Literatura

Confraria, a famosa história de Mingongo

No penúltimo conto da série Confraria, o autor relembra a história de Mingongo, conhecido goleador do time da feira de Água de Meninos, que reunia a seleção dos craques do Bairro Machado, Largo de Roma e Caminho de Areia, tempo em que na península de Itapagipe era área nobre da cidade, juntamente com o Corredor da Vitória. Enaltecido por Pedro Bó companheiro de equipe, Mingongo participou de uma excursão do time ao Recôncavo, encontrou Lisbete e aí... Veja o que aconteceu.

 

Uma manhã de cão

Habitante de um país denominado Rio Vermelho, um enclave de cultura e boemia na orla atlântica de Salvador, onde anualmente festeja-se Yemanjá no dia 2 de fevereiro, o escritor e blogueiro Cristiano Teixeira assina o texto desta semana. Fala de mobilidade urbana pelo viés do engarrafamento do trânsito e chegou a uma brilhante conclusão: os moradores da cidade são viciados em um bom congestionamento. O seu mais novo livro é Valentina e os Diabos Verdes, trabalho digital infanto-juvenil. Carlos Navarro Filho

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Entrevistas

'O BaianaSystem sempre tá mudando', diz o guitarrista Roberto Barreto

Idealizador da BaianaSystem, Roberto Barreto é o responsável pela guitarra baiana no grupo, instrumento que junto ao baixo, voz e pickups compõem o som único produzido. Conhecido como Robertinho, já fez parte da Timbalada, Lampirônicos e, atualmente, produz os programas Radioca e Rádio África, na Educadora FM. Em entrevista, o músico faz uma avaliação do desenvolvimento do grupo baiano, parcerias, planos para o carnaval e do segundo disco, com produção de Daniel Ganjaman (produtor de Criolo), que deve ser lançado após o Carnaval 2015. Ele ainda revela um pouco do Festival Radioca, que deve acontecer no primeiro semestre do próximo ano, com curadoria dele, do jornalista Luciano Matos e do músico Ronei Jorge.

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Resenha BN

Ivete faz participação especial em show de Djavan em Salvador; veja vídeo do encontro

A (boa) surpresa da noite foi a participação especial de Ivete Sangalo, chamada de “Rainha do Brasil” pelo anfitrião. Ela foi anunciada por ele como “uma nova revelação da música baiana”. “Vamos ver se ela é afinada”, brincou. Quando Ivete entrou no palco, cantando “Meu Bem Querer”, o público vibrou. Veja o vídeo e leia mais sobre o encontro das estrelas da MPB em Salvador.

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Diga aí

Giro: Estudantes criam marca Flores e Amores

Realmente encantores!!brigadeiros deliciosos que ainda tornam nosso dia mais alegre!parabéns meninas!

14/12/2014 - 11:06

Fernanda

Eduardo Bastos: O ano em que o Chiclete perdeu a bandana

Não fazer nenhuma referencia ao Sertanilia é sacanagem...

13/12/2014 - 20:15

SHAZAN DANTAS

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Quinta, 28 de Fevereiro de 2013 - 16:06

Gilda Mattoso revela bastidores de quando esteve longe, do lado de Renato Russo

por Evilásio Júnior | Fotos: Betto Jr./ Ag. Haack/ Bahia Notícias

O cantor e compositor Renato Russo (1960-1996) foi para a Itália com a assessora de imprensa Gilda Mattoso em 1995 já com as cores do álbum "Equilíbrio Distante", o seu segundo e último disco solo em vida, praticamente escolhidas. Parecia que era só para improvisar, mas os desafios do membro da família Manfredini eram específicos: além de pesquisar a música local, vasculhar a certidão de casamento dos avós para obter o passaporte italiano. "Assessora de encrenca", como se autodefine em seu livro, Gilda – nona mulher do poeta Vinicius de Moraes, há três décadas no mercado artístico –, revelou ao Bahia Notícias quase sem querer os bastidores da ida ao país da bota com o filho da revolução. Entre a busca por canções comerciais, documentos na periferia de Cremona – terra do violinista Antonius Stradivarius e dos seus ancestrais – e a sua ignorância com a língua local, Renato e Gilda viveram algumas histórias pelo avesso. Da "crise de ciúme" de Caetano Veloso à festa estranha na casa de um escritor comunista, ela conta detalhes de como o líder da Legião Urbana reagia quando achava não haver compaixão: "Sabe o que eles fazem com gente gay como eu? Eles botam no paredão! É o fim do mundo!", reclamou Renato ao tentarem catequizá-lo sobre Cuba. Ela não fazia ideia de que a aventura reabriria a janela para a então esquecida música italiana – na época, a desconhecida Laura Pausini emplacara quatro faixas: "La solitudine", "Gente", "Strani amori" e "Lettera" – e muito menos de que o desejo inverso de Renato já estava ao seu lado. Quis partir menos de um ano depois, mas ela guarda consigo um retrato e a saudade mais bonita: "O Renato faz muita falta".

Bahia Notícias – Eu li em casa o encarte do disco "Equilíbrio Distante", de 1995, e vi que você tem outra faceta. Além de assessora de imprensa do meio artístico, você também é pesquisadora musical e viajou com Renato Russo a Itália toda. Me conta como foi a experiência.

Gilda Mattoso – Olha, foi ótimo e foi complexo, porque Renato foi uma pessoa complexa. Ele ficou muito feliz porque eu não sou propriamente uma pesquisadora, mas morei na Itália, tenho amigos, músicos e radialistas italianos, então facilitou para ele. Ele, na viagem, teve duas intenções: pesquisar o Equilíbrio Distante e ir atrás de documentos para tirar o passaporte italiano. Foi atrás da certidão de casamento dos avós deles, e nós achamos.

BN – Em qual região?

GM – Em Cremona [na Lombardia, norte italiano, terra do violinista Antonius Stradivarius]. Na periferia de Cremona. Os avós eram de um lugar chamado Sesto Cremonese. Nós fomos para Milão, em Milão pegamos um trem, fomos para Cremona e chegamos lá. Foi ótimo. Foi uma delícia. Apresentei ele a Fiorella Mannoia [cantora italiana de pop, rock e folk], ao Sergio Bardotti [autor do musical infantil Os Saltimbancos, adaptado por Chico Buarque no Brasil], que era um compositor da antiga muito amigo do Vinicius (de Moraes), e ao Massimiliano de Tomasi [parceiro de Renato na versão "Wave (Come Fa Un'Onda)"], mais ou menos da idade dele, talvez o Max seja mais novo um pouco, que tem um programa na RAI só de música brasileira, então faz muito bem essa ponte entre o Brasil e a Itália.

BN – Você tem noção de que houve uma reabertura da porta para a música italiana no Brasil a partir daquele momento? Depois dos anos 60 e 70, quando havia uma abertura maior, com nomes como Rita Pavone, Pepino di Capri, a música italiana caiu no esquecimento e só a partir do Equilíbrio Distante o país descobriu a geração de Laura Pausini e Eros Ramazzotti...

GM – É, a música italiana conheceu um sucesso estrepitoso nos anos 60 no Brasil, com Sergio Endrigo, Pepino di Capri, Nico Fidenco, enfim. Depois veio Rita Pavone, que foi um fenômeno. Na época nem se falava em marketing, mas era uma coisa meio de marketing, assim. Tinha talento e tudo. Desde Dommenico Modugno [cantor dos anos 50] muitos italianos conheceram o sucesso. E aí o Renato, com a legião de fãs que ele tinha, fez as pessoas começaram a ouvir de novo. Ele deu um gás à música italiana. Mas acho que caiu de novo. Tem um ranço com a música francesa, com a música italiana...


BN – Mas você se sente parte da retomada também, né? Porque você estava ao lado dele cavando o repertório...

GM – ... apresentando ele a essas pessoas. É, eu fiquei muito feliz com o trabalho, embora eu viajei pensando que ele quisesse uma coisa e ele queria música comercial italiana, entendeu?

BN – Música pop...

GM – É. E eu estava pensando nos cantautori [cantor-compositor], no Lucho Battisti, Lucio Dalla e tal, mas ele foi mesmo para Laura Pausini... caiu no popular (risos).


BN – Naquela época, foi o último disco antes de ele ficar mal da doença, porque teve o sucesso do Equilíbrio Distante, em 1995, mas na sequência veio  "A Tempestade ou O Livro dos Dias" (1996), pela Legião Urbana, em que ele já estava mal e pouco depois de o disco ser lançado (20 de setembro), em 11 de outubro, ele morreu. Ele já mostrava que ele estava com a saúde debilitada?

GM – Eu não sabia que ele estava doente quando nós viajamos. Eu não sabia. Ele manteve muito isso com o empresário [Rafael Borges], os meninos da Legião [Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá] e pouquíssima gente. Acho que nem a família na época sabia. Ele viajou muito bem. Ele era muito temperamental, né? Assim, eu um dia quando o vi enlouquecido na loja de discos Virgin de Milão, eu falei 'Renato, como é que você vai levar isso tudo?' – 'Eu dou um jeito'. Eu falei com ele que eu viajo com uma malinha mínima para não ter problema e não compro nada. Ele falou assim: 'Se fosse o Caetano [Veloso] você carregava as coisas para ele'. (muitos risos).

BN – (risos) Crise de estrelismo?

GM – (risos) Crise de ciúme! Eu falei, 'primeiro que eu não carrego a mala do Caetano, eu sou uma senhora', mas aí ele comprou uma caixa cheia de Brancas de Neve, de coisas, e foi enchendo aquilo de livro e disco, livro e disco, livro e disco. Aí depois pagou excesso, trouxe aquilo tudo, quando chegou no Rio ele esvaziou a caixa e mandou para a minha filha, que era pequena na época, de presente.

BN – A Marina [integrante da equipe de produção do Camarote Expresso 2222]?

GM – É (risos). Eu falei 'nossa, me deu tapa com luva de pelica' (risos). Era uma caixa linda. Ela guardava todos os joguinhos e as coisas dela nessa caixa. Tinha Branca de Neve, tinha Cinderela...


BN – Como era a convivência com ele nessa temporada na Itália?

GM – Era muito boa porque ele era muito inteligente! Tinha um senso de humor muito peculiar e a gente se divertia bastante. Teve um episódio até muito engraçado que, quando nós estávamos em Roma, eu liguei para o Gianni Minà, que é um jornalista que cobre esportes e era muito amigo de Vinicius, e é assim comunista de carteirinha. Foi o primeiro italiano a ir a Cuba na revolução entrevistar Fidel, aquelas coisas assim. E o Minà, eu liguei para ele e ele me chamou para jantar na casa dele. Eu falei: 'Ah Minà, eu estou acompanhando um artista pop brasileiro...' – 'Traz ele também! Eu estou recebendo um escritor peruano' – comunista, claro, porque na casa dele só ia gente comunista (risos). E eu tentei falar 'Gianni...' e ele: 'não, eu quero muito te ver'. Ele estava com uma mulher nova e disse que queria que eu a conhecesse – 'pode trazer seu amigo! Oito horas em ponto'. Italiano marca a hora porque eles fazem o macarrão quando a pessoa chega, senão a massa fica dura ou mole, enfim, aquelas coisas de italiano. Mas aí eu falei 'eu vou desencorajar o Renato porque isso não vai prestar. Esse elenco junto?'. Falei para o Massimiliano: 'Inventa alguma coisa para fazer com o Renato? É porque eu tenho um jantar na casa do Minà. Você acha que vai combinar?'. Ele disse 'não. Renato, Gianni? Não!' Bom, mas aí eu falei para ele, disse quem era o Gianni Minà e ele ficou interessadíssimo – 'Eu quero ir com você. Eu não quero sair com o Max, não'. Aí eu falei 'olha, Renato, mas tem que ser na hora certa porque italiano tem o negócio da massa, não-sei-quê'. Aí ele atrasou horas, nós chegamos lá e as pessoas já tinham comido a massa e já estavam no segundo prato. A mulher do cara se levantou da mesa, foi para a cozinha fazer um pouquinho de macarrão. Eu falei 'não, não precisa. A gente come a partir do segundo prato' – 'Não, não, não. É uma pasta que eu faço. É a minha especialidade'. Aí, enfim, a conversa estava indo, ele meio assim, porque não falava italiano...

BN – Renato não falava italiano?

GM – Nada! Mas tanto o Minà quanto o escritor, que era de língua espanhola, começaram a falar espanhol para ele poder compreender. E
aí eles começaram a fazer elogio a Cuba, a falar das coisas de Cuba e perguntaram ao Renato: 'Você conhece Cuba?'. Ele bem sério, ficou em pé e falou assim: 'Não. Sabe o que eles fazem com gente gay como eu? Eles botam no paredão! É o fim do mundo!' Menino (risos), eu queria me enterrar, entrar debaixo da mesa... Ele tinha toda a razão no que ele estava dizendo, mas... Aí depois o Minà foi na biblioteca, pegou um livro dele sobre Fidel, fez uma dedicatória para o Renato e me disse: 'molto interessante questo amico'. Eu falei: 'é' (muitos risos)!

BN – Você conviveu com um dos ícones de toda uma geração e, hoje em dia, a gente não tem mais esse tipo de personalidade dentro do cenário rock'n'roll. É claro que a cultura brasileira é rica, mas no rock perdeu-se um pouco daquela essência crítica que se tinha com Legião Urbana, Plebe Rude, Barão Vermelho, Titãs, Ira!, enfim. Para você, o que aconteceu? É uma questão de época apenas?

GM – Eu acho que é. Eu acho que essa coisa da internet é uma faca de dois gumes, entendeu? Acho que pulverizou tudo e eu acho muito inconsistente o rock de hoje. Não acompanho muito de perto porque não é muito a minha praia, mas não se pode comparar com Paralamas, Cazuza, Legião, enfim. O Renato faz muita falta.

BN – Como amigo também?

GM –Como amigo também. Muito divertido o Renato, inteligente... nossa! Uma loucura!

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Histórico de Conteudo

Ildázio Tavares Jr

Ildázio Tavares Jr.: Bahia, The Best!

09/12/2014 06:57

Seguinte Brothers & Sisters: depois de um tempo negro que devemos apagar de nossa memória, gostaria de convocar todos os baianos a elevar nossa terra ao patamar que lhe pertence - e jamais deveria ter abandonado – no TOP 5 do melhor do melhor que há para se fazer, se divertir, indicar aos amigos e voltar sempre no Brasil!!

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Aninha Franco

Aninha Franco: Tudo está bem na cultura baiana? Para quem, caro Albino?

05/12/2014 16:35

As declarações de Albino Rubim defendendo o cargo elucidam sua gestão. O Centro Histórico está bem, ele assegura, a Secult está instalada lá, ele adverte, e ignora os que sobrevivem da vida turística do bairro e nele investiram que é o que importa. É preciso lembrar que Rubim dispôs da ajuda de Domingos Leonelli para destruir o negócio turístico da Bahia.

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Henrique Wagner

Panorama da atual literatura baiana

05/12/2014 13:00

Não conheço tudo o que se produz em literatura na Bahia – e desafio quem o conheça. Alguém pode me dar o nome de um poeta que more em Pojuca? Um contista que more em Paulo Afonso? Nada disso me chegou ainda. E eu não sou caixeiro-viajante.

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Edimário Duplat

BN HQ: RV Cultura e Arte promove bate-papo com autor de Astronauta: Singularidade

09/12/2014 17:45

Uma boa notícia para os fãs de quadrinhos que moram em Salvador. No próximo sábado (13), a comic shop RV Cultura e Arte promove na capital baiana uma tarde de autógrafos com Danilo Beyruth, autor da HQ “Astronauta – Singularidade”.

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Mayana Winck

Make Up & Hair: alongamento de cïlios

11/12/2014 19:30

Quando falamos em um olhar fatal, pensamos imediatamente em cílios longos e cheios. No quesito maquiagem, seja qual for a ocasião, costumamos recorrer aos cílios postiços para dar um UP nos olhos! Os experts em maquiagens que o digam!!! Os cílios postiços costumam ser colocados no momento da maquiagem com uma cola a prova d'àgua e duram em média 24 horas, sendo facilmente removidos com a ajuda de um algodão umedecido com soro fisiológico morno. Se você é destas que são fissuradas por cílios e assim como eu não os tem tão fartos, aí vai uma super dica...

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Luiz Mott

Luiz Mott: Matar veado não é homicídio, é caçada!

28/11/2014 13:11

Data de 1985 esse abominável brado morte para os homossexuais, hoje referidos de forma politicamente correta como LGBT – lésbicas, gays, bissexuais e trans (travestis e transexuais) – publicado pelo jornalista Berbert, auto proclamado “exterminador de veados”.

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Madame Castro

Madame Castro em: Gastronomia, a Arte que cresce, aparece e apetece

28/11/2014 16:10

Estava recolhida esperando a tempestade esfriar, relendo os melhores e comendo dos Chefs mais talentosos, quando o telefone tocou e Aninha Franco derramou milhares de perguntas, algumas com respostas, nos meus ouvidos. Parecia possuída pela loucura da velha Guima. – Você precisa voltar a escrever sobre gastronomia!

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Rodrigo Meneses

EmCenaAção: Leia a crítica do filme 'O Hobbit: A batalha dos Cinco Exércitos', de Peter Jackson

11/12/2014 20:20

Perseguido por sua própria ambição e um sonho desmedido de pôr em prática o universo criado pela obra de J.R.R.Tolkien no cinema, Peter Jackson fez o dito impossível. Traduziu em imagens toda a beleza narrativa da obra do grande mestre com a trilogia “O Senhor dos Anéis”, faturando alto, ganhando 17 Oscar e fazendo uma saga que se já era demasiadamente amada, tornou-se ainda mais. Mas precisava contar o início. Precisava fazer “O Hobbit”. E de um livro que é mais curto que qualquer outro de “O Senhor dos Anéis”, tão resumido, tirou do chapéu três filmes. E por mais alongado que possa parecer, ele apenas tomou uma liberdade artística de fã para fãs. E por que não?

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Eduardo Bastos

Eduardo Bastos: O ano em que o Chiclete perdeu a bandana

12/12/2014 15:05

O grupo inglês Pink Floyd acaba de voltar à ativa com um álbum intitulado “The Endless River” (“O Rio Sem Fim”, em inglês). Poderíamos recorrer a uma metáfora semelhante – porém, mudando do elemento água para o elemento terra – para definir o panorama atual da música baiana mais popular, especialmente aquela que ficou conhecida como axé music: Um Deserto Sem Fim. Sim, porque a julgar pelo que foi produzido em 2014, nos depararemos inevitavelmente com o vazio criativo e a falta de perspectiva.

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