de Jaques Wagner em 2006, ele prometeu para a população inaugurar a ponte em 2013. Então é uma promessa meramente eleitoreira, que ele vem renovando a cada período eleitoral. Não só a ponte como a Fiol, o Porto Sul, a ponte Ilhéus-Pontal, que, até hoje, não tem prazo para ser concluída. São várias obras que se arrastam desde o governo Jaques Wagner, mostrando a falta de comprometimento. O governo faz muita propaganda, mas, se formos analisar, tem feito muito pouco de concreto pela população baiana. 

 

A oposição tem batido muito na tecla do Centro de Convenções e da Segurança Pública. Esta é a principal estratégia de ataque da bancada?
A principal frente, sem sombra de dúvidas, é a segurança. O governo da Bahia, nestes dez anos, demonstrou que perdeu a guerra contra a criminalidade. Isso é fato. Não sou eu que estou dizendo, é a população que está sentindo na própria pele. As quadrilhas cada vez mais organizadas no interior do estado. Pra você ter uma ideia, em dez anos de governo do PT, já tivemos aqui mais de 53 mil assassinatos. Se formos comparar com o estado de São Paulo, lá, em 10 anos, 50 mil pessoas foram assassinadas. Só que, no estado de São Paulo, a população é muito maior que a da Bahia. Infelizmente, a situação piora a cada vez mais, e o resultado não existe, é muito pouco. Eles foram derrotados na sua política de segurança pública. 

 

A Assembleia viveu uma grande mudança este ano com o fim de uma era liderada por Marcelo Nilo e assunção de Angelo Coronel à Presidência da Casa. Como o senhor avalia os primeiros meses do mandato dele até o momento?
Olha, muito positivo. Angelo Coronel foi uma grande surpresa para todos, porque era uma grande interrogação como seria a gestão dele. Na negociação de apoio a ele, nós elaboramos um documento com alguns pontos que nós queríamos que ele colocasse em prática na sua gestão. E ele colocou, como fim da reeleição para Mesa Diretora. Também a democratização das ações na Assembleia, com a instituição do Colégio de Líderes, onde todas as ações são discutidas amplamente. Todas as ações políticas da Casa são amplamente debatidas para depois serem levadas ao plenário. Outro tópico que o presidente cumpriu foi a excessiva aprovação de regime de urgência, impedindo que as matérias oriundas do Poder Executivo pudessem ser discutidas nas comissões temáticas. E isso tem sido feito. Obviamente, se for uma coisa urgente e que eles queiram contar com o apoio da oposição para que assine as dispensas de formalidade, não há problema disso. Só que o governo usava isso de forma corriqueira, sem nenhum critério. Isso perdia o sentido das comissões temáticas, perdia sua função parlamentar de debater, discutir em cada setor os projetos oriundos do Executivo.

 

A relação da oposição com Coronel é diferente da que o bloco tinha com Nilo?
Olha, a oposição sempre se relacionou muito bem com os dois. Obviamente, que, como Coronel entrou com o intuito de democratizar, dar um espaço maior a todos, a gente não pode negar que a interlocução ficou melhor com Coronel pelo estilo dele. Eu diria que o presidente Coronel é menos governista do que o presidente Marcelo Nilo. 

 

Como está a questão do pagamento das emendas? A oposição chegou até a recorrer ao Tribunal de Contas, ao Ministério Público e prometeu também ir ao Tribunal de Justiça da Bahia por conta deste problema. Como estão essas ações?
É muito triste o relacionamento que o tratamento que o governo dá, independente de ser oposição ou governo, quando o assunto são as emendas impositivas. A gente aprovou uma lei sobre as emendas impositivas. Lei tem que ser cumprida. Em Brasília, deputados do PT, PCdoB, do DEM, do PMDB têm suas emendas pagas todos os anos. Aqui não acontece dessa forma. Aqui, o que transparece é que a gente fica com o pires na mão, pedindo “pelo amor de Deus” para que o governo pague as emendas, e o governo não paga. Ele vai, por meio de conta-gotas, libera uma ambulância para um, um poço artesiano para outro e termina que a lei das emendas foi aprovada em 2014 e, desde 2015, ela não foi quitada. O governo não tem o respeito de ter uma relação à altura da que deveria ter com o Parlamento. O prefeito ACM Neto tem uma lei de emenda impositiva para os vereadores e paga religiosamente a todos os partidos. Não é nada republicano, salutar para democracia a forma como os parlamentares vêm sendo tratados pelo governo Rui. 

 

E como está o andamento dessas representações?
Nós ingressamos com uma ação e tivemos ganho de causa nela, a ação obrigou o governo a pagar e, até hoje, o governo não pagou. Agora, nós encaminhamos novamente essas representações ao TCE, estamos esperando resposta do TCE e do MP, para saber qual tipo de ação nós vamos continuar encaminhando juridicamente para cobrar aquilo que é de direito dos parlamentares. 

 

Só neste ano, a oposição falou na instalação de quatro CPIs: a do Centro de Convenções, da Cerb, dos grampos telefônicos e, agora, do transporte marítimo. São necessárias 21 assinaturas para levar o requerimento de abertura ao presidente Angelo Coronel, justamente o número de deputados que compõem o bloco de oposição. Três das CPIs, no entanto, não conseguiram atingir esse número. Está faltando articulação política no bloco para levá-las à frente?
Não, a gente tem que entender que cada parlamentar tem um estilo de trabalho e um estilo até de fazer sua própria oposição. Tivemos algumas CPIs que os deputados resolveram não assinar por não concordarem com o mérito ou se haveria necessidade de CPI, ao invés de outro instrumento. Acho que nós temos que respeitar. São 21 deputados, 21 formas diferentes de pensar. Tanto que discutimos que só vamos recolher as assinaturas de CPI quando tivermos a decisão coesa, dos 21 parlamentares, de que iremos assinar, justamente para não causar nenhum tipo de desgaste ao parlamentar. A última que aventamos a possibilidade de criar CPI foi para investigar o acidente com a lancha na travessia Salvador-Mar Grande. Nós pretendemos iniciar, recolher essas assinaturas, mas tivemos uma conversa com o presidente da Comissão de Infraestrutura e Desenvolvimento Econômico, que é o deputado Hildécio Meireles, que nos solicitou que fosse criado um grupo de trabalho que possa investigar e discutir as ações com todos os parlamentares. Eles nos pediram 45 dias com esse grupo de trabalho para depois, se houver necessidade, a gente iniciar um processo de recolher as assinaturas para criação da CPI. 

 

É possível notar que os deputados do PMDB na AL-BA têm evitado demonstrar ligação com o presidente Michel Temer, que é correligionário de vocês. É uma estratégia para não atrelar a imagem dos parlamentares a um governo que tem batido recordes de impopularidade?
Primeiro, nós não votamos em Michel Temer. Isso é uma realidade. Aqui na Bahia, nós votamos em Aécio Neves para presidente. Então, o presidente do Michel Temer não contou com o apoio do PMDB da Bahia. E, como eu disse, os deputados estaduais do PMDB cada um tem sua forma de pensar, de agir. Se porventura, eles não defendem o governo é porque acham que não devem defender. O PMDB é livre, democrático para cada um ter sua ação. 

 

O PMDB da Bahia viveu uma crise recentemente, com a prisão do ex-ministro e presidente licenciado Geddel Vieira Lima. Peemedebistas e aliados passaram a adotar o discurso de que ele deveria pagar pelos crimes, caso provados, o que denota um afastamento, um certo descolamento da figura de Geddel. Isso mostra que houve um abandono do partido a ele?
Olha, eu sempre disse que o PMDB é maior do que qualquer nome ou qualquer pessoa. Se Geddel cometeu algo, ele vai ter que responder pelo que cometeu. Temos que saber separar as coisas. Hoje o Brasil vive uma crise política, moral, em que todos os partido estão envolvidos. O que a gente espera disso tudo, o que o país espera disso tudo é que isso chegue ao fim. Que aqueles que cometeram atos de irregularidades sejam punidas, paguem pelo que fizeram e seja uma página virada. É um grande momento que o país está atravessando, desvendando um grande esquema de corrupção, e é preciso que todas as pessoas, independente se é amigo ou correligionário, se cometeram atos irregulares, paguem pelo cometeram. Repito, se o ministro Geddel cometeu atos irregulares, a Justiça vai investigar, vai julgar, vai condená-lo, se ele for culpado, e vai ter que pagar.

 

Essa questão envolvendo o Geddel, que é uma das principais lideranças do partido na Bahia, e a posterior crise que se seguiu dentro do partido pode acabar fazendo a sigla perder força na disputa por uma vaga na chapa majoritária da virtual candidatura de ACM Neto ao governo do Estado?
Olha, o PMDB, como eu disse, é maior que Geddel. Tem figuras históricas marcantes, como Ulysses Guimarães, pessoas que tiveram um papel muito importante na defesa da democracia. Aqui na Bahia, nós temos grandes lideranças, cinco deputados estaduais. Temos o prefeito de Vitória da Conquista, Herzem Gusmão, o vice-prefeito de Feira, Colbert Martins, o vice-prefeito da cidade de Itabuna, o vice-prefeito de Salvador, Bruno Reis, então temos uma musculatura grande para participar de qualquer chapa majoritária. É claro que o PMDB sofre com esse episódio envolvendo o ministro Geddel, mas o momento é de dar a volta por cima. É preciso reestruturar o partido, ouvir as lideranças, os movimentos internos, os movimentos sociais, sindicais, juventude, movimento negro, feminista. É tocar o partido, continuar acreditando nele, tem homens de bem, pessoas dispostas a atravessar esse momento difícil que o partido está passando. E eu tenho certeza que o PMDB tem força para pleitear uma vaga na chapa majoritária.

 

Caso o PMDB acabe fora da majoritária, o senhor defende que a sigla lance candidatura própria?
Não, a gente tem que ser realista. O PMDB, hoje, não tem tamanho para postular uma candidatura própria a governador da Bahia. Isso no meu entendimento. Mas estamos alinhados ao projeto político do prefeito ACM Neto, então vamos lutar até o fim para que o PMDB participe desse projeto, como já vínhamos participando. Vamos estar juntos nesse bloco com a candidatura dele e, pelo que representa o partido hoje, tanto na oposição, como o que pode representar num futuro governo de ACM Neto como governador, eu não tenho dúvida que temos totais credenciais para estar nessa chapa em 2018.

 

O deputado Pedro Tavares assumiu a presidência do partido com o licenciamento de Geddel e, em uma reunião recente, o partido demonstrou apoio à permanência dele no cargo. Como o senhor avalia a forma como Tavares está conduzindo o partido neste momento de crise. Não seria necessário alguém com mais experiência e uma liderança de maior expressividade política?
Olha, o deputado Pedro Tavares é um dos mais atuantes da Assembleia Legislativa. É um deputado jovem, que teve mais de 80 mil votos, conhece o interior do estado como ninguém, principalmente as lideranças, os prefeitos do partido. A reunião que fizemos foi no intuito de darmos total apoio a essa nova gestão que o presidente Pedro Tavares vem conduzindo o partido. Ouvindo a todos, democratizando as ações, democratizando as decisões do partido. Ele tem total autonomia para decidir os destinos do partido. Eu tenho plena confiança no trabalho que ele está desenvolvendo neste momento de renovação, de reconstrução, de trazer novamente os grandes peemedebistas que, porventura, estavam afastados do partido e gostariam de dar sua contribuição, além também das lideranças jovens. 
 

Durante o impeachment da presidente Dilma Rousseff, o PMDB foi um dos partidos a pedir a saída da petista do cargo, usando a justificativa de que o governo dela estava envolto em casos de corrupção. Hoje, o partido tem um presidente e ministros denunciados e uma de suas principais lideranças, caso de Geddel, preso após a Polícia Federal encontrar R$ 51 milhões em um bunker que seria ligado a ele. Não houve incoerência entre teoria e prática dos peemedebistas? 
Olha, eu volto a reafirmar o que eu acho. Se Michel Temer, Eliseu Padilha ou qualquer outro que esteja sendo investigado, se for comprovado que cometeram ilicitudes, que paguem pelo o que cometeram, assim como grandes petistas estão pagando, caso de [Antônio] Palocci e José Dirceu. Se a pessoa está na vida pública buscando o benefício próprio, ela tem que pagar por isso. A população tem cobrado cada vez mais, e a gente espera que a classe política veja isso.

 

Nos bastidores, seu nome já é cogitado como candidato a deputado federal. Falam também até em uma possível indicação sua para a chapa majoritária de uma provável candidatura de ACM Neto ao governo do Estado. Quais são pretensões políticas futuras?
Olha, nós estamos construindo uma candidatura para deputado federal. Já estou no meu terceiro mandato como deputado estadual. Dentro da Assembleia, já passei por quase todos os cargos de destaque. Fui primeiro-secretário, fui primeiro vice-presidente, assumi a presidência da Assembleia em algumas ocasiões, fui líder do meu partido, presidente de comissão. Então, já galguei todos os espaços importantes na Assembleia. E os meus amigos e minha base cobram muito que a minha região, a de Jequié, tenha uma representação na Câmara Federal. Então, minha disposição, meu foco é por uma pré-candidatura a deputado federal. Obviamente, como eu disse, acho que o PMDB tem legitimidade e grandeza para buscar uma vaga na chapa majoritária do prefeito ACM Neto. E o meu nome está sempre à disposição do partido. Se você me perguntar se eu tenho sonho de ser governador, é claro que tenho. Se não tivesse, não estaria na política. Sonho de ser vice-governador, senador? Claro que eu tenho. Mas a construção de uma majoritária não depende apenas de vontade pessoal. É uma construção partidária, política. O meu nome vai estar sempre à disposição para representar o partido em qualquer posição que ele almeja. A minha posição é pela candidatura para deputado federal. Mas, se for do entendimento do partido que eu possa representá-lo numa chapa majoritária, obviamente que nos sentiríamos muito honrados e também toparíamos participar da missão. E o PMDB tem outros nomes que podem participar da majoritária, o próprio Pedro, o deputado Luciano Simões, deputado Hildécio, o vice-prefeito de Feira, entre outros. 

 

Circularam alguns rumores de que deputados do partido estariam temerosos e duvidosos quanto à musculatura do partido para encarar uma eleição sem coligação em 2018, caso o fim delas fosse decretado pela reforma política. Isso estaria levando alguns parlamentares a já pensarem em uma troca de sigla. O fim das coligações foi aprovado só para 2020, mas há um julgamento no STF que pode proibi-las já para 2018. Caso isso aconteça, o senhor teme pelo futuro do partido e dificuldades para a reeleição dos parlamentares?
Olha, esse é um receio de todos os partidos. Com a falta de definição das regras eleitorais e o absurdo de se depender o Supremo, decisão que está consolidada dentro do Legislativo, que é o fim das coligações para 2020, e eu acredito que essa decisão seja mantida porque não vejo sentido nenhum na intromissão em uma matéria exclusiva do Legislativo, mudando as regras do jogo, seria uma preocupação de todos os partidos estar se debruçando para buscar candidaturas para atingir o coeficiente eleitoral. Acho que os partidos que teriam menos problemas seriam PT e DEM. Como eles terão candidaturas majoritárias, puxam mais votos.

 

Caso o STF mude as regras do jogo, o senhor cogitaria migrar para o DEM?
Eu prefiro aguardar. Fiquei até mais tranquilo com a decisão do Legislativo de acabar com as coligações só em 2020. Então, meu desejo é permanecer no PMDB. 

Histórico de Conteúdo