Quinta, 23 de Novembro de 2017 - 15:30

‘A Vilã’ traz para o cinema uma história que mescla ação com dramas e reviravoltas

por Edimário Duplat

‘A Vilã’ traz para o cinema uma história que mescla ação com dramas e reviravoltas
Muito se fala sobre como os quadrinhos influenciam a dinâmica dos filmes de ação nos dias atuais (o que na verdade sempre foi uma via de mão dupla desde o começo dos tempos, mas isso é outra história...). Entretanto, é também nos games e sua gigantesca indústria de criação que existe uma nova fonte de perspectiva que casa muito bem - quando bem construída - com o que é feito para as telonas. E um dos melhores exemplos de um casamento harmonioso entre os dois meios vem de “A Vilã”, filme de Jung Byung-Gil que estreia nos cinemas de todo o Brasil.

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Quarta, 15 de Novembro de 2017 - 17:30

Liga da Justiça vai além dos erros e traz o espirito heroico para os filmes da DC

por Edimário Duplat

Liga da Justiça vai além dos erros e traz o espirito heroico para os filmes da DC
Depois de Homem de Aço, Batman Vs Superman e Esquadrão Suicida, o Universo DC dos cinemas amargava críticas pesadas sobre a sua questionável representação dos super-heróis nas telonas. Com narrativas confusas e escolhas duvidosas, as histórias pecaram por problemas que iam além de apenas uma interpretação diferente das histórias em quadrinhos, sendo também exemplos ruins de produção e montagem para o próprio mercado do entretenimento cinematográfico.

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Quinta, 21 de Setembro de 2017 - 15:50

Mesmo com excelente mensagem, ‘Mãe!’ sucumbe em execução duvidosa e cansativa

por Edimário Duplat

Mesmo com excelente mensagem, ‘Mãe!’ sucumbe em execução duvidosa e cansativa
Segundo o cineasta Martin Scorsese, o cinema é “a importância do que está dentro do quadro e o que está fora”. E, dentro desse contexto, não podemos ignorar que são infinitos os valores simbólicos que são transmitidos por essa mídia, valendo-se de distintos graus de concepção para levar o seu público ai maior número de interpretações possíveis. Como disse Federico Fellini: “No verdadeiro cinema, cada objeto e cada luz significa alguma coisa, como em um sonho”.

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Quinta, 07 de Setembro de 2017 - 18:50

‘Uma Mulher Fantástica’ questiona preconceitos da sociedade contra transgêneros

por Edimário Duplat

‘Uma Mulher Fantástica’ questiona preconceitos da sociedade contra transgêneros
Vencedor do Urso de Prata de melhor roteiro no Festival de Berlim 2017, chega aos cinemas brasileiros o filme chileno ‘Uma Mulher Fantástica’, drama que usa de sensibilidade e lirismo para contar a história de Marina (Daniela Vega), uma mulher transgênero que sofre a perda de seu companheiro e precisa combater os preconceitos da família do parceiro falecido para se despedir dele.

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Quinta, 07 de Setembro de 2017 - 17:50

Com pitadas de terror, ‘It: A Coisa’ é uma macabra aventura juvenil contra o medo

por Edimário Duplat

Com pitadas de terror, ‘It: A Coisa’ é uma macabra aventura juvenil contra o medo
Clássico livro do escritor Stephen King, “It: A Coisa” chega aos cinemas de todo o Brasil em sua segunda releitura para o formato audiovisual. E diferente do que aconteceu na versão dos anos 90 – inicialmente uma série que foi levada para as telas – temos nesta obra um foco totalmente voltado para a primeira metade da história: uma aventura juvenil que sabe utilizar do terror para criar um conto de amizade e superação.

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Com naturalidade e empatia, ‘Como Nossos Pais’ é um retrato da atual mulher brasileira

Vencedor de seis estatuetas do 45º Festival de Cinema de Gramado, levando os Kikitos de Melhor Filme, Direção, Ator, Atriz, Atriz Coadjuvante e Montagem, chega aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (31) o filme Como Nossos Pais, drama dirigido por Laís Bodanzky e que tem como assunto principal os dilemas e inquietações da mulher contemporânea.


Entretanto, resumir a película para apenas o seu foco principal é reduzir – e muito – a maneira do qual temos toda a construção de uma narrativa que transcende diversos assuntos recorrentes a família brasileira, que vão desde a construção das relações humanas até o conflito de gerações que questiona papéis pré-estabelecidos ou vícios sociais. Uma conjuntura de dramas pessoais que traduzem e representam a complexa rede de interações entre os pares de um casal ou na vida entre pais e filhos. 


A história se inicia em um jantar de família, no qual Rosa (Maria Ribeiro), em mais uma discussão com a sua mãe, Clarice (Clarisse Abujamra), descobre que é filha de um caso extraconjugal de sua progenitora. Este é só o início de um turbilhão de problemas que passam a assolar a sua vida e variam desde as dificuldades de seu casamento com Dado (Paulo Vilhena), mudanças em sua carreira profissional e o desafio na criação das filhas.


E no meio disso tudo, temos um filme que apresenta como sua melhor característica a delicadeza para poder falar de cada um destes assuntos, e tantos outros que reverberam na trama, fazendo com que a história soe de forma natural e cria uma imediata identificação com o espectador. Algo que funciona para aqueles que se enxerguem nos arquétipos de mãe, esposa e filha (vividos pela protagonista) e também para tantos outros que se reconheçam ao lado da personagem e entendem o seu papel na grande máquina das interações sociais.


Com essa força empática, Como Nossos Pais cria uma bela história que ultrapassa maniqueísmos rasos e assume a complexidade do ser humano como sua maior e pior característica, tendo o foco no grande movimentador central da nossa sociedade em metamorfose: a mulher. 

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Em meio ao espirito dos anos 1980, 'Atômica' explora o que há de melhor nos filmes de ação

Lembro como se fosse hoje. Posso não recordar a data de cabeça, mas ainda estão bem claras na minha mente as imagens da Queda do Muro de Berlim, ocorridas no final do ano de 1989. Tinha apenas sete anos, mas já entendia que muito do mundo que conhecia, ou ouvia falar, seria totalmente diferente a partir daquele ato simbólico que representava a unificação alemã e o enfraquecimento da Cortina de Ferro. Um clima anterior de incertezas e medo, que se transformou em uma mensagem de otimismo para a efervescente juventude dos anos 1980.

 

E foram nesses dias que antecederam a Queda do Muro, com intrigas e temores sobre os rumos da Guerra Fria, que o diretor David Leitch ambienta o filme "Atômica", um thriller que sabe utilizar das referências sensoriais deste período para escrever mais um interessante capítulo nas películas modernas de ação.

 

Estreando nos cinemas de todo o Brasil nesta quinta-feira (31), "Atômica" tem como protagonista a audaciosa e sensual agente britânica Lorraine Broughton (Charlize Theron). Enviada a Berlim pelo Reino Unido, a oficial terá que solucionar o assassinato de um colega em missão na capital alemã, além de recuperar uma lista perdida de agentes duplos antes da iminente queda do Muro de Berlim. Mesmo com a ajuda do David Percival (James McAvoy), Broughton terá que contar com apenas a sua intuição para saber quem são seus verdadeiros aliados e inimigos na operação.

 

É dentro dessa instigante colcha de retalhos – envolvendo americanos, ingleses, soviéticos, franceses e alemães – que temos um filme movimentado do início até o fim com muita ação e uma potente trilha sonora recheada com músicas marcantes do final dos anos 1980 e início dos 1990. Nos últimos tempos, não é novidade a integração destes dois elementos, principalmente com canções referenciais de décadas passadas. E este é um dos filmes que demonstra a força deste recurso, pois não só integra os sons a momentos específicos da trama como também consegue dar densidade a narrativa que é vista na telona.

 

E se a trilha sonora já é um destaque a parte, as sequências de ação são outra boa justificativa para apreciar o filme. Ex-dublê, o diretor David Leitch demonstra muita inteligência na construção das cenas de combate, com uma bom uso dos ambientes e uma preocupação para tornar a conflito o mais próximo possível do real, com marcas e hematomas presentes nos oponentes.

 

Além disso, Leitch utiliza o que existe de mais atual na narrativa das lutas corporais, sem medo de  recursos como planos sequência (cena filmada sem cortes) ou perspectivas que permitam surpreender o espectador pelo simples fato de não mostrar o movimento de objetos até que cheguem de encontro ao seu alvo.

 

Nas atuações, Charlize Theron mais uma vez não decepciona e se consolida como uma das melhores atrizes de ação da atualidade. Assim como faz com a Imperatriz Furiosa, em Mad Max, sua Agente Broughton tem identidade e consegue segurar a história, assim como James McAvoy e seu controverso agente Percival. Ainda temos na película os atores John Goodman, Til Schweiger, Eddie Marsan e Toby Jones, com a atriz Sofia Boutella completando o elenco.

 

Para além de uma boa história de espionagem, que sabe o seu papel e faz um interessante apanhado histórico para enriquecer a trama, Atômica funciona com excelência em suas cenas de pancadaria para dar um instigante thriller com todos os recursos dos filmes deste gênero no século XXI.

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Quinta, 17 de Agosto de 2017 - 16:50

Sabendo explorar a fórmula, 'Anabelle 2' é um instigante filme de suspense e terror

por Edimário Duplat

Sabendo explorar a fórmula, 'Anabelle 2' é um instigante filme de suspense e terror
Sucesso no mundo todo, a franquia Invocação do Mal segue se tornando uma boa referência para a criação de outras obras que explorem os contos de terror baseados nos casos dos demonologistas Ed e Lorraine Warren. E com base neste mundo de temores e perigos sobrenaturais, a continuação do spin-off Anabelle – intitulado "Anabelle 2: A Criação do Mal" - chega nesta quinta-feira (17) aos cinemas de todo o Brasil com uma história mais densa que o seu antecessor e claras referências ao universo de ocultismo que se confunde com os casos reais que deram origem a série de filmes.

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Quinta, 17 de Agosto de 2017 - 14:50

Com história fraca e confusa, 'Uma Família Feliz' é uma animação pobre e sem sentido

por Edimário Duplat

Com história fraca e confusa, 'Uma Família Feliz' é uma animação pobre e sem sentido
Dentre as várias animações que chegam as telonas, nem todas conseguem imprimir o atual sucesso desse segmento, que nos últimos vinte anos é reconhecido por apresentar histórias com bom conteúdo tanto para adultos quanto para as crianças. Este é o caso do filme alemão "Uma Família Feliz", que estreia nesta quinta-feira (17) nos cinemas de todo o Brasil.

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De forma lúdica, 'O Filme da Minha Vida' é uma bela e sutil história sobre amadurecimento
Desde que passou a dirigir filmes, o ator Selton Mello segue elogiado por público e crítica em relação as obras que apresenta no cinema. E no caso de "O Filme da Minha Vida", que estreia nesta quinta-feira (3) nos cinemas de todo o Brasil, deve se repetir o que já vimos em películas anteriores como "Feliz Natal" (2008) e "O Palhaço" (2011), já que o diretor apresenta um belo filme que sabe valorizar uma narrativa lúdica para contar uma história que fala sobre amadurecimentos e responsabilidades. Baseado no livro Um Pai de Cinema, "O Filme da Minha Vida" nos apresenta como protagonista o jovem Tony Terranova (Johnny Massaro), professor recém-formado que retorna a sua cidade natal, localizada nas Serras Gaúchas, no mesmo dia que o seu pai, o francês Nicolas Terranova (Vincent Cassel) abandona a família. Daí em diante, Tony precisa conviver com a sombra da ausência de seu pai e como ela afeta toda a sua família e amigos. Paralelo a isso, as descobertas do amor e sua paixão pelo cinema criam situações que o obrigam a tomar um papel de maior controle sobre a sua vida.

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