Domingo, 03 de Dezembro de 2017 - 21:43

'Não tendo o Furdunço, a gente não sabe o que vai fazer', diz guitarrista do BaianaSystem

por Júnior Moreira / Lucas Arraz / Rebeca Menezes

'Não tendo o Furdunço, a gente não sabe o que vai fazer', diz guitarrista do BaianaSystem
Foto: Lucas Arraz / Bahia Notícias

O BaianaSystem agitou o público do Combina MPB neste domingo (3), ao lado de BNegão e Emicida e os fãs da banda já querem saber onde vão ouvir "Playsom" no Carnaval. Mas por enquanto, não adianta marcar nada na agenda. Roberto Barreto, guitarrista do grupo, explicou que não há nada fechado para a folia de 2018. "A gente não pensa muito em surpresa. A gente tá sempre fazendo coisas que não sabe quando vai sair, sempre fazendo música, colaborando... Depende muito de uma série de coisas. Carnaval é muito importante pra gente, mas a gente só sabe das coisas em cima da hora. Então até agora a gente não sabe como vai ser, mas estamos sempre na expectativa de estar na rua", admitiu. Uma das principais atrações do Furdunço neste ano, o Baiana ficará de fora do circuito antes da folia porque seu público teria crescido tanto que já não cabe entre as pequenas bandas e fanfarras. Para Barreto, contudo, a história da banda tem tudo a ver com a proposta. "Divulgaram que a gente não ia participar do Furdunço e depois a gente foi comunicado disso. Não vamos tocar no Furdunço. Falaram que o Baiana cresceu muito, que o público cresceu, e que o Furdunço tinha uma outra história. Na verdade, o Baiana tem uma ligação grande porque ajudou a construir o Furdunço, que tem a ver com o discurso que a gente falava: de um Carnaval sem cordas, de fazer o trio menor pra poder aproximar do público. Não tendo o Furdunço, a gente não sabe o que vai fazer, mas a ideia é botar o Navio [Pirata] na rua. De que forma a gente não sabe ainda", garantiu. O guitarrista ainda comemorou a execução do Combina MPB, já que para ele "os festivais estão sendo responsáveis pela manutenção da música nos últimos anos". A avaliação é compartilhada por BNegão. "Eu comecei na música, o que me fez entrar na música foi precisar falar. E o Baiana nasceu - eu me lembro que a gente ficava conversando nas madrugadas de Salvador, andando de carro pra lá e pra cá: 'Pô, quero fazer o negócio do Carnaval, Carnaval aqui tá complicado, muita corda, muita coisa, quero fazer um negócio sem corda'. Pensando toda a parada do Baiana em função disso, já é uma posição danada, começar no cerne da banda. Então pra gente é fundamental e natural, porque a gente respita isso", defendeu BNegão.

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