Alexandra Isensee

Alexandra Isensee

Colunista Social

16/05/2012 - 08:50

Coluna Social: MAM-BA recebe nesta semana um dos mais importantes críticos da arte contemporânea

15/05/2012 - 10:57

Coluna Social: Encontro de Negócios no Baby Beef

Empresário baianos se reúnem no III Fórum de Liderança.

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Entrevistas

Patrícia Almeida: Conheça o 'Olhar em Repouso' da fotógrafa e arquiteta baiana

Em cartaz na galeria do Goethe Institut (ICBA) até esta semana, a exposição fotográfica ‘Olhar em Repouso’ diz muito sobre quem está por trás das lentes de cada registro. São cerca de 60 fotos, em diferentes lugares do mundo, e que em comum têm um olhar de contemplação diante de um tempo que prima pela velocidade. A fotógrafa e estudante de Arquitetura, Patrícia Almeida, autora dos cliques, conversou com o Bahia Notícias sobre como surgiu a ideia de sua primeira exposição individual, sobre as interseções entre fotografia e arquitetura e também sobre a explosão dos efeitos vintage nas fotografias e a recuperação de um certo “tempo lento”. “Tem muita essa discussão de que é difícil ser fotógrafo. Mas se você pensar, todo mundo pode ser fotógrafo, basta ter uma câmera. E o Istangram é justamente isso, usar efeitos de uma câmera mais antiga, mais vintage, aplicar um filtro legal. Eu acho bacana. Democratizar a produção, esse é um debate interessante de ser feito”.

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Diga aí

Michel Teló lidera lista dos shows mais caros do país

Onde estão Ivete Sangalo, Chiclete com Banana e Claudia Leite, tenho certeza que estão entre os 10 primeiros.

15/05/2012 - 22:20

Hebert

Michel Teló lidera lista dos shows mais caros do país

Essa lista ai falta muita gente tipo: Ivete, chiclete e ASA.

14/05/2012 - 21:32

Cláudio pereira

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Segunda, 06 de Fevereiro de 2012 - 11:34

Moraes Moreira e o problema da música do Carnaval

por James Martins

Moraes Moreira e o problema da música do Carnaval
Quando ‘Toda Boa’, do Psirico, ganhou a ‘Música do Carnaval’ quase assistimos a um enfarto de Bell Marques. O barbudo do Chiclete brigou até o fim pela sua ‘A Fila Andou’. Mas não teve jeito, foi a primeira vez que a fila desandou e um pagode ganhou o prêmio: era 2008. Já no ano passado eu avisei aqui mesmo, com antecedência: ‘Mulher Maravilha vai ganhar por W.O.’. E ganhou. E nem Bell, nem Cláudia Leitte, nem Ivete Sangalo... ninguém nem ligou. Ora, por quê? Simples: faz tempo que a música deixou de ser o foco dos grandes artistas-empresários do carnaval baiano. Bell ocupado demais em criar barba para vender à Gillette, Cláudia Leitte com imitar Ivete, Ivete vendendo de tudo: desde passagem aérea até chinelo, passando por boneca, caldo de galinha, móveis, imóveis, o diabo! Enfim, música que é bom, nada. A aridez da Axé Music é coisa para alimentar três desertos. E por falar em deserto, no último sábado (4), aproveitei as ruas esvaziadas pela greve da polícia militar e fui passear com Lelê: uma delícia. O Porto da Barra limpo, as ruas tranqüilas, o trânsito leve. À noite fomos até o Clube Fantoches (2 de Julho) para o ‘Moraes Carnaval Moreira’, o ensaio de verão do grande cantor e compositor baiano que é, entre outras coisas, o primeiro vocalista de trio elétrico da história. Lá estava Moraes acompanhado de sua banda, de suas canções, do genial Davi (filho e parceiro), de Pepeu Gomes (convidado especial) e de uma multidão de fãs, inclusive nós. O show foi ótimo, mas não é isso o que eu quero dizer. Eis o que quero dizer: Moraes Moreira lançou duas novas canções feitas para a festa deste ano, ‘Raças e Religiões’ (uma típica marcha-frevo das suas) e ‘Feito Jorge Ser Amado’ (um samba em homenagem ao escritor que completaria 100 anos neste 2012). Duas! Pois bem, sabem o que vai acontecer? Nada.
 
Basta lembrar, querido leitor, que no ano passado Moraes também lançou música feita para o carnaval, ‘Bahia Você é Minha Porra’, e que você já esqueceu, se é que ouviu. Basta lembrar ainda que no ano anterior (2010), pelos 60 anos do Trio Elétrico, ele lançou outras duas músicas que, além da evidente alegria que legaram à sua elegante e animada pipoca (inclusive nós), passaram quase despercebidas. E novamente eu pergunto: por quê? E novamente respondo: porque não tocam. Nem no rádio, nem na tevê, nem nos outros trios, nem em lugar nenhum desse deserto sitiado e loteado. As composições dele, por isso mesmo, nem sequer são mencionadas para o concurso (bastante desmoralizado, é verdade) que escolhe o melhor da folia. Sinceramente, acho que Moraes Moreira já não precisa provar nada a ninguém. Acontece que este total descaso para com as suas músicas é que prova (involuntariamente) a incompetência dessa renca toda (o Word sugeriu que a palavra ‘renca’ é um erro e que pode ser substituída por ‘renda’: programinha esperto). É como se houvesse uma bolha que isola não apenas alguns do lado de fora, mas também todo mundo do lado de dentro. E um lado só existe por causa do outro lado. Aliás, a Bahia é a terra, tradicionalmente, onde todos os lados são um lado só. E o carnaval era para ser a radicalização dessa tendência. Mas os radialistas não se dão nem ao trabalho de tocar as “outras” músicas, só as mesmas. Mesmo que essas mesmas não consigam tocar ninguém, nem mesmo aos chicleteiros mais mastigados. Lastimável. Porém, na minha opinião, o pior mesmo é a postura dos artistas. Já que no carnaval a prática (que eu adoro) é todo mundo cantar a música de todo mundo, porque é que Durval, Márcio Victor, Tomate e companhia não cantam as músicas de Moraes Moreira? Será que não conhecem? Se é isso, Lelê e eu vamos levá-los ao próximo ensaio, dia 11 (sábado), no mesmo bat-local. Ou será que acham as músicas ruins? Ou será que acham as músicas boas demais? O que será que será? São perguntas que faço, sem achar resposta.
 
A verdade é que essa postura é deveras representativa dos males que acometem a nossa cidade e a sua festa maior. Esse ensimesmamento abominável, essa separação imbecil, o comercialismo desvairado, essa pressa, esse papo torto de segmentação e universo paralelo. E pensar que o lema do carnaval já foi “pode misturar”. Quero alhos e bugalhos. Houve quando uma música do Chiclete com Banana (o próprio nome da banda vem de um sucesso de Jackson do Pandeiro que fala de mistura) tirava onda com um sujeito cri-cri que não “dança[va] uma lambada, só valsa de Strauss”. Eu, que ganhei vários concursos de lambada na infância, adorava. Mas hoje, quando dizer Strauss dentro da corda do Camaleão é como falar alemão, fico achando que essa lambada de serpente que morde o próprio rabo tá precisando dar uma folga e uma folgada. Não basta ter o FatBoy Slim em cima do trio, é preciso romper as cordas, as barreiras, as blindagens, os coletes à prova de balas que nos desunem o ano inteiro. Acabar com esse papo de alternativo: a gente nasceu aqui, minha gente. Não adianta baixar as cordas em um dia numa mal arranjada ação de marketing que só indica desespero. É preciso também fazer música. Música no sentido de arte, como Bell já fez tão bem, lembram? “A Praça Castro Alves é do povo. / Mas Kilkerry da Rua do Cabeça / já dizia: Olhos novos para o novo”, no refrão do super paulista Augusto de Campos. “O antigo que foi novo é tão novo quanto o mais novo novo”, do mesmo. E por falar em trio sem corda, isso Moraes Moreira, Armandinho, Dodô e Osmar já fazem há séculos. Parece mesmo que o destino dos Bells Marques tornou-se correr atrás, na retaguarda. Assim sendo, que pelo menos tirem as músicas novas do eternamente novo e baiano para tocar este ano. Nem que seja como mais um drible de marketing. O que não dá é continuar como está, essa auto-suficiência cada vez mais insuficiente. Já que em 2012 o mundo se acaba, que a gente comece refazendo o nosso carnaval em cada esquina, de Ubarana a Amaralina que alucina a multidão.

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