Colunistas

Elane Varjão

19/04/2014 - 08:00

Giro: Andréa Elia realiza curso de teatro na Acbeu

Atriz, diretora teatral e professora, Andréa Elia comanda o curso ATO de Teatro na Acbeu.

17/04/2014 - 08:00

Giro: Empresário assume diretoria da Fieb

O empresário Juan Rosário Lorenzo é um dos diretores titulares da Fieb e presidente do Grupo Indeba.

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Marcos Preto

14/04/2014 - 11:02

RelP: Política invade a moda através coleção do baiano Jeferson Ribeiro

Libelo, termo jurídico utilizado para requerer a condenação de um réu, é o nome da coleção que será desfilada no Dragão Fashion

07/04/2014 - 14:51

RelP: Elogiada coleção de verão de Vitorino Campos lota sala de desfile do SPFW

Batizada de "O Buraco Negro", a coleção é fruto de pesquisas embasadas em física quântica e filmes de ficção cientifica

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Savana Caldas

16/04/2014 - 12:08

Gourmet: Delícias de Páscoa – Fuja do Ovo Tradicional

E eis que chega uma das épocas mais gostosas do ano... Frutos do mar e chocolate à vontade, sem culpa e sem se preocupar com a balança, afinal, é Páscoa! Confira indicações deliciosas para o período.

11/04/2014 - 09:43

Gourmet: Mais boteco, por favor!

Nesta sexta-feira (11), foi dada a largada para o maior concurso de culinária de raiz do país. O Comida di Buteco, comemora 15 anos em uma disputa de lamber os beiços que vai eleger o melhor boteco de Salvador.

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Resenha BN

Baseada em memória afetiva, dupla apresenta trilhas sonoras de videogame no Gamboa Nova

Na última semana, o Teatro Gamboa Nova foi palco para as primeiras apresentações do “Videogame in Duo”. Idealizado pelos amigos e estudantes da Escola de Música da Universidade Federal da Bahia, Marcos Gomes e Tomaz Mota, o projeto ganhou corpo ainda nos muros da faculdade, em 2010, quando os dois tiveram de montar uma apresentação e se auto-exigiram fugir do perfil tradicional da música de câmara. “Como nós dois gostávamos de videogame, a gente optou por fazer uma apresentação baseada nesse repertório”, sintetizou Marcos Gomes em entrevista ao Bahia Notícias. A paixão pelos games, no entanto, não é algo extraordinário, garante. “Somos jogadores comuns, sempre que temos um tempo jogamos, mas nada demais”, afirma.

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Entrevistas

'Caras' de suas bandas, Andrea Martins e Giovani Cidreira buscam experimentações em carreiras solo

Os dois surgiram como vocalistas de duas bandas baianas e dão a cara a seus grupos, mas agora começam a se lançar na carreira solo. Andrea Martins estourou em todo o Brasil como a voz do grupo Canto dos Malditos na Terra do Nunca. Antes mesmo de fazer muitos shows, a banda fechou um contrato com a gravadora Warner, lançou disco e foi parar na MTV. “De fato, a banda não estava preparada para tanta exposição; não houve um trabalho de preparação para isso. Eu tinha 19, 20 anos, estava entendendo todo aquele processo, era meio bicho do mato. Fazer TV, fazer todas essas coisas ainda sem se entender como artista era uma questão meio assustadora”, confessou. Já Giovani surgiu anos depois, à frente da banda Velotroz, que ganhou destaque local ao participar e vencer o Desafio das Bandas. “Meu processo é totalmente diferente desse. Minha galera descobriu o MySpace, foi para Brotas gravar uma 'demozinha', depois foi gravar um EP. Não sei o que é gravadora”, resumiu Giovani. Apesar das diferenças existentes em suas trajetórias, os dois sentiram bem cedo a necessidade de fazer algo sozinhos e, entre proximidades e diferenças, usam as experimentações em seus voos solo para buscar novos rumos para a sua arte.

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Diga aí

Ildázio Tavares Jr.: Prêmios, acordos e tentativas

lamentável que poucas pessoas como voce tem coragem de falar isto em publico.

16/04/2014 - 09:18

JAIR CONTI

Ildázio Tavares Jr.: Prêmios, acordos e tentativas

Gosto do que você diz e ponto final!

15/04/2014 - 21:16

Claudio

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Quinta, 28 de Fevereiro de 2013 - 16:06

Gilda Mattoso revela bastidores de quando esteve longe, do lado de Renato Russo

por Evilásio Júnior | Fotos: Betto Jr./ Ag. Haack/ Bahia Notícias

O cantor e compositor Renato Russo (1960-1996) foi para a Itália com a assessora de imprensa Gilda Mattoso em 1995 já com as cores do álbum "Equilíbrio Distante", o seu segundo e último disco solo em vida, praticamente escolhidas. Parecia que era só para improvisar, mas os desafios do membro da família Manfredini eram específicos: além de pesquisar a música local, vasculhar a certidão de casamento dos avós para obter o passaporte italiano. "Assessora de encrenca", como se autodefine em seu livro, Gilda – nona mulher do poeta Vinicius de Moraes, há três décadas no mercado artístico –, revelou ao Bahia Notícias quase sem querer os bastidores da ida ao país da bota com o filho da revolução. Entre a busca por canções comerciais, documentos na periferia de Cremona – terra do violinista Antonius Stradivarius e dos seus ancestrais – e a sua ignorância com a língua local, Renato e Gilda viveram algumas histórias pelo avesso. Da "crise de ciúme" de Caetano Veloso à festa estranha na casa de um escritor comunista, ela conta detalhes de como o líder da Legião Urbana reagia quando achava não haver compaixão: "Sabe o que eles fazem com gente gay como eu? Eles botam no paredão! É o fim do mundo!", reclamou Renato ao tentarem catequizá-lo sobre Cuba. Ela não fazia ideia de que a aventura reabriria a janela para a então esquecida música italiana – na época, a desconhecida Laura Pausini emplacara quatro faixas: "La solitudine", "Gente", "Strani amori" e "Lettera" – e muito menos de que o desejo inverso de Renato já estava ao seu lado. Quis partir menos de um ano depois, mas ela guarda consigo um retrato e a saudade mais bonita: "O Renato faz muita falta".

Bahia Notícias – Eu li em casa o encarte do disco "Equilíbrio Distante", de 1995, e vi que você tem outra faceta. Além de assessora de imprensa do meio artístico, você também é pesquisadora musical e viajou com Renato Russo a Itália toda. Me conta como foi a experiência.

Gilda Mattoso – Olha, foi ótimo e foi complexo, porque Renato foi uma pessoa complexa. Ele ficou muito feliz porque eu não sou propriamente uma pesquisadora, mas morei na Itália, tenho amigos, músicos e radialistas italianos, então facilitou para ele. Ele, na viagem, teve duas intenções: pesquisar o Equilíbrio Distante e ir atrás de documentos para tirar o passaporte italiano. Foi atrás da certidão de casamento dos avós deles, e nós achamos.

BN – Em qual região?

GM – Em Cremona [na Lombardia, norte italiano, terra do violinista Antonius Stradivarius]. Na periferia de Cremona. Os avós eram de um lugar chamado Sesto Cremonese. Nós fomos para Milão, em Milão pegamos um trem, fomos para Cremona e chegamos lá. Foi ótimo. Foi uma delícia. Apresentei ele a Fiorella Mannoia [cantora italiana de pop, rock e folk], ao Sergio Bardotti [autor do musical infantil Os Saltimbancos, adaptado por Chico Buarque no Brasil], que era um compositor da antiga muito amigo do Vinicius (de Moraes), e ao Massimiliano de Tomasi [parceiro de Renato na versão "Wave (Come Fa Un'Onda)"], mais ou menos da idade dele, talvez o Max seja mais novo um pouco, que tem um programa na RAI só de música brasileira, então faz muito bem essa ponte entre o Brasil e a Itália.

BN – Você tem noção de que houve uma reabertura da porta para a música italiana no Brasil a partir daquele momento? Depois dos anos 60 e 70, quando havia uma abertura maior, com nomes como Rita Pavone, Pepino di Capri, a música italiana caiu no esquecimento e só a partir do Equilíbrio Distante o país descobriu a geração de Laura Pausini e Eros Ramazzotti...

GM – É, a música italiana conheceu um sucesso estrepitoso nos anos 60 no Brasil, com Sergio Endrigo, Pepino di Capri, Nico Fidenco, enfim. Depois veio Rita Pavone, que foi um fenômeno. Na época nem se falava em marketing, mas era uma coisa meio de marketing, assim. Tinha talento e tudo. Desde Dommenico Modugno [cantor dos anos 50] muitos italianos conheceram o sucesso. E aí o Renato, com a legião de fãs que ele tinha, fez as pessoas começaram a ouvir de novo. Ele deu um gás à música italiana. Mas acho que caiu de novo. Tem um ranço com a música francesa, com a música italiana...


BN – Mas você se sente parte da retomada também, né? Porque você estava ao lado dele cavando o repertório...

GM – ... apresentando ele a essas pessoas. É, eu fiquei muito feliz com o trabalho, embora eu viajei pensando que ele quisesse uma coisa e ele queria música comercial italiana, entendeu?

BN – Música pop...

GM – É. E eu estava pensando nos cantautori [cantor-compositor], no Lucho Battisti, Lucio Dalla e tal, mas ele foi mesmo para Laura Pausini... caiu no popular (risos).


BN – Naquela época, foi o último disco antes de ele ficar mal da doença, porque teve o sucesso do Equilíbrio Distante, em 1995, mas na sequência veio  "A Tempestade ou O Livro dos Dias" (1996), pela Legião Urbana, em que ele já estava mal e pouco depois de o disco ser lançado (20 de setembro), em 11 de outubro, ele morreu. Ele já mostrava que ele estava com a saúde debilitada?

GM – Eu não sabia que ele estava doente quando nós viajamos. Eu não sabia. Ele manteve muito isso com o empresário [Rafael Borges], os meninos da Legião [Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá] e pouquíssima gente. Acho que nem a família na época sabia. Ele viajou muito bem. Ele era muito temperamental, né? Assim, eu um dia quando o vi enlouquecido na loja de discos Virgin de Milão, eu falei 'Renato, como é que você vai levar isso tudo?' – 'Eu dou um jeito'. Eu falei com ele que eu viajo com uma malinha mínima para não ter problema e não compro nada. Ele falou assim: 'Se fosse o Caetano [Veloso] você carregava as coisas para ele'. (muitos risos).

BN – (risos) Crise de estrelismo?

GM – (risos) Crise de ciúme! Eu falei, 'primeiro que eu não carrego a mala do Caetano, eu sou uma senhora', mas aí ele comprou uma caixa cheia de Brancas de Neve, de coisas, e foi enchendo aquilo de livro e disco, livro e disco, livro e disco. Aí depois pagou excesso, trouxe aquilo tudo, quando chegou no Rio ele esvaziou a caixa e mandou para a minha filha, que era pequena na época, de presente.

BN – A Marina [integrante da equipe de produção do Camarote Expresso 2222]?

GM – É (risos). Eu falei 'nossa, me deu tapa com luva de pelica' (risos). Era uma caixa linda. Ela guardava todos os joguinhos e as coisas dela nessa caixa. Tinha Branca de Neve, tinha Cinderela...


BN – Como era a convivência com ele nessa temporada na Itália?

GM – Era muito boa porque ele era muito inteligente! Tinha um senso de humor muito peculiar e a gente se divertia bastante. Teve um episódio até muito engraçado que, quando nós estávamos em Roma, eu liguei para o Gianni Minà, que é um jornalista que cobre esportes e era muito amigo de Vinicius, e é assim comunista de carteirinha. Foi o primeiro italiano a ir a Cuba na revolução entrevistar Fidel, aquelas coisas assim. E o Minà, eu liguei para ele e ele me chamou para jantar na casa dele. Eu falei: 'Ah Minà, eu estou acompanhando um artista pop brasileiro...' – 'Traz ele também! Eu estou recebendo um escritor peruano' – comunista, claro, porque na casa dele só ia gente comunista (risos). E eu tentei falar 'Gianni...' e ele: 'não, eu quero muito te ver'. Ele estava com uma mulher nova e disse que queria que eu a conhecesse – 'pode trazer seu amigo! Oito horas em ponto'. Italiano marca a hora porque eles fazem o macarrão quando a pessoa chega, senão a massa fica dura ou mole, enfim, aquelas coisas de italiano. Mas aí eu falei 'eu vou desencorajar o Renato porque isso não vai prestar. Esse elenco junto?'. Falei para o Massimiliano: 'Inventa alguma coisa para fazer com o Renato? É porque eu tenho um jantar na casa do Minà. Você acha que vai combinar?'. Ele disse 'não. Renato, Gianni? Não!' Bom, mas aí eu falei para ele, disse quem era o Gianni Minà e ele ficou interessadíssimo – 'Eu quero ir com você. Eu não quero sair com o Max, não'. Aí eu falei 'olha, Renato, mas tem que ser na hora certa porque italiano tem o negócio da massa, não-sei-quê'. Aí ele atrasou horas, nós chegamos lá e as pessoas já tinham comido a massa e já estavam no segundo prato. A mulher do cara se levantou da mesa, foi para a cozinha fazer um pouquinho de macarrão. Eu falei 'não, não precisa. A gente come a partir do segundo prato' – 'Não, não, não. É uma pasta que eu faço. É a minha especialidade'. Aí, enfim, a conversa estava indo, ele meio assim, porque não falava italiano...

BN – Renato não falava italiano?

GM – Nada! Mas tanto o Minà quanto o escritor, que era de língua espanhola, começaram a falar espanhol para ele poder compreender. E
aí eles começaram a fazer elogio a Cuba, a falar das coisas de Cuba e perguntaram ao Renato: 'Você conhece Cuba?'. Ele bem sério, ficou em pé e falou assim: 'Não. Sabe o que eles fazem com gente gay como eu? Eles botam no paredão! É o fim do mundo!' Menino (risos), eu queria me enterrar, entrar debaixo da mesa... Ele tinha toda a razão no que ele estava dizendo, mas... Aí depois o Minà foi na biblioteca, pegou um livro dele sobre Fidel, fez uma dedicatória para o Renato e me disse: 'molto interessante questo amico'. Eu falei: 'é' (muitos risos)!

BN – Você conviveu com um dos ícones de toda uma geração e, hoje em dia, a gente não tem mais esse tipo de personalidade dentro do cenário rock'n'roll. É claro que a cultura brasileira é rica, mas no rock perdeu-se um pouco daquela essência crítica que se tinha com Legião Urbana, Plebe Rude, Barão Vermelho, Titãs, Ira!, enfim. Para você, o que aconteceu? É uma questão de época apenas?

GM – Eu acho que é. Eu acho que essa coisa da internet é uma faca de dois gumes, entendeu? Acho que pulverizou tudo e eu acho muito inconsistente o rock de hoje. Não acompanho muito de perto porque não é muito a minha praia, mas não se pode comparar com Paralamas, Cazuza, Legião, enfim. O Renato faz muita falta.

BN – Como amigo também?

GM –Como amigo também. Muito divertido o Renato, inteligente... nossa! Uma loucura!

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Ildázio Tavares Jr.

Ildázio Tavares Jr.: Prêmios, acordos e tentativas

14/04/2014 16:00

Na sua nova coluna, Ildázio Tavares Jr. fala sobre a última edição do troféu "Dôdo e Osmar", que, segundo o colunista "é um espelho do mercado criado pelos empresários (sic) do axé: outrora forte e poderoso, mas hoje, me desculpem, patético!". Ildázio comenta sobre a premiação de "destaque do carnaval" para o grupo Alavontê, formado por experientes cantores como Ricardo Chaves, Manno Góes e Magary Lord: "dar um troféu de destaque do carnaval a uma reunião de amigos das antigas que resolveu tomar cachaça e fazer um som, por mais que seja bacana, demonstra uma falta de noção!". O cantor Saulo, que entrou recentemente em carreira solo, também foi tema no texto de Ildázio. "Saulo bradou lá na cerimônia: 'Não deixem que ninguém diga o que devem cantar!' Me desculpe de novo, mas Saulo fez isso a vida inteira, da Chica Fé ao Eva! Só no final que se revoltou, mandou o Eva pastar e foi fazer a sua verdade acontecer. Todos ali, tirando um ou outro, se submeteram e se submetem a qualquer coisa para fazer sucesso e virar artista!". Leia a íntegra no texto na coluna Cultura.

Ildázio Tavares Jr: Fim de Festas, Reinados e Burrice à vista!

24/03/2014 12:27

Em sua coluna, Ildázio Tavares Jr. fala sobre as movimentações dos artistas baianos partindo para suas carreiras solo e afirma que o Axé "inicia seu irreversível processo de aposentadoria". "O Axé caminha de maneira melancólica para seus derradeiros momentos, fruto da ganância, cegueira de marketing, máfia musical, panelagem furada, e, acima de tudo, burrice de um bando de incompetentes". O colunista também comenta sobre o possível fim da "relação comercial mais bem sucedida do axé business" entre Durval Lelys e Marcelo Brasileiro no Asa de Águia. "Penso que Durval cansou de tudo isso". Leia a coluna completa!

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